Água é a crise anunciada do momento. Diz-se que as próximas guerras deixarão o petróleo de lado e serão realizadas pela hegemonia sobre ela.
Só que as coisas não são bem por aí, apesar de eu ficar muito mais tranqüilo com o fato de os Estados Unidos e nossos vizinhos mais próximos serem ricos em água.
Ao menos que você more em um deserto, basta olhar para os lados e verá que a escassez não é de água; é de energia e de bom senso.
De energia porque há água mais do que suficiente no mundo para todos os tipos de uso humano, só que ela não se concentra da mesma maneira que a nossa população.
Isto faz com que quantidades cada vez maiores do líquido sejam captadas a distâncias crescentes de sua destinação; ou, no caso dos lençóis freáticos, a profundidades maiores.
A captação feita desta maneira necessita de muita energia. É a escassez desta, e portanto seu alto custo, o maior fator limitante. O custo das obras de infra-estrutura tem impacto apenas marginal em longo prazo. O mesmo valendo para o processo de dessalinização.
A falta de bom senso se mostra de duas maneiras.
A primeira ao instalar grandes centros consumidores de água, grandes centros populacionais e plantas industriais, em regiões carentes da mesma. O Brasil é exemplo disto; campeão mundial em recursos hídricos, concentra boa parte de sua população na pequena região semi-árida e convive com enormes vazios populacionais em regiões riquíssimas em água.
A segunda pelo mau uso da mesma. Por degradação de mananciais, desperdício ou poluição de reservas.
Podemos citar São Paulo, capital, como o exemplo à não ser seguido.
Nela os antigos mananciais das zonas mais centrais foram impermeabilizados e os rios que deles derivavam transformados em galerias pluviais. Os mananciais mais distantes foram preservados até poucas décadas, mas hoje sofrem ocupação desordenada do solo e, mais uma vez, impermeabilização. Resultando em alagamentos sempre que chove um pouco mais do que o normal. Os paulistanos puderam constatar em loco os resultados hoje.
Além dos mananciais degradados, as represas que estes alimentam estão poluídas. O que faz com que seja necessário utilizar processos de despoluição cada vez mais custosos e a captar em reservatórios distantes da cidade.
Um problema oculto é o uso e a situação do Aqüífero Guarany, maior do mundo e sobre o qual a região metropolitana se encontra. Sabe-se que há utilização das águas deste em são Paulo, porém não em qual intensidade e nem como a poluição metropolitana esta comprometendo o reservatório.
Para completar, muito da água que se capta e trata é perdida na distribuição. As estimativas variam, só que em nenhuma delas o índice de desperdício é menor do que 20 por cento.
E nem falamos do uso intensivo e desnecessário pelos consumidores finais.
Podemos dizer então que uma crise hídrica em níveis mundiais seria não uma crise da água, mas uma crise econômica de possíveis consumidores devido a uma série de motivos que impossibilitaria a obtenção ou exploração do recurso.
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
quarta-feira, 29 de março de 2006
terça-feira, 28 de março de 2006
Mudou tudo
E agora, alguém tem confiança na equipe econômica?
E alguém sabe que é ela?
Quase recomendo que a galera compre dólares.
E alguém sabe que é ela?
Quase recomendo que a galera compre dólares.
segunda-feira, 27 de março de 2006
Poema muito ouvido em um certo Ribeirão
Vou me embora pra Brasília,
Lá sou amigo do Rei,
Terei a recepcionista que eu quero,
Na casa que escolherei.
Obs: e que Manuel me perdoe.
Lá sou amigo do Rei,
Terei a recepcionista que eu quero,
Na casa que escolherei.
Obs: e que Manuel me perdoe.
Lustrando as algemas
Tem delegado preparando-se para os quinze (sempre ele) minutos de fama.
Pedido de indiciamento é o mínimo que se espera para o futuro.
Pedido de indiciamento é o mínimo que se espera para o futuro.
quinze dias
Então é isso.
O presidente da Caixa não precisava nem de 15 segundos para apurar o responsável pela quebra ilegal de sigilo do caseiro.
Um simples fui eu resolveria o caso.
