Como definir um governo que sanciona uma lei em 27 de novembro e diz quatro meses depois que sua aplicação seria uma inconsequência.
Não era favorável à mudança de indexador, mas isso é passado, o governo que lide com as escolhas que fez, porém algo me intriga. Será possível que esse ataque de responsabilidade é fruto de um evento?
Mudança de opinião sem que nada de objetivo tenha mudado não faz desse governo mais confiável aos olhos de ninguém.
Se eu já não esperava nada de bom dele, fico agora na expectativa de que termine rápido, e não acabe com o Brasil no processo.
Não tenho ainda a convicção formada se esse governo é apenas inconsequente ou se é insano mesmo.
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
sexta-feira, 27 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Errei, mas não foi eu
O músico Lobão tornou célebre a frase "peidei, mas não foi eu". Dilma parece preferir o peidei, mas não fedeu.
Na longa entrevista abaixo, vemos que ela, em um ataque de "humildade", diz que pode ter havido erros na condução econômica, porém que as coisas estariam piores se a condução econômica fosse outra.
Ou seja, Dilma, como dizem de Deus, escreve certo por linhas tortas.
Eita presidente , ou a, boa.
Na longa entrevista abaixo, vemos que ela, em um ataque de "humildade", diz que pode ter havido erros na condução econômica, porém que as coisas estariam piores se a condução econômica fosse outra.
Ou seja, Dilma, como dizem de Deus, escreve certo por linhas tortas.
Eita presidente , ou a, boa.
terça-feira, 3 de março de 2015
Sobre deflação ou inflação baixa
Pergunta de Martin Feldstein
Suspeito que a resposta é que os governos, aos quais os banqueiros centrais representam, são os grandes ganhadores de taxas de inflação moderadas, pois não levam a fama - que recai sobre os empresários- e aproveitam o bônus - aumento de poder de investimento por parte do imposto oculto-, e, portanto, tentam esticar a corda inflacionária até onde dá.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Desonerações da folha salarial
Levy considerou a experiência trágica, mas eu penso que era uma das poucas políticas estruturantes dos governos petistas, como declarei em setembro de 2012:
"a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério)"
Ela não foi consolida e, portanto, não pode ser levada a sério.
Mas, contudo, não deixam de causar estranheza os argumentos apontados pelo governo, na figura de Levy.
Se o governo tem gasto cerca de 100 mil para manter cada emprego (por volta de 250 mil deles, então) nesses setores , foi realmente um disparate, dado que as contas do próprio governo davam como certo que os os cerca de 2,5 bi empregados em Mariel sozinhos teriam sido responsáveis pela criação de 150 mil empregos no Brasil. Pelo jeito, estamos marcando toca por ainda não estarmos construindo um porto em cada ditadura dita comunista no mundo.
Se os subsídios eram tão pesados, por que 37 mil empresas estariam no sistema apenas por que assim eram obrigadas?
Parece-me que grosseiras mesmas foram as desculpas dadas para descontinuar o programa. Na tentativa de aumentar a arrecadação a todo custo, estão jogando fora a água do banho, o bebê e a banheirinha.
"a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério)"
Ela não foi consolida e, portanto, não pode ser levada a sério.
Mas, contudo, não deixam de causar estranheza os argumentos apontados pelo governo, na figura de Levy.
Se o governo tem gasto cerca de 100 mil para manter cada emprego (por volta de 250 mil deles, então) nesses setores , foi realmente um disparate, dado que as contas do próprio governo davam como certo que os os cerca de 2,5 bi empregados em Mariel sozinhos teriam sido responsáveis pela criação de 150 mil empregos no Brasil. Pelo jeito, estamos marcando toca por ainda não estarmos construindo um porto em cada ditadura dita comunista no mundo.
Se os subsídios eram tão pesados, por que 37 mil empresas estariam no sistema apenas por que assim eram obrigadas?
Parece-me que grosseiras mesmas foram as desculpas dadas para descontinuar o programa. Na tentativa de aumentar a arrecadação a todo custo, estão jogando fora a água do banho, o bebê e a banheirinha.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Energia Solar Fotovoltaica - Vale ou não a pena
Estava lendo essa reportagem e peguei-me imaginando se ele fazia sentido. Cheguei à conclusão de que não vale, ainda, ser um microgerador de energia fotovoltaica no Brasil.
O problema não é o custo da energia gerada em si, pois ela tende a ser mais barata do que a fornecida pelo sistema de distribuição.
