Gostaria, mesmo, de entender o que passa na cabeça dos mancheteiros.
Chamam assassinos confessos de supostos, mas nunca deixam de referir-se a projetos de lei do Executivo como favas contadas.
Fundo Soberano, mudança na poupança, etc, etc etc, dependem do Legislativo para serem efetivados. Mas não para a mídia.
Será que sou só eu que me incomodo com isso?
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
sábado, 30 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
CQC e o esfoliante
Sérgio Moraes, o deputado que se lixa, não gosta do CQC.
Acha-o "um grupo que faz jornalismo barato, com perguntas ofensivas e debochadas, tentando desmoralizar os deputados e a Casa". A casa, no caso, é o Congresso, não aquele inferninho que era de propriedade de Moraes, que lhe valeu um processo por lenocínio.
O deputado até ensina como deveria ser o bom jornalismo: "O bom jornalismo não se faz dessa maneira, mas com perguntas inteligentes e respeitosas". Deve estar pensando na criação da Unimoraes, recheada de cursos de comunicação social.
Eu tenho outra visão a respeito do CQC. Gosto, no geral, das perguntas que o programa faz aos políticos. São muito inteligentes, pois destacam fatos verídicos de maneira bem-humorada. Já as respostas...
O deputado poderia gastar um pouco menos do seu tempo praticando a auto-esfoliação e mais com a opinião pública. Afinal, retirar programas de grande audiência de circulação e limitar a liberdade de expressão é coisa de gente autoritária, como o Chávez. Um deputado de um país democrático não deve ser, ou é?
Acha-o "um grupo que faz jornalismo barato, com perguntas ofensivas e debochadas, tentando desmoralizar os deputados e a Casa". A casa, no caso, é o Congresso, não aquele inferninho que era de propriedade de Moraes, que lhe valeu um processo por lenocínio.
O deputado até ensina como deveria ser o bom jornalismo: "O bom jornalismo não se faz dessa maneira, mas com perguntas inteligentes e respeitosas". Deve estar pensando na criação da Unimoraes, recheada de cursos de comunicação social.
Eu tenho outra visão a respeito do CQC. Gosto, no geral, das perguntas que o programa faz aos políticos. São muito inteligentes, pois destacam fatos verídicos de maneira bem-humorada. Já as respostas...
O deputado poderia gastar um pouco menos do seu tempo praticando a auto-esfoliação e mais com a opinião pública. Afinal, retirar programas de grande audiência de circulação e limitar a liberdade de expressão é coisa de gente autoritária, como o Chávez. Um deputado de um país democrático não deve ser, ou é?
Pior a emenda
Um parlamentar da oposição assinar um projeto de emenda parlamentar pelo terceiro mandato de Lula já é ruim, mas assinar um projeto de emenda sem ler resta pior.
Não há mais esperança para o Congresso.
Não há mais esperança para o Congresso.
E não fecharam a porta
É um disparate alguém da área de segurança nuclear dizer que os procedimentos poderão ser revistos após o acidente em Angra 2.
Se quatro pessoas foram contaminadas porque o faxineiro, ou qualquer outro cujo cargo inclui limpar a tal sala, não fechou a porta, é evidente que mudanças precisam ser feitas. Até o Big Brother Brasil tem um sistema de segurança que impede que uma porta seja aberta sem que a outra seja fechada, por que não Angra.
Não sou, em tese, contrário a construção de usinas nucleares. O país possui imensas reservas de urânio e, relativa, experiência no manuseio de material radiativo. Depois de Goiânia, não havia registro de outros problemas graves neste campo.
Há, entretanto, outras soluções para o Brasil. Contaminante por contaminante, podemos utilizar carvão e petróleo como todas as nações desenvolvidas do mundo, ao invés de nuclear, como poucas. e ainda temos todas as alternativas ditas verdes.
E existe, também, a desconfiança quanto a competência da Eletronuclear. Não é porque ela diz que lida com uma energia segura e barata que devemos acreditar. Só aqui as usinas nucleares funcionariam assim eficientemente. Posso estar enganado pela minha péssima memória, mas estatal era um feudo de Roberto Jefferson antes dos eventos conhecidos como "Escândalo do Mensalão". O que é de assustar, políticos lidando com material perigoso.
Resumo da ópera, talvez seja a hora de fechar as portas de vez, não só da sala de resíduos, mas de todas as usinas por aqui. Pelo menos até que tenhamos políticos, e, consequentemente, técnicos nomeados por eles, acima de qualquer suspeita.