O presidente da Caixa não precisava nem de 15 segundos para apurar o responsável pela quebra ilegal de sigilo do caseiro.
Um simples fui eu resolveria o caso.
outro sem título
As pessoas parecem estar esquecendo que não é apenas no campo político que os resultados das CPIs vão desembocar.
Por mais complacente com os poderosos que nossa lei e ordem seja, os fatos apurados obrigarão a ação desta.
Possíveis vencedores das eleições poderão ter seus mandatos cortados pela justiça. Falo poderão porque o verbo certo (deverão) é de uso muito incerto no nosso vernáculo político.
Só que como o caminho natural é um Brasil cada vez mais moralizado, apesar das aparências. E estes bandidos, segundo o Ministro da Justiça, são um símbolo que deve ser apagado e esquecido de um modo de se fazer política muito ahhh... particular.
Eles deveriam estar na cadeia e não no Congresso.
Por mais complacente com os poderosos que nossa lei e ordem seja, os fatos apurados obrigarão a ação desta.
Possíveis vencedores das eleições poderão ter seus mandatos cortados pela justiça. Falo poderão porque o verbo certo (deverão) é de uso muito incerto no nosso vernáculo político.
Só que como o caminho natural é um Brasil cada vez mais moralizado, apesar das aparências. E estes bandidos, segundo o Ministro da Justiça, são um símbolo que deve ser apagado e esquecido de um modo de se fazer política muito ahhh... particular.
Eles deveriam estar na cadeia e não no Congresso.
Primeiro ato
Não importa qual seja o resultado que as urnas nos tragam para a próxima legislatura, o primeiro ato desta deveria ser a anulação de todos os atos da anterior.
Desde as reformas disto ou daquilo até as cassações de deputados.
Tudo que a legislatura da vez vem fazendo fazem com que tudo o que ela assinou não tenha nenhuma credibilidade.
Ou você acredita que um Congresso sabidamente mensaleiro pode dizer à Nação que aquela lei foi pensada nos interesses da nação enquanto aquela outra sim, foi contaminada pelos mensalistas?
Desde as reformas disto ou daquilo até as cassações de deputados.
Tudo que a legislatura da vez vem fazendo fazem com que tudo o que ela assinou não tenha nenhuma credibilidade.
Ou você acredita que um Congresso sabidamente mensaleiro pode dizer à Nação que aquela lei foi pensada nos interesses da nação enquanto aquela outra sim, foi contaminada pelos mensalistas?
sexta-feira, 24 de março de 2006
Radicalismo
Imposto é a fatura exigida pelos Estados para cumprir o papel que lhes cabe.
Mas, perguntamos então, qual é o papel dos impostos no Brasil? Como aceitar que estes sejam tão altos e que tão pouco seja dado em troca?
A resposta da primeira é óbvia, porém lamentável; é apenas sustentar a máquina pública e os credores do Estado.
A segunda é também óbvia, isto é inaceitável.
A medida que o Estado passa a ser apenas um veículo do funcionalismo público para o bem-estar destes, deixando de cumprir a sua função social, coloca em risco sua própria sobrevivência.
Em menor escala é o que aconteceu com a Varig. Sua controladora (Fundação Rubem Berta) esqueceu-se de que a função de uma empresa é dar lucros e vergou-se aos interesses imediatos dos funcionários, que têm voto e poder na Fundação. Na ausência continuada lucro e engessada pela ação corporativa dos funcionários, a empresa agoniza e a Fundação e os funcionários podem perder sua galinha poedeira.
O problema é que não se concebe mais sociedades sem Estado na contemporaneidade; portanto, ao contrário da Varig, o Brasil não pode simplesmente deixar de existir.
É vital que o Estado seja reformado e que sua inoperância na devolução dos impostos cobrados seja sanada.
Para radicalizar, eu imporia simplesmente a extinção de todos os impostos. O Estado deveria então se sustentar unicamente com a cobrança de tarifas.
Ou seja, só seria remunerado pelo serviço efetivamente prestado e comprovado.
Funções de difícil comprovação material, como a Legislativa, teriam que cumprir metas pré-determinadas e o reserviço não seria remunerado.