Tomemos, por exemplo, a região da AES Eletropaulo e as condições de compra de painéis solares de um site especializado (no caso, esse). Assumindo algumas premissas, que podem ser falsas, de custo de projeto e instalação e uso contínuo dos painéis por 30 anos e chegamos à seguinte tabela:
Podemos observar que, nos sistemas de maior produção, é mais barato produzir a própria energia, mas, infelizmente, não é apenas o custo de produção que se deve levar em conta para ver a viabilidade econômica de um investimento.
Deve-se levar em conta também o custo de oportunidade, o que se poderia fazer alternativamente com o investimento, e, no caso de países com taxas de juros enormes como as nossas, é normalmente mais vantajoso fazer aplicações financeiras dos recursos iniciais e pagar as contas mensais das companhias de energia.
Fazendo simulações com consumos de 500, 1000 e 2000 KWh/mês, capacidades dos sistemas geradores compatíveis e o retorno da poupança, podemos ver que, em consumos maiores, há a possibilidade teórica de usufruir um lucro marginal da cogeração, porém os riscos provavelmente não seriam compensadores:
O problema não é o custo da energia gerada em si, pois ela tende a ser mais barata do que a fornecida pelo sistema de distribuição.
Tomemos, por exemplo, a região da AES Eletropaulo e as condições de compra de painéis solares de um site especializado (no caso, esse). Assumindo algumas premissas, que podem ser falsas, de custo de projeto e instalação e uso contínuo dos painéis por 30 anos e chegamos à seguinte tabela:
Podemos observar que, nos sistemas de maior produção, é mais barato produzir a própria energia, mas, infelizmente, não é apenas o custo de produção que se deve levar em conta para ver a viabilidade econômica de um investimento.
Deve-se levar em conta também o custo de oportunidade, o que se poderia fazer alternativamente com o investimento, e, no caso de países com taxas de juros enormes como as nossas, é normalmente mais vantajoso fazer aplicações financeiras dos recursos iniciais e pagar as contas mensais das companhias de energia.
Fazendo simulações com consumos de 500, 1000 e 2000 KWh/mês, capacidades dos sistemas geradores compatíveis e o retorno da poupança, podemos ver que, em consumos maiores, há a possibilidade teórica de usufruir um lucro marginal da cogeração, porém os riscos provavelmente não seriam compensadores:
Consumo de 500 KWh
Consumo de 1000 KWh
Consumo de 2000 KWh
Deste modo, pode-se concluir que o que impede o uso de painéis fotovoltaicos no país não é o custo do capital, mas o alto retorno financeiro das aplicações bancárias. Quem tem dinheiro para gastar, faz melhor em guardá-lo.
Países onde o crescimento está muito mais acelerado que o nosso valem-se de juros negativos como incentivo, como a Austrália, ou pagamentos mais altos pela energia produzida, como a Alemanha.
Se, algum dia, o Brasil virar um país "normal", células fotovoltaicas serão extremamente compensadoras. O problema é que fica difícil de apostar nesta normalidade.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Milícias
milícia
substantivo feminino ( sXIV)
1 arte e prática da guerra
‹ treinamento da m. ›
2 a guerra propriamente dita
‹ unidos na paz e na m. ›
3 conjunto de tropas de um país; exército
‹ m. romana ›
4 qualquer organização de cidadãos armados que não integram o exército de um país
‹ as m. da Resistência francesa ›
5 grupo de militantes de entidade religiosa, política etc.
‹ m. cristã › ‹ m. socialista ›
6 ( c2007 ) RJ grupo armado de pessoas ger. com formação militar, paramilitar ou policial, que atua à margem da lei em algumas comunidades carentes, pretensamente para combater o crime [Mantém-se com recursos provenientes da venda de proteção à população de baixa renda, pirataria de sinais de TV a cabo, venda de gás engarrafado e outros expedientes.]
Nas acepções acima, retiradas do Houaiss, vemos que milícias podem ser muitas coisas, mas sempre estão associadas à violência.
substantivo feminino ( sXIV)
1 arte e prática da guerra
‹ treinamento da m. ›
2 a guerra propriamente dita
‹ unidos na paz e na m. ›
3 conjunto de tropas de um país; exército
‹ m. romana ›
4 qualquer organização de cidadãos armados que não integram o exército de um país
‹ as m. da Resistência francesa ›
5 grupo de militantes de entidade religiosa, política etc.
