Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
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sábado, 15 de agosto de 2009
Conexão Tréveris-Caracas
O vídeo acima, parte do The Soviet Story, de Edvins Snore, mostra as semelhanças entre os gêmeos siameses, comunismo e nazismo, que levam a um fim previsível. A luta por um novo homem resulta sempre no extermínio do que é considerado antigo.
Muitos fingem esquecer, mas nazi é uma corruptela do nacional-socialismo, em seu som alemão. É o socialismo feio, que nenhum intelectual sério defende, enquanto o outro ainda tem muitos admiradores, aqui e alhures. Alguns até o querem implantado, em pleno século XXI. A Venezuela, por exemplo, reformou seu sistema educacional. Quer formar o novo homem desde criancinha. Quer que a ideologia assassina, capaz de fazer pessoas inteligentes como Bernard Shaw, que já celebrei aqui como um dos melhores frasistas da história, elogiar o genocídio dos inadequados.
O pior que há no Brasil quem queira juntar-se aos loucos que, depois de conhecer a maioria dos crimes do socialismo, defendem esse sistema homicida. Existem ainda partidos políticos ostentando socialismo ou comunismo em seus nomes. Há juventudes comunistas e há a UNE, cujos membros defendem o controle estatal das universidades, mesmo privadas.
Não sei qual é a maior tristeza. Ter havido tanta miséria ou saber que há quem quer ressuscitar o que a causou.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Internacionalismo Pop revisitado
O, agora, laureado com o Nobel de economia, Paul Krugman, lançou, em 1996, um livro voltado para leigos com a intenção de combater ao Codebufê - Country desolating bullshit festival - (versão americana do Febeapá) que imperava à época. A maior das besteiras era a repulsa ao comércio internacional, acusado de ser a raíz de todos os males.
Desconfio que ele precisará escrever outro, pois a versão 2009 do festival não assolará o país, mas o mundo. Pequena mostra foi o episódio licença prévia "só-para-efeito-de-estatística" que o o Brasil tentou impetrar. Maiores foram as diminuições repentinas nas compras de commodities por parte dos países autocráticos orientais, nos quais estou incluindo a Rússia. Imensos serão os pedidos de fechamento das fronteiras das nações ocidentais ricas.
A crença infundada de que em uma transação apenas o vendedor sai ganhando é generalizada quando se trata de comércio internacional, o que é bastante estranho, pois as mesmas pessoas que assim pensam, fazem comércio diariamente sem sentirem-se exploradas. Para elas, quando são países os contratantes, as vantagens intrínsecas vão apenas para um lado; quando pessoas, não.
A regra geral do comércio é que ele beneficia ambas as pontas. Divide as vantagens comparativas das partes e aumenta as possibilidades de consumo. Claro que pode, certas vezes, gerar ganhos desproporcionais para um dos lados, mas, diria, é maior a possibilidade de o comprador ser o escolhido para gozá-los em um ambiente de ampla concorrência.
Restrições às trocas internacionais foram responsáveis por recessões prolongadas ao longo da história. Deixar que isso ocorra novamente baseado em falsas premissas e preconceitos seria apenas mais uma evidência da inviabilidade da espécie. Estupidez humana em seu estado da arte.
Desconfio que ele precisará escrever outro, pois a versão 2009 do festival não assolará o país, mas o mundo. Pequena mostra foi o episódio licença prévia "só-para-efeito-de-estatística" que o o Brasil tentou impetrar. Maiores foram as diminuições repentinas nas compras de commodities por parte dos países autocráticos orientais, nos quais estou incluindo a Rússia. Imensos serão os pedidos de fechamento das fronteiras das nações ocidentais ricas.
A crença infundada de que em uma transação apenas o vendedor sai ganhando é generalizada quando se trata de comércio internacional, o que é bastante estranho, pois as mesmas pessoas que assim pensam, fazem comércio diariamente sem sentirem-se exploradas. Para elas, quando são países os contratantes, as vantagens intrínsecas vão apenas para um lado; quando pessoas, não.
