terça-feira, 31 de julho de 2007

Deixa ver se entendi

Quer dizer que a pista de Cumbica está fora do prazo de validade há dois anos e a Infraero fazendo investimento em shopping centers?
Só pode ser culpa da herança maldita mesmo.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Quando?

Durante o episódio do mensalão, perguntei se os partidos de oposição não entrariam seriamente em um movimento de impeachment contra este (des)governo corrupto. Me indagava: Se não agora, quando?
Repito a pergunta. Se não deram motivos suficientes, o que precisam fazer para que alguém aja?

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Sem palavras

Se ainda resta alguém lendo este blog, deve estar se perguntando o porquê do silêncio sepulcral.
Não se trata de um luto oficial ou minuto de silêncio em respeito as vítimas, que bem mereceriam, mas simples falta de palavras para descrever o que me vem a mente.
Esperarei até amanhã, para ver se esta raiva passa.
Faço votos que estes quase duzentos martirizados pela incompetência ao menos abram os olhos da nossa população para o que está ocorrendo por aqui.

sábado, 14 de julho de 2007

Tá com tudo

O presidente está com tudo junto aos admiradores do esporte. E aparentemente havia mais de uma orquestra na abertura, dizem os profissionais.
Sei lá, as 90 mil pessoas que estavam lá devem ter sido obrigadas a tudo, não é?

Outros exemplos de planejamento estatal e, porque não dizer, prosperidade

Dê uma olhadinha nestas reportagens que estão na página de abertura da Uol de hoje. Aqui, aqui (para assinantes UOL ou Folha de S. Paulo) e aqui. Isso em apenas um dia, imagine se estivéssemos procurando pelo em ovo? Teriamos que chamar um barbeiro para trabalhar em tempo integral.
Somos ou não um exemplo de planejamento e prosperidade, rumo ao primeiro mundo?
Algum de vocês lembra-se do que os organizadores deste Pan falavam dos de Santo Domingo quatro anos atrás?

Seguindo o mestre

Dizem por aí que manteiga em italiano é burro. Meus parcos conhecimentos de línguas não permitem confirmar isso, mas vou aceitar por enquanto.
Nosso ministro da economia (propositalmente com letra minúscula) é um italiano chamado Mantega. Tenho a impressão que foi um erro de tradução e de grafia.
O homem só abre a boca para falar besteira. Há pouco tempo disse que o caos aéreo é resultado da prosperidade. No jornal Estado de S. Paulo de ontem há uma reportagem na qual está escrito que o baixo crescimento da economia brasileira no primeiro mandato Lula foi planejado. Para impedir que um apagão aos moldes do que está ocorrendo na Argentina, abalasse nossos “sólidos” fundamentos.
E, creiam vocês, não foi na página de piadas (que o jornalzão, muito mal-humorado, nem tem), e sim na de economia.
O laticínico ministro deve ser um homônimo daquele que foi encarregado da Pasta de Planejamento e do comando do BNDES no primeiro governo lulático. Não é possível que seja aquele que reclamou durante anos das políticas empregadas pela dupla Palocci- Meireles.
Se for, teremos um notável exemplo de siga o mestre. Um senhor bravateiro que só não chegará à Presidência porque a Constituição veda isso aos não-natos. Mas que ele merece, merece.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Agora vai

Vocês devem ter percebido que descobriram a roda em matéria de evitar atrasos nos aeroportos e a anunciaram ontem: diminui-se o número de vôos.
Como não pensaram nisso antes? Vôo que não existe, não atrasa. Genial.
Tá atrasado, cancela. O passageiro só serve para pagar a conta mesmo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Não sei se é pedir demais

Mas será que algum dos nobres senadores não poderia emprestar-me um dos amigos que tanto os ajudam?
Nunca nenhum dos meus cogitou emprestar 300 mil reais para que eu comprasse uma bezerra de grife, e nem sequer me deu um cheque de 2 e poucos milhões na confiança de que eu voltasse com o troco.
Sem falar em fazer pagamentos mal-explicados para ex-qualquer coisas.
Os senhores senadores devem ser muito bacanas mesmo, vou te dizer?