As áreas deixadas de lado pelo Estado poderiam sustar seus pagamentos até que tivessem suas demandas assistidas e a iniciativa privada poderia supri-las sem que os impostos encarecessem os serviços, o cidadão não seria punido duplamente.
Os críticos dirão que isso alijaria os mais pobres. A pergunta: como eles estão agora? Estão bem integrados à sociedade?
Um fato é que a única maneira de se incluir os mais necessitados é com um Estado que funcione.
Quanto ao funcionalismo, teria um incentivo muito grande para prestar serviços de qualidade; seria isto ou não receber. A ameaça do Brasil se tornar uma imensa Varig seria descartado.
Eu sei que esta parece ser uma proposta radical; é radical e muitos têm urticária frente a tanto neoliberalismo. Só que do jeito que está não pode ficar.
É uma primeira proposta, vocês podem apresentar outras mais exeqüíveis. Mas o mais importante é que se abra um debate amplo sobre o papel do Estado e a forma como vamos financiá-lo.
Mas, perguntamos então, qual é o papel dos impostos no Brasil? Como aceitar que estes sejam tão altos e que tão pouco seja dado em troca?
A resposta da primeira é óbvia, porém lamentável; é apenas sustentar a máquina pública e os credores do Estado.
A segunda é também óbvia, isto é inaceitável.
A medida que o Estado passa a ser apenas um veículo do funcionalismo público para o bem-estar destes, deixando de cumprir a sua função social, coloca em risco sua própria sobrevivência.
Em menor escala é o que aconteceu com a Varig. Sua controladora (Fundação Rubem Berta) esqueceu-se de que a função de uma empresa é dar lucros e vergou-se aos interesses imediatos dos funcionários, que têm voto e poder na Fundação. Na ausência continuada lucro e engessada pela ação corporativa dos funcionários, a empresa agoniza e a Fundação e os funcionários podem perder sua galinha poedeira.
O problema é que não se concebe mais sociedades sem Estado na contemporaneidade; portanto, ao contrário da Varig, o Brasil não pode simplesmente deixar de existir.
É vital que o Estado seja reformado e que sua inoperância na devolução dos impostos cobrados seja sanada.
Para radicalizar, eu imporia simplesmente a extinção de todos os impostos. O Estado deveria então se sustentar unicamente com a cobrança de tarifas.
Ou seja, só seria remunerado pelo serviço efetivamente prestado e comprovado.
Funções de difícil comprovação material, como a Legislativa, teriam que cumprir metas pré-determinadas e o reserviço não seria remunerado.
As áreas deixadas de lado pelo Estado poderiam sustar seus pagamentos até que tivessem suas demandas assistidas e a iniciativa privada poderia supri-las sem que os impostos encarecessem os serviços, o cidadão não seria punido duplamente.
Os críticos dirão que isso alijaria os mais pobres. A pergunta: como eles estão agora? Estão bem integrados à sociedade?
Um fato é que a única maneira de se incluir os mais necessitados é com um Estado que funcione.
Quanto ao funcionalismo, teria um incentivo muito grande para prestar serviços de qualidade; seria isto ou não receber. A ameaça do Brasil se tornar uma imensa Varig seria descartado.
Eu sei que esta parece ser uma proposta radical; é radical e muitos têm urticária frente a tanto neoliberalismo. Só que do jeito que está não pode ficar.
É uma primeira proposta, vocês podem apresentar outras mais exeqüíveis. Mas o mais importante é que se abra um debate amplo sobre o papel do Estado e a forma como vamos financiá-lo.
E não é que o Coaf serve para alguma coisa?
Para quem achava que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) não servia para nada, verificou-se o contrário.
Ele serve para constrangimento “legal” de testemunhas-que-não-podem-ter-nenhuma-credibilidade-e-portanto-é-necessário-que-algo-aparece-contra-ela.
E isso já não é pouca coisa. Muita gente que viu aquelas merrecas do Marcos Valério circulando já estava pensando que era um órgão fantasma.
Ele serve para constrangimento “legal” de testemunhas-que-não-podem-ter-nenhuma-credibilidade-e-portanto-é-necessário-que-algo-aparece-contra-ela.
