Sobre a existência ou não de um apagão no governo anterior, agora pode comparar.
Não dá para dizer nunca na história desse país, mas a mostra diz tudo.
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ex-presidente bom...
...é, para a grande parte dos governistas do turno, igual cerveja e sogra: gelado e em cima da mesa.
Só isso poderia justificar a reação ao artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão. Idiotices como as de Emir Sader são apenas as mais vistosas de uma ampla gama de pessoas que querem cassar a legitimidade da liberdade de expressão daqueles com mais capacidade, ao menos em teoria, para se pronunciar a respeito dos assuntos que concernem à nação. Vai do atual presidente ao jornalista do tempo do onça.
Quando comentarista esportivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva era anunciado como aquele que conhece porque esteve lá. Já para os ex-mandatários a coisa parece, aos olhos desses que os querem calados, funcionar à maneira inversa, não conhecem porque estiveram lá.
Por minha parte, quero mais é que eles falem. Nosso país seria muito melhor caso esse policiamento não ocorresse. Apesar de não respeitar muitos dos aptos a falar, sou defensor incondicional da liberdade de expressão.
Democracias são fundadas nas discordâncias pacíficas. Enquanto todos estiverem apenas falando, nosso regime não corre perigo e a sociedade pode se depurar, muitas vezes apesar dos políticos.
Se os que estiverem se expressando conseguirem concatenar ideias, melhor.
Só isso poderia justificar a reação ao artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão. Idiotices como as de Emir Sader são apenas as mais vistosas de uma ampla gama de pessoas que querem cassar a legitimidade da liberdade de expressão daqueles com mais capacidade, ao menos em teoria, para se pronunciar a respeito dos assuntos que concernem à nação. Vai do atual presidente ao jornalista do tempo do onça.
Quando comentarista esportivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva era anunciado como aquele que conhece porque esteve lá. Já para os ex-mandatários a coisa parece, aos olhos desses que os querem calados, funcionar à maneira inversa, não conhecem porque estiveram lá.
Por minha parte, quero mais é que eles falem. Nosso país seria muito melhor caso esse policiamento não ocorresse. Apesar de não respeitar muitos dos aptos a falar, sou defensor incondicional da liberdade de expressão.
Democracias são fundadas nas discordâncias pacíficas. Enquanto todos estiverem apenas falando, nosso regime não corre perigo e a sociedade pode se depurar, muitas vezes apesar dos políticos.
Se os que estiverem se expressando conseguirem concatenar ideias, melhor.
domingo, 8 de novembro de 2009
O absurdo apenas aumenta
A loira da Uniban foi expulsa. Alguns de seus algozes suspensos.
E a universidade? Nada tem a ver com a história?
Se o comportamento era inadequado e recorrente, por que não foi coibido anteriormente? Se a roupa era claramente inadequada, por que foi permitida a entrada no recinto de quem a portava?
Fora nos Estados Unidos, essa moça poderia se considerar uma nova milionária, pois o processo que moveria contra a empresa de ensino seria favas contadas. Aqui vai ser apenas mais uma presa na lentidão judicial, com indenizações retidas pelas manobras dos advogados da Uniban.
Assim caminha a humanidade. Diz-se que a escola foi a única instituição criada na idade média que continua com suas características básicas imutáveis. Parece que na unidade São Bernardo da prestigiosa instituição de ensino superior nem os alunos evoluíram. A caça as bruxas segue modelo corrente.
Salém não faria melhor.
E a universidade? Nada tem a ver com a história?
Se o comportamento era inadequado e recorrente, por que não foi coibido anteriormente? Se a roupa era claramente inadequada, por que foi permitida a entrada no recinto de quem a portava?
Fora nos Estados Unidos, essa moça poderia se considerar uma nova milionária, pois o processo que moveria contra a empresa de ensino seria favas contadas. Aqui vai ser apenas mais uma presa na lentidão judicial, com indenizações retidas pelas manobras dos advogados da Uniban.
Assim caminha a humanidade. Diz-se que a escola foi a única instituição criada na idade média que continua com suas características básicas imutáveis. Parece que na unidade São Bernardo da prestigiosa instituição de ensino superior nem os alunos evoluíram. A caça as bruxas segue modelo corrente.
Salém não faria melhor.
sábado, 7 de novembro de 2009
Vale dar uma olhada
Se você ainda não sabe o que incoerência significa, aprenda aqui, tentando entender o discurso de nosso presidente.
Quando alguém acostumado a discursar sem parar diz, em tom acusatório, que quem fala o que quer ouve o que não quer, está apenas justificando a quem quer denegrir.