Voltando para fazer propaganda conspiratória

Não sou muito chegado a divulgar teorias conspiratórias, embora tenho cá as minhas, mas como sou leitor do blog do Reinaldo Azevedo , e este pediu a divulgação do texto a todos, estou fazendo minha parte.
O máximo que pode acontecer é que o governo Lula caia. Seria maravilhoso, é verdade, mas não acreditamos seriamente nisso, não é mesmo?
O mínimo é que eu finalmente coloquei algumas linhas novas neste blog, e já não era sem tempo.
Até breve, que espero que desta vez seja breve mesmo.

"O bolivarianismo de Lula: como o PT pretende fazer da Rede Globo a sua RCTV

Considero o texto que vai a seguir um dos mais importantes já publicados neste blog. Nunca fiz isto, mas faço agora: reproduzam-no por aí, passem adiante, façam com que se multiplique. Ele identifica um método de ação do governo Lula, do chavismo à moda da casa. Denuncio aqui os instrumentos a que pretende recorrer o governo para implementar entre nós o bolivarianismo light. Porque o PT sabe que não pode fazer da Rede Globo a sua RCTV, resolveu estrangular a emissora financeiramente. No mundo ideal do petismo, devemos ficar todos subordinados à TV de Franklin Martins, que não precisa do mercado para existir, ou à TV Record — que, se ficar sem anunciantes, jamais ficará sem a Igreja Universal do Reino de Deus, dona do partido do vice-presidente e de Mangabeira Unger, aquele secretário que fala uma língua mais incompreensível do que a do Espírito Santo quando baixa em Edir Macedo — deve baixar, eu suponho. Também vou me penitenciar. Dizem que sou arrogante, que nunca assumo um erro. A segunda parte, ao menos, é mentirosa. Errei, sim. Errei na única vez em que apoiei, ainda que parcialmente, uma proposta do governo Lula. Fui enganado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma recomendação: eis um nome do governo Lula que deve ser visto com muito mais cuidado.

Ufa! A introdução já ficou longa demais. Como sabem, o governo quer limitar o horário da propaganda de cerveja na televisão. E também enrosca com o seu conteúdo — Temporão, por exemplo, invoca com a tal “Zeca-Feira”. Mais: diz que a publicidade glamouriza o consumo do produto... No programa Roda Viva eu lhe disse que era favorável à limitação de horário para a propaganda, mas contrário a que o governo se metesse no conteúdo publicitário. Ora, isso seria nada menos do que censura. E o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária é um órgão que funciona, sim, senhores! Só falta agora a gente ter um Romão Chicabom também na Saúde...

É claro que a limitação da publicidade acarretaria uma diminuição de receita para as emissoras de TV. "Fazer o quê?", pensei. "Aconteceu isso quando se proibiu a propaganda de cigarros; que procurem novos nichos, novos produtos, novas fontes de receita". Eu, o liberal tolo diante de um petista... Nova pretensão anunciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deixa evidente que a limitação da propaganda de cerveja tem mais a ver com a saúde do governo Lula do que com a saúde dos brasileiros. Eu passei a considerá-la parte de uma estratégia para asfixiar as emissoras que dependem do mercado para viver: que não têm estatais ou igrejas de onde tirar a bufunfa. Fui um idiota. Não apóio mais. Penitencio-me.

A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, "com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio" e de "bebidas com baixo teor nutricional" (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005. Dos R$ 802 milhões que deixariam de ser investidos, aos menos R$ 240 milhões iriam para a TV — a maior fatia, suponho, para a Rede Globo.

Virei caixa dos Irmãos Marinho agora? Não! Virei guardião da minha liberdade. É evidente que se tenta usar a via da saúde para atingir o nirvana da doença totalitária. É evidente que estão sendo criadas dificuldades para as emissoras — e, a rigor, nos termos dados, para todas as empresas que vivem de anúncios — para vender facilidades. O ministro Temporão, que ainda não conseguiu fazer funcionar os hospitais (sei que a tarefa é difícil; daí que ele deva se ocupar do principal), candidata-se a ser o grande chefe da censura no Brasil. Na aparência, ele quer nos impor a ditadura da saúde; na essência, torna-se esbirro de um projeto para enfraquecer as empresas privadas de comunicação que se financiam no mercado — no caso, não o mercado do divino ou o mercado sem-mercado das estatais.

