quinta-feira, 5 de abril de 2012

Occupy Planalto

Como a desindustraialização é balela, não entendo a razão dos movimentistas não estarem reclamando.
Afinal uma coisa é certa, os beneficiados pelo pacotaço (diz o governo) ou pacotinho (dizem os industriais) são bem menos do que os famosos 1%, que aqui, ao contrário do que ocorre por lá, costumam sempre ser os mesmos.
Dizem, confesso que não li, que Adam Smith descrevia o mercantilismo como "a economia a serviço do Príncipe". Parece que evoluímos muito nos últimos 236 anos; os príncipes estão um pouco mais numerosos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Estava errada e prova

A confissão está aqui.
Mas nossa casa legislativa não se faz de rogada, mantém o impossível: criminaliza com um dado objetivo (0,6 de álcool) e quer provar com dados subjetivos.
Como dizem as vovós, quem faz mal feito tem que repetir depois.
Já sabemos que logo mais nova lei seca chega por aí.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cada vez mais evidente

O Congresso Nacional é midiático, preocupando-se com tudo, menos a qualidade do que produz. Legisla muito e legisla mau (e aqui).
Será que algum dia escaparemos dessa sina?

sexta-feira, 16 de março de 2012

Só para pontuar a (falta de) qualidade de nossos governantes

Trecho da coluna de Dora Kramer:

"Fogo de palha.
Na campanha de 2010 sempre que se perguntava à candidata Dilma Rousseff sobre seus planos na área de segurança pública ela batia na mesma tecla: aplicaria no âmbito federal o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro. Pois agora o projeto foi arquivado sob o argumento de que é materialmente inviável.

Reavaliações são normais. Nesse caso, porém, seria de se imaginar que na condição de gerente do governo então em curso Dilma teria escolhido as UPPs como bandeira de campanha a partir da comprovação de sua viabilidade."

sexta-feira, 9 de março de 2012

Será?

Em adição ao que escrevo desde 2005 (no blog, pois falo a muito mais tempo), uma entrevista que levanta uma lebre, que se for mesmo verdade, amplia a tese de que somos elementais, e não faz pouco tempo: A desaparição de uma boa parcela dos habitantes do planeta com a chegada de Colombo à América pode ter precipitado uma pequena mostra de era glacial no século XVI.
Vejamos o que a ciência dirá a esse respeito no futuro.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hipocrisia ou estupidez?

A morte da "Dona da Daslu" fez ressurgir na blogosfera os sentimentos anticapitalistas mais arraigados.
Ao contrário do gordinho do Megaupload, a ela não foi devotado nenhum sentimento de consternação pela pena extremamente alta, 90 e tantos anos, quase um Lindenberg, e até se ridicularizou um comentário do jornalista Bóris "Isso é uma vergonha" Casoy, muito sensato, por sinal, pois é evidente que o caso de fraude fiscal foi utilizado como uma válvula de escape para o imbróglio político da época do mensalão.
Acontece que o herói dos socialistas de butique, o gordinho, é responsável por uma queda de arrecadação tributária muito maior do que qualquer Daslu jamais será capaz de causar e as leis descumpridas são expressão do mesmo Estado que os de butique idolatram.
Fico, então, pensando cá comigo: é hipocrisia ou só estupidez mesmo?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Das liberdades de recepção

Fez muito bem o ministro Dias Toffoli ontem, liberdades políticas não podem ser separadas das liberdades de escolha mais prosaicas.
O mesmo governo que pretende retirar a legitimidade das pessoas para escolher os programas que assistem acredita que elas são boas em escolher governos. Isso não pode ser verdade, é uma questão de lógica básica.
Ou o governo aceita que os indivíduos têm discernimento ou pede,como diria Nascimento, pra sair, pois foram eles mesmos que o colocaram lá. O discernimento é o mesmo, assim como a legitimidade das escolhas.



