segunda-feira, 18 de maio de 2009

Um natal sem fim

Em 18 de maio de 2007, dois anos atrás, portanto, o economista Luiz Gustavo Medina perguntava-se se os deuses não estariam loucos (ouça aqui). A Bolsa - e cá está demonstrada a imutabilidade dos índices, em uma coincidência incrível - chegava a 52 mil pontos, o dólar valia menos do 2 reais, após ter chegado a quase 4, e vivíamos o "conundrum" mundial de Greenspan.
Nada disso era o motivo de espanto de Medina. O que o intrigava era o fato de um ás do mercado financeiro ter afirmado que era hora de investir na economia real. Armínio Fraga, o ás em questão, teve um bocado de contratempos de lá para cá, mas o fato de causar tal comoção investir nas empresas brasileiras é sintomático. E nada de muito substancial mudou desde lá.
Os impostos continuam escorchantes, leis trabalhistas malucas e risco maior do que o do mercado de capitais. Por que investir na economia real então?
É, os deuses poderiam não estar locucos, mas talvez Armínio estivesse.

Observação: Na seqüencia do áudio há uma entrevista do diretor de Tropa de Elite, José Padilha, antes da finalização do filme.

domingo, 17 de maio de 2009

La verdad está lá fuera

Beira o mistério o caso da Argentina, que involuiu durante o século passado, e parece que segue o mesmo ritmo neste.
A explicação, como quase sempre, está na política.
Como mostra uma pesquisa à qual o Estadão faz referência hoje, os argentinos admiram os políticos brasileiros. Se isso não bastasse para dar o tom da tragédia, perguntados a dizer quais políticos estrangeiros votariam para presidente argentino, acham que as melhores opções entre as disponíveis são Lula, com 25% das preferências, e Chávez, com 23%.
Ainda há alguma dúvida de porquê eles estão indo de mão a pior, Balu.

sábado, 16 de maio de 2009

Agora temos uma CPI

O histórico recente da instituição, porém, não nos permite antever que as mazelas da maior empresa brasileira serão exportas e sanadas.
Muita mídia e pouco trabalho vem sendo a máxima dos trabalhos que vieram a público neste ano.
Ouvi falar das CPIs das escutas telefônicas, da pedofilia, etc, etc, etc.
Resultados práticos? Nenhum.
Resta-nos, aqueles que pagam a conta da investigação, torcer que esta seja diferente.
A esperança é a última que morre.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Petrobrás e a responsabilidade

É um tanto quanto difícil fazer textos longos sobre o nada, portanto me absterei desta tarefa.
Farei um curto comentário sobre a, possível, CPI da Petrobrás.
O governo está tratando a tentativa de instaurar essa comissão como um crime de lesa-pátria - ou lesa-majestade, o que preferirem -, mas não vejo momento mais adequado para que se faça uma investigação sobre a empresa.
A despeito das denúncias de improbidade administrativa, das mudanças fiscais suspeitas e qualquer outra mazela que possa ser encontrada, devemos lembrar que o governo pretende mudar o marco legal da exploração petrolífera no país.
Algo grandioso como isso não pode ser levado a cabo com suspeitas de o principal ator, que seria beneficiado pelas alterações no roteiro, ser um canastrão incompetente.
Se a Petrobrás é uma empresa que não resiste ao escrutínio de suas práticas administrativas, como diz Gabrielli, a CPI não é apenas um desejo da oposição; é uma necessidade de seus acionistas, e, como a grande parte das ações pertence à União, do país, conseqüentemente.
Irresponsabilidade é, ao contrário do que diz Lula, não fazer as averiguações cabíveis.

