quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Posso estar enganado, mas...

Creio que o sujeito quer espantar os ricos do Brasil.
Vejamos a conta.
Diz que os superricos são 20 mil e que estes têm renda mensal de 320 mil, em média.
E também que possuem um patrimônio de 1,27 tri. Quer colocar um imposto sobre grandes fortunas de 5%.46 bi se levarmos em conta a sonegação, 63,5 bi se for 100% eficiente.
A renda dos superricos seria então, anualizada, quase 77 bi. Após o imposto de renda , quase 56 bi, passando a renda real dos superricos a ser de entre 10 bi e -7,5 bi.
Taxação efetiva de entre 87 e 110 por cento da renda anual daqueles que podem, efetivamente, dar uma banana para o país e assentar-se em qualquer lugar.
Diferentemente de Highlander, não sobrará nenhum.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Se precisava de mais provas

Aqui está a definitiva da falência da investigação criminal brasileira, ou, mais especificamente, carioca.
Foi condenada por uma reportagem e presa por outra.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

2 horas e 53 minutos

Vouchercloud, uma consultoria britânica, afirma que essa é a média real de tempo efetivamente trabalhado pelos funcionários daquela reino neste ano da graça de 2018.
Não creio que seja muito diferente em outras partes do mundo "civilizado".
Por que a hipocrisia de ficar 8 horas ou mais fingindo ser produtivo no escritório?
Realmente não sei.

terça-feira, 23 de maio de 2017

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Óbvia ululanta

Se um presidente sai do país para denunciar um golpe, é porque golpe não há.
Se golpe houvesse, ou não saia do país ou para cá não voltava.
Ou, inadvertidamente, está-se pensando em uma Operação Aedes?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Escapamos de mais uma

Se você está lendo essa postagem, comemore, escapamos de mais uma previsão de fim do mundo feita em um filme de Hollywood, desta vez em Caça-Fantasmas II.



"Who ya gonna call?
He-man"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Se não tem aspirina, que recebam tratamento psicológico

Vejo notícia que seria meritória em situação normal, mas, com a crise pela qual passa o sistema de saúde carioca, pergunto-me:
Será que elas receberiam ao menos um copo d'água na fila?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mais 5?

Gabeira alesta para um escandaloso rombo na Postalis, cinco bilhões.
Fiquei confuso, trata-se de novo rombo ou apenas se está falando do antigo, fabricado com investimentos em nações-irmãs e empresas amigas?
Sabemos que a vocação para negócios espertos, ou extremamente otários - a depender do ponto de vista-, segue esses tempos de PT, mas não seria muito exagero outro rombinho de 5 bi?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A resposta

Perguntava a mal-disfarçada propaganda petista: "o novo governo continuará a política nacional de investimentos no pré-sal, da maneira como vem sendo realizada, ou se contará com recuos importantes que podem comprometer a produção"?
Não continuou.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Não foi acidente

É o que vivem dizendo os estatólatras para todas as ações individuais que acabam mal. Bateu o carro, não foi acidente; estava correndo demais, ou bebera uma cerveja ou falava ao celular, ou etc, etc etc.
Como analogia, podemos dizer o mesmo sobre a situação escabrosa do sistema de saúde fluminense.
Fonte: http://www.acionista.com.br/
O governo alega que a culpa da falta de dinheiro é da cotação do petróleo. Será?
Existe um princípio da contabilidade, Prudência, que pressupõe "emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais".
Como pode ser observado no gráfico acima, o orçamento do Rio de Janeiro usou como padrão para a estimativa da arrecadação um valor maior do que o pico da média da cotação de petróleo nos últimos vinte anos.
Podem eles reclamar que não têm dinheiro porque a arrecadação foi surpreendentemente abaixo do esperado?

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Prova irrefutável

Se há algo de positivo no governo Rousseff, é a completa refutação prática do milagre do multiplicador keynesiano.
Conquanto muitos acreditam nessa verdadeira sandice, ficou claro que despejar bilhões de dinheiros que o governo não tem, como em 2014, não faz todos mais ricos, o que seria o esperado para 2015 caso o multiplicador fosse efetivo.
Fosse o brasileiro mais esperto, nunca mais seria usado esse argumento. O problema é que a condicionante parece não ter ainda acontecido.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Dúvida razoável?

Sendo fraude o que é, fico na dúvida sobre o estelionato eleitoral da Dilma.
Foi ela vítima de fraude pelos seus auxiliares diretos que não lhe repassaram informações corretas ou ela mentiu descaradamente sobre a situação de seu governo.
Sendo ela, aparentemente, uma pessoa integra que não mentiria por nada, pergunto-me:
Os que fizeram com que suas alegações na campanha fossem inverídicas já foram punidas, já que mais de um ano já se passou desde as inverdades e isso ficou evidente a pelo menos 10 meses?
Se não, começo a duvidar da integridade da dita cuja.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Sugestivo

Os argumentos de Cunha, com relação a ser apenas a aceitação de que ocorra um processo de investigação, são os mesmos que o presidente do PT usaram para ao sugerir que seus deputados votas pela abertura do processo na comissão de ética da Câmara.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Não entendo

Marcondes e Martoni, o casal, foi indiciado pelos responsáveis pela Operação Zelotes, mas não consegui ver o possível link com a compra.
Muito se falou de que o dinheiro teria ido via consultoria do Luleco, porém esse não foi indiciado.
Como pode haver uma compra sem transferência de recursos para o vendedor?
Até agora, os lobistas estão sendo, até que se prove o contrário, punidos por fazer lobby.
Precisam explicar melhor essa história.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Culpa da privatização. Será?

Vi muita gente dizer que o desastre de Mariana está diretamente ligado à distante privatização da mineradora Vale do Rio Doce, hoje Vale.
Tudo seria fruto da ganância e da irresponsabilidade.
Pode até ser que estas tenham sido muito importantes na geração do desastre, mas convém lembrar que o governo não pode empurrar tudo na conta da iniciativa privada, mas é óbvio que não é assim. Além da participação direta na empresa, o Governo Federal dispõe das Golden Share e até de ingerências mais furtivas, de modo que continua detentora de poder de comando na empresa.
Teria também o dever de fiscalizar o que as empresas fazem nas lavras, o que parece não estar ocorrendo.
Como vemos, o uso político do desastre está em pleno uso, inclusive para culpar as privatizações indiscriminadamente, mas ninguém pode ligar um fato ocorrido há quase duas décadas sem levar em conta as ações do Estado nesse período estará apenas sendo hipócrita e desonesto.
Se a culpa é dos capitalistas malvados, não estão sozinhos na maldade. Muito estatista bonzinho mexeu nessa cumbuca. Para o bem ou para o mal.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Ainda mais elementos

Lembram daqueles posts?
Pois bem, ainda mais elementos para corroborá-los.

Faça sua escolha

Entre um e outros (outro um e outro dois - que foi estatizada e mudou de nome), quem lhe parece ter a visão de estadista, quem está campanha permanente e não conhece a diferença entre o público e o privado.