E isso já não é pouca coisa. Muita gente que viu aquelas merrecas do Marcos Valério circulando já estava pensando que era um órgão fantasma.
quinta-feira, 23 de março de 2006
E vejam só
Além do constrangimento do caseiro, agora estão constrangendo o suposto pai do mesmo.
Segundo a nota publicada pela Folha Online , o empresário foi chamado pela CEF para dar explicações a respeito dos depósitos feitos na conta do caseiro.
É que haveria uma discrepância entre o que saiu da conta do empresário e o que entrou na conta de seu suposto filho.
Então ficamos assim, não foi apenas o sigilo de um que foi quebrado, mas pelo menos de dois dos correntistas do banco.
E é assim que querem fazer com que a credibilidade da instituição não sofra abalos.
Segundo a nota publicada pela Folha Online , o empresário foi chamado pela CEF para dar explicações a respeito dos depósitos feitos na conta do caseiro.
É que haveria uma discrepância entre o que saiu da conta do empresário e o que entrou na conta de seu suposto filho.
Então ficamos assim, não foi apenas o sigilo de um que foi quebrado, mas pelo menos de dois dos correntistas do banco.
E é assim que querem fazer com que a credibilidade da instituição não sofra abalos.
quarta-feira, 22 de março de 2006
Muito engraçado
Na revista Istoé desta semana, tem-se a explicação do porque Hugo Chávez resolveu trocar o brasão de seu país, a Venezuela (e ao que parece o seu aí em todos os sentidos).
Segundo a revista, a filhinha de oito anos do bolivariano presidente teria dito que não gostava do cavalo no símbolo, pois este olhava para trás enquanto se dirigia para a direita.
Aproveitando a deixa ele teria dito que o “símbolo reacionário... é um cavalo que alguém freou e olha para o passado”.
Solução: mudou-se o símbolo, que agora é um cavalo que olha para a frente e corre para a esquerda.
Ou seja, se formos seguir a explicação creditada a Chávez, está correndo celeremente para o passado e sem remorso ou dúvidas.
E, para que não pairem dúvidas, outros símbolos modernos foram implantados no brasão: arco, flecha e machadinhas.
Segundo a revista, a filhinha de oito anos do bolivariano presidente teria dito que não gostava do cavalo no símbolo, pois este olhava para trás enquanto se dirigia para a direita.
Aproveitando a deixa ele teria dito que o “símbolo reacionário... é um cavalo que alguém freou e olha para o passado”.
Solução: mudou-se o símbolo, que agora é um cavalo que olha para a frente e corre para a esquerda.
Ou seja, se formos seguir a explicação creditada a Chávez, está correndo celeremente para o passado e sem remorso ou dúvidas.
E, para que não pairem dúvidas, outros símbolos modernos foram implantados no brasão: arco, flecha e machadinhas.
terça-feira, 21 de março de 2006
A Amex é nossa
Para os que pregam a sobrevalorização cambial está aqui, o Bradesco mostrou o caminho.
Se nossa moeda está muito valorizada, compremos ativos estrangeiros. Quando e se esta voltar ao normal (raquítica e anêmica, coitada), o patrimônio nacional estará ampliado.
E também é uma excelente maneira de fazer com que o fluxo de moedas passe a ter a mesma intensidade nos dois sentidos.
Nacionalista então, delirariam. Se bem que poderiam começar a chamar as nossas empresas de imperialistas, como já fazem os bolivianos “moralesistas”.
Porém tudo bem; nossos nacionalistas adoram importar idéias, principalmente os de esquerda.
Se nossa moeda está muito valorizada, compremos ativos estrangeiros. Quando e se esta voltar ao normal (raquítica e anêmica, coitada), o patrimônio nacional estará ampliado.
E também é uma excelente maneira de fazer com que o fluxo de moedas passe a ter a mesma intensidade nos dois sentidos.
Nacionalista então, delirariam. Se bem que poderiam começar a chamar as nossas empresas de imperialistas, como já fazem os bolivianos “moralesistas”.
Porém tudo bem; nossos nacionalistas adoram importar idéias, principalmente os de esquerda.