Quem diz, orgulhosamente, ter feito uma vez e meia o que os demais não fizeram ou está querendo enganar o povo com a retórica (fiz muito mais nada que eles) ou se orgulhando de nada fazer. No primeiro caso é apenas mais um político safado, no segundo apenas mais um vagabundo. Sendo o segundo caso, merece minha admiração, pois poucos assumem a condição, mas em qualquer das hipóteses mostra sua inadequação ao cargo que gostaria de ocupar para sempre.
Como diria o Metallica: Sad but true.
Quando alguém acostumado a discursar sem parar diz, em tom acusatório, que quem fala o que quer ouve o que não quer, está apenas justificando a quem quer denegrir.
Quem diz, orgulhosamente, ter feito uma vez e meia o que os demais não fizeram ou está querendo enganar o povo com a retórica (fiz muito mais nada que eles) ou se orgulhando de nada fazer. No primeiro caso é apenas mais um político safado, no segundo apenas mais um vagabundo. Sendo o segundo caso, merece minha admiração, pois poucos assumem a condição, mas em qualquer das hipóteses mostra sua inadequação ao cargo que gostaria de ocupar para sempre.
Como diria o Metallica: Sad but true.
domingo, 1 de novembro de 2009
Vergonha nacional
Voltando para casa na quinta-feira, ouvi relatos de colegas que estudaram no interior sobre os trotes extremamente pesados a que eram submetidos os estudantes naquelas paragens. Coisa de gente completamente sem noção.
Não vou aqui bancar o hipócrita e dizer que sou contra os trotes, sejam quais forem. Já participei de muitos, nos dois lados da moeda, e sei que há sempre um componente de humilhação embutido. Tenta-se provar uma suposta superioridade dos mais experientes de curso sobre os novatos. Mas, e talvez mais importante, há o componente de manada, meus amigos estão fazendo, e de tradição burra. Fazem porque sempre foi feito, e esperam que continuem fazendo os que aqui permanecerem quando não estiverem mais presentes.
Na sexta, ouvi por cima comentários sobre a loira da Uniban, sem saber muito bem do que se tratava. Só sabia de uma confusão em uma faculdade. E no sábado vim me interar, aqui na internet, dos fatos. Não consegui. Eles ainda não fazem sentido para mim.
Já trabalhei naquela unidade da Uniban, na academia, de ginástica, que existia no primeiro andar, quando não havia nem biblioteca no prédio. Passada quase uma década, não sei o quanto as coisas mudaram, mais isso informa um pouco sobre as prioridades da instituição naquele tempo. E também algo sobre a suposta motivação dos alunos para o ataque. Estar vestindo algo inadequado não é, nem de longe, razão, pois, mesmo que fosse válida - o que não é -, os alunos estão acostumadas a ver naquele mesmo recinto pessoas muito mais despidas do que aquele vestidinho vermelho permite antever, como em toda a academia ou faculdade paulistana, diga-se de passagem.
Há, portanto, algo muito mal contado nessa história. Os responsáveis pela incitação contra a garota devem ter outras motivações, ainda mais sórdidas do que a defesa de uma moral e bons costumes de meados do século passado, provavelmente uma vingança ou recalque mal dissimulado, e utilizaram uma turba de mentecaptos como massa de manobra. Deram-se mal, transformaram a vítima em uma mártir, com todas as benesses que a mídia traz para esse tipo de celebridade momentânea. Caso estivéssemos nos EUA, certamente a garota seria eleita a rainha do baile e, se for esperta, pode até realmente acabar fazendo programas, de TV. Derrota completa dos acusadores, que, apesar de tudo, não dão o braço a torcer.
O importante de tudo, porém, é que os episódios de trote exacerbado, recorrentes pelo Brasil, e do vestidinho da moça da Uniban demonstram que é muito fácil angariar mentecaptos na nossa juventude universitária. No ambiente no qual deveria prevalecer a racionalidade, a barbárie impera. Se já havia perdido a fé no Brasil, agora se acabaram as esperanças de recuperá-la. Se, acidentalmente, o país der certo, será apesar do povo, não por causa dele. O melhor do Brasil não é, definitivamente, o brasileiro.
Quanto à estudante da Uniban que foi constrangida, está certa em querer retomar sua vida, porém está errada em achar-se culpada pelo incidente. Mostrar as pernas não é razão para ser ameaçada de estupro. Aos que acham o contrário, há várias maneiras de alcançar o paraíso na Terra. O Oriente Médio está sempre precisando de trabalhadores qualificados e empreendedores. E, ao contrário de Cuba e Coréia do Norte, é facultado a todo brasileiro sair do país, a hora em que bem entender.