Se quatro pessoas foram contaminadas porque o faxineiro, ou qualquer outro cujo cargo inclui limpar a tal sala, não fechou a porta, é evidente que mudanças precisam ser feitas. Até o Big Brother Brasil tem um sistema de segurança que impede que uma porta seja aberta sem que a outra seja fechada, por que não Angra.
Não sou, em tese, contrário a construção de usinas nucleares. O país possui imensas reservas de urânio e, relativa, experiência no manuseio de material radiativo. Depois de Goiânia, não havia registro de outros problemas graves neste campo.
Há, entretanto, outras soluções para o Brasil. Contaminante por contaminante, podemos utilizar carvão e petróleo como todas as nações desenvolvidas do mundo, ao invés de nuclear, como poucas. e ainda temos todas as alternativas ditas verdes.
E existe, também, a desconfiança quanto a competência da Eletronuclear. Não é porque ela diz que lida com uma energia segura e barata que devemos acreditar. Só aqui as usinas nucleares funcionariam assim eficientemente. Posso estar enganado pela minha péssima memória, mas estatal era um feudo de Roberto Jefferson antes dos eventos conhecidos como "Escândalo do Mensalão". O que é de assustar, políticos lidando com material perigoso.
Resumo da ópera, talvez seja a hora de fechar as portas de vez, não só da sala de resíduos, mas de todas as usinas por aqui. Pelo menos até que tenhamos políticos, e, consequentemente, técnicos nomeados por eles, acima de qualquer suspeita.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Jogada de mestre
No distante começo de século, afirmei que a aquisição da Time Warner pela AOL era uma jogada de mestre, pois eles estavam, com a troca de ações, trocando uma marca forte e com faturamento consolidado, maior grupo mundial de mídia, por vento, ou as expectativas de que empresas deficitárias (a própria AOL tinha grande valor em bolsa pelas possibilidades de que a internet tivesse outras regras econômicas, no qual o lucro seria um detalhe).
Os especialistas, quando do fechamento do negócio, discordaram. As bolsas mostravam que o grande beneficiados da fusão era o grupo jornalístico, cujas as ações subiram forte imediatamente após a divulgação da notícia. O provedor de acesso, ao contrário, viu as suas cairem, como se a lucratividade futura de seu empreendimento estivesse ameaçado.
A notícia de que o grupo dividirá as empresas novamente é mais um indicativo de que estava certo à época.
Se a AOL ainda existe para ser dividida, a culpa é dos acionistas da Time Warner, que deixaram sua empresa ser adquirida por mercadores de ar. O modelo de negócio da provedora de acesso já se mostrava perdedor no início do século, quando a banda larga estava se consolidando. Sua sobreviência deveu-se à empresa de mídia.
Não só na política, mas também na economia, o novo é um fato muito raro. Quem acreditou que a nova economia ditaria mudanças fantásticas, como a abolição de balanços equilibrados, quebrou a cara. Quem apostou nas boas práticas do passado ganhou. A novidade do caso foi o fato de que os sinais foram trocados. Os geeks apostaram no concreto e os vetustos donos de jornais e TV, no ar.
Ao vigário, um "pai nosso" foi ensinado.
Os especialistas, quando do fechamento do negócio, discordaram. As bolsas mostravam que o grande beneficiados da fusão era o grupo jornalístico, cujas as ações subiram forte imediatamente após a divulgação da notícia. O provedor de acesso, ao contrário, viu as suas cairem, como se a lucratividade futura de seu empreendimento estivesse ameaçado.
A notícia de que o grupo dividirá as empresas novamente é mais um indicativo de que estava certo à época.
Se a AOL ainda existe para ser dividida, a culpa é dos acionistas da Time Warner, que deixaram sua empresa ser adquirida por mercadores de ar. O modelo de negócio da provedora de acesso já se mostrava perdedor no início do século, quando a banda larga estava se consolidando. Sua sobreviência deveu-se à empresa de mídia.
Não só na política, mas também na economia, o novo é um fato muito raro. Quem acreditou que a nova economia ditaria mudanças fantásticas, como a abolição de balanços equilibrados, quebrou a cara. Quem apostou nas boas práticas do passado ganhou. A novidade do caso foi o fato de que os sinais foram trocados. Os geeks apostaram no concreto e os vetustos donos de jornais e TV, no ar.
Ao vigário, um "pai nosso" foi ensinado.