A regra geral do comércio é que ele beneficia ambas as pontas. Divide as vantagens comparativas das partes e aumenta as possibilidades de consumo. Claro que pode, certas vezes, gerar ganhos desproporcionais para um dos lados, mas, diria, é maior a possibilidade de o comprador ser o escolhido para gozá-los em um ambiente de ampla concorrência.
Restrições às trocas internacionais foram responsáveis por recessões prolongadas ao longo da história. Deixar que isso ocorra novamente baseado em falsas premissas e preconceitos seria apenas mais uma evidência da inviabilidade da espécie. Estupidez humana em seu estado da arte.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Incursão terrestre
Devo admitir que a incursão terrestre das tropas israelenses à Gaza surpreendeu-me. É a típica situação em que se tem pouco a ganhar e muito a perder.
Os foguetes lançados de Gaza são uma ameaça muito maior à moral do que à existência do Estado de Israel. Parece-me que eles mataram 4 pessoas desde que começaram a ser lançados. Os combates no campo inimigo será provavelmente mais mortal para os militares de Israel.
Acontece que cada vítima dessa guerra será um troféu para o Hamas. Uma israelense, exibida como prova do poderio das milícias por ele comandadas.Uma palestina, como um mártir, se combatente, ou um inocente assassinado pelas forças ocupantes, se não. Para as tropas israelenses o efeito será quase diametralmente inverso. Toda e qualquer vítima será um ônus da ação vista como desproporcional. E já vimos este filme. Ocorreu o mesmo com relação ao Hezbollah.
O fato é que o Hamas atraiu os israelenses para Gaza deliberadamente. Fez isso para fortalecer-se no imaginário palestino como sua contraparte libanesa. Mas o que levou o governo israelense a agir? Creio que a fraqueza política provocada pelo escândalo em que o primeiro-ministro Olmert viu-se envolvido a mais de um ano, resultando em antecipação das eleições. O Kadima precisa mostrar que é viável para a votação marcada para fevereiro, e o faz por meio das armas. É uma estratégia arriscada pois pressupõe que não ocorrerão muitas baixas nas tropas e que a missão será curta. Qualquer outro cenário será usado pela oposição como sinal de que o governo atual é incompetente para lidar com as questões de segurança.
Espero que o menor número possível de civis seja afetado, embora saiba que milhares serão.
Os foguetes lançados de Gaza são uma ameaça muito maior à moral do que à existência do Estado de Israel. Parece-me que eles mataram 4 pessoas desde que começaram a ser lançados. Os combates no campo inimigo será provavelmente mais mortal para os militares de Israel.
Acontece que cada vítima dessa guerra será um troféu para o Hamas. Uma israelense, exibida como prova do poderio das milícias por ele comandadas.Uma palestina, como um mártir, se combatente, ou um inocente assassinado pelas forças ocupantes, se não. Para as tropas israelenses o efeito será quase diametralmente inverso. Toda e qualquer vítima será um ônus da ação vista como desproporcional. E já vimos este filme. Ocorreu o mesmo com relação ao Hezbollah.
O fato é que o Hamas atraiu os israelenses para Gaza deliberadamente. Fez isso para fortalecer-se no imaginário palestino como sua contraparte libanesa. Mas o que levou o governo israelense a agir? Creio que a fraqueza política provocada pelo escândalo em que o primeiro-ministro Olmert viu-se envolvido a mais de um ano, resultando em antecipação das eleições. O Kadima precisa mostrar que é viável para a votação marcada para fevereiro, e o faz por meio das armas. É uma estratégia arriscada pois pressupõe que não ocorrerão muitas baixas nas tropas e que a missão será curta. Qualquer outro cenário será usado pela oposição como sinal de que o governo atual é incompetente para lidar com as questões de segurança.
Espero que o menor número possível de civis seja afetado, embora saiba que milhares serão.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Quando começa mal
Só tende a piorar.