O ator deixando de lado a pregação ecológica e fazendo o que sabe, atuar

Não à mídia encabrestada, tenha o nome de controle social ou outro qualquer.

sábado, 26 de novembro de 2011

E ainda se diz justiça

Olha a beleza da coisa. Senador eleito em 2006 pode vir a ser cassado por irregularidades na eleição. Só que estamos em 2011 e a definição da coisa pode ser postergada por tempo indeterminado.
E há juízes que reclamam dos que reclamam da justiça brasileira.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ponto muito importante

Levantado pelo professor Dalmo Dallari no Entre Aspas de ontem: República consiste, também, de responsabilização.
No reino do "Eu não sabia", chamar de república é cada vez mais pantomímico.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um outro mundo é possível

Afinal, nos vivemos nele.
Não é espantoso como os ditos mercados estão reagindo mal ao fato de os juros exigidos da Itália para a rolagem de sua dívida ter atingido o teto de 7%, o que, descontada a inflação européia, dá uns 5%, ao mesmo tempo que os especialistas indicam investir aqui, com juros reais ainda maiores?
Também acho, mas vai entender esses seres do mundo desenvolvido.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vá a merda, Lula

Estou, a cerca de cinco dias, sendo bombardeado com mensagens favoráveis ao ex-presidente do Brasil, via redes sociais e "grande mídia", o que muito me aborrece, pois, como sabem, não tenho nenhuma simpatia por essa figura. Se me perguntassem seis dias atrás o que eu desejava para Lula, eu responderia: que vá a merda. Que deveria responder hoje?

Mas antes algumas digressões sobre o que se anda falando e escrevendo por aí:

Devo lembrar aos idiotas baba-ovos que ficam agora vendo lutas de classes em todas as manifestações da internet são exatamente do mesmo extrato social daqueles a quem denunciam? E que essa demonstração de ojeriza ao contraditório, fundado ou não, é apenas mais uma demonstração de intolerância ao pensamento divergente de um grupelho que se acha dotado de superioridade moral?
Não há luta de classes (conceito com o qual, diga-se de passagem, não concordo) quando todos que se digladiam são representantes da mesma. É pura lógica.

Devo lembrar que aqueles que são acusados de torcer para que o ex-presidente cale-se estariam apenas mimetizando o comportamento do próprio?
Desejar que o adversário político recolha-se está na mente de todos, se falta humanidade ou cavalheirismo na forma como isso é expressado é uma discussão válida, mas que não venham fingir que um grande democrata está a ser vilipendiado por tiranetes em potencial.

Será que exigir coerência de alguém é um ato de direitismo "das elites"? Foram "as elites" que anunciaram que o SUS era um sistema quase perfeito? Ao não utilizar o SUS estaria Lula abrindo uma vaga para quem não pode pagar o Sírio-Libanês?
Como sistema perfeito, o SUS não deveria sujeitar ninguém à falta de vagas, como "quase", imagino que não também, mas o fato é que Lula afirmou isso durante uma campanha eleitoral, e, como todas as suas afirmações, isso só valia como libelo de suas capacidades como administrador. Se mentiu para o povo a quem queria governar, nada mais justo que esse mesmo povo cobre um pouco de coerência. Ou se trata no Sistema, ou diga a verdade, que mentiu descaradamente no passado.

É risível o que diz Paulo Moreira Leite. A CPMF existiu durante anos e arrecadou fábulas para o Governo Federal, mas nunca garantiu melhora sensível no atendimento do público usuário. Hipocrisia é dizer que lutar pela manutenção de um imposto é brigar por mais verbas para uma pasta. E nem é necessário falar que os desperdícios provocados por má gestão do patrimônio do Estado e das contribuições causam perdas muito maiores do que a da arrecadação daquele imposto. A título de comparação, só o custo fiscal das reservas cambiais é maior do que isso.

Há muito se tenta escrever uma hagiografia do homem Luís Inácio da Silva, esta é apenas mais uma realidade, a de paciente, que irão distorcer para aumentar o mito Lula.

Vou, no entanto, manter a minha coerência. Tratar-se de um moribundo não muda a natureza da afirmação. O que eu faria na sexta-feira, faço hoje, na quarta. Minha resposta ao questionamento seria: Lula, vá a merda.