A vergonha nacional não é o vestido curto, é quem se incomoda com ele.
Não vou aqui bancar o hipócrita e dizer que sou contra os trotes, sejam quais forem. Já participei de muitos, nos dois lados da moeda, e sei que há sempre um componente de humilhação embutido. Tenta-se provar uma suposta superioridade dos mais experientes de curso sobre os novatos. Mas, e talvez mais importante, há o componente de manada, meus amigos estão fazendo, e de tradição burra. Fazem porque sempre foi feito, e esperam que continuem fazendo os que aqui permanecerem quando não estiverem mais presentes.
Na sexta, ouvi por cima comentários sobre a loira da Uniban, sem saber muito bem do que se tratava. Só sabia de uma confusão em uma faculdade. E no sábado vim me interar, aqui na internet, dos fatos. Não consegui. Eles ainda não fazem sentido para mim.
Já trabalhei naquela unidade da Uniban, na academia, de ginástica, que existia no primeiro andar, quando não havia nem biblioteca no prédio. Passada quase uma década, não sei o quanto as coisas mudaram, mais isso informa um pouco sobre as prioridades da instituição naquele tempo. E também algo sobre a suposta motivação dos alunos para o ataque. Estar vestindo algo inadequado não é, nem de longe, razão, pois, mesmo que fosse válida - o que não é -, os alunos estão acostumadas a ver naquele mesmo recinto pessoas muito mais despidas do que aquele vestidinho vermelho permite antever, como em toda a academia ou faculdade paulistana, diga-se de passagem.
Há, portanto, algo muito mal contado nessa história. Os responsáveis pela incitação contra a garota devem ter outras motivações, ainda mais sórdidas do que a defesa de uma moral e bons costumes de meados do século passado, provavelmente uma vingança ou recalque mal dissimulado, e utilizaram uma turba de mentecaptos como massa de manobra. Deram-se mal, transformaram a vítima em uma mártir, com todas as benesses que a mídia traz para esse tipo de celebridade momentânea. Caso estivéssemos nos EUA, certamente a garota seria eleita a rainha do baile e, se for esperta, pode até realmente acabar fazendo programas, de TV. Derrota completa dos acusadores, que, apesar de tudo, não dão o braço a torcer.
O importante de tudo, porém, é que os episódios de trote exacerbado, recorrentes pelo Brasil, e do vestidinho da moça da Uniban demonstram que é muito fácil angariar mentecaptos na nossa juventude universitária. No ambiente no qual deveria prevalecer a racionalidade, a barbárie impera. Se já havia perdido a fé no Brasil, agora se acabaram as esperanças de recuperá-la. Se, acidentalmente, o país der certo, será apesar do povo, não por causa dele. O melhor do Brasil não é, definitivamente, o brasileiro.
Quanto à estudante da Uniban que foi constrangida, está certa em querer retomar sua vida, porém está errada em achar-se culpada pelo incidente. Mostrar as pernas não é razão para ser ameaçada de estupro. Aos que acham o contrário, há várias maneiras de alcançar o paraíso na Terra. O Oriente Médio está sempre precisando de trabalhadores qualificados e empreendedores. E, ao contrário de Cuba e Coréia do Norte, é facultado a todo brasileiro sair do país, a hora em que bem entender.
A vergonha nacional não é o vestido curto, é quem se incomoda com ele.
sábado, 31 de outubro de 2009
Sou só eu...
... ou mais alguém pensa que esse desperdício de dinheiro público é uma palhaçada?
Seja para combater a entrada de armas ou para investigar as roupas íntimas das "mulas" de dólares, comprar aparelhos e deixá-los encaixotados por mais de 2 anos é algo ruim. Se por falta de treinamento dos futuros usuários, pior ainda.
E a pior parte é que nem vão utilizar a maior parte dos equipamentos, ficaram apenas guardando material por alguns aninhos.
Seja para combater a entrada de armas ou para investigar as roupas íntimas das "mulas" de dólares, comprar aparelhos e deixá-los encaixotados por mais de 2 anos é algo ruim. Se por falta de treinamento dos futuros usuários, pior ainda.
E a pior parte é que nem vão utilizar a maior parte dos equipamentos, ficaram apenas guardando material por alguns aninhos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Esse Gian é mesmo neurótico
Quase me esqueço de assinalar aqui o aniversário de 50 anos de meus personagens preferidos no universo dos quadrinhos, Asterix e seus colegas.
A ocasião traz, como presente aos fãs, um novo álbum.
Preciso, agora, lembrar-me de ir à livraria o mais rápido possível.
A ocasião traz, como presente aos fãs, um novo álbum.