Amostra do que vem por aí



O vídeo acima demonstra o crime que as "autoridades" racistas estão promovendo no país.
Querem obrigar parcelas da população a viver conforme seu fenótipo, patrulhando-as ideologicamente, obrigando que grupos raciais - já, devidamente, negados pela ciência- formem-se.
Se há a legitimidade dos grupos de pressão em uma democracia, há também o reverso da moeda, o rent seeking, exemplificado pelas medidas que Carlos Santana defende. Grupos conseguirão vantagens injustificadas.
Ao afirmarmos que, hoje, os afrodescendentes (e como já afirmei neste blog, a categoria é ampla, pois nossa espécie gerou-se na África) devem ser compensados pela escravidão em época anterior a de nossos bisavôs, devemos considerar todas as realizações do Estado, desde aquela época, ilegítimas, revogando-as, portanto.
Racializando problemas que não são raciais, mas sociais, consiguiremos apenas dar a luz a distorções. A justiça não será feita, a injustiça, porém, encontrará campo fértil para prosperar.
Obrigar um indivíduo a agir conforme um modelo é a cartilha dos movimentos totalitários. Estamos os vendo prosperar e nos calamos. Chegará a hora em que não haverá mais a possibilidade de gritar contra a injustiça, e os injustiçados seremos nós.

Trabalho animal

Do jeito que anda a crise, vai fazer fila na Globo para concorrer a vaga de chimpanzé.
Parece que os daquela espécie estão sendo melhor tratados do que os da nossa.
Há, entretanto, algo de pobre na Dinamarca, de tanto ver Monkey Business na NatGeo, não sou favorável à utilização destes animais para filmagens.
Por que colocar animais irracionais se podemos ter o mesmo efeito com os racionais?
Basta achar os adequados, capazes de agir como chimpanzés. É só fazer o teste:


















































Caso tenha passado, procure o recursos humanos da Globo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pena de morte

Já declarei que sou contrário à pena de morte inúmeras vezes, aqui uma delas.
Algumas notícias, entretanto, fortalecem ainda mais minha convicção. Esta é uma.
Mesmo não acreditando na existência de Deus, tenho certeza que os humanos não podem assumir a função.
A injustiça será quase uma certeza.

Não temos, mais, marechais


Diz o Estadão: Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 108 anos, o marechal Waldemar Levy Cardoso, o último marechal vivo no País.
O que podemos extrair da notícia? Duas coisas: a ruim, o último marechal vivo não o está mais, ou seja, para morrer basta vivo estar. A boa, não nos envolvemos em guerras a tanto tempo que ninguém mais foi alçado ao macheralato.
Espero que as coisas fiquem assim mesmo. Feliz do país que não possui marechais.
Mais feliz ainda aquele que possui bons políticos, mas aí é outra fase.

Ps: Outra coisa que se apura do texto é que o homem era meio chegado ao golpismo, mas como dizem que todo morto é santo, não nos aprofundaremos nisso.

Economia do Kindle DX


Pensemos um pouco; como é possível, em uma sociedade cada vez mais letrada e na qual a informação é essencial, os jornais estarem passando por uma crise financeira nunca vista?
A resposta está na inadequação da mídia à proposta do veículo, ser um meio de informação.
Há muito, os jornais deixaram de ser fonte primária de informação. Eles são utilizados, atualmente, como passatempo dos anciãos e como suporte de colunistas opinativos. Ao grande público, todas as notícias "frescas" chegam por meios eletrônicos.
Neste cenário, não é de admirar-se que as receitas estejam declinando e o número de assinantes, cadentes. A maioria dos jovens não conseguem encontrar valor nos jornais.
É aí que entra o Kindle DX, anunciado para o terceiro trimestre, que une as vantagens da velocidade de transmissão de informações da mídia eletrônica com a comodidade de leitura do papel eletrônico (explicação de como funciona, em inglês), em uma tela de 9,7 polegadas. Podendo agradar aos jovens e aos anciãos, no lado do consumidor.
Para os produtores de conteúdo, abrem-se uma enorme oportunidade. Jornais têm um monopólio natural, daí a pouco quantidade de empresas que cada localidade pode conter, devido ao gigantesco custo de entrada. O maquinário é investimentos pesadíssimo, e os lucros, quando vêm, demoram anos para chegar. E os custos de manutenção do parque fabril e da distribuição do produto final também são muito altos.
É visando se livrar desse último que três dos principais jornais dos Estados Unidos oferecerão, segundo Kenneth Li, do Financial Times (em reportagem reproduzida pelo Valor Econômico), com desconto, os leitores eletrônicos como parte da estratégia para ampliar as receitas digitais.
The New York Times, Boston Globe e The Washington Post utilizarão, em escala experimental, o Kindle DX em regiões onde a entrega em domicílio está indisponível. Podendo ampliar a base de clientes, sem ampliar os custos de distribuição na mesma proporção, pois ela é feita através das redes operadas pelas empresas de telecomunicações que já suprem de serviços a Amazon, distribuidora do aparelho.
Este pode ser o último sopro de esperança para os grandes grupos de mídia, hoje, baseados na impressão de tinta em papel. Se funcionar, beneficiará a muitos, se não, muitos outros blogs estarão concorrendo com o meu em um futuro não tão distante.
Veremos o que ocorrerá.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Para os pombos tudo ou, ao menos, milho