‹ m. cristã › ‹ m. socialista ›
6 ( c2007 ) RJ grupo armado de pessoas ger. com formação militar, paramilitar ou policial, que atua à margem da lei em algumas comunidades carentes, pretensamente para combater o crime [Mantém-se com recursos provenientes da venda de proteção à população de baixa renda, pirataria de sinais de TV a cabo, venda de gás engarrafado e outros expedientes.]
Nas acepções acima, retiradas do Houaiss, vemos que milícias podem ser muitas coisas, mas sempre estão associadas à violência.
Marcelo Freixo foi acusado agora de ter conexões com os Black Bloc, ou, ao menos, com os implicados com a morte do cinegrafista Santiago.
Espero, sinceramente, que essas acusações mostrem-se infundadas. Seria péssimo que o "herói" das lutas contra um certo tipo de milícia fosse o "campeão" da defesa de outro.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
E estão batendo bumbo
Falei umas poucas vezes de estádios, hoje arenas, aqui (acho que a última foi essa), mas preciso retomar o assunto porque um grande prejuízo ao erário está sendo divulgado como se estivéssemos ganhando muito.
Observemos a divulgação, ou propaganda oficial:
"Os R$ 8 bilhões gastos com a construção e a reforma dos estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo apresentaram, em 2013, os primeiros retornos financeiros"
Legal, né? Seria se de fato houvesse algum retorno aí.
Façamos algumas suposições e, depois, umas continhas para concluir se o ufanismo apresentada no portal oficial tem alguma razão de ser:
Com base neste número de "retorno financeiro" - outro valor que é discutível, pois esse seria, na verdade, apenas aumento de faturamento e antes de virar lucro seria necessário saber o quanto disso seria comido pelos custos operacionais das novas arenas esportivas - façamos uma comparação com o que poderia se fazer alternativamente com o dinheiro aplicado nos estádios/elefantes brancos, o chamado custo de oportunidade:
Pois é, deixasse o dinheiro parado em um banco, mais de três vezes mais retorno financeiro, sem aspas, ou pagasse um pedaço de sua dívida, mais de cinco vezes de retorno, o governo ganharia muito mais.
Só que aí entram outras satisfações, prazeres e gozos que não os financeiros. Afinal, como diz Ronaldo, não se faz Copa sem estádio.
Mas não me venham falar de retorno financeiro, que de fato não ocorreu.
Se querem bater bumbo, façam na torcida, se é que será permitido isso na Copa, não mentindo na imprensa mais do que oficial.
Observemos a divulgação, ou propaganda oficial:
"Os R$ 8 bilhões gastos com a construção e a reforma dos estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo apresentaram, em 2013, os primeiros retornos financeiros"
Legal, né? Seria se de fato houvesse algum retorno aí.
Façamos algumas suposições e, depois, umas continhas para concluir se o ufanismo apresentada no portal oficial tem alguma razão de ser:
- Nos estádios já inaugurados, foram aplicados algo em torno de 5 bilhões de reais;
- O retorno dos investimentos bancários é em torno de 6% ao ano;
- A taxa Selic é de 10,5;
- Algo da arrecadação aconteceria de qualquer maneira.
Com base neste número de "retorno financeiro" - outro valor que é discutível, pois esse seria, na verdade, apenas aumento de faturamento e antes de virar lucro seria necessário saber o quanto disso seria comido pelos custos operacionais das novas arenas esportivas - façamos uma comparação com o que poderia se fazer alternativamente com o dinheiro aplicado nos estádios/elefantes brancos, o chamado custo de oportunidade:
Só que aí entram outras satisfações, prazeres e gozos que não os financeiros. Afinal, como diz Ronaldo, não se faz Copa sem estádio.
Mas não me venham falar de retorno financeiro, que de fato não ocorreu.
Se querem bater bumbo, façam na torcida, se é que será permitido isso na Copa, não mentindo na imprensa mais do que oficial.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Que mancada, Exame
"Com uma fortuna estimada em US$ 77,7 bilhões, Bill Gates é o homem mais rico do mundo de acordo com os últimos números da Bloomberg.
Com esse dinheiro, ele poderia comprar quase 6 vezes todos os bens e serviços produzidos pela Islândia durante um ano inteiro, por exemplo.
Com duas ressalvas: sua riqueza está em ativos, e não efetivamente em uma conta. Seria difícil transformar tudo em dinheiro vivo de um dia pro outro.
