Para não ficar em branco, entretanto, o dia que lhes é dedicado pela sociedade, postarei uma cena de um filme que, coisa rara, realmente me emocionou quando assisti. E até hoje não sei o porquê. Freud deve explicar.
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
sábado, 15 de outubro de 2011
Professores
Não vou mentir para vocês, não me lembro com saudades de nenhum professor que tenha tido, ao menos não de algum no exercício do cargo, embora houvesse os que fossem excelentes pessoas. Acho que nem era o profissional em si o problema, mas a condição de estudante, e tudo que a cercava, que me oprimia. Desta forma, não vou ficar fazendo loas a um ou a outro.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
O Brasil, acostumado a engolir tanta coisa indesejável, pode se livrar de uma
É só a lógica fria prevalecer e nossa lei ser cumprida.
Eu sei que é esperar muito da Justiça, mas mais dia, menos dia, as leis terão que ser cumpridas.
Que tal agora?
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Coisas do Brasil
Ou melhor, de São Paulo.
Deputado diz que sabe quem cometeu um crime, mas não revela nem morto.
Deputado diz que sabe quem cometeu um crime, mas não revela nem morto.
Prefeitura que é rápida no gatilho em fechar empreendimento comercial, não vê motivo para evacuar prédios com população carente em situação similar.
E a coerência, ô.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Cordial, o brasileiro
Veja esse sensacional post, de um português, que mostra até onde vai a "cordialidade" brasileira.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Sexy ladies até a página 2
Não entendo, mesmo, mulheres, como a Wanessa Camargo, que ficam anos tentando vender uma imagem de objetos sexuais e quando um camarada diz que a comeria, ficam ofendidinhas.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Suscitou dúvidas
Ontem, fingindo assistir à Bloomberg Television, ouvi a "revelantíssima" notícia de que Tiger Woods acaba de deixar a lista dos 50 primeiros no ranking mundial de golfe masculino.
O que isso quer dizer? Não sei, para mim muito pouco, mas é um indicativo da potência econômica que o Esporte, e não apenas o golfe, é hoje em dia. Afinal, em semana de aprofundamento da crise grega, não me parece que o ocaso de um atleta seria a notícia em que apostaria minhas fichas para aparecer no escasso tempo televisivo de uma empresa especializada em economia e finanças.
Apareceu, porém.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
É fantástico
Se não se pode usar um indício de uma organização do governo que serve apenas para descobrir possíveis ilegalidades para fundamentar pedidos, vejam bem, pedido, de quebra de sigilo, para que serviria essa organização então.
O STJ declarou que não pode usar as informações dessa instituição, dado que a PF amparou o pedido de escutas telefônicas em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e isso motivou a anulação da investigação.
Como vemos, caseiros devem tremer, mas qualquer poderoso não.
Uol procurando sarna para se coçar
Afinal, manter uma página dessa não é brincadeira.
Imagina o tamanho da equipe necessária para mantê-la atualizada.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Divergindo até nisso
Como podem ver, não divirjo só na nas idéias discordantes, até na somatotipia estou fora da moda.
No vale de 74, estou muito fora do desvio padrão.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
"A Missão" versão Facebook
Se já era impossível na vida comum, agora temos que ser também na virtual.
Assim não pode, assim não dá, pô.
Assim não pode, assim não dá, pô.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Deu na Folha
Agora a ameaça é dupla, para tentar viabilizar Haddad na prefeitura de São Paulo, pensa-se em oferecer o Ministério da Educação para Chalita (assinantes cliquem aqui).
Equivale ao tombo, seguido de coice e todos rindo em volta. Escárnio puro.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
"Não contavam com a minha astúcia"
É o que deve ter pensado o Ministro da Fazenda.
Se há uma semana havia quem notasse sua discrição, hoje não existe quem não seja afetado pelo brutal aumento de carga tributária e protecionismo disfarçado de política industrial de benefício da indústria nacional.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Um contra todos. Ou: Faltarão fiscais.
Andando pelas ruas hoje dou de cara com uma manchete, acho que do Diário de S. Paulo: "Proibição dos celulares em banco é só no papel". Ou algo assim.
Curiosamente, antes da caminhada, estava no Metrô lendo um texto curto chamado "O que torna as leis efetivas", que pregava que o sistema legal não deve ser uma luta do Estado contra a sociedade.