Preciso, agora, lembrar-me de ir à livraria o mais rápido possível.
Há controvérsias
Dizer que um país está mal porque a Turma do Ronald pulou do barco?
Eu diria que os conterrâneos da Bjork saíram ganhando.
Eu diria que os conterrâneos da Bjork saíram ganhando.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Já disse aqui o que penso dos senadores de São Paulo
Agora vejam o que pensa o senador piauiense sobre um deles e o estado que o elegeu.
Seria caso de cantar:
Se os senadores daqui são assim, imaginem os d...?
(via Josias de Souza)
Seria caso de cantar:
Se os senadores daqui são assim, imaginem os d...?
(via Josias de Souza)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sobre o novo delírio de Mantega
Também chamado de imposto regulatório, há pouco a ser dito. Não funcionou no passado e não funcionará agora, como aliás, sói acontecer com as ideias que provém daquela cabeça privilegiada.
Pelo sim, pelo não, a revista Exame, representante do empresariado e, por conseguinte, dos únicos que podem se beneficiar com a subida do dólar, os exportadores, resolveu perguntar: e se o IOF não der certo?
Como sabemos que não dará, basta esperar sentado, ver o caixa do governo engordar um pouquinho, e esperar pela próxima frase que não se escreve deste que luta para provar ser o pior ministro do governo Lula. Disputa, convenhamos, acirradíssima.
Reinaldo Azevedo já colocou todas as suas fichas no Amorim, mas eu sigo firme com a aposta em Guido, o italianíssimo. Ambos vêem o inverso do que realmente ocorre, como na taxação dos capitais estrangeiros, porém o segundo parece realmente acreditar no que diz. E para crer nas palavras deste ministro, é preciso ser muito lesado.
Pelo sim, pelo não, a revista Exame, representante do empresariado e, por conseguinte, dos únicos que podem se beneficiar com a subida do dólar, os exportadores, resolveu perguntar: e se o IOF não der certo?
Como sabemos que não dará, basta esperar sentado, ver o caixa do governo engordar um pouquinho, e esperar pela próxima frase que não se escreve deste que luta para provar ser o pior ministro do governo Lula. Disputa, convenhamos, acirradíssima.
Reinaldo Azevedo já colocou todas as suas fichas no Amorim, mas eu sigo firme com a aposta em Guido, o italianíssimo. Ambos vêem o inverso do que realmente ocorre, como na taxação dos capitais estrangeiros, porém o segundo parece realmente acreditar no que diz. E para crer nas palavras deste ministro, é preciso ser muito lesado.
domingo, 18 de outubro de 2009
Alguém faltou na aula
Esse diz que a concentração fundiária está diminuindo, este que está aumentando.
Já que estão falando da mesma estatística, apresentada pelo mesmo instituto, pergunto-me: em quem devo acreditar?
No brasileiro simpático à baderna semiorganizada no campo ou no estrangeiro simpático à desordem nas terras alheias?
Já que estão falando da mesma estatística, apresentada pelo mesmo instituto, pergunto-me: em quem devo acreditar?
No brasileiro simpático à baderna semiorganizada no campo ou no estrangeiro simpático à desordem nas terras alheias?
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Explicação
É necessária e parece ser por aqui.
Afinal o que Mantega diz não se escreve, mas a decisão deve ter alguma ponta de racionalidade, por mais espúria que essa seja.
Afinal o que Mantega diz não se escreve, mas a decisão deve ter alguma ponta de racionalidade, por mais espúria que essa seja.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Esperava mais do Nobel
Depois disso, só resta a premiação de Paulo Coelho no de Literatura.
E a explicação é, resumindo, que ele traz esperança para o mundo.
A Bobamamania potencializou-se.
Medo, acovardai-se.
E a explicação é, resumindo, que ele traz esperança para o mundo.
A Bobamamania potencializou-se.
Medo, acovardai-se.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Meu comentário
Três anos atrás, havia no Jornal de Debates uma pergunta: Pode haver Olimpíadas no Brasil?
Minha resposta foi tucana, fiquei em cima do muro. Afirmava que tínhamos condições técnicas, mas duvidava da oportunidade social do intento. E colocava nas mãos do povo a decisão final.
Embora não tenha ocorrido nenhum plebiscito, a sensação é de que a população é amplamente favorável ao evento, e isso é o suficiente para mim. Se é desejo dos interessados despejar um montante considerável de recursos para montar um festival, tudo bem. Façamos a coisa direito, então.