Credibilidade

Os advogados de Delcídio estão querendo macular a credibilidade do depoimento premiado de Cerveró - como se o indivíduo precisasse de mais máculas na imagem -, mas uma coisa é certa, as ações do senador conseguiram realizar justamente o contrário.
Pouco importa a verossimilhança do que esteja delatado, a informação vale quatro milhões e uma fuga no ato, além de prestações mensais de 50 mil.
Tanto dinheiro leva-me a acreditar piamente nas palavras de Cerveró.
Ele recebeu uma dose cavalar de credibilidade instantânea.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Conversa para boi não dormir

Tentando entender essa história do Bumlai, procurei, na internet, pelos valores aproximados do que representam.
O único valor de embrião que encontrei foi de 500 reais a "peça", o que geraria a necessidade de algo como 24 mil embriões para pagar o empréstimo do amigão do Lula, o que por si só faria do fazendeiro um dos maiores produtores de embriões do mundo.
O teríamos um montão de estressados. Vacas e bois do Bumlai não teriam tempo para dormir, ficariam dia e noite no mister de fazer futuros bebês e as vacas do Grupo Schahin teriam que ser prioritariamente barrigas de aluguel, e, portanto, não ter aquela genética toda de início.
Não sei quanto a vocês, mas algo não me cheira bem nessa estória. E, ao que parece, também para o Juiz Moro e a Polícia Federal.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Vitória de Pi...

Os gregos decidiram pelo não, significando que não farão, voluntariamente, novos sacrifícios para saldar a dívida. A pergunta que fica é, isso será menos sacrificado? Poderá a Grécia saldar suas outras obrigações caso deixe de arcar com os encargos referentes ao que deixará de saldar?
A população não quer ver seus rendimentos caírem e seus impostos subirem, e por isso foram majoritariamente de "oxi" (não).
Sendo fiscalmente deficitária independentemente dos encargos pagos, e permanecendo na Zona do Euro, o governo terá que, obrigatoriamente, fazer arrocho fiscal ou tributário, tendo como consequência final para população aquilo para o que ela disse não.
Saindo da Zona do Euro, e podendo emitir moeda, a Grécia sujeitará seus cidadãos ao imposto inflacionário, gerando queda de rendimento para quase todos os gregos (os barões exportadores serão a exceção). E isso sem o colchão europeu para amaciar o baque.
Ou seja, os gregos sofreram um estelionato plebiscitário.
Hoje, há um grande número de sócios na alegria pela decisão grega, quero ver quantos irão associar-se na hora do desastre. Pelo jeito, não muitos.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A Petrobras morreu, e pode ter sido em boa hora

O anúncio do prejuízo da Petrobras trouxe comoção na imprensa e nova fuga de investidores, mas, talvez, a tragédia da empresa, que nunca foi inevitável e é fruto de uma imensa conjunção de incompetência e safadeza, pode ter poupado o bolso dos brasileiros em bilhões de dólares.
A empresa não precisaria estar em situação pré-falimentar, com a maior dívida do mundo entre seus pares, ou ser obrigada a reconhecer mais de 40 bi em maus investimentos no balanço caso tivesse, durante a última década e meia, seguido a trajetória de uma petrolífera comum, preocupada apenas em entregar produção para os clientes e não em "desenvolver" um país - e alguns parasitas.
Não precisaria, mas o fato é que está e reconheceu, e, portanto, terá grandes dificuldades para seguir na aventura faraônica do pré-sal em um momento que, provavelmente, será lembrado como o ponto em que os combustíveis fósseis viraram pré-história (e o cara do vídeo aí embaixo, e autor de um livro que eu recomendo, explica os motivos).



Ele, Tony Seba, estima que, por volta de 2018 e devido a evolução das baterias, os carros elétricos terão preços compatíveis com o do carro médio dos Estados Unidos (30 mil dólares) e desempenho muito melhor, o que trará consequências que tornarão o petróleo e seus primos fósseis extintos como alternativa energética até, o mais tardar, 2030. Acredito no raciocínio por trás das conclusões que ele apresenta.
O cronograma de investimentos anterior da Petrobras pretendia afundar bilhões, e alguns foram mesmo investidos lá, na exploração da camada pré-sal. O retorno em produção aconteceria, necessariamente, nos estertores da era dos combustíveis fósseis, trazendo como dividendos nada mais do que histórias.
Se há males que vem para o bem, como dizem as vovozinhas, isso pode ter ocorrido com a Petrobras. Esse grande prejuízo revelado ontem pode ter prevenido outros enormes mais para frente.
Isso se um pouco de sensatez entrar na cabeça dos tomadores de decisão da área energética brasileira e a megalomania for deixada de lado.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Há dez anos surgia esse blog

Ao escrever essa postagem, em 22 de abril de 2011, estou apenas querendo homenagear esse esforço intelectual de manter um blog por tanto tempo. Pode ser que esse esforço já tenha até fracassado no momento em que ele for para o ar, pode ser que eu tenha morrido ou esteja impossibilitado de escrever por alguma razão, mas saiba que enquanto existir, ou existiu, esse repositório de meus pensamentos buscará, ou buscou, colaborar com os leitores de alguma forma.
Segue o link para a primeira postagem que foi posta no ar, um texto que no momento em que foi publicado já contava com dez anos de idade e que, portanto, já completou duas décadas seguindo, ao que parece e infelizmente, atual: "Líderes Religiosos".

sexta-feira, 27 de março de 2015

Inconsequência ou insanidade?

Como definir um governo que sanciona uma lei em 27 de novembro e diz quatro meses depois que sua aplicação seria uma inconsequência.
Não era favorável à mudança de indexador, mas isso é passado, o governo que lide com as escolhas que fez, porém algo me intriga. Será possível que esse ataque de responsabilidade é fruto de um evento?
Mudança de opinião sem que nada de objetivo tenha mudado não faz desse governo mais confiável aos olhos de ninguém.
Se eu já não esperava nada de bom dele, fico agora na expectativa de que termine rápido, e não acabe com o Brasil no processo.
Não tenho ainda a convicção formada se esse governo é apenas inconsequente ou se é insano mesmo.

terça-feira, 17 de março de 2015

Errei, mas não foi eu

O músico Lobão tornou célebre a frase "peidei, mas não foi eu". Dilma parece preferir o peidei, mas não fedeu.
Na longa entrevista abaixo, vemos que ela, em um ataque de "humildade", diz que pode ter havido erros na condução econômica, porém que as coisas estariam piores se a condução econômica fosse outra.
Ou seja, Dilma, como dizem de Deus, escreve certo por linhas tortas.
Eita presidente , ou a, boa.
 

terça-feira, 3 de março de 2015

Sobre deflação ou inflação baixa

Pergunta de Martin Feldstein
Suspeito que a resposta é que os governos, aos quais os banqueiros centrais representam, são os grandes ganhadores de taxas de inflação moderadas, pois não levam a fama - que recai sobre os empresários- e aproveitam o bônus - aumento de poder de investimento por parte do imposto oculto-, e, portanto, tentam esticar a corda inflacionária até onde dá.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Desonerações da folha salarial

Levy considerou a experiência trágica, mas eu penso que era uma das poucas políticas estruturantes dos governos petistas, como declarei em setembro de 2012:
 "a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério)"
 Ela não foi consolida e, portanto, não pode ser levada a sério.
Mas, contudo, não deixam de causar estranheza os argumentos apontados pelo governo, na figura de Levy.
Se o governo tem gasto cerca de 100 mil para manter cada emprego (por volta de 250 mil deles, então) nesses setores , foi realmente um disparate, dado que as contas do próprio governo davam como certo que os os cerca de 2,5 bi empregados em Mariel sozinhos teriam sido responsáveis pela criação de 150 mil empregos no Brasil. Pelo jeito, estamos marcando toca por ainda não estarmos construindo um porto em cada ditadura dita comunista no mundo.
Se os subsídios eram tão pesados, por que 37 mil empresas estariam no sistema apenas por que assim eram obrigadas?
Parece-me que grosseiras mesmas foram as desculpas dadas para descontinuar o programa. Na tentativa de aumentar a arrecadação a todo custo, estão jogando fora a água do banho, o bebê e a banheirinha.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Energia Solar Fotovoltaica - Vale ou não a pena