O PIB também não é o único parâmetro de riqueza de um país, que também engloba recursos naturais, por exemplo."
Baita desserviço do site da Exame para o entendimento do que é economia e das relações econômicas.
Compara coisas totalmente distintas, patrimônio pessoal e PIBs nacionais. O primeiro é mensuração de riqueza enquanto o segundo mede apenas pujança econômica, podendo inclusive mostrar dilapidação do patrimônio.
Para ver o absurdo da comparação, basta calcular o preço de venda de um imóvel e o de aluguel do mesmo. Em uma situação em que há um contrato sendo cumprido, o PIB registraria a renda do aluguel, geralmente de 5 a 10 por cento do valor de venda do imóvel, como um serviço e assim apareceria no agregado nacional. Bill Gates, para se tornar "dono" do país, teria que pagar os 100 por cento. Não conseguiria, portanto, nem comprar a Islândia cujo patrimônio imobiliário apenas deve ser próximo ao da fortuna pessoal do magnata.
Extrapolando para a valoração das empresas, normalmente muitas vezes o lucro anual, e outros ativos, vemos que a revista fez apenas uma comparação idiota, que em uma revista dedicada à cobertura econômica fica até ridícula.
A Exame poderia passar sem essa.
Com esse dinheiro, ele poderia comprar quase 6 vezes todos os bens e serviços produzidos pela Islândia durante um ano inteiro, por exemplo.
Com duas ressalvas: sua riqueza está em ativos, e não efetivamente em uma conta. Seria difícil transformar tudo em dinheiro vivo de um dia pro outro.
O PIB também não é o único parâmetro de riqueza de um país, que também engloba recursos naturais, por exemplo."
Baita desserviço do site da Exame para o entendimento do que é economia e das relações econômicas.
Compara coisas totalmente distintas, patrimônio pessoal e PIBs nacionais. O primeiro é mensuração de riqueza enquanto o segundo mede apenas pujança econômica, podendo inclusive mostrar dilapidação do patrimônio.
Para ver o absurdo da comparação, basta calcular o preço de venda de um imóvel e o de aluguel do mesmo. Em uma situação em que há um contrato sendo cumprido, o PIB registraria a renda do aluguel, geralmente de 5 a 10 por cento do valor de venda do imóvel, como um serviço e assim apareceria no agregado nacional. Bill Gates, para se tornar "dono" do país, teria que pagar os 100 por cento. Não conseguiria, portanto, nem comprar a Islândia cujo patrimônio imobiliário apenas deve ser próximo ao da fortuna pessoal do magnata.
Extrapolando para a valoração das empresas, normalmente muitas vezes o lucro anual, e outros ativos, vemos que a revista fez apenas uma comparação idiota, que em uma revista dedicada à cobertura econômica fica até ridícula.
A Exame poderia passar sem essa.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Vai que cola
Desenha-se a abertura de muitas boquinhas no Rio.
Resolve-se o problema de um grande grupo privado e, claro, joga-se a conta na União.
Business as usual.
Resolve-se o problema de um grande grupo privado e, claro, joga-se a conta na União.
Business as usual.
Alguém está faltando com a verdade
A reportagem da Veja diz uma coisa,a da Folha (aqui os dados em texto recente meu), outra.
Há ou não homicídios nos presídios do Rio Grande do Sul?
A se concordar com as motivações da violência expostas pela maioria dos especialistas consultados pelos veículos de imprensa, não existe possibilidade de um presídio, considerado o pior do país, com mais detentos do que todo o estado do Maranhão não ser um barril de pólvora que leva ao assassinato dos detentos.
Ou estão enganados os especialistas ou estão as estatísticas distorcendo a realidade.
No caso em especial, creio que a estatística é que pode estar mentindo.
Há ou não homicídios nos presídios do Rio Grande do Sul?
A se concordar com as motivações da violência expostas pela maioria dos especialistas consultados pelos veículos de imprensa, não existe possibilidade de um presídio, considerado o pior do país, com mais detentos do que todo o estado do Maranhão não ser um barril de pólvora que leva ao assassinato dos detentos.
Ou estão enganados os especialistas ou estão as estatísticas distorcendo a realidade.
No caso em especial, creio que a estatística é que pode estar mentindo.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Tecnologia que poderá salvar muitas vidas
Nova forma de vacinação que poderá ser mais efetiva, barata e indolor.