Só para constar, dêem uma olhada nesta postagem do Reinaldo Azevedo e nesta minha.
Enquanto isso, nós, ou nossos representantes, a fazer loas aos programas de transferência de renda e ao emPACado, aqui e lá fora. Ou, como diz Zé Geraldo, dando milho aos pombos.


Amorim no Hard Talk

Com o início das atividades do canal MRE no Youtube, ontem, temos acesso a pérolas como esta entrevista de Amorim à BBC:



Como sempre, é muito mais difícil convencer os estrangeiros do que os nacionais dos "milagres" que a administração Lula está fazendo no país.
Amorim tentou; Jonathan Dimbleby não parece ter saído convencido. Ainda bem, pois, como de hábito, as "realizações" apontadas estão no campo das promessas. O ministro teve a coragem de apontar as obras de infraestrutura financiadas pelo governo como um fator de crescimento (faltou usar o termo PAC). Disse mais, que aqui não temos o preconceito ideológico que impede os países da Europa e América do Norte de interferir na economia.
Em que mundo vive o topetudinho? Será que ele está falando dos mesmos países que estão intervindo loucamente há muitos meses? Ou será que ele também Life on Mars?
Destaque para a saia justa ao tentar explicar se a afirmação de Lula - de que a crise tinha sido criada por gente branca de olhos azuis - era apenas boba ou racista. Resposta do entrevistado, nem uma nem outra, era uma metáfora.
Pergunto eu, então, a metáfora foi apenas boba ou foi racista?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Apesar de tudo e todos, a globalização segue

As reações furiosas contra a globalização seguem, mas segue também o objeto delas.
A Islândia, apontada como vítima da vez, principalmente seu governo passado, resolveu que há uma forma de proteger-se de problemas futuros, aprofundá-la.
Até mesmo os que a detestam, como fazia Milton Santos, admitem que há muito que ela poderia fazer para melhorar o mundo. Só que pensam em um "outro mundo possível", traduzindo, menos capitalista e livre.
Sou entusiasta da globalização. Cedo ou tarde ela acabará destruindo essa besteira que é a pátria. O problema é que esse avanço mede-se em gerações, e não em anos, tornando-me um mero resquício de pó, quando ela chegar ao ápice.
Mas, se houver vidas pós-essa, estarei me regozijando.

Relativismo cultural: pense bem antes de apoiá-lo

Muitos no Ocidente, que se dizem progressistas, apóiam o relativismo cultural a ferro e fogo. Para eles, não podemos interferir nas opções culturais. Teremos que conviver com isso, isso e isso; calados.
Em certas ocasiões, penso: Não seria o caso de condenar os relativistas a viver nestas sociedades tão avançadas?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cidade limpa,segura e bonita