Imagine você, leitor, que aquele biscoito recheado (em SP, a gente chama “bolacha”) que sempre nos leva a dúvidas as mais intrigantes (Como as duas de uma vez? Separo para comer primeiro o recheio? Como o recheio junto com um dos lados?) seria elevado à categoria de um perigoso veneno para as nossas crianças — mais um querendo defender as crianças! —, que serão, então, protegidas por Temporão desse perigoso elemento patogênico. Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda teria de ser uma coisa séria, né? De bom gosto. Sem apelo infantil. O Ministério da Saúde é uma piada: quando faz propaganda de camisinha, sempre recorre a situações que simulam sexo irresponsável. Mas não quer saber de desenho animado em propaganda de guaraná. A criatividade dos publicitários, coitados, teria de se voltar para comida de cachorro. Imagine o seu filho, ensandecido, querendo comer a sua porção diária de Frolic, estimulado pela imaginação de publicitários desalmados.

Assim como o governo pretendia impor a censura prévia na presunção de que os pais são irresponsáveis, agora quer limitar a propaganda de biscoito e refrigerante porque as nossas crianças estariam se tornando obesas e consumistas.

Estupidez
A proposta não resiste a 30 segundos de lógica. É evidente que biscoito não faz mal. Biscoito não é ecstasy. Em quantidades moderadas, de fato, não havendo incompatibilidade do organismo com os ingredientes, até onde sei, faz bem. Se o moleque ou a menina comerem um pacote por dia, acho que tenderão a engordar. Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu... Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim...). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?

Uma pergunta: água entra ou não na categoria das “bebidas com baixo teor nutricional”? O ridículo desses caras é tamanho a ponto de propor limites à propaganda de água? Ela alimenta mais ou menos do que um copo de coca-cola ou de mate? E de lingüiça, pode? A gordura animal em excesso também faz mal à saúde. Quem garante que o sujeito não vai consumir o produto todos os dias, até que as suas artérias se entupam? Não ande de moto. Há o risco de cair. Numa bicicleta, você pode ser atropelado. E desodorizador de ambiente do moleque que quer fazer “cocô na ca-sa do Pe-dri-nho”? Pode ou não? Não fere a camada de ozônio?

Nazistas
Observem: se isso tudo fosse a sério, fosse mesmo com o propósito de cuidar da saúde dos brasileiros, já seria um troço detestável. Sabiam que os nazistas foram os primeiros, como direi?, ecologistas do mundo? É verdade: não a ecologia como uma preocupação vaga com a natureza, mas como uma política pública mesmo. Hitler gostava mais de paisagem do que de gente, como sabemos. Eles também tinham uma preocupação obsessiva com a saúde, com os corpos olímpicos. O tirano odiava que se fumasse perto dele, privilégio concedido a poucos. Mas o mal em curso não é esse, não.

A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.

O raciocínio é simples: vocês acham que a porcentagem da grana de estatais no faturamento global é maior numa Band ou numa Globo? Numa Carta Capital ou numa VEJA? No Hora do Povo ou no Estadão (a propósito, veja post abaixo)? Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.

Golpe
Trata-se, evidentemente, de um golpe, mais um, contra a imprensa livre. E por que digo que o alvo é a Globo? Porque, afinal, ela concentra boa parte do mercado publicitário de TV — é assim porque é melhor e mais competente, não porque roube as suas “co-irmãs” — e porque, no fim das contas, o que importa mesmo a Lula é aparecer bem no Jornal Nacional. E ele deve considerar que isso é tão mais fácil de acontecer quanto mais ele disponha de instrumentos para tornar difícil a vida da principal emissora do país. Acho que vai quebrar a cara.