Fatura
O TCU apresentou relatório dizendo quanto custa um Land Rover para os cofres públicos:
módicos R$36 milhões.
módicos R$36 milhões.
segunda-feira, 20 de março de 2006
E um tiro no pé
Após a banda desandar com o cancelamento da “oitiva” do caseiro, a quebra do sigilo bancário do mesmo foi um verdadeiro tiro no pé do PT e do governo Lula.
Agora além de darem credibilidade ao rapaz, ainda o transformaram em um mártir para a oposição.
Vai ser criado um verdadeiro carnaval e fosse mentira ou não o que foi dito na “oitiva”, não importa mais. O que importa é que foi usado o aparelho estatal para constrangê-lo.
Serão abertas novas investigações, quem sabe até uma CPI, e muitas feridas paralelas para sangrar a credibilidade do governo de ocasião.
Que mais a oposição poderia pedir?
E, pelo que me consta, nem é aniversário de ninguém para tanto presente.
Agora além de darem credibilidade ao rapaz, ainda o transformaram em um mártir para a oposição.
Vai ser criado um verdadeiro carnaval e fosse mentira ou não o que foi dito na “oitiva”, não importa mais. O que importa é que foi usado o aparelho estatal para constrangê-lo.
Serão abertas novas investigações, quem sabe até uma CPI, e muitas feridas paralelas para sangrar a credibilidade do governo de ocasião.
Que mais a oposição poderia pedir?
E, pelo que me consta, nem é aniversário de ninguém para tanto presente.
sábado, 18 de março de 2006
Lembram do acordo?
Aquele que procurava conter as altas do preço de álcool combustível. Aquele que fracassou.
Pois ontem vi o primeiro sinal de inteligência por parte do governo no enfrentamento do caso. Uma propaganda de tv mostrando como se calcular quando é lucrativo para o consumidor utilizar um ou outro combustível nos carros flex.
Este é o único fator limitante para os usineiros, desovar os estoques, e se a guerra da propaganda conseguir com que eles não o façam, os preços cairão rapidamente.
É até de estranhar tamanha lucidez. Mesmo porque, apesar de tudo, nem se deveria cogitar que um governo de economia de mercado deveria tentar controlar os preços de commodities como o álcool combustível.
Mas isso o calendário eleitoral explica.
Pois ontem vi o primeiro sinal de inteligência por parte do governo no enfrentamento do caso. Uma propaganda de tv mostrando como se calcular quando é lucrativo para o consumidor utilizar um ou outro combustível nos carros flex.
Este é o único fator limitante para os usineiros, desovar os estoques, e se a guerra da propaganda conseguir com que eles não o façam, os preços cairão rapidamente.
É até de estranhar tamanha lucidez. Mesmo porque, apesar de tudo, nem se deveria cogitar que um governo de economia de mercado deveria tentar controlar os preços de commodities como o álcool combustível.
Mas isso o calendário eleitoral explica.
sexta-feira, 17 de março de 2006
Requentadas
Os líderes petistas afirmam que nada de novo foi apresentado a respeito de nosso ministro da economia; que é tudo requentado.
A verdade é que é mesmo, só que ainda nada foi explicado a respeito deste caso.
Se ele mentiu antes porque está falando a verdade agora?
A verdade é que é mesmo, só que ainda nada foi explicado a respeito deste caso.
Se ele mentiu antes porque está falando a verdade agora?
E vai ficar pior
Para quem acha que o câmbio está ruim agora, pode ter certeza que vai ficar muito pior.
Se há uma verdade na questão do câmbio livre é o de que ele procura se equilibrar entre a demanda e a oferta de dólares e outras moedas.
O porém é que isso não se dá de maneira automática, é um processo que sofre uma certa defasagem, em muito devido ao passado de intervencionismo.
No caso brasileiro há uma série de “esqueletos no armário” do câmbio real. Quem pensa que uma chegada a juros civilizados conterá a taxa nos atuais ou um pouco maiores tem muito que se decepcionar ainda.
