quinta-feira, 14 de maio de 2009

Não temos, mais, marechais


Diz o Estadão: Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 108 anos, o marechal Waldemar Levy Cardoso, o último marechal vivo no País.
O que podemos extrair da notícia? Duas coisas: a ruim, o último marechal vivo não o está mais, ou seja, para morrer basta vivo estar. A boa, não nos envolvemos em guerras a tanto tempo que ninguém mais foi alçado ao macheralato.
Espero que as coisas fiquem assim mesmo. Feliz do país que não possui marechais.
Mais feliz ainda aquele que possui bons políticos, mas aí é outra fase.

Ps: Outra coisa que se apura do texto é que o homem era meio chegado ao golpismo, mas como dizem que todo morto é santo, não nos aprofundaremos nisso.

Economia do Kindle DX


Pensemos um pouco; como é possível, em uma sociedade cada vez mais letrada e na qual a informação é essencial, os jornais estarem passando por uma crise financeira nunca vista?
A resposta está na inadequação da mídia à proposta do veículo, ser um meio de informação.
Há muito, os jornais deixaram de ser fonte primária de informação. Eles são utilizados, atualmente, como passatempo dos anciãos e como suporte de colunistas opinativos. Ao grande público, todas as notícias "frescas" chegam por meios eletrônicos.
Neste cenário, não é de admirar-se que as receitas estejam declinando e o número de assinantes, cadentes. A maioria dos jovens não conseguem encontrar valor nos jornais.
É aí que entra o Kindle DX, anunciado para o terceiro trimestre, que une as vantagens da velocidade de transmissão de informações da mídia eletrônica com a comodidade de leitura do papel eletrônico (explicação de como funciona, em inglês), em uma tela de 9,7 polegadas. Podendo agradar aos jovens e aos anciãos, no lado do consumidor.
Para os produtores de conteúdo, abrem-se uma enorme oportunidade. Jornais têm um monopólio natural, daí a pouco quantidade de empresas que cada localidade pode conter, devido ao gigantesco custo de entrada. O maquinário é investimentos pesadíssimo, e os lucros, quando vêm, demoram anos para chegar. E os custos de manutenção do parque fabril e da distribuição do produto final também são muito altos.
É visando se livrar desse último que três dos principais jornais dos Estados Unidos oferecerão, segundo Kenneth Li, do Financial Times (em reportagem reproduzida pelo Valor Econômico), com desconto, os leitores eletrônicos como parte da estratégia para ampliar as receitas digitais.
The New York Times, Boston Globe e The Washington Post utilizarão, em escala experimental, o Kindle DX em regiões onde a entrega em domicílio está indisponível. Podendo ampliar a base de clientes, sem ampliar os custos de distribuição na mesma proporção, pois ela é feita através das redes operadas pelas empresas de telecomunicações que já suprem de serviços a Amazon, distribuidora do aparelho.
Este pode ser o último sopro de esperança para os grandes grupos de mídia, hoje, baseados na impressão de tinta em papel. Se funcionar, beneficiará a muitos, se não, muitos outros blogs estarão concorrendo com o meu em um futuro não tão distante.
Veremos o que ocorrerá.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Para os pombos tudo ou, ao menos, milho

Só para constar, dêem uma olhada nesta postagem do Reinaldo Azevedo e nesta minha.
Enquanto isso, nós, ou nossos representantes, a fazer loas aos programas de transferência de renda e ao emPACado, aqui e lá fora. Ou, como diz Zé Geraldo, dando milho aos pombos.


Amorim no Hard Talk

Com o início das atividades do canal MRE no Youtube, ontem, temos acesso a pérolas como esta entrevista de Amorim à BBC:



Como sempre, é muito mais difícil convencer os estrangeiros do que os nacionais dos "milagres" que a administração Lula está fazendo no país.
Amorim tentou; Jonathan Dimbleby não parece ter saído convencido. Ainda bem, pois, como de hábito, as "realizações" apontadas estão no campo das promessas. O ministro teve a coragem de apontar as obras de infraestrutura financiadas pelo governo como um fator de crescimento (faltou usar o termo PAC). Disse mais, que aqui não temos o preconceito ideológico que impede os países da Europa e América do Norte de interferir na economia.
Em que mundo vive o topetudinho? Será que ele está falando dos mesmos países que estão intervindo loucamente há muitos meses? Ou será que ele também Life on Mars?
Destaque para a saia justa ao tentar explicar se a afirmação de Lula - de que a crise tinha sido criada por gente branca de olhos azuis - era apenas boba ou racista. Resposta do entrevistado, nem uma nem outra, era uma metáfora.
Pergunto eu, então, a metáfora foi apenas boba ou foi racista?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Apesar de tudo e todos, a globalização segue