E Temporão, tenha sido ou não chamado à questão com esse propósito, tornou-se o braço operativo dessa pressão. Curioso esse ministro tão cheio de querer impor restrições do estado à vida e às opções das pessoas. É aquele mesmo que já deixou claro ser favorável à descriminação do aborto até a 14ª semana porque, parece, até esse limite, o feto não sente dor, já que as terminações nervosas ainda nem começaram a se formar. É um ministro, digamos, laxista em matéria de vida humana, mas muito severo com biscoitos. O que faço? Recomendo a ele que tenha com as crianças que estão no ventre o mesmo cuidado que pretende ter com as que querem comer Doritos?

Eis aí o caminho do nosso bolivarianismo. A terra está amassada pelo discurso hipócrita da saúde. Farei agora uma antítese um tanto dramática, cafona até, mas verdadeira: essa gente finge cuidar do nosso corpo porque quer a nossa alma.
*
PS: Reitero: divulguem este texto, espalhem-no na Internet, montem grupos de discussão no Orkut, passem a mensagem adiante, mobilizem-se."

sexta-feira, 16 de março de 2007

Mais uma chance

Como já disse há pouco, não considero os biocombustíveis uma solução para a dependência de petróleo caso se mantenha o uso indiscriminado dos motores de combustão interna, mas eles podem ser uma excelente solução para outros problemas que assolam o mundo.
A começar pelos males provocados pelos subsídios que alguns países (ricos) dão aos seus produtores rurais. Ao valorizar os produtos da terra, os biocombustíveis aumentam o lucro dos produtores rurais e permitem que fazendeiros do terceiro mundo deslocados pelos do primeiro possam comercializar suas culturas sem a concorrência estrangeira.
Também podem interromper algumas correntes migratórias provocadas pela fome. Sabemos que há alimento suficiente para todos os habitantes do planeta, mas existe uma grande deficiência na distribuição de renda que possibilitaria que todos se alimentassem. Pois as localidades onde a fome mais ataca são as marcadamente agrícolas que não podem competir com preços de alimentos subsidiados pelos países ricos e não têm condições de gerar renda com outras atividades.
Pode diminuir também a necessidade por divisas que leva alguns países a dar prioridade por produtos de exportação em sua agricultura em detrimentos àqueles de uso tradicional local.
Em suma, pode criar um mundo menos injusto.
O porém é que isto é um mar de potencialidades, e de boas intenções o inferno e o purgatório estão cheios. Tudo dependerá de como a coisa será implantada, e temos todos os motivos para acreditar que a coisa não será bem feita, já que nada neste campo de relações internacionais e geopolítica está sendo bem feito neste século.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Novo Ministério

Nosso presidente dizendo aos quatro cantos que não incluiria os ministérios da saúde e da educação na reforma ministerial, já que eles são um caso sério e não permitem brincadeira.
Disse algo assim: se você brincar com a saúde é morte, se brincar com a educação é analfabeto.
Tá aí uma coisa em que eu concordo com ele, não dá para brincar com coisa séria, mas e quanto aos demais trinta e tantos ministérios (são tantos que nem sei o número exato, e desconfio que ele também não)? Permitem brincadeiras? Não são sérios?
Talvez fosse o caso de reformular o ministério e encaixar os seguintes nomes :
Minas e Energia - Chaves;
Cultura - Tiririca (florentina, florentina ...);
Trabalho - Seu Madruga.
Se é para fazer graça, que coloquem os profissionais no comando, eles já foram provados e aprovados. E se quiser preencher todos os cargos com profissionais, garanto que o governo não terá dificuldade para encontrar palhaços aptos.
Afinal, depois de quatro anos e pouco de governo, não é mesmo tempo de ficar fazendo experiências.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Produtividade em alta