E depois dizem que a tecnologia aumenta os custos médicos.
Fala sério.
E depois dizem que a tecnologia aumenta os custos médicos.
Fala sério.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Golpe multicolorido
No intuito de alertar contra a possibilidade de que ocorra, algum dia, um possível golpe branco, Ricardo Melo, faz apologia a tentativas de golpes de todas as cores do espectro.
"a expressão golpe branco tem sido atualizada constantemente. Designa artifícios que, com aura de legalidade, usurpam o poder de quem de fato deveria exercê-lo. Para ficar apenas em acontecimentos recentes: a deposição do presidente Zelaya, em Honduras (2009), e o impeachment do presidente Lugo, no Paraguai (2011). Nos dois casos, invocaram-se "preceitos constitucionais" para fulminar adversários."
Além das duas internacionais, cita também o tratamento dado pelas esferas da Justiça ao aumento do IPTU proposto pela Gestão Haddad e ao Mensalão.
Em todos os casos, nacionais ou não, houve flagrantes ilegalidades, contra a letra da lei, nos quais os Executivos acabavam por retirar dos demais poderes prerrogativas, mas isso não parece preocupar Melo. Talvez tratava-se de golpes coloridos, mais ao gosto do jornalista, o que por si só, faria tudo mais bonito e aceitável.
Tenha santa paciência, apontar quem está seguindo a lei como golpista mostra muito bem com que lado do contínuo está situado o comentarista. E não é do democrático.
"a expressão golpe branco tem sido atualizada constantemente. Designa artifícios que, com aura de legalidade, usurpam o poder de quem de fato deveria exercê-lo. Para ficar apenas em acontecimentos recentes: a deposição do presidente Zelaya, em Honduras (2009), e o impeachment do presidente Lugo, no Paraguai (2011). Nos dois casos, invocaram-se "preceitos constitucionais" para fulminar adversários."
Além das duas internacionais, cita também o tratamento dado pelas esferas da Justiça ao aumento do IPTU proposto pela Gestão Haddad e ao Mensalão.
Em todos os casos, nacionais ou não, houve flagrantes ilegalidades, contra a letra da lei, nos quais os Executivos acabavam por retirar dos demais poderes prerrogativas, mas isso não parece preocupar Melo. Talvez tratava-se de golpes coloridos, mais ao gosto do jornalista, o que por si só, faria tudo mais bonito e aceitável.
Tenha santa paciência, apontar quem está seguindo a lei como golpista mostra muito bem com que lado do contínuo está situado o comentarista. E não é do democrático.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Índices obscenos, mas não apenas dentro dos presídios
Em reportagem de hoje, a Folha demonstra que há índices deploráveis de segurança para os indivíduos que o Estado coloca sobre sua custódia, mas mostra também que para os cidadãos que podem andar livres por aí a coisa não é muito melhor.
Na tabela aí abaixo, que eu modifiquei da fornecida pelo jornal, podemos ver, desconfiados, que, em uma boa parcela de estados, marcados em vermelho, é, aparentemente, menos arriscado à vida estar sob custódia do que na sociedade.
Sem contar com os marcados em verde, que, se estiverem corretos, fazem a expectativa de morte violenta cair a zero, e com os em cinza, que nem forneceram os valores.
Resumindo a coisa, podemos dizer que o Estado brasileiro, creio que a sociedade que ele representa, não valoriza a vida humana, sendo os presidiários maranhenses apenas o último exemplo bizarro disso. Há o descaso com os doentes, as mortes evitáveis com acidentes e tudo o mais.
As cabeças cortadas são apenas icônicas, não aberrantes da situação geral
Na tabela aí abaixo, que eu modifiquei da fornecida pelo jornal, podemos ver, desconfiados, que, em uma boa parcela de estados, marcados em vermelho, é, aparentemente, menos arriscado à vida estar sob custódia do que na sociedade.
Sem contar com os marcados em verde, que, se estiverem corretos, fazem a expectativa de morte violenta cair a zero, e com os em cinza, que nem forneceram os valores.
Resumindo a coisa, podemos dizer que o Estado brasileiro, creio que a sociedade que ele representa, não valoriza a vida humana, sendo os presidiários maranhenses apenas o último exemplo bizarro disso. Há o descaso com os doentes, as mortes evitáveis com acidentes e tudo o mais.