Estava lendo essa reportagem e peguei-me imaginando se ele fazia sentido. Cheguei à conclusão de que não vale, ainda, ser um microgerador de energia fotovoltaica no Brasil.
O problema não é o custo da energia gerada em si, pois ela tende a ser mais barata do que a fornecida pelo sistema de distribuição.
Tomemos, por exemplo, a região da AES Eletropaulo e as condições de compra de painéis solares de um site especializado (no caso, esse). Assumindo algumas premissas, que podem ser falsas, de custo de projeto e instalação e uso contínuo dos painéis por 30 anos e chegamos à seguinte tabela:
Podemos observar que, nos sistemas de maior produção, é mais barato produzir a própria energia, mas, infelizmente, não é apenas o custo de produção que se deve levar em conta para ver a viabilidade econômica de um investimento.
Deve-se levar em conta também o custo de oportunidade, o que se poderia fazer alternativamente com o investimento, e, no caso de países com taxas de juros enormes como as nossas, é normalmente mais vantajoso fazer aplicações financeiras dos recursos iniciais e pagar as contas mensais das companhias de energia.
Fazendo simulações com consumos de 500, 1000 e 2000 KWh/mês, capacidades dos sistemas geradores compatíveis e o retorno da poupança, podemos ver que, em consumos maiores, há a possibilidade teórica de usufruir um lucro marginal da cogeração, porém os riscos provavelmente não seriam compensadores:


Consumo de 500 KWh

Consumo de 1000 KWh
Consumo de 2000 KWh


Deste modo, pode-se concluir que o que impede o uso de painéis fotovoltaicos no país não é o custo do capital, mas o alto retorno financeiro das aplicações bancárias. Quem tem dinheiro para gastar, faz melhor em guardá-lo.
Países onde o crescimento está muito mais acelerado que o nosso valem-se de juros negativos como incentivo,  como a Austrália, ou pagamentos mais altos pela energia produzida, como a Alemanha.
Se, algum dia, o Brasil virar um país "normal", células fotovoltaicas serão extremamente compensadoras. O problema é que fica difícil de apostar nesta normalidade.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Milícias

milícia


substantivo feminino ( sXIV)
1 arte e prática da guerra
    ‹ treinamento da m. ›
2 a guerra propriamente dita
    ‹ unidos na paz e na m. ›
3 conjunto de tropas de um país; exército
    ‹ m. romana ›
4 qualquer organização de cidadãos armados que não integram o exército de um país
    ‹ as m. da Resistência francesa ›
5 grupo de militantes de entidade religiosa, política etc.
    ‹ m. cristã › ‹ m. socialista ›
6 ( c2007 ) RJ grupo armado de pessoas ger. com formação militar, paramilitar ou policial, que atua à margem da lei em algumas comunidades carentes, pretensamente para combater o crime [Mantém-se com recursos provenientes da venda de proteção à população de baixa renda, pirataria de sinais de TV a cabo, venda de gás engarrafado e outros expedientes.]



Nas acepções acima, retiradas do Houaiss, vemos que milícias podem ser muitas coisas, mas sempre estão associadas à violência.
Marcelo Freixo foi acusado agora de ter conexões com os Black Bloc, ou, ao menos, com os implicados com a morte do cinegrafista Santiago.
Espero, sinceramente, que essas acusações mostrem-se infundadas. Seria péssimo que o "herói" das lutas contra um certo tipo de milícia fosse o "campeão" da defesa de outro.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

E estão batendo bumbo

Falei umas poucas vezes de estádios, hoje arenas, aqui (acho que a última foi essa), mas preciso retomar o assunto porque um grande prejuízo ao erário está sendo divulgado como se estivéssemos ganhando muito.
Observemos a divulgação, ou propaganda oficial:
"Os R$ 8 bilhões gastos com a construção e a reforma dos estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo apresentaram, em 2013, os primeiros retornos financeiros"
Legal, né? Seria se de fato houvesse algum retorno aí.
Façamos algumas suposições e, depois, umas continhas para concluir se o ufanismo apresentada no portal oficial tem alguma razão de ser:

  • Nos estádios já inaugurados, foram aplicados algo em torno de 5 bilhões de reais;
  • O retorno dos investimentos bancários é em torno de 6% ao ano;
  • A taxa Selic é de 10,5;
  • Algo da arrecadação aconteceria de qualquer maneira.
Então vejamos, começando pelo fim, a matéria informa que a arrecadação subiu 49% em relação ao ano anterior, o que poderia corresponder a um aumento provocado pelos novos estádios - o que é bastante discutível, mas vamos aceitar como verdadeiro, de 90 milhões de reais :

Com base neste número de "retorno financeiro" - outro valor que é discutível, pois esse seria, na verdade, apenas aumento de faturamento e antes de virar lucro seria necessário saber o quanto disso seria comido pelos custos operacionais das novas arenas esportivas - façamos uma comparação com o que poderia se fazer alternativamente com o dinheiro aplicado nos estádios/elefantes brancos, o chamado custo de oportunidade:

Pois é, deixasse o dinheiro parado em um banco, mais de três vezes mais retorno financeiro, sem aspas, ou pagasse um pedaço de sua dívida, mais de cinco vezes de retorno, o governo ganharia muito mais.
Só que aí entram outras satisfações, prazeres e gozos que não os financeiros. Afinal, como diz Ronaldo, não se faz Copa sem estádio.



Mas não me venham falar de retorno financeiro, que de fato não ocorreu.
Se querem bater bumbo, façam na torcida, se é que será permitido isso na Copa, não mentindo na imprensa mais do que oficial.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Que mancada, Exame

"Com uma fortuna estimada em US$ 77,7 bilhões, Bill Gates é o homem mais rico do mundo de acordo com os últimos números da Bloomberg.

Com esse dinheiro, ele poderia comprar quase 6 vezes todos os bens e serviços produzidos pela Islândia durante um ano inteiro, por exemplo.

Com duas ressalvas: sua riqueza está em ativos, e não efetivamente em uma conta. Seria difícil transformar tudo em dinheiro vivo de um dia pro outro.

O PIB também não é o único parâmetro de riqueza de um país, que também engloba recursos naturais, por exemplo."

Baita desserviço do site da Exame para o entendimento do que é economia e das relações econômicas.
Compara coisas totalmente distintas, patrimônio pessoal e PIBs nacionais. O primeiro é mensuração de riqueza enquanto o segundo mede apenas pujança econômica, podendo inclusive mostrar dilapidação do patrimônio.
Para ver o absurdo da comparação, basta calcular o preço de venda de um imóvel e o de aluguel do mesmo. Em uma situação em que há um contrato sendo cumprido, o PIB registraria a renda do aluguel, geralmente de 5 a 10 por cento do valor de venda do imóvel, como um serviço e assim apareceria no agregado nacional. Bill Gates, para se tornar "dono" do país, teria que pagar os 100 por cento. Não conseguiria, portanto, nem comprar a Islândia cujo patrimônio imobiliário apenas deve ser próximo ao da fortuna pessoal do magnata.
Extrapolando para a valoração das empresas, normalmente muitas vezes o lucro anual, e outros ativos, vemos que a revista fez apenas uma comparação idiota, que em uma revista dedicada à cobertura econômica fica até ridícula.
A Exame poderia passar sem essa.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Vai que cola

Desenha-se a abertura de muitas boquinhas no Rio.
Resolve-se o problema de um grande grupo privado e, claro, joga-se a conta na União.
Business as usual.