Realmente não dá para entender porque toda a mídia apóia aqueles que são favoráveis à desvalorização cambial.
Dizer que isso favoreceria o emprego no setor industrial não é uma boa justificativa, uma vez que isso coloca sobre o setor secundário um peso que ele não tem.
Ele representa, se muito, 25% do PIB e muito menos do que esta porcentagem no número de empregos. Por qual razão deve a sociedade subsidiar esta parcela da economia?
Ser uma economia de transformação não é mais nobre do que ser uma de extrativismo ou de serviços pois a nobreza de uma economia consiste em gerar condições de que a grande maioria da população do país tenha boas condições de vida.
Pela minha visão, o Brasil só alcançará esta nobreza através de uma matriz econômica fortemente baseada no setor de serviços, que é aquele capaz de incorporar grandes massas de trabalhadores não-especializados.
Só que para que o setor de serviços se desenvolva é necessário que ocorra um aumento da renda per capita da população, o que equivale a liberar renda antes gasto em itens essenciais. A valorização do real faz justamente isso e, portanto, é extremamente benéfica para o país.
O problema é que a Fiesp e sobre-representada na mídia nacional e não importa para ela o que é bom ou ruim para o país e sim o que é bom para os industriais, e a parcela exportadora quer dólar nas alturas.
Nesta toada, o real segue tomando lambadas, mas vai resistindo. Ainda bem.
Com isso nossa produtividade segue em alta e nosso país tem chances reais de desenvolvimento.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Desculpem o transtorno

Mudança na grade dos meus horários, até a normalização não haverá periodicidade nos textos.

sábado, 10 de março de 2007

Baixo teor de enxofre no ar

A se acreditas em Hugo Chávez, deve estar o maior cheiro de enxofre no percurso feito por George W. Bush. Só que a idéia, entre outras, é justamente o contrário: baixar o teor de enxofre liberado no ar pelos combustíveis.
Como? Trocando os fósseis por biocombustíveis, que são geralmente livres deste elemento.
Só que não venhamos a cair na conversa lulática de que o álcool e o biodiesel são as únicas soluções. Provavelmente não são nem as melhores, mas apenas as mais baratas no momento.
Não podem ser as melhores soluções porque ainda são pensadas como uma continuação de uma tecnologia muito pouco eficiente, diria quase pré-histórica, que é a do carro com motor de combustão interna.
Os carros a gasolina conseguem aproveitar cerca de 20% (lembrando que os motores a diesel têm um aproveitamento energético melhor, mas ainda baixo) da energia contida no combustível que o faz andar, desperdício puro. Só prosperaram porque substituíram tecnologias muito pouco práticas e usam um subproduto do petróleo que não tinha nenhum valor comercial.
A verdade é que qualquer solução que mantiver o uso destes motores indefinidamente não pode ser chamada por este nome, será apenas uma protelação. Então o que precisamos realmente é de uma mudança tecnológica profunda que acabe com o uso destes motores pouco eficientes e adote outros que utilizem melhor a energia disponível, que não é o que a mudança para os motores a álcool faz.
Ademais, o que está sendo comemorado como a grande chance para a nossa agricultura, a decisão política dos Estados Unidos de diminuir o consumo gasolina em 20% até 2017 tendo como base o gasto corrente hoje, não é automática como alguns tentam demonstrar. Eles podem conseguir isto com sobras apenas melhorando a eficiência dos veículos e aumentando o transporte coletivo.
Um exemplo de como aditivar a eficiência é a tecnologia do carro híbrido, que a dobra. O porém é que ela ainda é muito cara se comparada com o carro comum e poucos consumidores estão dispostos a pagar a diferença. Se fosse aplicada em todos os veículos disponíveis, o consumo de gasolina seria cortado pela metade hoje.
Então não nos jactemos como salvadores das pátrias. Os biocombustíveis são uma alternativa, mas não a única.
É uma alternativa que pode ajudar até a diminuir atritos entre países e criar uma onda de prosperidade aos produtores agrícolas mundo afora, só que não são panacéia para nada e o Brasil não é o rei da cocada preta por dominar a tecnologia mais avançada no momento a respeito deles.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Apenas para reflexão

Da mesma maneira que o mundo subdimensionou o potencial do alcóol combustível como parte da matriz energética, não está superdimensionando agora?
Pensem, voltamos ao assunto mais tarde, quando São Paulo estiver menos engarrafada.