Palavras ao vento
É muito bom, na minha opinião, que os governistas ameacem os oposicionistas com revelações de mal feitos da Petrobrás nos idos de FHC.
Provará, definitivamente, que a gestão política deve ser afastada da empresa.
Ou qual seria a razão para um crime que teria acontecido 8 anos atrás não ter nem ao menos sofrido investigação.
Se houve indícios de crime na gestão da Petrobrás durante o governo passado, a ministra Dilma, como presidente do Conselho da empresa, é responsável, no mínimo, por ter acobertado isso nos últimos anos.
Quero como a situação vai explicar isso ao povo.
Provará, definitivamente, que a gestão política deve ser afastada da empresa.
Ou qual seria a razão para um crime que teria acontecido 8 anos atrás não ter nem ao menos sofrido investigação.
Se houve indícios de crime na gestão da Petrobrás durante o governo passado, a ministra Dilma, como presidente do Conselho da empresa, é responsável, no mínimo, por ter acobertado isso nos últimos anos.
Quero como a situação vai explicar isso ao povo.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Belluzzo
Dia primeiro de abril, e não estava mentindo, declarei que Belluzzo, o presidente do Palmeiras, tinha visão um tanto anacrônica do mundo.
Começo a pensar que a distorção talvez seja mais séria do que pensava. Não só contratou o Obina, aquele melhor do que o Eto’o, como está declarando que este será um sucesso.
Preocupante.
Começo a pensar que a distorção talvez seja mais séria do que pensava. Não só contratou o Obina, aquele melhor do que o Eto’o, como está declarando que este será um sucesso.
Preocupante.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Novo vídeo-game na praça
Mas desta vez pensado para os mercados emergentes.
Tudo que é pensado para mercados muito restritos, hoje em dia, tendem a não dar certo.
Espero que a empresa tenha sucesso, mais por saudosismo, afinal o único vídeo-game que tive na vida era da Tec Toy, do que por qualquer outro motivo.
Utilizar a rede 3G parece-me uma boa sacada. Ao mesmo tempo que diminui a pirataria, reduz o custo de distribuição.
A esperar os resultados.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Petrobrás: para que a queremos?
Os dois vídeos acima são o programa Globo News Painel de sábado. Discutem a Petrobrás e a justiça, ou não, de haver uma CPI sobre ela.
Com base no que vi no programa e nos noticiários passados, fiz o questionamento que está no título do artigo.
A pergunta não é apenas retórica, a semi-estatal é vista como uma importante fonte de recursos para investimentos e um orgulho nacional, mas ela nos traz o retorno que deveria; o esforço de gerações para construí-la está sendo recompensado? Queremos a Petrobrás para pagar as contas ou para ser um bonito cartão de visitas.
Está claro para a maioria dos analistas que os preços do petróleo serão mais altos no futuro do que são hoje. O FMI, por exemplo, soltou um novo relatório sobre o assunto. Ter reservas, mesmo que pela incapacidade de ter utilizado o petróleo que temos até o momento, é um bom presságio para os anos vindouros, então.
E agora, porém, a Petrobrás dá lucro financeiro para o país? E estratégico?
Financeiro eu posso garantir que não. A confiar nos dados fornecidos pelo engenheiro Ildo Sauer, ela forneceu dividendos aos acionistas na ordem de 30 bilhões de dólares no biênio 2006-2007. Como o Estado é dono de cerca de 40% do capital, embolsou por volta de 12 bilhões , ou 6 bi anuais.
Nada mal, não? Mas quanto deixaria de par em juros se vendesse as ações e pagasse um pouco de suas dívidas? O valor em bolsa varia muito, foi de 270 a 100 bilhões de dólares apenas no ano passado, então vamos utilizar uma cifra intermediária, 150 bi.
Convertendo a parte do Estado, por volta de 60 bi, em dinheiro e abatendo da dívida pública, teríamos deixado de pagar mais do que os 6 bi anuais que recebemos como dividendo, ou seja, o povo está subsidiando a posse das ações por parte do governo com impostos. É isso que queremos, pagar para ter o controle acionário da empresa?
Do modo como está estruturado o controle da Petrobrás atualmente, e creio que foi sempre assim, ela é mais um ônus do que um bônus para o cidadão comum. Se a queremos como uma fonte de lucratividade, tem que pagar mais dividendos para os acionistas. Se para difundir tecnologias e prosperidade, deveria ser mais aberta ao escrutínio público e não se cercar de patentes e segredos. Se para extrair petróleo, unicamente, deveríamos vendê-la e deixar que haja competição com todas as demais petrolíferas.