Há três anos circulou a primeira notícia sobre o que viria a ser a lei Cidade Limpa; no momento, ninguém acreditava que isso pudesse ocorrer, incluindo eu, é claro. No dia seguinte estourava a rebelião do PCC, e a grande maioria acreditou que era o Julgamento Final; os que duvidaram confirmaram o Apocalipse na segunda-feira seguinte,. Por volta deste período, Chico Buarque dizia que São Paulo é detestável, arquitetural e urbanisticamente falando.
Como vemos, São Paulo era, 3 anos atrás, mais suja e violenta que hoje, e ao menos tão detestável quanto, mesmo com algumas mudanças como a ponte estaiada e a praça Victor Civita. Como vemos, as melhorias incrementais acontecem, mas não na velocidade que gostaríamos. Um problema é que talvez sejamos muito exigentes conosco.
Em 2000, inaugurou-se a Millenium Bridge com cobertura internacional e louros à genialidade dos autores. Em julho de 2005, ocorreram ataques terroristas que foram, por qualquer ângulo abordado, piores dos que nos assolaram. Em outubro de 2005, estive por lá. Fui furtado ao chegar, visitei a ponte (uma pinguela chique) e andei pela cidade, que exibe cacofonia na arquitetura também e poluição visual, cheia de placas para todo lado, com anúncios mil, e até comércio de rua; ofereceram-me uma coxinha em bom português brasileiro.
Como vemos, não é só no Natal frio que estamos nos aproximando do primeiro mundo, mas em muitos itens. São Paulo é tão detestável quanto qualquer metrópole de bom tamanho. Não chegamos ainda ao título do artigo, mas chegaremos lá. Isso, como diz Tutty Vasquez, o povo não vê.

Ainda me candidato ao cargo

Falei isso a muito tempo, o a Doutrina Bush, e o seu Eixo do Mal, foram um tiro n'água.
Agora um especialista diz o mesmo.
Ser especialista está cada vez mais fácil, não é preciso dizer nada além do óbvio.
Outras dessas e candidatar-me-ei à função, parece haver uma carência.

sábado, 9 de maio de 2009

Montesquieu e Leal dizem o mesmo, com razão

Texto de Saul Tourinho Leal, que pode ser acessado pela internet, trata da maior visibilidade do Supremo Tribunal Federal, e de como ela levou à transformação de ministros em pop stars e figuras non gratas.
Há nele, no entanto, um trecho que quero destacar, pois está no cerne de muitos das mazelas nacionais. Diz o jurista:
"O Brasil, de pouca originalidade na criação dos próprios institutos jurídicos, é pródigo em importá-los, descaracterizando-os.
Os Estados Unidos tributam basicamente a renda. A Europa, o consumo. O Brasil tributa os dois. A Alemanha criou a cláusula de barreira que impedia a posse do candidato filiado a partido que não ultrapassasse-a. No Brasil, o instituto permitia a posse e todas as vantagens dela decorrentes, mas impedia o parlamentar de trabalhar. As affirmative actions, logo no Brasil, teve como critério a cor da pele. Nos Estados Unidos, quanto aos tipos de controle de constitucionalidade, vigora o controle difuso. Na Europa Continental, o concentrado. No Brasil, os dois. No caso da adoção da doutrina da "sociedade aberta dos intérpretes da Constituição", mais adiante tratada, seus defensores são adeptos da visão procedimentalista, que reduz a discricionariedade do Poder Judiciário no exercício da jurisdição constitucional. No Brasil, uma Corte substancialista o adota. Criatividade com institutos alheios, como se vê, não falta."
Montesquieu escreveu:
" A lei, em geral, é a razão humana, uma vez que governa todos os povos da terra; e as leis políticas e civis de cada nação não devem ser senão casos particulares em que se aplica essa razão humana. Elas devem ser tão adequadas ao povo para o qual são feitas que será um grande acaso se as leis de uma nação forem convenientes a uma outra. É preciso que elas se relacionem com a natureza e com o princípio de governo que é estabelecido ou que se quer estabelecer, quer elas o formem, como fazem as leis políticas, quer elas o mantenham, como fazem as leis civis. Devem se relacionar com o físico do país; com o clima gelado, tórrido ou temperado; com as qualidades do solo, com sua situação, sua extensão; com o gênero de vida dos povos, lavradores, caçadores ou pastores; devem se relacionar com o grau de liberdade que a constituição pode suportar; com a religião dos habitantes, com suas inclinações, com suas riquezas, com sua quantidade, com o seu comércio, com os seus costumes, com suas maneiras. Enfim, elas têm relações entre si, têm relações com sua origem, com o objeto do legislador, com a ordem das coisas sobre as quais são estabelecidas."
Na verdade, desde sempre, há um descasamento entre o desejo das elites, transplantar a civilização européia para os trópicos, em especial a francesa, e os costumes do brasileiro comum, mais identificado com o centralismo ibérico que via no seu dia-a-dia. Cada mudança que tentam introduzir na legislação amplia o fosso.
A Constituição Federal foi escrita no espírito do parlamentarismo, mas, sempre que chamada a opinar, a população reitera sua vontade de ser comandada por um presidente forte. Se queremos viver em uma democracia, não há de se combater a vontade do povo.
Não somos um país europeu, feliz ou infelizmente, temos que conviver com isso. Cabe-nos tentar fazer o melhor com o Brasil que possuímos, não importar soluções muito bonitas em outros cantos; ficariam deslocadas nestas paragens.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