Em primeiro lugar o país é um exportador líquido e muito pouco pode ser feito a respeito disto; a não ser que se mude o padrão de consumo do nosso povo, fazendo com que ele passe e comprar produtos e serviços mais refinados que nossas empresas não podem suprir, por falta de escala ou de tecnologia. Como para isso seria necessário mudar radicalmente a estrutura de renda do país em período muito curto, não passa de utopia.
Inclusive o país deve até aumentar seus superávits comerciais com as exportações de biocombustíveis e com os excedentes de petróleo.
Outro e mais importante ponto é que os ativos são muito baratos no Brasil. Imóveis, ações, empresas, licenças e concessões têm preços irrisórios se comparados a seus equivalentes mundo afora. Estes não eram sequer imaginados como fonte de lucro quando nossa economia era fechada, mas agora que estamos nos integrando ao mundo passam a ser uma possibilidade.
Taxas de juros civilizadas poderiam fazer com que os aplicadores deixassem nossos títulos públicos, mas fariam com que estes ativos brilhassem muito mais. Os que atualmente reclamam da onda de investimentos estrangeiros vão sentir saudades quando o tsunami de procura por ativos chegar.
Portanto, se não houver um forte intervencionismo no câmbio, ele tende a ter uma perspectiva descendente por um período muito longo.
A hipótese de intervenção pode ser a opção mais atraente para a parcela ligada à indústria exportadora, só que é a opção errada.
O melhor e mais difícil é enfrentar os gargalos estruturais que retiram a competitividade de nossa economia. Uma gambiarra cambial apenas fará com que nosso desenvolvimento seja postergado.
De novo.
Se há uma verdade na questão do câmbio livre é o de que ele procura se equilibrar entre a demanda e a oferta de dólares e outras moedas.
O porém é que isso não se dá de maneira automática, é um processo que sofre uma certa defasagem, em muito devido ao passado de intervencionismo.
No caso brasileiro há uma série de “esqueletos no armário” do câmbio real. Quem pensa que uma chegada a juros civilizados conterá a taxa nos atuais ou um pouco maiores tem muito que se decepcionar ainda.
Em primeiro lugar o país é um exportador líquido e muito pouco pode ser feito a respeito disto; a não ser que se mude o padrão de consumo do nosso povo, fazendo com que ele passe e comprar produtos e serviços mais refinados que nossas empresas não podem suprir, por falta de escala ou de tecnologia. Como para isso seria necessário mudar radicalmente a estrutura de renda do país em período muito curto, não passa de utopia.
Inclusive o país deve até aumentar seus superávits comerciais com as exportações de biocombustíveis e com os excedentes de petróleo.
Outro e mais importante ponto é que os ativos são muito baratos no Brasil. Imóveis, ações, empresas, licenças e concessões têm preços irrisórios se comparados a seus equivalentes mundo afora. Estes não eram sequer imaginados como fonte de lucro quando nossa economia era fechada, mas agora que estamos nos integrando ao mundo passam a ser uma possibilidade.
Taxas de juros civilizadas poderiam fazer com que os aplicadores deixassem nossos títulos públicos, mas fariam com que estes ativos brilhassem muito mais. Os que atualmente reclamam da onda de investimentos estrangeiros vão sentir saudades quando o tsunami de procura por ativos chegar.
Portanto, se não houver um forte intervencionismo no câmbio, ele tende a ter uma perspectiva descendente por um período muito longo.
A hipótese de intervenção pode ser a opção mais atraente para a parcela ligada à indústria exportadora, só que é a opção errada.
O melhor e mais difícil é enfrentar os gargalos estruturais que retiram a competitividade de nossa economia. Uma gambiarra cambial apenas fará com que nosso desenvolvimento seja postergado.
De novo.
quinta-feira, 16 de março de 2006
Muito pior do que o soneto
Se antes seria a palavra de um caseiro contra a de um ministro, agora é evidente que o caseiro poderia acarretar muitos problemas ao governo.
Repercussão certa. Pior ainda por ser no meio da sessão parlamentar.
Qual seria pior?
Até estou imaginando as manchetes de amanhã e escaladas de matérias dos jornais televisivos da noite.
Repercussão certa. Pior ainda por ser no meio da sessão parlamentar.
Qual seria pior?