As reações furiosas contra a globalização seguem, mas segue também o objeto delas.
A Islândia, apontada como vítima da vez, principalmente seu governo passado, resolveu que há uma forma de proteger-se de problemas futuros, aprofundá-la.
Até mesmo os que a detestam, como fazia Milton Santos, admitem que há muito que ela poderia fazer para melhorar o mundo. Só que pensam em um "outro mundo possível", traduzindo, menos capitalista e livre.
Sou entusiasta da globalização. Cedo ou tarde ela acabará destruindo essa besteira que é a pátria. O problema é que esse avanço mede-se em gerações, e não em anos, tornando-me um mero resquício de pó, quando ela chegar ao ápice.
Mas, se houver vidas pós-essa, estarei me regozijando.

Relativismo cultural: pense bem antes de apoiá-lo

Muitos no Ocidente, que se dizem progressistas, apóiam o relativismo cultural a ferro e fogo. Para eles, não podemos interferir nas opções culturais. Teremos que conviver com isso, isso e isso; calados.
Em certas ocasiões, penso: Não seria o caso de condenar os relativistas a viver nestas sociedades tão avançadas?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cidade limpa,segura e bonita

Há três anos circulou a primeira notícia sobre o que viria a ser a lei Cidade Limpa; no momento, ninguém acreditava que isso pudesse ocorrer, incluindo eu, é claro. No dia seguinte estourava a rebelião do PCC, e a grande maioria acreditou que era o Julgamento Final; os que duvidaram confirmaram o Apocalipse na segunda-feira seguinte,. Por volta deste período, Chico Buarque dizia que São Paulo é detestável, arquitetural e urbanisticamente falando.
Como vemos, São Paulo era, 3 anos atrás, mais suja e violenta que hoje, e ao menos tão detestável quanto, mesmo com algumas mudanças como a ponte estaiada e a praça Victor Civita. Como vemos, as melhorias incrementais acontecem, mas não na velocidade que gostaríamos. Um problema é que talvez sejamos muito exigentes conosco.
Em 2000, inaugurou-se a Millenium Bridge com cobertura internacional e louros à genialidade dos autores. Em julho de 2005, ocorreram ataques terroristas que foram, por qualquer ângulo abordado, piores dos que nos assolaram. Em outubro de 2005, estive por lá. Fui furtado ao chegar, visitei a ponte (uma pinguela chique) e andei pela cidade, que exibe cacofonia na arquitetura também e poluição visual, cheia de placas para todo lado, com anúncios mil, e até comércio de rua; ofereceram-me uma coxinha em bom português brasileiro.
Como vemos, não é só no Natal frio que estamos nos aproximando do primeiro mundo, mas em muitos itens. São Paulo é tão detestável quanto qualquer metrópole de bom tamanho. Não chegamos ainda ao título do artigo, mas chegaremos lá. Isso, como diz Tutty Vasquez, o povo não vê.

Ainda me candidato ao cargo

Falei isso a muito tempo, o a Doutrina Bush, e o seu Eixo do Mal, foram um tiro n'água.
Agora um especialista diz o mesmo.
Ser especialista está cada vez mais fácil, não é preciso dizer nada além do óbvio.
Outras dessas e candidatar-me-ei à função, parece haver uma carência.