De Grandis ficou louco ou terei sido eu?


Uma pessoa que é paga para, supostamente, "defender os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos perante o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais regionais federais, os juízes federais e juízes eleitorais. O MPF atua nos casos federais, regulamentados pela Constituição e pelas leis federais, sempre que a questão envolver interesse público, seja em virtude das partes ou do assunto tratado. Também cabe ao MPF fiscalizar o cumprimento das leis editadas no país e daquelas decorrentes de tratados internacionais assinados pelo Brasil. Além disso, o Ministério Público Federal atua como guardião da democracia, assegurando o respeito aos princípios e normas que garantem a participação popular" não pode dar uma declaração de há "apego excessivo" aos direitos fundamentais.
Se vocês acompanham-me faz um tempo, devem se lembrar que declarei ter perdido minha fé neste país, o Brasil, quando Lula reelegeu-se. A honestidade deixou, definitivamente, de ser um valor positivo para quem apoiou, e foi a maioria da população, um mentiroso contumaz para o cargo mais importante de nossa hierarquia política.
Devo declarar que agora estou vivendo nas raias do desespero, as coisas pioram a cada dia. Deputado que não se preocupa com a opinião pública, parlamento que não obedece a lei que ele mesmo cria e defensor dos direitos fundamentais que os acha excessivamente estimados.
Eu devo estar alucinando, será meu nome Sam Tyler?



Update: Leiam o texto do Reinaldo Azevedo sobre o comentário do procurador, mas um daqueles imperdíveis. Se ainda tivesse esperanças no futuro do Brasil, seria por haver espaço para que essas opiniões circulem, mais estamos no ramo do se...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Golpe a caminho


“Estou me lixando para a opinião pública. Até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege".
Sérgio Moraes (PTB-RS)


Guardem a face deste homem aí de cima. Ele é o autor da frase em negrito, na qual diz que não liga a mínima para nós.
Não verdade, ninguém tem a obrigação de ligar para nossa opinião, a não ser nossos funcionários, como é o caso dele. Recebe muito bem, para fazer a nossa opinião ser transformada em leis e para impedir que o Executivo e o Judiciário cometam desmandos com os recursos públicos, nossos então.
E o pior é que o rapaz aí, contra quem pesam sérias acusações na Justiça, era o presidente do Conselho de Ética da Câmara até o ano passado. Continua membro do Conselho, e acha que o deputado do castelo não fez nada demais. Relatou pela inocência do homem.

Isso tudo, porém, é fichinha perto do que ocorrerá caso o novo golpe urdido pela cúpula partidária no Congresso conseguir o seu intento de aprovar a reforma política que eles pretendem.
Querem enfiar goela abaixo do eleitor o voto em lista fechada e financiamento público de campanha. Em outras palavras, congelar o status quo atual para a eternidade como a representação política dos brasileiros.

Se hoje, tendo que disputar o voto dos brasileiros, o "nobre" deputado, em cuja casa moças de família não deveriam passar nem perto, age com tal desprezo pela opinião pública, imaginem quando estiver blindado da disputa eleitoral, devendo buscar, apenas, um lugar favorável nas listas no interior de seu partido.