Até estou imaginando as manchetes de amanhã e escaladas de matérias dos jornais televisivos da noite.
quarta-feira, 15 de março de 2006
Pícolé de milho
Na campanha para a prefeitura paulistana em 2000, encontrei com o candidato Geraldo Alckmin em um dos locais mais improváveis, a festa de lançamento de um campeonato de surf.
A impressão que tive dele foi das piores, para mim ele pareceu ser apenas um pamonha, palavra que usei a torto e a direito depois daquele momento.
Posteriormente este recebeu da mídia a alcunha de picolé de chuchu por parte da mídia paulista.
Depois de sua administração do estado de São Paulo e da forma como dobrou José Serra vão ter que mudar a alcunha.
Sugiro que vire picolé de milho, que nem todos gostam mais tem um sabor marcante.
E mais do que tudo, isso mostra que a força de um personagem político não está apenas no carisma, pois se dependesse disto o Alckmim nunca teria chegado onde chegou.
Ficamos assim então, a disputa eleitoral agora parece estar centrada na razão contra a emoção.
Quem será o vencedor?
A impressão que tive dele foi das piores, para mim ele pareceu ser apenas um pamonha, palavra que usei a torto e a direito depois daquele momento.
Posteriormente este recebeu da mídia a alcunha de picolé de chuchu por parte da mídia paulista.
Depois de sua administração do estado de São Paulo e da forma como dobrou José Serra vão ter que mudar a alcunha.
Sugiro que vire picolé de milho, que nem todos gostam mais tem um sabor marcante.
E mais do que tudo, isso mostra que a força de um personagem político não está apenas no carisma, pois se dependesse disto o Alckmim nunca teria chegado onde chegou.
Ficamos assim então, a disputa eleitoral agora parece estar centrada na razão contra a emoção.
Quem será o vencedor?
Questão de inteligência
As tais armas apareceram. E ficou bem claro que era necessário mais cérebro do que músculos.
Durante onze dias os militares foram peões dos traficantes da Rocinha, local onde foram encontradas.
Para estes a ocupação militar serviu para enfraquecer a concorrência de outros grupos criminosos, que viram seus pontos de venda embargados pó um bom tempo, além de um provável incremento de seu faturamento devido aos consumidores que ficaram impossibilitados de chegar aos seus fornecedores habituais.
Foi só acontecer o cerco à favela certa que as armas apareceram.
Se houvesse anteriormente um bom trabalho de inteligência policial muito dinheiro teria sido poupado desta ridícula operação “Macho-man” do exército. Onde é que já se viu um dos braços das forças Armadas precisar de auto-afirmação?
Então ficamos assim; o Estado gastou uma fábula, os traficantes de alguns pontos perderam uma boa grana, os de outros ganharam outra, alguns cidadãos e militares ficaram feridos e um morreu.
O Estado mostrou sua incompetência e como troféu apresentou as armas. Podia ser pior. Vai que ele mostra e não apresenta nada.
De concreto muda a o significado da antiga expressão:
Tropa: APRESENTAR ARMAS.
Durante onze dias os militares foram peões dos traficantes da Rocinha, local onde foram encontradas.
Para estes a ocupação militar serviu para enfraquecer a concorrência de outros grupos criminosos, que viram seus pontos de venda embargados pó um bom tempo, além de um provável incremento de seu faturamento devido aos consumidores que ficaram impossibilitados de chegar aos seus fornecedores habituais.
Foi só acontecer o cerco à favela certa que as armas apareceram.
Se houvesse anteriormente um bom trabalho de inteligência policial muito dinheiro teria sido poupado desta ridícula operação “Macho-man” do exército. Onde é que já se viu um dos braços das forças Armadas precisar de auto-afirmação?
Então ficamos assim; o Estado gastou uma fábula, os traficantes de alguns pontos perderam uma boa grana, os de outros ganharam outra, alguns cidadãos e militares ficaram feridos e um morreu.
O Estado mostrou sua incompetência e como troféu apresentou as armas. Podia ser pior. Vai que ele mostra e não apresenta nada.
De concreto muda a o significado da antiga expressão:
Tropa: APRESENTAR ARMAS.
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