sábado, 9 de maio de 2009

Montesquieu e Leal dizem o mesmo, com razão

Texto de Saul Tourinho Leal, que pode ser acessado pela internet, trata da maior visibilidade do Supremo Tribunal Federal, e de como ela levou à transformação de ministros em pop stars e figuras non gratas.
Há nele, no entanto, um trecho que quero destacar, pois está no cerne de muitos das mazelas nacionais. Diz o jurista:
"O Brasil, de pouca originalidade na criação dos próprios institutos jurídicos, é pródigo em importá-los, descaracterizando-os.
Os Estados Unidos tributam basicamente a renda. A Europa, o consumo. O Brasil tributa os dois. A Alemanha criou a cláusula de barreira que impedia a posse do candidato filiado a partido que não ultrapassasse-a. No Brasil, o instituto permitia a posse e todas as vantagens dela decorrentes, mas impedia o parlamentar de trabalhar. As affirmative actions, logo no Brasil, teve como critério a cor da pele. Nos Estados Unidos, quanto aos tipos de controle de constitucionalidade, vigora o controle difuso. Na Europa Continental, o concentrado. No Brasil, os dois. No caso da adoção da doutrina da "sociedade aberta dos intérpretes da Constituição", mais adiante tratada, seus defensores são adeptos da visão procedimentalista, que reduz a discricionariedade do Poder Judiciário no exercício da jurisdição constitucional. No Brasil, uma Corte substancialista o adota. Criatividade com institutos alheios, como se vê, não falta."
Montesquieu escreveu:
" A lei, em geral, é a razão humana, uma vez que governa todos os povos da terra; e as leis políticas e civis de cada nação não devem ser senão casos particulares em que se aplica essa razão humana. Elas devem ser tão adequadas ao povo para o qual são feitas que será um grande acaso se as leis de uma nação forem convenientes a uma outra. É preciso que elas se relacionem com a natureza e com o princípio de governo que é estabelecido ou que se quer estabelecer, quer elas o formem, como fazem as leis políticas, quer elas o mantenham, como fazem as leis civis. Devem se relacionar com o físico do país; com o clima gelado, tórrido ou temperado; com as qualidades do solo, com sua situação, sua extensão; com o gênero de vida dos povos, lavradores, caçadores ou pastores; devem se relacionar com o grau de liberdade que a constituição pode suportar; com a religião dos habitantes, com suas inclinações, com suas riquezas, com sua quantidade, com o seu comércio, com os seus costumes, com suas maneiras. Enfim, elas têm relações entre si, têm relações com sua origem, com o objeto do legislador, com a ordem das coisas sobre as quais são estabelecidas."
Na verdade, desde sempre, há um descasamento entre o desejo das elites, transplantar a civilização européia para os trópicos, em especial a francesa, e os costumes do brasileiro comum, mais identificado com o centralismo ibérico que via no seu dia-a-dia. Cada mudança que tentam introduzir na legislação amplia o fosso.
A Constituição Federal foi escrita no espírito do parlamentarismo, mas, sempre que chamada a opinar, a população reitera sua vontade de ser comandada por um presidente forte. Se queremos viver em uma democracia, não há de se combater a vontade do povo.
Não somos um país europeu, feliz ou infelizmente, temos que conviver com isso. Cabe-nos tentar fazer o melhor com o Brasil que possuímos, não importar soluções muito bonitas em outros cantos; ficariam deslocadas nestas paragens.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

De Grandis ficou louco ou terei sido eu?


Uma pessoa que é paga para, supostamente, "defender os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos perante o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais regionais federais, os juízes federais e juízes eleitorais. O MPF atua nos casos federais, regulamentados pela Constituição e pelas leis federais, sempre que a questão envolver interesse público, seja em virtude das partes ou do assunto tratado. Também cabe ao MPF fiscalizar o cumprimento das leis editadas no país e daquelas decorrentes de tratados internacionais assinados pelo Brasil. Além disso, o Ministério Público Federal atua como guardião da democracia, assegurando o respeito aos princípios e normas que garantem a participação popular" não pode dar uma declaração de há "apego excessivo" aos direitos fundamentais.
Se vocês acompanham-me faz um tempo, devem se lembrar que declarei ter perdido minha fé neste país, o Brasil, quando Lula reelegeu-se. A honestidade deixou, definitivamente, de ser um valor positivo para quem apoiou, e foi a maioria da população, um mentiroso contumaz para o cargo mais importante de nossa hierarquia política.
Devo declarar que agora estou vivendo nas raias do desespero, as coisas pioram a cada dia. Deputado que não se preocupa com a opinião pública, parlamento que não obedece a lei que ele mesmo cria e defensor dos direitos fundamentais que os acha excessivamente estimados.
Eu devo estar alucinando, será meu nome Sam Tyler?



Update: Leiam o texto do Reinaldo Azevedo sobre o comentário do procurador, mas um daqueles imperdíveis. Se ainda tivesse esperanças no futuro do Brasil, seria por haver espaço para que essas opiniões circulem, mais estamos no ramo do se...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Golpe a caminho


“Estou me lixando para a opinião pública. Até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege".
Sérgio Moraes (PTB-RS)


Guardem a face deste homem aí de cima. Ele é o autor da frase em negrito, na qual diz que não liga a mínima para nós.
Não verdade, ninguém tem a obrigação de ligar para nossa opinião, a não ser nossos funcionários, como é o caso dele. Recebe muito bem, para fazer a nossa opinião ser transformada em leis e para impedir que o Executivo e o Judiciário cometam desmandos com os recursos públicos, nossos então.
E o pior é que o rapaz aí, contra quem pesam sérias acusações na Justiça, era o presidente do Conselho de Ética da Câmara até o ano passado. Continua membro do Conselho, e acha que o deputado do castelo não fez nada demais. Relatou pela inocência do homem.