E os partidos não terão sequer o trabalho de buscar financiamento externo. Bastará que esperem os recursos públicos pingarem nas suas contas, com o detalhe de que a maior parte dos recursos será destinado aos que já são representados no Parlamento.

Se, agora, temos a voz rouca das ruas, caso esta estrovenga passe, não teremos nada. Farão o que bem entenderem sem prestar contas a ninguém. O que já está ruim, piorará muito.

E o pior é que eles não precisam se preocupar, afinal eles reelegem-se.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Nova experiência

Tentando aprender a usar o Wordpress.
Não sabia do que falar, então falemos de futebol.
Vejamos no que vai dar. Por enquanto, tudo que tento fazer não funciona.
Endereço: http://turmadoamendoim.wordpress.com/

Ética ou educação

Há inúmeras tentativas de explicar o porquê de a Europa mais ao norte, e seus filhotes, como os Estados Unidos da América, ser mais desenvolvida do que o resto do mundo. Martinho Lutero (o da ilustração) é considerado um diferencial importante. A mais famosa tese a enveredar por esse caminho, sem dúvida alguma, está expressa em A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber, que imputa uma essência religiosa à maior capacidade econômica encontrada por aquelas paragens.
Existe, ao meu ver, entretanto, uma falha nesta visão. Muitos dos países luteranos foram extremamente pobres durante muitos anos após a massificação dos ensinamentos éticos do monge. Os tão celebrados países nórdicos são o melhor exemplo. A Suécia foi um emissor de imigrantes para o continente americano importante durante décadas, como provam os sobrenomes mais comuns do meio-oeste norte-americano.
De modo análogo, a Itália, ou o território que viria a sé-la, abrigou as potências econômicas comerciais do Iluminismo e a península ibérica dominou o mundo durante o período denominado das "Grandes Navegações", mesmo sobre o peso moral da Igreja Católica tradicional, ou, talvez, se formos ser deterministas com relação à tradição religiosa, por causa dele.
Na minha opinião o grande diferencial está, sim, em uma inovação de Lutero, mas no campo das políticas públicas associadas às necessidades de uma ligação direta com Deus, como ele pregava, sem a intermediação necessária dos pregadores, como a relatada neste exerto, retirado de um artigo sobre o monge:
Entre as renovações que propôs, Lutero advogou pela alfabetização maciça e indistinta: cabia aos pais levar os filhos – e as filhas, novidade radical – para as escolas, além de tratar também da alfabetização dos empregados. “Lutero propõe mudanças tanto na organização do sistema escolar, tratando de questões sobre currículo, métodos, formação de professores e financiamento, como defende novos princípios e fundamentos para essa educação”, diz Luciane Muniz Ribeiro Barbosa.
O fato de ter grande parte de sua população alfabetizada em um momento histórico em que educação passou a ser um diferencial deu o impulso inicial para aqueles países de religião dominante protestante. Foi a eles permitido um treinamento fabril mais rápido e eficaz e o desenvolvimento da indústria de serviços elaborados, como o setor de seguros e financeiros, que só agora, junto com a disseminação da educação formal, começam a espraiar-se mundialmente.
Creio que a prosperidade econômica foi uma externalidade positiva da educação propagandeada por Lutero, não de uma ética especial dos países que o ouviram. Um bom laboratório para testar minha tese é o nosso país. Continuamos tendo a "malévola" ética católica, mas os índices de analfabetismo estão caindo. Veremos se haverá, ou não, um aumento da riqueza geral.

Das mais celebradas, por razões óbvias, contribuições nórdicas ao nosso continente

Será o mesmo? Ontem e hoje?