Lembrei-me de texto meu do passado, também curto, sobre o mesmo assunto.Vamos, então, a uma citação,
"Não há prisões suficientes, policiais suficientes, tribunais suficientes para impor uma lei que não é apoiada pelo povo". Hubert Humphrey.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
O modo brasileiro de fazer as coisas
Enquanto em locais menos do futuros e mais do presente planejam antes de fazer as compras governamentais, no Brasil acontece isso:
Esperam o aparelho chegar no hospital e ocupar espaço preciosos para depois efetuar reformas estruturais necessárias.
Deve ser para não errar nas medidas, não é mesmo?
E a respeito da postagem de ontem
Gostaria de postar um pequeno trecho do livro The Rise and Fall of the Great Powers, de Paul Kennedy, mostrando como mais dinheiro para governos resulta, geralmente, em mais desperdício,em um círculo vicioso. Isso foi o que fizeram com o Tesouro espanhol:
"Only by the desperate measure of confiscating the treasure from the Indies and seizing all specie in Spain could the monies be found to support the war against the Protestant princes. His 1552 campaign at Metz cost 2.5 million ducats alone—about ten times the emperor’s normal income from the Americas at that time. Not surprisingly, he was driven repeatedly to raise fresh loans, but always on worse terms: as the crown’s credit tumbled, the interest rates charged by the bankers spiraled upward, so that much of the ordinary revenue had to be used simply to pay the interest on past debts.24 When Charles abdicated, he bequeathed to Philip II an official Spanish debt of some 20 million ducats. Philip also inherited a state of war with France, but one which was so expensive that in 1557 the Spanish crown had to declare itself bankrupt. At this, great banking houses like the Fuggers were also brought to their knees. It was a poor consolation that France had been forced to admit its own bankruptcy in the same year—the major reason for each side agreeing to negotiate at Cateau-Cambresis in 1559—for Philip had then immediately to meet the powerful Turkish foe. The twenty-year Mediterranean war, the campaign against the Moriscos of Granada, and then the interconnected military effort in the Netherlands, northern France, and the English Channel drove the crown to search for all possible sources of income. Charles V’s revenues had tripled during his reign, but Philip II’s “doubled in the period 1556–73 alone, and more than redoubled by the end of the reign.”His outgoings, however, were far larger. In the Lepanto campaign (1571), it was reckoned that the maintenance of the Christian fleets and soldiers would cost over 4 million ducats annually, although a fair part of this burden was shared by Venice and the papacy. The payments to the Army of Flanders were already enormous by the 1570s, and nearly always overdue: this in turn provoking the revolts of the troops, particularly after Philip’s 1575 suspension of payments of interest to his Genoese bankers."
Será que podemos esperar melhor sorte dos Estados modernos na gestão do público?
Até o momento, nada me leva a crê-lo.
"Only by the desperate measure of confiscating the treasure from the Indies and seizing all specie in Spain could the monies be found to support the war against the Protestant princes. His 1552 campaign at Metz cost 2.5 million ducats alone—about ten times the emperor’s normal income from the Americas at that time. Not surprisingly, he was driven repeatedly to raise fresh loans, but always on worse terms: as the crown’s credit tumbled, the interest rates charged by the bankers spiraled upward, so that much of the ordinary revenue had to be used simply to pay the interest on past debts.24 When Charles abdicated, he bequeathed to Philip II an official Spanish debt of some 20 million ducats. Philip also inherited a state of war with France, but one which was so expensive that in 1557 the Spanish crown had to declare itself bankrupt. At this, great banking houses like the Fuggers were also brought to their knees. It was a poor consolation that France had been forced to admit its own bankruptcy in the same year—the major reason for each side agreeing to negotiate at Cateau-Cambresis in 1559—for Philip had then immediately to meet the powerful Turkish foe. The twenty-year Mediterranean war, the campaign against the Moriscos of Granada, and then the interconnected military effort in the Netherlands, northern France, and the English Channel drove the crown to search for all possible sources of income. Charles V’s revenues had tripled during his reign, but Philip II’s “doubled in the period 1556–73 alone, and more than redoubled by the end of the reign.”His outgoings, however, were far larger. In the Lepanto campaign (1571), it was reckoned that the maintenance of the Christian fleets and soldiers would cost over 4 million ducats annually, although a fair part of this burden was shared by Venice and the papacy. The payments to the Army of Flanders were already enormous by the 1570s, and nearly always overdue: this in turn provoking the revolts of the troops, particularly after Philip’s 1575 suspension of payments of interest to his Genoese bankers."
Será que podemos esperar melhor sorte dos Estados modernos na gestão do público?