Isso tudo, porém, é fichinha perto do que ocorrerá caso o novo golpe urdido pela cúpula partidária no Congresso conseguir o seu intento de aprovar a reforma política que eles pretendem.
Querem enfiar goela abaixo do eleitor o voto em lista fechada e financiamento público de campanha. Em outras palavras, congelar o status quo atual para a eternidade como a representação política dos brasileiros.

Se hoje, tendo que disputar o voto dos brasileiros, o "nobre" deputado, em cuja casa moças de família não deveriam passar nem perto, age com tal desprezo pela opinião pública, imaginem quando estiver blindado da disputa eleitoral, devendo buscar, apenas, um lugar favorável nas listas no interior de seu partido.

E os partidos não terão sequer o trabalho de buscar financiamento externo. Bastará que esperem os recursos públicos pingarem nas suas contas, com o detalhe de que a maior parte dos recursos será destinado aos que já são representados no Parlamento.

Se, agora, temos a voz rouca das ruas, caso esta estrovenga passe, não teremos nada. Farão o que bem entenderem sem prestar contas a ninguém. O que já está ruim, piorará muito.

E o pior é que eles não precisam se preocupar, afinal eles reelegem-se.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Nova experiência

Tentando aprender a usar o Wordpress.
Não sabia do que falar, então falemos de futebol.
Vejamos no que vai dar. Por enquanto, tudo que tento fazer não funciona.
Endereço: http://turmadoamendoim.wordpress.com/

Ética ou educação

Há inúmeras tentativas de explicar o porquê de a Europa mais ao norte, e seus filhotes, como os Estados Unidos da América, ser mais desenvolvida do que o resto do mundo. Martinho Lutero (o da ilustração) é considerado um diferencial importante. A mais famosa tese a enveredar por esse caminho, sem dúvida alguma, está expressa em A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber, que imputa uma essência religiosa à maior capacidade econômica encontrada por aquelas paragens.
Existe, ao meu ver, entretanto, uma falha nesta visão. Muitos dos países luteranos foram extremamente pobres durante muitos anos após a massificação dos ensinamentos éticos do monge. Os tão celebrados países nórdicos são o melhor exemplo. A Suécia foi um emissor de imigrantes para o continente americano importante durante décadas, como provam os sobrenomes mais comuns do meio-oeste norte-americano.
De modo análogo, a Itália, ou o território que viria a sé-la, abrigou as potências econômicas comerciais do Iluminismo e a península ibérica dominou o mundo durante o período denominado das "Grandes Navegações", mesmo sobre o peso moral da Igreja Católica tradicional, ou, talvez, se formos ser deterministas com relação à tradição religiosa, por causa dele.
Na minha opinião o grande diferencial está, sim, em uma inovação de Lutero, mas no campo das políticas públicas associadas às necessidades de uma ligação direta com Deus, como ele pregava, sem a intermediação necessária dos pregadores, como a relatada neste exerto, retirado de um artigo sobre o monge:
Entre as renovações que propôs, Lutero advogou pela alfabetização maciça e indistinta: cabia aos pais levar os filhos – e as filhas, novidade radical – para as escolas, além de tratar também da alfabetização dos empregados. “Lutero propõe mudanças tanto na organização do sistema escolar, tratando de questões sobre currículo, métodos, formação de professores e financiamento, como defende novos princípios e fundamentos para essa educação”, diz Luciane Muniz Ribeiro Barbosa.
O fato de ter grande parte de sua população alfabetizada em um momento histórico em que educação passou a ser um diferencial deu o impulso inicial para aqueles países de religião dominante protestante. Foi a eles permitido um treinamento fabril mais rápido e eficaz e o desenvolvimento da indústria de serviços elaborados, como o setor de seguros e financeiros, que só agora, junto com a disseminação da educação formal, começam a espraiar-se mundialmente.
Creio que a prosperidade econômica foi uma externalidade positiva da educação propagandeada por Lutero, não de uma ética especial dos países que o ouviram. Um bom laboratório para testar minha tese é o nosso país. Continuamos tendo a "malévola" ética católica, mas os índices de analfabetismo estão caindo. Veremos se haverá, ou não, um aumento da riqueza geral.

Das mais celebradas, por razões óbvias, contribuições nórdicas ao nosso continente

Será o mesmo? Ontem e hoje?