Alguém está faltando com a verdade

A reportagem da Veja diz uma coisa,a da Folha (aqui os dados em texto recente meu), outra.
Há ou não homicídios nos presídios do Rio Grande do Sul?
A se concordar com as motivações da violência expostas pela maioria dos especialistas consultados pelos veículos de imprensa, não existe possibilidade de um presídio, considerado o pior do país, com mais detentos do que todo o estado do Maranhão não ser um barril de pólvora que leva ao assassinato dos detentos.
Ou estão enganados os especialistas ou estão as estatísticas distorcendo a realidade.
No caso em especial, creio que a estatística é que pode estar mentindo.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tecnologia que poderá salvar muitas vidas

Nova forma de vacinação que poderá ser mais efetiva, barata e indolor.
E depois dizem que a tecnologia aumenta os custos médicos.
Fala sério.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Golpe multicolorido

No intuito de alertar contra a possibilidade de que ocorra, algum dia, um possível golpe branco, Ricardo Melo, faz apologia a tentativas de golpes de todas as cores do espectro.
"a expressão golpe branco tem sido atualizada constantemente. Designa artifícios que, com aura de legalidade, usurpam o poder de quem de fato deveria exercê-lo. Para ficar apenas em acontecimentos recentes: a deposição do presidente Zelaya, em Honduras (2009), e o impeachment do presidente Lugo, no Paraguai (2011). Nos dois casos, invocaram-se "preceitos constitucionais" para fulminar adversários."
Além das duas internacionais, cita também o tratamento dado pelas esferas da Justiça ao aumento do IPTU proposto pela Gestão Haddad e ao Mensalão.
Em todos os casos, nacionais ou não, houve flagrantes ilegalidades, contra a letra da lei, nos quais os Executivos acabavam por retirar dos demais poderes prerrogativas, mas isso não parece preocupar Melo. Talvez tratava-se de golpes coloridos, mais ao gosto do jornalista, o que por si só, faria tudo mais bonito e aceitável.
Tenha santa paciência, apontar quem está seguindo a lei como golpista mostra muito bem com que lado do contínuo está situado o comentarista. E não é do democrático. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Compartilhamento

Se é bom para quem tem dinheiro sobrando, para quem não tem é que não pode ser ruim.

Índices obscenos, mas não apenas dentro dos presídios

Em reportagem de hoje, a Folha demonstra que há índices deploráveis de segurança para os indivíduos que o Estado coloca sobre sua custódia, mas mostra também que para os cidadãos que podem andar livres por aí a coisa não é muito melhor.
Na tabela aí abaixo, que eu modifiquei da fornecida pelo jornal, podemos ver, desconfiados, que, em uma boa parcela de estados, marcados em vermelho, é, aparentemente, menos arriscado à vida estar sob custódia do que na sociedade.
Sem contar com os marcados em verde, que, se estiverem corretos, fazem a expectativa de morte violenta cair a zero, e com os em cinza, que nem forneceram os valores.
Resumindo a coisa, podemos dizer que o Estado brasileiro, creio que a sociedade que ele representa, não valoriza a vida humana, sendo os presidiários maranhenses apenas o último exemplo bizarro disso. Há o descaso com os doentes, as mortes evitáveis com acidentes e tudo o mais.
As cabeças cortadas são apenas icônicas, não aberrantes da situação geral

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Não viaja

Como diz a blogosfera por aí, o Movimento Passe Livre vai fazer uma passeata no dia 14 contra o governo tucano. Alegam que sem as falcatruas do cartel poder-se-ia ter uma tarifa de 90 centavos.
De onde eles tiraram esse número?
Segundo a divulgação feita pela imprensa dos números retirados de documentos "secretos", os desvios foram entre 226 e 450 milhões de reais. O governo do Estado diz que o desconto de 20 centavos na tarifa custar-lhe-á 200 milhões ao ano, no que não foi desmentido até o momento.
Regra de três simples mostra que o desconto total com tarifa a 90 centavos seria de 2,3 bilhões, ao ano.
Então, meu conselho: reivindica, mas não viaja.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Resposta à comentarista

Ontem postei isso no Facebook:

Hoje foi criado um grupo de trabalho para discutir detalhes de como será o programa " Mais médicos". É assim que funciona o planejamento da "grande gestora"; toma-se uma decisão idiota e depois se tenta justificar:

Hoje chegou isso como resposta:

Vc acha que nao precisamos de medicos? Que o que temos e suficiente ? Realmente vc acha que nossa elite medica tem algum interesse rm trabalhar nas areas de periferia e carente?Temos varios problemas em infraestrutura..mas nao temos medicos. Nem qualidade no atentimento ..essa e uma realidade inquestionavel.

Bem, comentarista, acredito que você fez inferências e generalizações um pouco além do que as minhas poucas palavras podem levar a supor, mas, como são escassas as possibilidades de discutir com o público leitor, já que poucos me levam a série e se dignificam a comentar, tentarei responder suas questões ponto por ponto.


  1. Não acho que precisamos de médicos e sim de um atendimento à saúde. Se esse atendimento vai ser fornecido por um médico, um bacharel em Esporte ou um jornalista, o que me importa é que seja feito. O fato é que não há esse atendimento atualmente.
  2. Não tenho a menor ideia se o número de médicos existentes no Brasil é ou não suficiente para o tamanho da população.
  3. Não acredito que a nossa elite médica tenha interesse em trabalhar nas áreas periféricas e carentes, pois eu também não gostaria de fazê-lo caso estivesse na situação deles.


Quanto às suas afirmações.
Se não temos qualidade de atendimento, não temos infraestrutura condizente e nem médicos suficientes, como coloca, o que tem isso a ver com o fato do programa "Mais Médicos" ser uma decisão idiota?
Ele não garante a melhora da qualidade de atendimento, da infraestrutura e, pior, nem tampouco da quantidade de médicos.
Falar que criará faculdades de medicina no interior do país não faz com que tenhamos médicos de qualidade e nem com que os médicos fiquem presos no local onde cursaram sua faculdade.
Aumentar a duração do curso não gera mais médicos no futuro, ao contrário gera menos.
Garantir o acesso dos médicos estrangeiros ao mercado nacional não faz com a qualidade do atendimento e a infraestrutura melhorem tampouco. Eles tenderão a ir para os locais que oferecem melhor condição de trabalho também.
Mas, pera lá, dirá você, eles, pré-médicos nacionais e médicos estrangeiros, serão obrigados a ficar em uma certa localidade. Bem, responderei, sou contrário ao regime servil, por razões morais, e não acredito que alguém obrigado a ficar em um lugar que não deseja fará um atendimento, como diria a Chiquinha, supimpa.

De qualquer modo, verá, ao reler meu comentário, que não estava criticando a situação da saúde nos locais carentes do país, que é, por sinal, muito criticável, mas a ação de marketing que se faz passar por plano governamental.
Como pode observar pelo que comentei anteriormente, não acredito que o programa tenha qualquer futuro na forma como foi divulgado até o momento, tanto é assim que foi criado o grupo de trabalho para tentar criar um projeto de verdade. Lançar uma medida provisória com ações que não se sabe como serão estabelecidas, ou ao menos elaboradas, é só mais uma mostra de autoritarismo ilimitado. Factóide puro.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Como disse há oito anos ...

...Tecnologia reduz os custos médicos, não aumenta.
Vindo da Bélgica, temos mais um exemplo disso.
Resta saber se ela será usada e contribuirá para o progresso da humanidade, pois, como sempre, os "perdedores da rodada" espernearão bastante.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

E, por falar no ...

... tema de ontem, um texto que precisa ser citado sobre o legado da Copa do Mundo.
Hoje, um ano antes da Copa e três antes das Olimpíadas, posso afirmar com certeza que foi desperdício de recursos públicos.
Na melhor das hipóteses, não passaremos vergonha durante os eventos, mas já ficou bem claro que os benefícios ao país não serão compatíveis com os custos.
Resta-nos aprender com os erros e imaginar que, daqui para frente, tudo vai ser diferentes. Veremos.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Assim fica difícil

Gosto do serviço Netflix, mas tentei encontrar esses filmes lá e, de vinte, só há dois.
Pelo jeito eles não curtem muito os clientes nerds.