As cabeças cortadas são apenas icônicas, não aberrantes da situação geral
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Não viaja
Como diz a blogosfera por aí, o Movimento Passe Livre vai fazer uma passeata no dia 14 contra o governo tucano. Alegam que sem as falcatruas do cartel poder-se-ia ter uma tarifa de 90 centavos.
De onde eles tiraram esse número?
Segundo a divulgação feita pela imprensa dos números retirados de documentos "secretos", os desvios foram entre 226 e 450 milhões de reais. O governo do Estado diz que o desconto de 20 centavos na tarifa custar-lhe-á 200 milhões ao ano, no que não foi desmentido até o momento.
Regra de três simples mostra que o desconto total com tarifa a 90 centavos seria de 2,3 bilhões, ao ano.
Então, meu conselho: reivindica, mas não viaja.
De onde eles tiraram esse número?
Segundo a divulgação feita pela imprensa dos números retirados de documentos "secretos", os desvios foram entre 226 e 450 milhões de reais. O governo do Estado diz que o desconto de 20 centavos na tarifa custar-lhe-á 200 milhões ao ano, no que não foi desmentido até o momento.
Regra de três simples mostra que o desconto total com tarifa a 90 centavos seria de 2,3 bilhões, ao ano.
Então, meu conselho: reivindica, mas não viaja.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Resposta à comentarista
Ontem postei isso no Facebook:
Hoje foi criado um grupo de trabalho para discutir detalhes de como será o programa " Mais médicos". É assim que funciona o planejamento da "grande gestora"; toma-se uma decisão idiota e depois se tenta justificar:
Hoje chegou isso como resposta:
Vc acha que nao precisamos de medicos? Que o que temos e suficiente ? Realmente vc acha que nossa elite medica tem algum interesse rm trabalhar nas areas de periferia e carente?Temos varios problemas em infraestrutura..mas nao temos medicos. Nem qualidade no atentimento ..essa e uma realidade inquestionavel.
Bem, comentarista, acredito que você fez inferências e generalizações um pouco além do que as minhas poucas palavras podem levar a supor, mas, como são escassas as possibilidades de discutir com o público leitor, já que poucos me levam a série e se dignificam a comentar, tentarei responder suas questões ponto por ponto.
Quanto às suas afirmações.
Se não temos qualidade de atendimento, não temos infraestrutura condizente e nem médicos suficientes, como coloca, o que tem isso a ver com o fato do programa "Mais Médicos" ser uma decisão idiota?
Ele não garante a melhora da qualidade de atendimento, da infraestrutura e, pior, nem tampouco da quantidade de médicos.
Falar que criará faculdades de medicina no interior do país não faz com que tenhamos médicos de qualidade e nem com que os médicos fiquem presos no local onde cursaram sua faculdade.
Aumentar a duração do curso não gera mais médicos no futuro, ao contrário gera menos.
Garantir o acesso dos médicos estrangeiros ao mercado nacional não faz com a qualidade do atendimento e a infraestrutura melhorem tampouco. Eles tenderão a ir para os locais que oferecem melhor condição de trabalho também.
Mas, pera lá, dirá você, eles, pré-médicos nacionais e médicos estrangeiros, serão obrigados a ficar em uma certa localidade. Bem, responderei, sou contrário ao regime servil, por razões morais, e não acredito que alguém obrigado a ficar em um lugar que não deseja fará um atendimento, como diria a Chiquinha, supimpa.
De qualquer modo, verá, ao reler meu comentário, que não estava criticando a situação da saúde nos locais carentes do país, que é, por sinal, muito criticável, mas a ação de marketing que se faz passar por plano governamental.
Como pode observar pelo que comentei anteriormente, não acredito que o programa tenha qualquer futuro na forma como foi divulgado até o momento, tanto é assim que foi criado o grupo de trabalho para tentar criar um projeto de verdade. Lançar uma medida provisória com ações que não se sabe como serão estabelecidas, ou ao menos elaboradas, é só mais uma mostra de autoritarismo ilimitado. Factóide puro.
Hoje foi criado um grupo de trabalho para discutir detalhes de como será o programa " Mais médicos". É assim que funciona o planejamento da "grande gestora"; toma-se uma decisão idiota e depois se tenta justificar:
Hoje chegou isso como resposta:
Vc acha que nao precisamos de medicos? Que o que temos e suficiente ? Realmente vc acha que nossa elite medica tem algum interesse rm trabalhar nas areas de periferia e carente?Temos varios problemas em infraestrutura..mas nao temos medicos. Nem qualidade no atentimento ..essa e uma realidade inquestionavel.