Israel era uma reivindicação histórica dos judeus, mas o modo como foi criado foi o mais absurdo e violento possível, e, como diz o livro sagrado que eles professam, quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Desde o fim do século XIX, a colonização da chamada Terra Santa por judeus europeus estava em curso. O nacionalismo baseado em critérios étnico-lingüísticos firmava-se então, e todos que tinham projetos de poder queriam um Estado para chamar de seu. Ao sionista havia o adendo de o Torá citar a terra prometida, dando-lhes, em seu ponto de vista, direitos históricos sobre a área na qual não viviam a milênios.
A solução final nazista apenas acelerou um processo que estava em curso. O radicalizou, porém, ao fazer crer que a melhor maneira de convivência entre culturas diversas era aquela em que estão separadas por fronteiras bem definidas. Ou, melhor dizendo, a não-convivência.
O triste da transformação do nacionalismo do reconhecimento dos povos para o de segregação dos povos é que em seu seio floresceu o racismo. Os movimentos posteriores esmeraram-se em tentar parecer defensivos, mas foram extremamente violentos, responsáveis por inúmeras mortes. O que criou Israel não foi diferente. Gerou o deslocamento de milhões de palestinos e milhares de mortes. Isso para aglutinar uma nação que até o momento não existia.
Há, entretanto, o agravante religioso. Vimos durante o século XX que as tensões puramente nacionalistas acabam por acomodar-se. Guerras por comando de territórios fazem pouco sentido quando os mesmos são destruídos e seus recursos depletados. Isso torna mandatório que, cedo ou tarde, acordos duradouros terminem em convivência pacífica e segregação com compartilhamento das riquezas. Quando há o componente religioso, os resultados são diferentes.
Limpezas étnicas são muito mais freqüentes e os conflitos muito mais duradouros por que a briga passa a ser por algo imaterial. Não existe a depleção da fé, que, ao contrário, muitas vezes ganha corpo em ambientes de guerra. Há uma retroalimentação que acirra os ânimos e, muitas vezes, exige um elemento externo para conter a disputa.
No Kosovo, foi a entrada de tropas multinacionais. A questão israelo-palestina precisará de mecanismo semelhante, mas aqui contamos com um Estado que tem apoio incondicional da maior potência militar da atualidade e, dizem, armas nucleares.
A questão atormentar-nos-á, portanto, por um longo período.
Israel era uma reivindicação histórica dos judeus, mas o modo como foi criado foi o mais absurdo e violento possível, e, como diz o livro sagrado que eles professam, quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Desde o fim do século XIX, a colonização da chamada Terra Santa por judeus europeus estava em curso. O nacionalismo baseado em critérios étnico-lingüísticos firmava-se então, e todos que tinham projetos de poder queriam um Estado para chamar de seu. Ao sionista havia o adendo de o Torá citar a terra prometida, dando-lhes, em seu ponto de vista, direitos históricos sobre a área na qual não viviam a milênios.
A solução final nazista apenas acelerou um processo que estava em curso. O radicalizou, porém, ao fazer crer que a melhor maneira de convivência entre culturas diversas era aquela em que estão separadas por fronteiras bem definidas. Ou, melhor dizendo, a não-convivência.
O triste da transformação do nacionalismo do reconhecimento dos povos para o de segregação dos povos é que em seu seio floresceu o racismo. Os movimentos posteriores esmeraram-se em tentar parecer defensivos, mas foram extremamente violentos, responsáveis por inúmeras mortes. O que criou Israel não foi diferente. Gerou o deslocamento de milhões de palestinos e milhares de mortes. Isso para aglutinar uma nação que até o momento não existia.
Há, entretanto, o agravante religioso. Vimos durante o século XX que as tensões puramente nacionalistas acabam por acomodar-se. Guerras por comando de territórios fazem pouco sentido quando os mesmos são destruídos e seus recursos depletados. Isso torna mandatório que, cedo ou tarde, acordos duradouros terminem em convivência pacífica e segregação com compartilhamento das riquezas. Quando há o componente religioso, os resultados são diferentes.