Pacaembú é de todos II

Como já disse anteriormente, o Pacaembú deveria ter sido privatizado quando se teve chance.
Chega agora um novo prefeito e pensa em fazer o óbvio, livrar-se do elefante branco. Mas é possível neste momento?
Não há como ser pior a hora escolhida. No momento que todas as equipes de futebol dignas de nota do município de São Paulo têm, ou estão construindo, estádio próprio, o risco de termos um imenso museu tombado no bairro do Pacaembú é enorme. E as regras para o uso do espaço são, como sabemos, draconiana, o que já afastou uma série de eventos.
Mas, como diz o ditado popular, antes tarde do que nunca.
Só fico com uma dúvida, será que o mico vai sobrar para o me Peixe?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Enquanto algums...

... ficam pensando, outros vão fazendo.
Será que nosso governo nunca ouviu falar de coisas simples como o PayPal ou é só desejo de controle mesmo.

Seletividade religiosa

Tempos atrás, assisti na tv a uma reportagem sobre os judeus ultra-ortodoxos em Israel que decidiram usar apenas celulares que não possuíssem acesso à internet, pois essa pode levar aos pensamentos impuros.
Um colega judeu falou-me certa vez da maior sinagoga de São Paulo, na qual o elevador parava em todos os andares para evitar que os ocupantes precisassem apertar o botão, trabalhando durante o Sabah.
Agora vejo a descrição de Paulo Almeida de uma comunidade menonita situada nos Estados Unidos.
Todos têm o direito de usar as tecnologias que melhor os aprouver, mas o discurso religioso por trás desta seletividade é tudo menos totalmente hipócrita. Dizer que a internet é mais maléfica do que o sms, que o uso de gás é menos prejudicial do que o de eletricidade ou que apertar um botão é trabalho enquanto se deslocar até o elevador não, não fazem o menor sentido lógico e, suspeito, teológico.
Quem quer viver no século XVII ou anterior por motivos ideológicos ou religiosos que faça direito e esqueça todas as modernidades da atualidade, se puderem.
Qualquer outra atitude é mimimi.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Potencial novo ministro do Supremo

Uma vez que não poderei opinar, não me importa muito quem é Luís Roberto Barroso, mas algo me incomoda nos processos de decisão do meritissíssimos, a falta de padrão temporal.
Se os demais indicado por Dilma levaram meses para serem escolhidos, por que Teori Savascki surgiu a toque de caixa em pleno julgamento do mensalão?
 Mudanças claras de padrão costumam ser fruto de intencionalidade e, muitas vezes, más intenções.
Até agora, nada mostrou que essa minha pulga atrás da orelha possa ter alguma razão.
Mas ela segue mordendo.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Não nos representa?

Boa constatação do Noblat, a auto-desmoralização do Senado, mostra que isso que está aí, e que insistimos em manter, infelizmente, representa-nos à perfeição: muita falação, pouca ação e genuflexão para os mais poderosos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Decadence avec elegance

Como espera o colunista da "The Economist", talvez as envelhecidas populações dos países ricos podem ter uma mãozinha dos robôs em um futuro próximo:
"Babbage expects Japanese robot-makers to be flooding America and other export markets with cheap, single-purpose caring machines before the decade is out. As far as he and his ageing circle are concerned, they cannot come soon enough"
Aqui não esperemos isso tão cedo, pois o lobby das indústrias vai exigir defesa comercial para as indústrias "nascentes" e ficaremos com algo como isso.
E sans elegance.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Habemos carsharing

Para diminuir o prejuízo, já podemos contar com carsharing, o que, na minha ignorância, não sabia.
O método não é o melhor do qual já ouvi falar (esse, por exemplo, parece muito superior), mas já é um começo.
E, aos poucos, a tecnologia chega também a essas paragens.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Joga fora que não é meu

Pelas contas da ESPN, nele foram gastos 2,4 bilhões, transformando-o em um dos mais caros do mundo. Acredito que a estimativa da emissora é muito conservadora, pois não leva em conta o valor do terreno e o que havia antes no lugar do Maracanã remodelado (algo deve ter sobrado, ou seria reconstruído, não?).
Teco Medina, economista, partindo de uma conta bem mais modesta, acha um absurdo o contrato fechado com os novos administradores do estádio, como vocês podem ouvir no player abaixo, pois remuneraria o estado do Rio com apenas 5 milhões de reais anuais. E, levando-se em conta prováveis investimentos no imóvel, ficaria em algo como 700 milhões



Como todos sabem, o aluguel de um imóvel costuma partir de 0,5% ao mês de seu preço de venda. Utilizando a conta da ESPN, um valor justo seria de 12 milhões POR MÊS. Mais de 5 bilhões no decorrer do período. Pelo valor apresentado pelo governo carioca, e utilizado pelo economista, algo como a metade disso.
Isso mesmo, ainda que se descontasse o valor das obras de investimento nas melhorias do estádio, o consórcio estaria em um lucro econômico entre mais de 4 bilhões, na hipótese moderada da emissora esportiva, e um pouco menos de 2 bilhões, nas contas do governo carioca,.antes de fazer qualquer coisa. Lucro que pode aumentar muito caso uma administração competente crie um giro de caixa descente no antigo monumento do futebol.
Mas, diriam, alguns, e se o consórcio está oferecendo apenas isso porque é o que realmente vale? Aí chegaremos à hipótese de que criou-se um grande elefante branco e jogou-se dinheiro pelo ralo.
Concluindo, ou se gastou mal ao construir, ou se alugou a preço irrisório ou uma mistura dos dois e, portanto, o Estado brasileiro é uma mãe mesmo, pena que não para a população em geral, mas apenas para uma pequena parcela de rentistas influentes.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Bandinho de loucos

Tem mais gente que prefere importar a exportar além de mim.
Aqui tem um bandinho de loucos e não é, necessariamente, pelo Corinthians.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Servos cubanos?

É normalmente inútil criticar anúncios de governos, pois eles tendem a entrar para a história apenas como isso mesmo, anúncios, mas esse traz tantas questões problemáticas que serei obrigado a comentar.
Começa pela simples derrubada do sistema brasileiro de ensino superior. Não existe, até onde sei, reconhecimento automático de diploma estrangeiro neste país. E, para praticar a medicina, é necessária a posse de um diploma reconhecido pelo Mec (não que eu seja favorável a isso, como já afirmei aqui e aqui e umas tantas outras vezes em todos os meios aos quais tive acesso). Como eles resolverão esse probleminha? E será apenas para os cubanos? É o sistema de ensino de lá reconhecidamente melhor do que no resto do mundo?
Continua com o acerto, entre governos, de um número certo de imigrantes. Não têm os fulanos a possibilidade de negar a vinda. São os médicos cubanos conscritos para não poderem recusar entrar nas roubadas que os brasileiros não querem. São escravos do Estado castrista (sim, seria meu chute).
E, finalmente, uma vez aqui, não lhes será facultada a possibilidade sair da roubada? O reconhecimento do diploma  e o visto serão condicionados à permanência em alguma localidade erma? Estaremos recriando a categoria de servo feudal no século XXI?
Sou favorável a uma maior abertura do mercado de trabalho brasileiro a profissionais qualificados, porém esse casuísmo é injustificado. Se os brasileiros que podem optar não querem ir para aquelas localidades, o ideal seria que as condições delas fossem melhoradas, não que se produza uma gambiarra que fortaleça um regime "amigo".
Mais uma vez, diante de um problema complexo, a solução simples e errada foi sacada do bolso.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

