Deem uma olhada nos números, providos pela Financial Times online. O pobre ex-milionário Michael Jackson transformou-se novamente em uma mina de ouro, após morto.
Vendeu, em 24 horas, mas do que na década anterior, fazendo a combalida indústria dos cds imprimir a todo vapor.
Neverland poderá ser, possivelmente, a próxima Graceland, que sustenta os Presley confortavelmente desde a morte de Elvis - aliás primeiro lugar, há anos, da lista de artistas falecidos que melhor proveem seus herdeiros.
Deve ser triste, e perigoso, valer mais morto que vivo, mas ao menos as famílias dos artistas pop não precisam se preocupar com dinheiro, dando um alento aos que formaram o patrimônio.
Literalmente, é questão de paz de espírito.
Ps: como andam dizendo por aí, keep moonwalking
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Golpe paradoxal
José Manuel Zelaya (na foto, curiosamente retirada do site Liberal Internacional, do quel seu partido é membro) estava propondo mudanças de legislação em seus país inspirados no processo "revolucionário" bolivariano, de seu amigo, e defensor incondicional, Hugo Chávez.
Honduras nunca teve muito sorte com seus governantes. Com esse não estava sendo diferente. Elegeu-se pela direita e logo de cara bandeou-se para o campo "chavista", traindo aqueles que haviam votado nele (como o nosso aqui, que fez o caminho contrário). Estava seguindo a nova cartilha do golpe "democrático", com plebiscitos para ir destituindo as instituições. Mas, ao contrário de seus colegas de ALBA, não teve sucesso no intento. Quem foi deposto foi ele, após enfrentar todas as instituições do país, não conseguindo transformá-lo em, como diria Lula, "democrático até demais".
Cria-se, agora, uma situação em que todos estão errados; são golpistas. Temos um mártir em degredo que, caso pudesse, estaria agora degredando o seus algozes.
A vida, como dizia o artista, anda mesmo tão complicada.
sábado, 27 de junho de 2009
Cá está a prova, ahh, morta
Muitas vezes é dito que alta renda não é sinal de saúde financeira. Que mais vale gastar equilibradamente do que ganhar rios de dinheiro.
Pois havia uma caso - ou case, como gostam de dizer os administradores -para provar a veracidade da assertiva, Michael Jackson.
Foi o artista mais bem pago da história, mas seu patrimônio era negativo.
No vídeo que vai acima, retirado de Brewster´s Millions (creio que foi chamado aqui de Chuva de Milhões), de 1985, o personagem de Richard Pryor é instado a gastar 1 milhão de dólares por dia, em um mês, sem conseguir nenhum patrimônio, para levar o grande prêmio, 300 milhões. Teve que ser muito criativo para consegui-lo.
Jackson deve ter assistido ao filme, e se imposto desafio similar. Calculo que gastou uma média de 200 mil dólares diários desde que estourou em carreira solo, em 1979, com o disco Off the Wall, cinco vezes menos que Pryor, mas por um período 360 vezes maior. Venceu o desafio, aparentemente muito infeliz no processo.
Pense nisso quando for fazer sua próxima hora extra. Ganhar dinheiro é bom, gastar melhor ainda.
Mas o equilíbrio parece ser a fonte da tranquilidade e, consequentemente, da felicidade.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Caso exemplar
Notem os acontecimentos narrados na crônica de Augusto Nunes.
Um indivíduo é flagrado em malfeitoria em São Paulo e o diretor da Polícia Federal liga para o Ministro da Justiça porque o indivíduo seria, supostamente, ligado ao governo de plantão. Até o Presidente é acionado.
Seria ridículo, não fosse trágico.
Esse povo todo não trabalha não?
Um indivíduo é flagrado em malfeitoria em São Paulo e o diretor da Polícia Federal liga para o Ministro da Justiça porque o indivíduo seria, supostamente, ligado ao governo de plantão. Até o Presidente é acionado.
Seria ridículo, não fosse trágico.
Esse povo todo não trabalha não?
Celso de Mello está errado
No Brasil não há o uso da "coisa pública", como diz o Ministro do Supremo, pois a "coisa pública" não existe.