A função de um governo é produzir bem-estar, não petróleo, aviões ou salsichas. Enquanto está exercendo funções acessórias, não se preocupa com o principal, e perdemos todos.
Que o circo dos próximos meses sirva para a reflexão. Qual das funções está o governo exercendo?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Bravatas oleosas e negras
Este bigodudo que aí em cima está é o senador Mercadante.
Esta patética argumentação que promoveu para dizer que é contra a investigação da Petrobrás pela CPI- ou era, ou seria, ou sei lá -, incluindo ilações sobre as "reais intenções da oposição", é só mais uma prova do meu maior erro em todos os sufrágios dos quais participei.
Sim, um dos votos que elegeram Mercadante ao Senado foi meu. O único voto que o PT logrou entre os que eu dei na vida resultou nisso. E ainda há quem pegunte porque não gosto do partido.
Nem vou tentar explicar o que se passava na minha cabeça quando cometi a improbidade eletiva. O dano foi causado e não há desculpas.
O chefe do Bigode relatou, certa vez, que na oposição "dizemos bravatas". Completo, na situação eles também dizem. Primeiro o senador tentou imputar ao PSDB a intenção oculta de privatizar a Petrobrás - o que, infelizmente, não é verdade; ninguém quer assumir este ônus perante a opinião pública, embora seja uma idéia muito boa a venda - e, diante da falta de provas para sustentar o que falava, mudou o discurso, dizendo ser contra para deter um desejo oposicionista de impedir mudanças na lei.
Fora isso, seria louvável da oposição. Com pouco mais de uma década, a legislação petrolífera brasileira conseguiu fazer a indústria sair da quase paralisia para a que mais investe no país. E trouxe capital e tecnologia do mundo inteiro. Agora se vem com essa idiotia de mudar o regime, pois os grandes produtores do planeta utilizam outro. Querem que nos espelhemos em Venezuela, Arábia Saudita e Irã? Fala sério.
Pelo jeito, haverá CPI e ela será um circo. O mestre bigodudo da argumentação pretende estar lá. Espero que apareça muito. Quanto mais mostra a cara, menores as chances de retornar na eleição de 2010.
Se só para isso, a investigação já terá valido. Se, como efeito colateral, não mudarem a legislação e venderem a imprensa, mudo minha orientação religiosa. Gritarei todos os dias: Deus seja louvado.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A minha pode ser bem purinha
O preconceito anda diminuindo hoje em dia, graças a propaganda positiva de apreciadores do outro lado do Atlântico - na Europa até a Velho Barreiro é querida e a 51 tem preço de Red Label.
Então um brinde a todos, pelo dia da cachaça, e desce mais uma.
Então um brinde a todos, pelo dia da cachaça, e desce mais uma.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Nada mais natural
O ministro das Comunicações pediu para os jovens largarem a web e voltarem ao rádio e tv.
Típico do autoritário a dica.
Quanto mais controlada e de mão única é mídia, melhor para os políticos, principalmente aqueles que se lixam para a opinião pública.
Não sou político, e prezo a internet porque não é unidirecional, mas indicarei um programa de tv, como o ministro. Mas sugiro que o assistam aqui.
Típico do autoritário a dica.
Quanto mais controlada e de mão única é mídia, melhor para os políticos, principalmente aqueles que se lixam para a opinião pública.
Não sou político, e prezo a internet porque não é unidirecional, mas indicarei um programa de tv, como o ministro. Mas sugiro que o assistam aqui.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Sem comando
O sono e a preguiça impedem-me de escrever muito hoje.
Fica a pergunta, aquela que não é candidata, segundo o TSE, e não pretende fazer uso político da doença, apesar de ter marcado uma entrevista com apresentadora da rede Globo, não deveria pedir licença de suas funções?
Temos um presidente que não gosta de governar, um vice adoentado e uma ministra da Casa Civil, a capitã do time, idem.
Quem está botando ordem na bodega?
Será que está havendo batuque na cozinha?
Fica a pergunta, aquela que não é candidata, segundo o TSE, e não pretende fazer uso político da doença, apesar de ter marcado uma entrevista com apresentadora da rede Globo, não deveria pedir licença de suas funções?
Temos um presidente que não gosta de governar, um vice adoentado e uma ministra da Casa Civil, a capitã do time, idem.
Quem está botando ordem na bodega?
Será que está havendo batuque na cozinha?
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Família feliz
Então tá, houve uma inversão.