quinta-feira, 8 de março de 2007

De igual para igual

Sem querer nos diminuir, sempre achei que um país que deve para o Brasil não pode ser levado a sério. Desta maneira nada de novo acontecerá hoje.
Será apenas mais uma visita de um Chefe de Estado de uma república bananeira, daquelas que não são sérias. Digamos, uma visita de irmão.
É ou não é coisa de país bananeiro altos funcionários do governo revelar a identidade de um agente secreto para se vingar do cônjuge contrário às maluquices do presidente?
E por falar nisso, é compatível com um país sério o presidente ser propenso a maluquices? Ainda mais no campo da guerra?
Como vocês podem ver, trata-se de uma visita na qual não há superioridade “moral” de nenhum país envolvido.
Espero que os mandatários se contentem apenas com os apertos de mão e os sorrisinhos regulamentares.
Nem quero imaginar o que pode acontecer se Lula e Bush resolverem trocar algumas idéias.

A propósito das palavras

O que aconteceu com o velho álcool combustível? Deve estar de férias, só se fala de um tal de etanol.
Está certo que se trata do mesmo sujeito, mas para que a mudança de nome de repente? Ele está foragido?
Pode ser preguiça nas traduções do que se fala lá fora do nosso combustível “verde”. Ou pode ser pedantismo mesmo, para parecer mais culto.
De qualquer forma não há uma boa explicação.

terça-feira, 6 de março de 2007

Lembram dos textos que recomendei ontem?

Vou comentar rapidamente um hoje.
Claudio de Moura Castro comenta que as corporações estão querendo fazer uso de reserva de mercado ao tentar impedir a abertura de cursos superiores (no caso direito e medicina).
Concordo plenamente, mas vou um pouco além. Acho que há uma redundância extrema aí.
Ou não deveria haver os cursos profissionalizantes controlados pelo MEC ou não deveriam existir as corporações respaldadas pela lei. Se um órgão público declara que uma pessoa é conhecedora das técnicas necessárias à profissão, por que uma corporação tem o direito de dizer o contrário?
No caso há duas reservas de mercado e a sociedade paga uma conta dupla, diminuição de profissionais no mercado de trabalho e custos de manutenção das máquinas existentes para manter as corporações e os órgãos fiscalizadores.
Coisas do Brasil.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Confissão

Depois do Carnaval, no qual vi muitos de meus amigos comentando sobre o Big Brother, resolvi dar uma olhada na coisa com mais atenção.
Na minha estréia em ver um capítulo inteiro, desta edição, gostei do que vi. Um puta quebra-pau, nada de cínicos sorrisinhos para a tela.
O fato é que vez ou outra estou assistindo flashes do que está ocorrendo por lá e ontem eu vi a votação para saber os oponentes na próxima eliminação.
O programa é sem-importância, puro passa-tempo para as massas, só que vez ou outra mostra o estágio em que estamos neste país.
O que me marcou do programa de ontem foi o seguinte: a justificativa de um dos participantes – o queridinho da audiência, diga-se de passagem – para ter votado em outro deles foi que o seu escolhido “pensava muito antes de falar”.
Então veja a que ponto chegamos, pensar antes de falar virou defeito passível de eliminação na nossa sociedade. E o pior é que as nossas escolhas políticas demonstram que isso é a concepção que prevalece no Brasil.
Portanto premiaremos com um milhão o camarada que não pensa antes de falar, que não gosta que não gostem dele por ele ser de difícil convivência e autoritário (é o que pensa a maioria dos que estão confinados) e que acha que as regras não escritas só valem para os demais (reclama de que há combinação de voto no lado adversário, apesar de ter combinado nas duas semanas em que eu maiôs ou menos assisti ao programa).
Então eu confesso duas coisas: assisto ao BBB e temo que este Alemão vire um político de muito, muito sucesso.

Muito útil

A leitura dos textos relativos à educação na revista Veja desta semana.
Alguns mitos alimentados pela politicagem e o corporativismo que viceja por aqui são demonstrados.
Recomendo.