Nesse país há a "coisa privada" paga por dinheiro privado e a "coisa privada" paga por dinheiro estatal.
Essa última é a de preferência de políticos bastante conhecidos, em especial alguns na cabeça dos poderes.
Nesse país há a "coisa privada" paga por dinheiro privado e a "coisa privada" paga por dinheiro estatal.
Essa última é a de preferência de políticos bastante conhecidos, em especial alguns na cabeça dos poderes.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
E uma era que se recusa a morrer
Certa está a Lucia Hippolito, a cada dia uma nova irregularidade vem a tona no Senado.
Qualquer parlamentar de um país sério já teria deixado a vida pública, para preservar a biografia. Não aqui, finca o pé e permanece, a despeito de tudo.
Que fique então, é melhor que mais sujeira vá aparecendo, é uma família que perde poder político.
Esperneando.
Qualquer parlamentar de um país sério já teria deixado a vida pública, para preservar a biografia. Não aqui, finca o pé e permanece, a despeito de tudo.
Que fique então, é melhor que mais sujeira vá aparecendo, é uma família que perde poder político.
Esperneando.
Morre uma era
O cara era doente, no pior acepção da palavra, mas também era muito bom.
Mesmo sendo, provavelmente, culpado de "comportamento impróprio" com adolescentes, representava uma era do pop em existia a inocência, mesmo com letras de mensagens picantes, como o golpe da barriga do qual quer se livrar o personagens da canção do vídeo acima, evitava o estilo um tanto vulgar e explícito dominante na cena pós-Madonna, mesmo possuindo um quadril quase tão nervoso quanto o de Elvis.
Animou muitos bailinhos na minha adolescência.
Utilizando a terminologia boleira, não o quereria para casar com a minha filha, ou para ser babá dela, mas o escalaria no time, certamente.
Dos maiores artistas do século passado, com ele o pop autêntico despede-se.
Michael Jackson, descance em paz.
Vou fazer
É só o que se houve depois de cada malfeitoria encontrada no Legislativo Federal, particularmente no Senado, como esta última.
Não seria o caso de alguém fazer antes e anunciar depois?
Não seria o caso de alguém fazer antes e anunciar depois?
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Diga-me com quem andas
E lhe direis cria vergonha nesta cara, rapaz.
É só isso que posso falar se, depois do papelão de Max Mosley, as escuderias ainda permitirem que este sujeito dê as cartas na F1.
E, parece, deixarão.
Tem gente que não se dá ao respeito, mesmo.
É só isso que posso falar se, depois do papelão de Max Mosley, as escuderias ainda permitirem que este sujeito dê as cartas na F1.
E, parece, deixarão.
Tem gente que não se dá ao respeito, mesmo.
Pode até não parecer
Mas a justiça eleitoral está agindo com mais rapidez.
Hoje, por exemplo, a deputada carioca suspeitíssima Carminha Jerominho perdeu o mandato.
Logo, logo, poderemos dizer que há justiça neste país, se as coisas não desandarem, como sói acontecer.
Hoje, por exemplo, a deputada carioca suspeitíssima Carminha Jerominho perdeu o mandato.
Logo, logo, poderemos dizer que há justiça neste país, se as coisas não desandarem, como sói acontecer.
Bons ventos nos levem
Acho que já falei isto por aqui, mas, caso não, convém dizer.
O Brasil deveria estar se dedicando menos ao sonho do pré-sal e procurando desenvolver a indústria de energia eólica no país.
Devido ao processo histórico da construção de usinas hidrelétricas por aqui, estamos muito bem posicionados para tornarmo-nos uma das regiões livres de termoelétricas fósseis no mundo. Podemos aproveitar o amplo potencial eólico de nossas costas e plataforma continental para ser a principal fonte e utilizar as hidrelétricas para prover os momentos de pico e de falta de vento. Energia para tanto os ventos possuem (e aqui).
Sujar a nossa matriz, como o planejamento atual está tentando fazer é um risco que não deveríamos correr. Fatores ecológicos, estratégicos e de prestígio do país assim o indicam. Como de hábito, entretanto, os lobbies errados estão prosperando, e a nação irá sair perdendo.
O Brasil deveria estar se dedicando menos ao sonho do pré-sal e procurando desenvolver a indústria de energia eólica no país.