Limpezas étnicas são muito mais freqüentes e os conflitos muito mais duradouros por que a briga passa a ser por algo imaterial. Não existe a depleção da fé, que, ao contrário, muitas vezes ganha corpo em ambientes de guerra. Há uma retroalimentação que acirra os ânimos e, muitas vezes, exige um elemento externo para conter a disputa.
No Kosovo, foi a entrada de tropas multinacionais. A questão israelo-palestina precisará de mecanismo semelhante, mas aqui contamos com um Estado que tem apoio incondicional da maior potência militar da atualidade e, dizem, armas nucleares.
A questão atormentar-nos-á, portanto, por um longo período.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Há louco para tudo, ou o ponto de vista é seu e ninguém tasca.
Roger Howard, em um um artigo do wsj.com/brasil, afirmou que, caso consiga livrar-se da dependência externa do petróleo, os EUA perderam o poder de barganha acumula por ser o maior consumidor mundial do produto, e isso não seria bom para o mundo.
Escrevendo para uma empresa norte-americana, é concebível que o autor acredite piamente que a influência de Washington seja sempre benéfica para a humanidade, menos clara fica, para mim ao menos, a vantagem de manter o "status quo" no consumo de um produto que, nas palavras dele, "é, sobretudo, a fonte primária do aquecimento global provocado pelo homem, ao passo que vazamentos e perfurações de poços têm causado prejuízo mortal ao meio ambiente" e ainda colabora para perpetuar ditaduras e insuflar recessões.
Mas têm muita coisa que eu não entendo mesmo, esta é só mais uma.
Escrevendo para uma empresa norte-americana, é concebível que o autor acredite piamente que a influência de Washington seja sempre benéfica para a humanidade, menos clara fica, para mim ao menos, a vantagem de manter o "status quo" no consumo de um produto que, nas palavras dele, "é, sobretudo, a fonte primária do aquecimento global provocado pelo homem, ao passo que vazamentos e perfurações de poços têm causado prejuízo mortal ao meio ambiente" e ainda colabora para perpetuar ditaduras e insuflar recessões.
Mas têm muita coisa que eu não entendo mesmo, esta é só mais uma.
terça-feira, 12 de abril de 2005
Uma aventura na Babilônia
Armas químicas? Controle do petróleo? Insanidade coletiva dos dirigentes da dita “coalizão”? Demonstração de hegemonia militar? Não, nada disso.
Nada me tira da cabeça que o verdadeiro motivo para a deflagração da guerra que depôs o ditador iraquiano Saddam Hussein foi uma tentativa de esconder o vergonhoso déficit norte-americano de então.
Bem, vamos tentar analisar os dados:
Caso a hipótese de posse de armas químicas fosse a verdadeira, invadir o país e deixá-lo acéfalo seria a pior das ações. Tendo ou não armas químicas, Saddam era um adversário que podia ser contido, como estava sendo nos 13 anos após a Guerra do Golfo. Com a instabilidade gerada pelos combates, o cenário só poderia ficar pior, as armas poderiam cair em mãos havidas por lucros e os cientistas dos programas de armas químicas iraquianas poderiam se empregar em um outro centro, só Deus sabe onde.
Controle do petróleo seria uma alternativa plausível caso a alternativa militar não fosse tão desastrosa do ponto de vista econômico. Com o valor gasto na Guerra, os Estados Unidos poderiam financiar suas importações de petróleo por muito tempo e ainda poderia criar programas de substituição energética, que poderiam dar mais independência ao país em relação aos exportadores do chamado “ouro negro”.
Insanidade coletiva dos dirigentes da “Coalizão”; bem, é difícil acreditar que os governantes de alguns dos países mais poderosos do mundo tenham autonomia para tomar decisões que afetam tão profundamente seus países a ponto de levá-los à guerra por capricho e não serem contidos.