Até o momento, a conquista do direito de ser sede da mais importante celebração internacional foi baseada no oportunismo. Ganhamos mais pelas falhas alheias, resumidas na crise econômica pela qual passam as nações ricas que eram adversárias no intento, do que pelas qualidades do Rio de Janeiro. Como diria uma personagem muito destacada, a esperança, de ter uma cidade pronta em sete anos, venceu o medo, de que até lá ela permaneça exatamente do modo que hoje se encontra.
Espero sinceramente que o COI tenha razão. Os cidadãos do Rio de Janeiro merecem uma cidade capaz de sediar Jogos Olímpicos, assim como os de todas as grandes cidades do país, mas não a tem. Muita coisa ainda precisa ser feita, e o tempo urge, temos, ao menos, um século de atraso. Os próximos anos deverão ser "100 em 7". JK fez algo semelhante e lançou as sementes da inflação que demoramos quatro décadas para controlar. Mãos às obras e olhos aos custos, então.
Importantes também serão políticas de fomento ao esporte, principalmente em suas vertentes educação e participação. Austrália, China e Espanha transformaram-se em potências esportivas após sediarem Olimpíadas; a Grã-Bretanha, que sediará a próxima, já mostrou um grande aumento do números de medalhas em campeonatos mundiais. O Brasil não pode deixar a oportunidade passar, deve se espelhar nesses exemplos.
Observação importante: tal qual os militantes que torciam pela derrota do Brasil na Copa de 1970, não era favorável às Olimpíadas aqui neste momento. E tal qual as crônicas da época, minha torcida contrária não suportou a emoção da vitória. No momento do anúncio real, estava longe da cobertura, então consegui reagir racionalmente, mas ao ver a emoção do momento, no noticiosos de hoje, devo confessar que lágrimas acariciaram meu rosto.
Minha resposta foi tucana, fiquei em cima do muro. Afirmava que tínhamos condições técnicas, mas duvidava da oportunidade social do intento. E colocava nas mãos do povo a decisão final.
Embora não tenha ocorrido nenhum plebiscito, a sensação é de que a população é amplamente favorável ao evento, e isso é o suficiente para mim. Se é desejo dos interessados despejar um montante considerável de recursos para montar um festival, tudo bem. Façamos a coisa direito, então.
Até o momento, a conquista do direito de ser sede da mais importante celebração internacional foi baseada no oportunismo. Ganhamos mais pelas falhas alheias, resumidas na crise econômica pela qual passam as nações ricas que eram adversárias no intento, do que pelas qualidades do Rio de Janeiro. Como diria uma personagem muito destacada, a esperança, de ter uma cidade pronta em sete anos, venceu o medo, de que até lá ela permaneça exatamente do modo que hoje se encontra.
Espero sinceramente que o COI tenha razão. Os cidadãos do Rio de Janeiro merecem uma cidade capaz de sediar Jogos Olímpicos, assim como os de todas as grandes cidades do país, mas não a tem. Muita coisa ainda precisa ser feita, e o tempo urge, temos, ao menos, um século de atraso. Os próximos anos deverão ser "100 em 7". JK fez algo semelhante e lançou as sementes da inflação que demoramos quatro décadas para controlar. Mãos às obras e olhos aos custos, então.
Importantes também serão políticas de fomento ao esporte, principalmente em suas vertentes educação e participação. Austrália, China e Espanha transformaram-se em potências esportivas após sediarem Olimpíadas; a Grã-Bretanha, que sediará a próxima, já mostrou um grande aumento do números de medalhas em campeonatos mundiais. O Brasil não pode deixar a oportunidade passar, deve se espelhar nesses exemplos.
Observação importante: tal qual os militantes que torciam pela derrota do Brasil na Copa de 1970, não era favorável às Olimpíadas aqui neste momento. E tal qual as crônicas da época, minha torcida contrária não suportou a emoção da vitória. No momento do anúncio real, estava longe da cobertura, então consegui reagir racionalmente, mas ao ver a emoção do momento, no noticiosos de hoje, devo confessar que lágrimas acariciaram meu rosto.
Rio 2016
Eu estava errado, o sonho não havia acabado. E o dinheiro que torramos até agora é pinto perto da quantidade de recursos que escoarão pelo ralo até o inverno de 2016.
O negócio agora é relaxar e gozar. A festa vai ser grande.
TCU, fique esperto com o carnaval fora de época.
Da minha parte, a partir deste mês, começo a juntar uns trocados para gastar no evento. Estou na dúvida entre as partidas de badminton e de hóquei sobre a grama feminino.
O negócio agora é relaxar e gozar. A festa vai ser grande.
TCU, fique esperto com o carnaval fora de época.
Da minha parte, a partir deste mês, começo a juntar uns trocados para gastar no evento. Estou na dúvida entre as partidas de badminton e de hóquei sobre a grama feminino.
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