Devido ao processo histórico da construção de usinas hidrelétricas por aqui, estamos muito bem posicionados para tornarmo-nos uma das regiões livres de termoelétricas fósseis no mundo. Podemos aproveitar o amplo potencial eólico de nossas costas e plataforma continental para ser a principal fonte e utilizar as hidrelétricas para prover os momentos de pico e de falta de vento. Energia para tanto os ventos possuem (e aqui).
Sujar a nossa matriz, como o planejamento atual está tentando fazer é um risco que não deveríamos correr. Fatores ecológicos, estratégicos e de prestígio do país assim o indicam. Como de hábito, entretanto, os lobbies errados estão prosperando, e a nação irá sair perdendo.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Responsáveis pela Crise

Chega a ser disparatada a campanha para responsabilizar o capitalismo pela crise que hora enfrentamos no mundo.
Capitalismo, aliás, é classificado em meu velho dicionário de economia como o sistema em que há "separação entre os trabalhadores juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho e a vendem em troca de salários, e capitalistas, que são proprietários dos meios de produção, e contratam os trabalhadores para produzir mercadorias (bem dirigidos para o mercado) visando a obtenção de lucros".
A crise não é, assim, de responsabilidade do capitalismo - mesmo porque não é possível que um sistema seja culpado por nada, as decisões são tomadas por pessoas em cargos chaves, cujos resultados influenciam-se mutuamente - embora muitos considerem que ele seja inerentemente propenso a episódios do tipo, mas foi amplificada por suas qualidades, tanto as negativas quanto as positivas.
Existindo indivíduos por trás das decisões, somos levados a conclusão que as consequências, portanto, têm seus culpados, sim. Mas, certamente, eles não são "o sistema"; são figuras de carne e osso instaladas em posições chaves.
Há múltiplas personalidades, entidades ou grupos com parcelas menores ou maiores de responsabilidade, mas, é claro, estes querem se livrar da peja. Transferem-na a outros ou, quando isso não é possível, coletivizam-na. Como escrevi recentemente, não há melhor estratagema para eximir-se das responsabilidades do que as diluir em um grande contingente de pessoas.
A comunidade especializada já repercutiu uma série de idéias sobre as razões que formaram as bolhas sucessivas que estouraram nas duas últimas décadas, chamadas respectivamente de crises da Ásia, das ponto.coms, das commodities (incluindo aumento muito grande dos preços da energia, que alguns disseram ter uma dinâmica própria e apelidaram de 3ª crise do petróleo), do subprime e, finalmente, grande financeira, a atual. O que todas tiveram em comum foi um incremento no nível de liquidez dos mercados de capital e a facilidade de transferência de recursos de uma aplicação para outra.
A procura pelos culpados deveria se concentrar, então, nestes dois fatores. O segundo, facilidade de mobilização dos recursos, é, na verdade, apontado com grande vilão mundial por uma grande quantidade de economistas, principalmente os ligados a governos despóticos. O controle de fluxos financeiros dá, a quem os possui, um poder discricionário bastante acentuado. Não por outra razão que os neoditadores, como Hugo Chávez, controlam o câmbio assim que assumem as rédeas de um governo. Esse controle, entretanto, não impede que as consequências das crises cheguem a esses países, o que o inocenta automaticamente.
O excesso de liquidez é o culpado então. Mas de onde surge esse facínora? Qual recurso excedente no mundo que está liberando dinheiro antes utilizado? A resposta é trabalho barato chinês. Expropriado pelos governantes e transformado em títulos do Tesouro dos Estados Unidos da América e daí redistribuído para as diversas modalidades financeiros através dos gastos dos cidadãos e governos desse país.
A raiz da crise não está, então, nem no capitalismo e nem nos capitalistas; está na manipulação de uma massa de trabalhadores por um governo despótico autodenominado comunista. É preciso desenhar para que os defensores do Estado forte percebam a barca furada na qual estão embarcando?
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Rodrigo Constantino explica porque a Petrobrás é deles
Já disse as mesmas coisas com outras palavras, mas é sempre bom reforçar uma idéia que está sendo negligenciada por uma grande parcela da população brasileira.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Ou sem juízou ou sem razão
Esse povo todo aí ao lado, provavelmente, não estará no pódio da Fórmula 1, no ano que vem.