No entanto

Dizem que para cada unidade investida em saneamento básico, quatro são economizadas em despesas de saúde. No TEDTalk aqui em baixo, o palestrante afirma que cada dólar investido em pré-escola retorna três para a comunidade.
No entanto, o Brasil segue sem um ou outro.
O palestrante afirma que grande parte da razão pelos EUA não possuir um sistema universal de pré-escolas é a notória, segundo ele, orientação americana pelo curto prazo. Fico curioso em saber o que pensaria sobre a orientação brasileira.
Na semana em que se discutirá a morte de um notório Matemático, talvez fosse importante fazer algumas contas e perguntar-se se não estamos jogando fora dinheiro demais ao não cobrar nossos representantes eleitos de investimentos bem pensados.
Afinal, dinheiro parece não ser o problema.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bem viva

E, como previsto em Tecnologia Natimorta, Netflix está detonando:

Energia

Interessante visão do palestrante, acredito que esteja correto no mérito, embora pense que a revolução chegará muito mais rápido do que ele próprio imagina.
Ele traz no vídeo a planificação para uma mudança ordenada, coisa que normalmente não ocorre.
Como observamos nas regiões de fronteira aqui mesmo no Brasil, as tecnologias de mais baixo custo e, principalmente, mais simples uso impõem-se. Fosse utilizada a lógica apenas do custo, provavelmente o Brasil seria a terra dos motores compatíveis com óleos vegetais e da geração solar. Como sabemos que isso não corresponde a realidade, vemos que as limitações técnicas são bastante importantes.
Porém, as mudanças necessárias para a implantação de uma economia com baixo índice de consumo de combustíveis fósseis não precisará de grandes mudanças de infraestrutura física e sim da institucional. No Brasil, por exemplo, já é mais caro o uso da energia da rede elétrica do que o custo estimado da energia solar. Dadas condições corretas de financiamento e marcos legais (que, aliás, já mudaram, permitindo a microcogeração), seria mas vantajoso colocar um painel solar no telhado do que utilizar a rede elétrica.
Acredito que as mudanças ocorrerão muito rapidamente, pois nos países mais desenvolvidos já há a vontade de facilitar a transição e nos demais não será preciso fazê-la, porque ainda não existe a infraestrutura que precisaria ser substituída, pulando uma etapa.
Resta saber se a força da mudança conseguirá sobrepujar as da inércia do status quo no tempo previsto pelo especialista ou mais rápido, como acredito.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aconteceu de novo

Demorou, mas concordei novamente com Míriam Leitão (a primeira vez foi aqui), a política de campeões nacionais falhou, mas ela deixou de adjetivar, pateticamente.
O mais triste é que não é só nesse tópico que estamos mimetizando os anos de chumbo. Toda as ações pensadas pelo governo federal nos campos da economia e da infraestrutura são variações requentadas do que fizeram os militares.
Não precisa de muita imaginação para prever os resultados. Precisa?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vitória da fraude

E isso é o melhor que poderia ter acontecido à oposição venezuelana.
Não sei se houve fraude na eleição venezuelana, mas o cidadão que a venceu é uma fraude. Quando não era vice-presidente, pois o mandado de Chávez já havia expirado e ele não assumiu para conduzi-lo à vice-presidência, conforme a legislação mandava, arrogou para si esse título. Quando quis disputar a eleição, e o cargo de vice-presidente o impedia, fez valer uma resolução dizendo que ele não era vice-presidente de direito e, portanto, podia disputar a eleição.
O resultado foi proclamado e Maduro vai assumir a presidência daquele país que está em frangalhos. Sorte da oposição. Se fosse governar agora, a bomba explodiria na mão dela e esta ficaria com a pecha de "destruidora" da Venezuela e aumentaria a aura de um governo que surfou nas graças da economia mundial.
Como os criadores do problema vão ter que tentar resolvê-lo, o povo venezuelano sofrerá da mesma forma, mas ideias que não tiveram nada a ver com o desastre não sairão desgastadas.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Poder de investigação

Péssima ideia, a PEC 37 é daquelas que têm tudo para prosperar. Afinal, em um congresso no qual grande parte dos próceres é envolvido com a Justiça, na função de indiciado, quanto menos investigação, melhor.
Acabaria a competição administrativa para as Polícias Civis e Federal e, com quase toda a certeza, uma acomodação destas.
E o ridículo da coisa é que estamos tentando limitar o poder de investigação de um órgão em um cenário no qual já não são esclarecidos a maioria dos crimes. Se com mais órgãos investigando é assim, imagina com menos.
Como pode um conjunto policial tão incompetente na resolução de crimes, e hoje ele ainda é o responsável pelo grosso da investigação, clamar pela exclusividade? Não sei, só a extrema cara-de-pau explica.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Parque dos Dinossauros IV

Se eu achava que o preservacionismo não era a contrapartida inteligente à destruição do meio-ambiente (ver Os elementais ), tampouco acredito que a dessextinção pode vir a ser.
Ficar brincando de Mãe Natureza nuca foi o forte da humanidade, costuma errar quando faz de propósito e quando faz sem querer. Por que seria diferente agora?
Há o porém, entretanto, de que a Lei de Murphy sempre prevalece e, breve, teremos animais dessextintos livres e desimpedidos por aí. Da minha parte, espero nunca encontrar com uma ave do terror ao sair para trabalhar, mas já não dá para garantir 100%.    

segunda-feira, 11 de março de 2013

Sofisma

Impostos são regressivos no Brasil.
O Tesouro é financiado por impostos.
Quanto mais rico, mais você usa energia elétrica
As distribuidoras de energia serão financiadas pelo Tesouro.
Logo os mais pobres estão sendo beneficiados por essa situação toda.

segunda-feira, 4 de março de 2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

Já se mostra superior ao anterior

Pelo menos no suporte às vítimas de acidentes.
Como já comentei anteriormente, tem gente que não gosta de aparecer em tragédia, o que não foi o caso desta vez.
Na tragédia de Santa Maria, a Presidente da República não se escondeu na Cúpula que está ocorrendo no Chile e logo pronunciou-se e mostrou consideração para com o povo que governa.
Tenho muitos senões à atual administração, mas a administradora ganhou um pouco do meu respeito.
Felizmente, entre as muitas más inovações, como o aumento da ingerência estatal nas empresas, aparece uma boa.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Os números, é claro, são feitos para confundir.

O doutor em Direito Penal usou as páginas de O Globo (aqui no site do Noblat) para dizer que o Brasil está errado em  encarcerar tanto e deveria ser como Nova Iorque, que está prendendo menos do que o resto dos Estados Unidos. Pode até estar certo na sua tese, mas o que ele ensina mesmo é como usar um monte de números para dizer nada.
Primeiro, ele usa comparações completamente descabidas, cita os Estados Unidos, que prende muito mais do que o Brasil, para dizer que deveríamos prender menos. Quem garante que os índices de criminalidade de lá não são menores justamente porque prendem muito mais?
Usando os dados do próprio artigo, e considerando como total de brasileiros 200 milhões, vemos que para se enquadrar no exemplo americano o Brasil deveria, ao menos, dobrar a população carcerária:

Brasil 549577
Brasil ( taxa NY) 948000
Brasil ( taxa EUA) 1300000
Cita o prefeito Bloomberg dizendo que é melhor prevenir, no que concordo, mas nada acrescenta sobre o remediar. Acrescenta, no entanto, uma informação totalmente enganosa, a de que estamos fechando escolas e abrindo presídios, como se houvesse causalidade na equação. Há pouquíssimas crianças compulsoriamente fora da escola no Brasil. Se houver qualquer causalidade entre educação e criminalidade, o problema estará na falta de qualidade do serviço, não na ausência física da escola e o fechamento de equipamentos é, e e será por um longo período, natural pela diminuição das taxas de natalidade e, consequentemente, do número de crianças. Desinformação, portanto.
E, por fim, retorna às comparações descabidas com os Estados Unidos, que, segundo ele, demonstram que o Brasil está fazendo a coisa errada ao crescer mais a taxa de encarceramento, sem citar que a base era muito menor, ou com o próprio Brasil, só que em períodos distintos.
Faz uma pergunta final, por que não copiar as boas políticas? Só me pergunto se ele quer realmente prender muito mais como seria a cópia das de Nova Iorque.