Nosso presidente é mesmo engraçado. Não sei se tem problemas cognitivos ou se é apenas cara-de-pau, mas o certo é que mandou esta, ontem, em reportagem do Estadão. Disse que não entende por que dois políticos de uma mesma região, por serem de partidos diferentes, não se entendem e evitam levar benefícios para o Estado. "Às vezes o que se vê é que um tenta sabotar o outro, de forma a impedir que o progresso avance", afirmou.
Ele não é a mesma pessoa que confessou ter feito bravatas quando estava na oposição?
Deve ter havido uma abdução alienígena no Planalto, onde, diga-se de passagem, o avistamento de ovnis só é menor do que em São Tomé das Letras. Ou então a CIA está envolvida. O certo é que alguém trocou nosso presidente.
A verdade está lá fora, mesmo. Tu-ru-ru.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tranquilizador

Lula disse, certa vez, que o vendaval lá de fora chegaria aqui como uma "marolinha", logo depois de afirmar que o tsunami não atravessaria o Atlântico. Nós todos vimos como o mar quebrou muito mais forte do que o esperado pelo presidente.
Ao menos os cientistas descartam mais vendavais aqui. Imaginem a repercussão que eles teriam por lá. Era capaz de o mundo não suportar.
Como diz o Tutty Vásquez, isso o povo não vê.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Grego caiu

O presidente Grego, final e felizmente, deixou a Confederação.
Mas será que o país recuperar-se-á de sua administração algum dia?

Pré-sal: nova era?

Os ares de Brasília, definitivamente, não fazem bem ao Lula da Silva.
"Nova Era" devido ao início de operação do pré-sal, faça-me um favor.
Consultemos o Houaiss, para a palavra era:
1 período de tempo que serve de base a um sistema cronológico e que se inicia por uma data memorável
Ex.: e. cristã
2 período de tempo, ger. longo, que começa com um fato histórico novo, notável ou marcante, ou que origina uma ordem diferente no curso dos acontecimentos
Ex.: a e. espacial, a e. do cinema
3 época histórica com características próprias e intransferíveis
Ex.: a e. napoleônica, a e. dos imperadores romanos
4 numeração que indica um ano ou certo número de anos
Ex.: a e. de 1992, a e. dos anos 1960
5 qualquer período de tempo
Ex.: aquele indivíduo pertencia a outras e.
6 Rubrica: cronologia, geologia.
unidade geocronológica formal posicionada hierarquicamente abaixo de éon e acima de período [Cada era inclui dois ou mais períodos, durante cada um dos quais um sistema de rochas foi formado.]
7 Rubrica: cronologia, geologia.
tempo durante o qual as rochas do erátema correspondente foram formadas
8 Rubrica: cronologia, geologia.
intervalo de tempo geológico correspondente ao erátema



Poderia ser um marco deste porte, talvez, o início da exploração oceânica, boas três décadas atrás. Ou a conquista da autossuficiência, muito propagandeada, mas não efetivada. Mais do mesmo não consiste início de nada.
"Nunca na história deste país", entretanto, a gramática e o vocabulário foram tão mal empregados.

Hoje tem eleição

O basquetebol decide hoje quem será o comandante da confederação pelo próximo mandato.
O atual presidente, Gerasime Bozikis, chamado de O Grego, traz no currículo o seguinte desempenho, retirado da reportagem da Folha Online: "A seleção masculina não se classificou para Olimpíadas na gestão Grego. A equipe feminina, vice-campeã dos Jogos de Atlanta-96, o último antes de o dirigente ascender ao poder, amargou o penúltimo lugar em Pequim-08, ficando à frente só do Mali".
O competidor é um ex-aliado, e presidente da federação gaúcha, Carlos Nunes. Como esteve no grupo até bem pouco, divide os lauréis ganhos com o senhor vindo da terra dos filósofos. Com ambos, a modalidade que já foi a segunda em importância, no Brasil, só fez cair.
Resumindo: as perspectivas para o futuro são negras para a bola ao cesto.

domingo, 3 de maio de 2009

Constatação

Povo e Estado não estão preparados para eventos como a Virada Cultural.
Algum dia talvez cheguemos lá.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A revolta está fervilhando




A revolta está crescendo.
Como disse recentemente, o povo demora para mexer-se, mas, quando o faz, é em turba e com requintes de crueldade.
Os nossos políticos estão brincando com fogo, apenas porque sempre o fizeram. As situações mudam, as atitudes devem mudar junto.
O aviso já foi dado, aproveita-o quem quiser.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Velhice e riqueza