Mas fica a dúvida, por que os Gomes gostam tanto de levar familiares em viagens oficiais?
Ou será que o senhor Ciro foi a Nova Iorque a passeio com passagens pagas pela Câmara?
Mas fica a dúvida, por que os Gomes gostam tanto de levar familiares em viagens oficiais?
Ou será que o senhor Ciro foi a Nova Iorque a passeio com passagens pagas pela Câmara?
Um natal sem fim
Em 18 de maio de 2007, dois anos atrás, portanto, o economista Luiz Gustavo Medina perguntava-se se os deuses não estariam loucos (ouça aqui). A Bolsa - e cá está demonstrada a imutabilidade dos índices, em uma coincidência incrível - chegava a 52 mil pontos, o dólar valia menos do 2 reais, após ter chegado a quase 4, e vivíamos o "conundrum" mundial de Greenspan.
Nada disso era o motivo de espanto de Medina. O que o intrigava era o fato de um ás do mercado financeiro ter afirmado que era hora de investir na economia real. Armínio Fraga, o ás em questão, teve um bocado de contratempos de lá para cá, mas o fato de causar tal comoção investir nas empresas brasileiras é sintomático. E nada de muito substancial mudou desde lá.
Os impostos continuam escorchantes, leis trabalhistas malucas e risco maior do que o do mercado de capitais. Por que investir na economia real então?
É, os deuses poderiam não estar locucos, mas talvez Armínio estivesse.
Observação: Na seqüencia do áudio há uma entrevista do diretor de Tropa de Elite, José Padilha, antes da finalização do filme.
Nada disso era o motivo de espanto de Medina. O que o intrigava era o fato de um ás do mercado financeiro ter afirmado que era hora de investir na economia real. Armínio Fraga, o ás em questão, teve um bocado de contratempos de lá para cá, mas o fato de causar tal comoção investir nas empresas brasileiras é sintomático. E nada de muito substancial mudou desde lá.
Os impostos continuam escorchantes, leis trabalhistas malucas e risco maior do que o do mercado de capitais. Por que investir na economia real então?
É, os deuses poderiam não estar locucos, mas talvez Armínio estivesse.
Observação: Na seqüencia do áudio há uma entrevista do diretor de Tropa de Elite, José Padilha, antes da finalização do filme.
domingo, 17 de maio de 2009
La verdad está lá fuera
Beira o mistério o caso da Argentina, que involuiu durante o século passado, e parece que segue o mesmo ritmo neste.
A explicação, como quase sempre, está na política.
Como mostra uma pesquisa à qual o Estadão faz referência hoje, os argentinos admiram os políticos brasileiros. Se isso não bastasse para dar o tom da tragédia, perguntados a dizer quais políticos estrangeiros votariam para presidente argentino, acham que as melhores opções entre as disponíveis são Lula, com 25% das preferências, e Chávez, com 23%.
Ainda há alguma dúvida de porquê eles estão indo de mão a pior, Balu.
A explicação, como quase sempre, está na política.
Como mostra uma pesquisa à qual o Estadão faz referência hoje, os argentinos admiram os políticos brasileiros. Se isso não bastasse para dar o tom da tragédia, perguntados a dizer quais políticos estrangeiros votariam para presidente argentino, acham que as melhores opções entre as disponíveis são Lula, com 25% das preferências, e Chávez, com 23%.
Ainda há alguma dúvida de porquê eles estão indo de mão a pior, Balu.
sábado, 16 de maio de 2009
Agora temos uma CPI
O histórico recente da instituição, porém, não nos permite antever que as mazelas da maior empresa brasileira serão exportas e sanadas.
Muita mídia e pouco trabalho vem sendo a máxima dos trabalhos que vieram a público neste ano.
Ouvi falar das CPIs das escutas telefônicas, da pedofilia, etc, etc, etc.
Resultados práticos? Nenhum.
Resta-nos, aqueles que pagam a conta da investigação, torcer que esta seja diferente.
A esperança é a última que morre.
Muita mídia e pouco trabalho vem sendo a máxima dos trabalhos que vieram a público neste ano.
Ouvi falar das CPIs das escutas telefônicas, da pedofilia, etc, etc, etc.
Resultados práticos? Nenhum.
Resta-nos, aqueles que pagam a conta da investigação, torcer que esta seja diferente.
A esperança é a última que morre.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Petrobrás e a responsabilidade
É um tanto quanto difícil fazer textos longos sobre o nada, portanto me absterei desta tarefa.