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Quase decadência

Para quem já foi disso, isso me parece um pouco decadente.
Os rumores e fofocas já foram melhores com o ex-rei.
Credite como outra punhalada nas costas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Antes tarde...

Já disse ser a favor e no Valor Econômico de sexta-feira há reportagem dizendo que os exportadores estão animados com o programa ( para assinantes, aqui), mas não consigo ficar animado exultante com com a desoneração fiscal da folha salarial.
Ela chegou muito tarde, quando seus efeitos serão limitadíssimos, mais amenizando temporariamente tendências estruturais do que resolvendo problemas dos empresários.
Se é fato que o Brasil encontra-se em pleno emprego, medidas como essa podem causar redistribuição dos ganhos de produtividade e não diminuição dos custos efetivos das empresas. Elas acabarão pagando salários maiores e anulando os ganhos fiscais. Isso me parece bom para o trabalhador, porém tende a gerar mais importação ao invés de aumentar competitividade.
E quanto à importação, o aumento de um tributo para "equalizar" a competitividade brasileira e estrangeira vai causar um aumento de preços para o consumidor final.
Deste modo, é mais uma medida que chega quando é menos necessária, mostrando a falta de agilidade dos governos brasileiros.
Mas, convenhamos, é melhor do que nunca.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ele já sabia

Trecho da obra de al-Jahiz, poeta árabe de origem africana do século VI VIII:

"O homem que é nobre não finge ser nobre, não mais do que o que é eloquente finge ser eloquente. Quando um homem exagera suas qualidades, é porque alguma coisa lhe falta; o valentão dá-se ares porque sabe de sua fraqueza."*

Trecho da obra da CUT:

"A CUT é solidária com LULA e com o Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelas profundas transformações recentes no país."

Não só Freud explica, al-Jahiz também.


* Retirado de Uma história dos povos árabes

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Como queríamos demonstrar

Foi dito aqui, e está sendo detectado pelo Josias de Souza mais rápido do que você pode pronunciar "Julgamento no dos outros é refresco".
Os políticos nacionais continuam bastante previsíveis, não?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Celso Mello concordando comigo

Se ele afirmou que os atos de ofício dos deputados mensaleiros deveriam ser anulados, concorda comigo em gênero, número e grau.
Pena que não acontecerá.

domingo, 30 de setembro de 2012

Aceitando a provocação

Recentemente um amigo mandou-me uma estocada via Facebook, fazendo apologia ao governo Lula, com o comunicado Ipea que fala da desconcentração da renda no Brasil (aqui entrevista do presidente do órgão). Vou aceitar a provocação e comentar a publicação.
De princípio, uma lembrança deve ser feita, o método utilizado para estimar a concentração de renda é muito ruim. Pessoas mentem ao falar sua renda, principalmente os mais ricos, e o estudo é todo baseado em autodeclaração. Levando-se em conta que é um estudo temporal, e imagino que o método não mudou ao longo do tempo, pode-se acreditar que o erro é mantido constante na série e que a tendência demonstrada é o retrato da realidade: a desconcentração de renda realmente está ocorrendo. Trabalho com essa hipótese.
O comunicado em si, porém, é decepcionante. Além de ser mais um veículo de defesa dos programas de transferência condicionada* (cujo maior exemplo é o bolsa-família), ele não toca nos motivos que levaram à desconcentração. Faz apenas um exercício de contabilidade demonstrando a movimentação das rendas pelas diversas "classes sociais". Tampouco prova que a ação governamental, como queria demostrar o provocador do Facebook, é responsável direta por essa mudança estrutural da sociedade. Até mesmo a Bolsa-família, tão incensado pelo comunicado pelo sua eficácia a custo baixo, parece-me pouco afeito a tamanha revolução.
Informa o comunicado que o bolsa-família é o mais "progressivo" dos fatores, mas, pergunto eu, como pode ser progressivo um elemento que transfere dinheiro dos impostos quando os impostos são, no Brasil, dos instrumentos mais regressivos que existem? Se os mais extorquidos são os de menor renda, é possível dizer que as bolsas têm contribuindo para diminuir a disparidade? Elas não estariam, no máximo, fazendo uma redistribuição na qual os mais pobres contribuem proporcionalmente mais? Os muitíssimo pobres não estariam financiando os miseráveis? Não tenho respostas para essas perguntas, mas elas me fazem duvidar da conclusão dos técnicos do Ipea de o Bolsa-família ser o veículo governamental de melhor desempenho para baixar o Coeficiente de Gini.
Quanto às demais ações governamentais, creio que as implementadas pelos governos petistas ainda não tiveram tempo de surtir efeito estrutural sensível sobre a distribuição de renda no país. Quaisquer que sejam essas ações, e, que me lembre agora, só vejo duas ações com esse potencial - a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério) -, elas levam décadas para surtir efeito na estrutura social.
As grandes mudanças sociais que permitiram essa desconcentração de renda foram, na minha opinião, por grau de importância:

  1. a queda da taxa de natalidade ocorrida nas décadas passadas, marcadamente na de 1970;
  2. a universalização dos ensinos fundamental e médio iniciada na chamada década perdida (anos de 1980) e completada durante o governo FHC;
  3. controle da hiperinflação, que é uma ação conjuntural, mas, por atingir mais fortemente aos mais pobres, desconcentra renda violentamente, ocorrida no governo Franco e continuada pelos demais;
  4. mudança dos termos de troca, nacional e internacionalmente, dos intensivos em capital para os intensivos em trabalho;
  5. abertura relativa da economia iniciada pelo Governo Collor, e continuada, com reservas, pelos governos Franco e FHC, que permitiu a atuação da mudança número 4, e,
  6. fim do processo de êxodo rural.
E claro que provar essas inferências demandariam trabalhos acadêmicos que eu não vou realizar, inclusive por falta de competência para tanto, porém fica claro que minhas convicções quanto aos governos petistas não saíram nem um pouco arranhadas após a publicação do comunicado Ipea. Até que se prove o contrário, e acho difícil que o façam, eles continuam sendo incompetentes e pouco contribuíram para o progresso da nação, ao contrário do que quer fazer crer meu amigo provocador.