Hegemonia militar? Seria também uma alternativa caso isso não demonstrasse exatamente o contrário. A hegemonia militar dos Estados Unidos não era contestada no momento em que a decisão foi tomada, mas a participação maciça dos efetivos norte-americanos no Iraque fez com que a possibilidade de envolvimento em conflitos atual seja muito menor do que antes. Sendo menor também seu poder de intimidar e sua hegemonia.
Isto me leva à minha hipótese de que a guerra serviu para mascarar erros administrativos da gestão Bush. A motivação é sórdida, concordo, mas foi a única que me fez sentido antes do início dos combates. Na época se discutia as contas do governo Bush, que estava preste a mostrar que o rebanho (depois das vacas gordas de Clinton) sofria de anemia profunda. E o inimigo externo de sempre para manobras dispersivas era o Saddam da esquina.
Depois do início dos combates, muito se falou, se discutiu, mas nada de novo apareceu que me mostrasse alguma justificativa concreta e acertada para a guerra; então meu raciocínio ainda está valendo. Aceito sugestões e explicações. A minha é muito torpe e dolorosa para se aceitar como verdade.
O argumento mais palatável seria o último aventado; mudança de regime para a imposição de uma democracia. Mas será que imposição e democracia podem ser usadas na mesma frase.
Nada me tira da cabeça que o verdadeiro motivo para a deflagração da guerra que depôs o ditador iraquiano Saddam Hussein foi uma tentativa de esconder o vergonhoso déficit norte-americano de então.
Bem, vamos tentar analisar os dados:
Caso a hipótese de posse de armas químicas fosse a verdadeira, invadir o país e deixá-lo acéfalo seria a pior das ações. Tendo ou não armas químicas, Saddam era um adversário que podia ser contido, como estava sendo nos 13 anos após a Guerra do Golfo. Com a instabilidade gerada pelos combates, o cenário só poderia ficar pior, as armas poderiam cair em mãos havidas por lucros e os cientistas dos programas de armas químicas iraquianas poderiam se empregar em um outro centro, só Deus sabe onde.
Controle do petróleo seria uma alternativa plausível caso a alternativa militar não fosse tão desastrosa do ponto de vista econômico. Com o valor gasto na Guerra, os Estados Unidos poderiam financiar suas importações de petróleo por muito tempo e ainda poderia criar programas de substituição energética, que poderiam dar mais independência ao país em relação aos exportadores do chamado “ouro negro”.
Insanidade coletiva dos dirigentes da “Coalizão”; bem, é difícil acreditar que os governantes de alguns dos países mais poderosos do mundo tenham autonomia para tomar decisões que afetam tão profundamente seus países a ponto de levá-los à guerra por capricho e não serem contidos.
Hegemonia militar? Seria também uma alternativa caso isso não demonstrasse exatamente o contrário. A hegemonia militar dos Estados Unidos não era contestada no momento em que a decisão foi tomada, mas a participação maciça dos efetivos norte-americanos no Iraque fez com que a possibilidade de envolvimento em conflitos atual seja muito menor do que antes. Sendo menor também seu poder de intimidar e sua hegemonia.
Isto me leva à minha hipótese de que a guerra serviu para mascarar erros administrativos da gestão Bush. A motivação é sórdida, concordo, mas foi a única que me fez sentido antes do início dos combates. Na época se discutia as contas do governo Bush, que estava preste a mostrar que o rebanho (depois das vacas gordas de Clinton) sofria de anemia profunda. E o inimigo externo de sempre para manobras dispersivas era o Saddam da esquina.
Depois do início dos combates, muito se falou, se discutiu, mas nada de novo apareceu que me mostrasse alguma justificativa concreta e acertada para a guerra; então meu raciocínio ainda está valendo. Aceito sugestões e explicações. A minha é muito torpe e dolorosa para se aceitar como verdade.
O argumento mais palatável seria o último aventado; mudança de regime para a imposição de uma democracia. Mas será que imposição e democracia podem ser usadas na mesma frase.
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