Nosso presidente é mesmo engraçado. Não sei se tem problemas cognitivos ou se é apenas cara-de-pau, mas o certo é que mandou esta, ontem, em reportagem do Estadão. Disse que não entende por que dois políticos de uma mesma região, por serem de partidos diferentes, não se entendem e evitam levar benefícios para o Estado. "Às vezes o que se vê é que um tenta sabotar o outro, de forma a impedir que o progresso avance", afirmou.
Ele não é a mesma pessoa que confessou ter feito bravatas quando estava na oposição?
Deve ter havido uma abdução alienígena no Planalto, onde, diga-se de passagem, o avistamento de ovnis só é menor do que em São Tomé das Letras. Ou então a CIA está envolvida. O certo é que alguém trocou nosso presidente.
A verdade está lá fora, mesmo. Tu-ru-ru.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tranquilizador

Lula disse, certa vez, que o vendaval lá de fora chegaria aqui como uma "marolinha", logo depois de afirmar que o tsunami não atravessaria o Atlântico. Nós todos vimos como o mar quebrou muito mais forte do que o esperado pelo presidente.
Ao menos os cientistas descartam mais vendavais aqui. Imaginem a repercussão que eles teriam por lá. Era capaz de o mundo não suportar.
Como diz o Tutty Vásquez, isso o povo não vê.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Grego caiu

O presidente Grego, final e felizmente, deixou a Confederação.
Mas será que o país recuperar-se-á de sua administração algum dia?

Pré-sal: nova era?

Os ares de Brasília, definitivamente, não fazem bem ao Lula da Silva.
"Nova Era" devido ao início de operação do pré-sal, faça-me um favor.
Consultemos o Houaiss, para a palavra era:
1 período de tempo que serve de base a um sistema cronológico e que se inicia por uma data memorável
Ex.: e. cristã
2 período de tempo, ger. longo, que começa com um fato histórico novo, notável ou marcante, ou que origina uma ordem diferente no curso dos acontecimentos
Ex.: a e. espacial, a e. do cinema
3 época histórica com características próprias e intransferíveis
Ex.: a e. napoleônica, a e. dos imperadores romanos
4 numeração que indica um ano ou certo número de anos
Ex.: a e. de 1992, a e. dos anos 1960
5 qualquer período de tempo
Ex.: aquele indivíduo pertencia a outras e.
6 Rubrica: cronologia, geologia.
unidade geocronológica formal posicionada hierarquicamente abaixo de éon e acima de período [Cada era inclui dois ou mais períodos, durante cada um dos quais um sistema de rochas foi formado.]
7 Rubrica: cronologia, geologia.
tempo durante o qual as rochas do erátema correspondente foram formadas
8 Rubrica: cronologia, geologia.
intervalo de tempo geológico correspondente ao erátema



Poderia ser um marco deste porte, talvez, o início da exploração oceânica, boas três décadas atrás. Ou a conquista da autossuficiência, muito propagandeada, mas não efetivada. Mais do mesmo não consiste início de nada.
"Nunca na história deste país", entretanto, a gramática e o vocabulário foram tão mal empregados.

Hoje tem eleição

O basquetebol decide hoje quem será o comandante da confederação pelo próximo mandato.
O atual presidente, Gerasime Bozikis, chamado de O Grego, traz no currículo o seguinte desempenho, retirado da reportagem da Folha Online: "A seleção masculina não se classificou para Olimpíadas na gestão Grego. A equipe feminina, vice-campeã dos Jogos de Atlanta-96, o último antes de o dirigente ascender ao poder, amargou o penúltimo lugar em Pequim-08, ficando à frente só do Mali".
O competidor é um ex-aliado, e presidente da federação gaúcha, Carlos Nunes. Como esteve no grupo até bem pouco, divide os lauréis ganhos com o senhor vindo da terra dos filósofos. Com ambos, a modalidade que já foi a segunda em importância, no Brasil, só fez cair.
Resumindo: as perspectivas para o futuro são negras para a bola ao cesto.

domingo, 3 de maio de 2009

Constatação

Povo e Estado não estão preparados para eventos como a Virada Cultural.
Algum dia talvez cheguemos lá.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A revolta está fervilhando




A revolta está crescendo.
Como disse recentemente, o povo demora para mexer-se, mas, quando o faz, é em turba e com requintes de crueldade.
Os nossos políticos estão brincando com fogo, apenas porque sempre o fizeram. As situações mudam, as atitudes devem mudar junto.
O aviso já foi dado, aproveita-o quem quiser.