Há brigas no comando, que desceram ao vil nível de barraco pré-judicial.
As ameaças da FIA à FOTA e à Ferrari, em especial, são coisa de mafiosos.
Se havia todos esses delitos e eram de conhecimento da FIA, era obrigação desta denunciar antes.
Agora que romperam relações, ameaçar levantar o tapete é apenas mostra de era conivente com o ilícito. E, atualmente, chantagista.
Se está apenas tentando impedir a cisão por meio de discurso, é leviana, como uma Federação internacional não deveria ser.
Não importa qual seja o desfecho, sairá mal na fita.
Melancólico este final de carreira, senhor Mosley.
Atualização: E a coisa só piora. Agora não disse o que havia dito antes.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Teerã avisa
Nada de terrorista querendo sabotar as eleições aqui.
Deixem que nós mesmos fazemos o serviço.
Com a ressalva de que acredito que com ou sem fraude a chance de Ahmadinejad vencer seriam muito grandes. Populistas geralmente ganham as eleições, apesar de tudo.
Deixem que nós mesmos fazemos o serviço.
Com a ressalva de que acredito que com ou sem fraude a chance de Ahmadinejad vencer seriam muito grandes. Populistas geralmente ganham as eleições, apesar de tudo.
Mais sobre diplomas
Mendes deixa bem claro o que o Estado pode fazer: a Constituição é clara ao estabelecer que o Estado só pode regular atividades profissionais que exijam saber científico.
O jornalismo já foi; radialismo e muitos outros estão na fila, mas o bicho vai pegar quando o direito for enquadrado.
O país dos bacharéis vai tremer.
Já têm muito "doutor" perdendo o sono.
O jornalismo já foi; radialismo e muitos outros estão na fila, mas o bicho vai pegar quando o direito for enquadrado.
O país dos bacharéis vai tremer.
Já têm muito "doutor" perdendo o sono.
Trocam-se os indivíduos; o padrão de conduta permanece o mesmo
Já temos um novo senador.
A novidade?
É completo, Já vem com os opcionais, como processo pendente.
Aqueçam as turbinas do Conselho de Ética.
A novidade?
É completo, Já vem com os opcionais, como processo pendente.
Aqueçam as turbinas do Conselho de Ética.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Estamos na boa e velha Passárgada
O entendimento de crime político do senhor Genro é no mínimo míope, para não dizer dirigido.
Parece-me que tentar imputar apenas aos torturadores revendo a jurisprudência sobre a Lei de Anistia é apenas revanchismo dos agora no poder.
Devem eles lembrar que os dois lados foram beneficiados pela lei. Ou se revoga para todos ou a deixe como está. Qualquer outra solução é autoritarismo dos amigos do rei.
Excelente notícia
O fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo é das melhores coisas que poderiam acontecer pela função, embora possa prejudicar alguns dos pobres comunicadores que se acham melhores por ter feita tal curso.
Somado ao fim da lei de imprensa, acaba-se com o arsenal que o governo militar utilizou para tentar conter a imprensa livre nos anos de chumbo.
Para o mundo ficar perfeito, basta acabar com a obrigatoriedade de todos os outros diplomas para o exercício profissional,
Talvez em um século ou dois cheguemos lá.
Somado ao fim da lei de imprensa, acaba-se com o arsenal que o governo militar utilizou para tentar conter a imprensa livre nos anos de chumbo.
Para o mundo ficar perfeito, basta acabar com a obrigatoriedade de todos os outros diplomas para o exercício profissional,
Talvez em um século ou dois cheguemos lá.
Com inimigos como estes, quem precisa de amigos
Como eu já escrevi aqui, não interessa ao governo protelar o início dos trabalhos da CPI da Petrobrás. A ficha já caiu.
Previ também que a oposição iria acabar cedendo a relatoria da CPI das ONGs. E ela cederá, em troca de nada.
Pagarão para fazer um favor ao governo.
Com opositores como esses, não me admira que a popularidade de Lula ainda esteja nas alturas. Estranho seria o contrário.
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