* Tenho certa reserva pelos benefícios de transferência condicionada devido ao imenso poder que estes conferem ao governo de plantão sobre os beneficiários.

sábado, 15 de setembro de 2012

Comportamento normal

Ouçam o áudio:
Concordo com o Haddad, é normal as pessoas fragilizadas mudarem de versão recorrentemente, basta ter como exemplo o padrinho de sua candidatura Lula "eu não sabia- fui traído - o PT fez apenas o que se faz recorrentemente - não houve mensalão" da Silva.
No PT, inclusive, parece haver uma epidemia de normalidade.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A questão da oferta

Dois textos de hoje dão o pontapé inicial para a questão da oferta barrando um produto interno bruto mais robusto (aqui e aqui). O engraçado é que as nossa brilhante equipe econômica não vê as coisas do mesmo modo e procura limitar ainda mais a oferta interna por essas bandas.
Ou seja, estamos, para não dizer em português mais claro, malajambrados.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A nota da presidente


Cada um vê benção no lugar que lhe dê na telha, mas é bom dar uma limpadinha nas lentes cor-de-rosa com as quais dona Dilma enxerga o governo passado, mesmo porque não contestou nenhuma das imputações feitas por Fernando Henrique Cardoso ao governo passado. Deve, então, concordar com o ex-presidente em suas alegações e, não sei por quais motivos, gosta de carregar a pesada cruz que recebeu. Pesada e, aos olhos dela, bendita.
Segue a nota:
“Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais “O Globo” e “O Estado de S. Paulo”, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.
Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil”

Ps1: Ela deve entender de tentativa menor de reescrever a história, pois seu partido tenta fazê-lo de maneira grandiosa desde sempre.
Ps2: Se for verdade que o estadista pensa na próxima geração, enquanto o político comum pensa na próxima eleição, Lula é o anti-exemplo de estadista..
Ps3: As ações governamentais parecem contradizer as palavras presidenciais quanto às condições que herdou. Falhas as palavras ou as ações?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Ipem do Aragão

Ao querer criticar o Supremo por errar na falta de equidade de tratamento a "mensaleiros" de várias vertentes, parece-me que o cientista político está com a balança quebrada.
Oras, apesar de alcunhados de forma idêntica, as tramóias foram distintas, ao menos no que vazou para a imprensa, mesmo que em dois deles alguns personagens fossem os mesmos.
Tentar desqualificar o processo do julgamento que foi marcado para agosto alegando injustiça de viés político chega a ser uma uma falta de consideração com as idiossincrasias da Justiça brasileira.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A ligeireza das tartarugas

Editorial de O Globo cita, acertadamente ao meu ver, que o processo do Mensalão, prestes, dizem, a ser julgado, correu em tempo razoável para os padrões judiciais brasileiros.
Creio que essa celeridade relativa irá trazer, caso resulte em punição de réus, consequência impensada poucos anos atrás: a contestação, por parte da classe política, do "privilégio" de foro.
Ninguém, afinal, defende um privilégio de ser julgado mais rápido e sofrer as consequências do seus atos se pode, como a grande maioria dos pilantras de colarinho branco brasileiros, protelar ad eternum a punição.
Estou curioso para ver os resultados.

Não será o último

Muito pouco a acrescentar a esse editorial a não ser o fato de que, como o texto tangencia sem nisso se deter, nada mudará enquanto não extinguirem as mentalidade de politização do futebol e concepção de grande demais para quebrar envolvendo os times de massa que cercam o "nobre esporte bretão".
Muitas novelas Ronaldinhos X Flamengos acontecerão no interim.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A explicação

Murilo Aragão resume as causas dos índices de popularidade de todos os presidentes do Brasil.
O personalismo de nossa política é a ponta mais aparente do iceberg cultural brasileiro, tendente a acreditar no sobrenatural e em super-poderes de certos humanos, em outras palavras, dado ao primitivismo.
Talvez superemos isso algum dia, mas, até lá, teremos que conviver com esses fazedores de milagres que derrubam a inflação com um tiro só ou dão à luz programas de aceleração.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dizem por aí

A despeito das previsões catastróficas do historiador Villa, acho que a situação não irá se deteriorar tanto.
Por mais que a China desacelere, o que vendemos é algo que as ditaduras geralmente não ousam deixar de consumir, comida para as massas e armas contra elas, criando um certo hedge natural.
De qualquer modo, ouço por aí que a arrecadação paulista está caindo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Vida é Feia

Deveria ser o título do filme planejado em 1972 sobre um palhaço em Campo de Concentração Nazista.
Provavelmente esse seria um marco da filmografia de excelente qualidade formado sobre o tema Holocausto, daqueles que nos faz pensar, torna-nos deprimido e, por isso, valem muito a pena assistir.

Dica do Blog do Monastério.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Honrando a crasse

Capturado pelo Kibeloco, vejam o que a falta de revisão está fazendo ao jornalismo brasileiro. Depois estranhamos quando há luta pelo controle social da mídia.
Chamem os amadores, por Tutátis, antes que os céus caiam sobre nossas cabeças.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A nova prática da velha fraude

Não é mais aquela conversa fiada de sou uma pobre viúva de um corrupto na Nigéria ou algo parecido, agora a coisa é direta, envie-nos 65 euros e leve 3 milhões e meio de dólares.
Parece um bom negócio, não?
Dear Beneficiary,

Having reviewed all the obstacles and problems surrounding the transfer of your (USD$3,500,000.00) and your inability to meet up with some charges levied against you due to the past transfer options, We the Board of Directors, Bank Of Africa (BOA) has ordered our Foreign Payment Remittance Unit to issue you a CORPORATE VISA CARD where your payment will be uploaded and today, we got notice that your Payment has been uploaded into this CORPORATE VISA CARD and also have registered it with EMS EXPress for delivery to you.

For your information, The delivery charges has been paid and they were supposed to have shipped your packaged ATM CARD but they insisted that you must re-confirm to them your current delivery address to ensure accurate Delivery.

MOST IMPORTANT: Due to the content of the package, EMS EXPress Courier mandated that before your package will be shipped, A Tax/Stamp Duty MUST be procured according to the New Customs Creed and the essence of such Document is to ensure a hitch-free delivery and the amount is 65 Euros only.

Therefore reconfirm your current delivery address (i.e 1. Full Names, 2. Delivery Address and 3. Telephone Number) to EMS EXPress Delivery Company.

Wayne Andy
EMS EXPress International Benin
Lot No. 23 Patte D'Oie
03 BP 2147
Cotonou
Email: ems_courierltd@globomail.com
Tel: +229-9855-6965


Please hurry now as your package might incure dumourages if it stays more than 3days with EMS EXPress Delivery Company.

Thanks,
Mrs.annie
For the Management of BOA
Cotonou Benin Republic.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Amadou Sanogo


Esse é o gênio por trás da ação que conseguiu dividir um país e criar um novo "paraíso" para grupos terroristas islâmicos no que era o norte do Mali até um mês atrás.

Eu apoio

Se é isso que o PT quer, eu apoio:



Mas parece que não é. como demonstram notícias veiculadas aqui e ali (exemplo).
A vontade governamental de revirar o caso apartidariamente é igual a nota de mil, adoraria ter uma no bolso, mas ela não existe.
O que houve foi um surto de " pegamos eles" antes de olhar no espelho e ver que estavam todos no mesmo barco. Assim que a olhadinha ocorreu, a vontade passou.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Occupy Planalto

Como a desindustraialização é balela, não entendo a razão dos movimentistas não estarem reclamando.
Afinal uma coisa é certa, os beneficiados pelo pacotaço (diz o governo) ou pacotinho (dizem os industriais) são bem menos do que os famosos 1%, que aqui, ao contrário do que ocorre por lá, costumam sempre ser os mesmos.
Dizem, confesso que não li, que Adam Smith descrevia o mercantilismo como "a economia a serviço do Príncipe". Parece que evoluímos muito nos últimos 236 anos; os príncipes estão um pouco mais numerosos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Estava errada e prova

A confissão está aqui.
Mas nossa casa legislativa não se faz de rogada, mantém o impossível: criminaliza com um dado objetivo (0,6 de álcool) e quer provar com dados subjetivos.
Como dizem as vovós, quem faz mal feito tem que repetir depois.
Já sabemos que logo mais nova lei seca chega por aí.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cada vez mais evidente

O Congresso Nacional é midiático, preocupando-se com tudo, menos a qualidade do que produz. Legisla muito e legisla mau (e aqui).
Será que algum dia escaparemos dessa sina?