Até o momento, nada me leva a crê-lo.
domingo, 28 de agosto de 2011
Mergulhemos no populismo ...
Ou usemos o pouco que nos resta de racionalidade?
Na Europa, principalmente, e nos Estados Unidos, forma-se no ar o espírito de que os ricos devem ser sobretaxados para que os Estados nacionais paguem suas dívidas.
Pergunto-me, devemos tirar patrimônio dos que comprovadamente gerem bem o seu para regar os cofres de quem, por razões políticas (populismo, no português claro), encalacrou-se em uma situação pré-falimentar?
Se os Estados nacionais soubessem usar bem o dinheiro do qual dispõem não estariam na situação na qual se encontram e as vidas de seus cidadãos seriam muito melhores.
Pode pegar bem com os eleitores esse onda redistributiva, mas está pra nascer uma situação entre "roubar" dos ricos para "dar" aos pobres realmente funciona. Robin Hood só é bom na ficção, e mesmo assim lá ele é contra o governo vigente.
Na vida real a "estorinha", e a história assim o demonstra, acaba sempre em pauperização de todos menos uma classe; a política.
Se Warren Buffet, porém, quiser doar toda a sua fortuna para o governo de seu país, que doe. Ele é livre para tal e deve saber o que está fazendo.
Na Europa, principalmente, e nos Estados Unidos, forma-se no ar o espírito de que os ricos devem ser sobretaxados para que os Estados nacionais paguem suas dívidas.
Pergunto-me, devemos tirar patrimônio dos que comprovadamente gerem bem o seu para regar os cofres de quem, por razões políticas (populismo, no português claro), encalacrou-se em uma situação pré-falimentar?
Se os Estados nacionais soubessem usar bem o dinheiro do qual dispõem não estariam na situação na qual se encontram e as vidas de seus cidadãos seriam muito melhores.
Pode pegar bem com os eleitores esse onda redistributiva, mas está pra nascer uma situação entre "roubar" dos ricos para "dar" aos pobres realmente funciona. Robin Hood só é bom na ficção, e mesmo assim lá ele é contra o governo vigente.
Na vida real a "estorinha", e a história assim o demonstra, acaba sempre em pauperização de todos menos uma classe; a política.
Se Warren Buffet, porém, quiser doar toda a sua fortuna para o governo de seu país, que doe. Ele é livre para tal e deve saber o que está fazendo.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Coroação de uma personalidade
Em um mundo em que a pessoa vale pelo que produz, o bom e velho capitalismo, foi extremamente lisonjeira a reação que os mercados tiveram à decisão de Steve Jobs de afastar-se da presidência da Apple. Tanto as ações da companhia tiveram uma forte queda, mais de 5 %, quanto as das efetivas fabricantes de suas engenhocas. Demonstra que os acionistas acreditam que Jobs sozinho vale mais de 20 bilhões de dólares.
Justo. Se até a gigante Google resolveu mimetizar a Apple, e rumores afirmam que a Microsoft seguirá o mesmo passo, o estrategista por trás do avanço da companhia que há uma década e meia estava entre as perdedoras do mundo da tecnologia e hoje consegue figurar entre as Top 3 em valor de mercado deve mesmo ser celebrado.
Com o perdão do péssimo trocadilho, Good Jobs, Steve.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Das páginas da penúltima Foreign Affairs
A respeito da inovação em geração de energias alternativas:
"But overall, the picture is grim. This is true not only for the United States but also for the rest of the world, because the market for clean-energy technologies is global. Whether this shakeout will strengthen or weaken the clean-energy industry will depend on how policymakers, notably in the United States, prepare for it. The root cause of today's troubles is a boom-and-bust cycle of policies that have encouraged investors to flock to clean-energy projects that are quick and easy to build rather than invest in more innovative technologies that could stand a better chance of competing with conventional energy sources over the long haul. Indeed, nearly seven-eighths of all clean-energy investment worldwide now goes to deploying existing technologies, most of which are not competitive without the help of government subsidies. Only a tiny share of the investment focuses on innovation."
Como de costume, o governo não favorece a inovação neste caso, apesar da enorme propaganda em contrário.
Se você for depender do governo para grandes revoluções científicas, morrerá esperando. Ele é, razoavelmente, bom para fomentar mudanças incrementais. Para algo realmente inovador, sinto informar aos anti-mercado, têm que se contar com a iniciativa individual.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Pode não ser ilegal
Mas certamente é imoral e engorda, pois não deixa que os ocupantes façam atividade física e atrapalha serviços essenciais de um dos estados mais pobres da União.
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