Bem, comentarista, acredito que você fez inferências e generalizações um pouco além do que as minhas poucas palavras podem levar a supor, mas, como são escassas as possibilidades de discutir com o público leitor, já que poucos me levam a série e se dignificam a comentar, tentarei responder suas questões ponto por ponto.
- Não acho que precisamos de médicos e sim de um atendimento à saúde. Se esse atendimento vai ser fornecido por um médico, um bacharel em Esporte ou um jornalista, o que me importa é que seja feito. O fato é que não há esse atendimento atualmente.
- Não tenho a menor ideia se o número de médicos existentes no Brasil é ou não suficiente para o tamanho da população.
- Não acredito que a nossa elite médica tenha interesse em trabalhar nas áreas periféricas e carentes, pois eu também não gostaria de fazê-lo caso estivesse na situação deles.
Quanto às suas afirmações.
Se não temos qualidade de atendimento, não temos infraestrutura condizente e nem médicos suficientes, como coloca, o que tem isso a ver com o fato do programa "Mais Médicos" ser uma decisão idiota?
Ele não garante a melhora da qualidade de atendimento, da infraestrutura e, pior, nem tampouco da quantidade de médicos.
Falar que criará faculdades de medicina no interior do país não faz com que tenhamos médicos de qualidade e nem com que os médicos fiquem presos no local onde cursaram sua faculdade.
Aumentar a duração do curso não gera mais médicos no futuro, ao contrário gera menos.
Garantir o acesso dos médicos estrangeiros ao mercado nacional não faz com a qualidade do atendimento e a infraestrutura melhorem tampouco. Eles tenderão a ir para os locais que oferecem melhor condição de trabalho também.
Mas, pera lá, dirá você, eles, pré-médicos nacionais e médicos estrangeiros, serão obrigados a ficar em uma certa localidade. Bem, responderei, sou contrário ao regime servil, por razões morais, e não acredito que alguém obrigado a ficar em um lugar que não deseja fará um atendimento, como diria a Chiquinha, supimpa.
De qualquer modo, verá, ao reler meu comentário, que não estava criticando a situação da saúde nos locais carentes do país, que é, por sinal, muito criticável, mas a ação de marketing que se faz passar por plano governamental.
Como pode observar pelo que comentei anteriormente, não acredito que o programa tenha qualquer futuro na forma como foi divulgado até o momento, tanto é assim que foi criado o grupo de trabalho para tentar criar um projeto de verdade. Lançar uma medida provisória com ações que não se sabe como serão estabelecidas, ou ao menos elaboradas, é só mais uma mostra de autoritarismo ilimitado. Factóide puro.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Como disse há oito anos ...
...Tecnologia reduz os custos médicos, não aumenta.
Vindo da Bélgica, temos mais um exemplo disso.
Resta saber se ela será usada e contribuirá para o progresso da humanidade, pois, como sempre, os "perdedores da rodada" espernearão bastante.
Vindo da Bélgica, temos mais um exemplo disso.
Resta saber se ela será usada e contribuirá para o progresso da humanidade, pois, como sempre, os "perdedores da rodada" espernearão bastante.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
E, por falar no ...
... tema de ontem, um texto que precisa ser citado sobre o legado da Copa do Mundo.
Hoje, um ano antes da Copa e três antes das Olimpíadas, posso afirmar com certeza que foi desperdício de recursos públicos.
Na melhor das hipóteses, não passaremos vergonha durante os eventos, mas já ficou bem claro que os benefícios ao país não serão compatíveis com os custos.
Resta-nos aprender com os erros e imaginar que, daqui para frente, tudo vai ser diferentes. Veremos.
Hoje, um ano antes da Copa e três antes das Olimpíadas, posso afirmar com certeza que foi desperdício de recursos públicos.
Na melhor das hipóteses, não passaremos vergonha durante os eventos, mas já ficou bem claro que os benefícios ao país não serão compatíveis com os custos.
Resta-nos aprender com os erros e imaginar que, daqui para frente, tudo vai ser diferentes. Veremos.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Assim fica difícil
Gosto do serviço Netflix, mas tentei encontrar esses filmes lá e, de vinte, só há dois.
Pelo jeito eles não curtem muito os clientes nerds.
Pelo jeito eles não curtem muito os clientes nerds.
Assinar:
Postagens (Atom)