Farei um curto comentário sobre a, possível, CPI da Petrobrás.
O governo está tratando a tentativa de instaurar essa comissão como um crime de lesa-pátria - ou lesa-majestade, o que preferirem -, mas não vejo momento mais adequado para que se faça uma investigação sobre a empresa.
A despeito das denúncias de improbidade administrativa, das mudanças fiscais suspeitas e qualquer outra mazela que possa ser encontrada, devemos lembrar que o governo pretende mudar o marco legal da exploração petrolífera no país.
Algo grandioso como isso não pode ser levado a cabo com suspeitas de o principal ator, que seria beneficiado pelas alterações no roteiro, ser um canastrão incompetente.
Se a Petrobrás é uma empresa que não resiste ao escrutínio de suas práticas administrativas, como diz Gabrielli, a CPI não é apenas um desejo da oposição; é uma necessidade de seus acionistas, e, como a grande parte das ações pertence à União, do país, conseqüentemente.
Irresponsabilidade é, ao contrário do que diz Lula, não fazer as averiguações cabíveis.
Farei um curto comentário sobre a, possível, CPI da Petrobrás.
O governo está tratando a tentativa de instaurar essa comissão como um crime de lesa-pátria - ou lesa-majestade, o que preferirem -, mas não vejo momento mais adequado para que se faça uma investigação sobre a empresa.
A despeito das denúncias de improbidade administrativa, das mudanças fiscais suspeitas e qualquer outra mazela que possa ser encontrada, devemos lembrar que o governo pretende mudar o marco legal da exploração petrolífera no país.
Algo grandioso como isso não pode ser levado a cabo com suspeitas de o principal ator, que seria beneficiado pelas alterações no roteiro, ser um canastrão incompetente.
Se a Petrobrás é uma empresa que não resiste ao escrutínio de suas práticas administrativas, como diz Gabrielli, a CPI não é apenas um desejo da oposição; é uma necessidade de seus acionistas, e, como a grande parte das ações pertence à União, do país, conseqüentemente.
Irresponsabilidade é, ao contrário do que diz Lula, não fazer as averiguações cabíveis.
Amostra do que vem por aí
O vídeo acima demonstra o crime que as "autoridades" racistas estão promovendo no país.
Querem obrigar parcelas da população a viver conforme seu fenótipo, patrulhando-as ideologicamente, obrigando que grupos raciais - já, devidamente, negados pela ciência- formem-se.
Se há a legitimidade dos grupos de pressão em uma democracia, há também o reverso da moeda, o rent seeking, exemplificado pelas medidas que Carlos Santana defende. Grupos conseguirão vantagens injustificadas.
Ao afirmarmos que, hoje, os afrodescendentes (e como já afirmei neste blog, a categoria é ampla, pois nossa espécie gerou-se na África) devem ser compensados pela escravidão em época anterior a de nossos bisavôs, devemos considerar todas as realizações do Estado, desde aquela época, ilegítimas, revogando-as, portanto.
Racializando problemas que não são raciais, mas sociais, consiguiremos apenas dar a luz a distorções. A justiça não será feita, a injustiça, porém, encontrará campo fértil para prosperar.
Obrigar um indivíduo a agir conforme um modelo é a cartilha dos movimentos totalitários. Estamos os vendo prosperar e nos calamos. Chegará a hora em que não haverá mais a possibilidade de gritar contra a injustiça, e os injustiçados seremos nós.
Trabalho animal
Do jeito que anda a crise, vai fazer fila na Globo para concorrer a vaga de chimpanzé.
Parece que os daquela espécie estão sendo melhor tratados do que os da nossa.
Há, entretanto, algo de pobre na Dinamarca, de tanto ver Monkey Business na NatGeo, não sou favorável à utilização destes animais para filmagens.
Por que colocar animais irracionais se podemos ter o mesmo efeito com os racionais?
Basta achar os adequados, capazes de agir como chimpanzés. É só fazer o teste:


Caso tenha passado, procure o recursos humanos da Globo.
Parece que os daquela espécie estão sendo melhor tratados do que os da nossa.
Há, entretanto, algo de pobre na Dinamarca, de tanto ver Monkey Business na NatGeo, não sou favorável à utilização destes animais para filmagens.
Por que colocar animais irracionais se podemos ter o mesmo efeito com os racionais?
Basta achar os adequados, capazes de agir como chimpanzés. É só fazer o teste:

Caso tenha passado, procure o recursos humanos da Globo.
Assinar:
Postagens (Atom)