Já escrevi aqui, não passa de uma falácia a história de que os países avançados terão crises econômicas, com perda de riqueza, devido ao envelhecimento da população.
As pessoas acumulam patrimônio com o decorrer da vida, que pode ser usado na velhice para manter a roda da fortuna girando.
Há um porém. Estados ineficientes impedindo o acúmulo de capital pelos cidadãos podem trazer a ruína. E Estado ineficiente é um pleonasmo vicioso.
Logo, logo, os Estados do Bem-estar Social mostrarão a que vieram. Os do Mal-estar também. E o pior que a geração pagadora será a minha, primeiro, e da dos filhos da minha, depois. Justo aquela que acredita em um outro mundo possível.
Justiça poética, mas eu pagarei de bocó.


Foto: http://blogvivermais.wordpress.com

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Flamengo, nossa GM



Lá, o governo vai assumir grande parte da GM. Aqui, cedo ou tarde, o governo confessará que é o dono do Flamengo.
Como a indústria automobilística norte-americana, o futebol é a nosso representante máximo. E está falido.
Leonardo, dirigente do Milan, já decretou que os clubes devem ser vendidos. Eles já foram. As dívidas trabalhistas são muitas vezes maior do que o patrimônio das equipes. Quem dirá as outras dívidas.
É ruim, politicamente, enfrentar as massas. Por isso os clubes continuam existindo, apesar da falta de viabilidade econômica. Algum dia, entretanto, a corda estoura.
Creio que será mais cedo do pensamos.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Tenologia natimorta III

Pobrezinha,mais uma para a lista.
Para que armazenar tanta informação em casa se podemos dispor dela pela internet.
Repito o que disse a respeito do Blu-Ray e do HD-DVD. Pode até servir para alguns usos muito restritos, mas não mudará um pingo na forma como assistiremos vídeo no futuro próximo.

É um sapo...

Todo mundo se engana, é apenas Gian, o bacana*.
Transformaram meu aniversário no dia do "Salvem o Sapo". Antes tinha a honra de ser o nome do aeroporto de Bagdá. Dividia a data de nascimento com Sadam.
Sapo ou Sadam, qual será melhor?

*Referência ao Vira-lata (Underdog)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O princípio do fim de um sonho

Estava marcado para o dia 29 o início das inspeções de campo no Rio de Janeiro, mas como a comissão já chegou, podemos decretar: está valendo. Precederam-no as cidade de Chicago e Tóquio e o seguirá Madri. Qualquer uma que seja bem feita verificará que, infelizmente, o Rio não tem nenhuma condição de receber os Jogos Olímpicos.
Na verdade, nenhuma cidade da América do Sul tem. Mas sonhar não custa nada, para o COB. Para nós a conta é de 100 milhões, só para fazer o caderninho de encargos.
Qualquer um irresponsável ao ponto de, dadas as carências da cidade, jogar tanto dinheiro fora, deveria ser cassado. Não será, entretanto; dinheiro público, aqui, é para ser torrado.
Quando mais glamorosa for a fogueira, melhor.

<a href="http://www.joost.com/135bb9j/t/Eurythmics-Sweet-Dreams-Are-Made-Of-This-Video">Eurythmics - Sweet Dreams (Are Made Of This) (Video)</a>

domingo, 26 de abril de 2009

Cascalho

A partida mais injusta dos últimos tempos.
Teremos que reverter no Pacaembú.

sábado, 25 de abril de 2009

Fato político, sim

Discordo do Reinaldo Azevedo sobre a não-exploração política do linfoma de Dilma Rousseff.
É fato que uma doença não diminui ninguém, moralmente, mas afeta, e muito, sua capacidade de trabalho. Temos como exemplo o vice-presidente, em toda a duração do governo Lula até aqui, só se falou de duas coisas sobre ele, sua propensão a execrar a política de juros do Banco Central e suas idas e vindas aos hospitais, para tratar tumores abdominais.
Linfomas, até onde sei, costumam ser muito agressivos. Afortunadamente, Dilma parece tê-lo descoberto em um fase inicial, mas a batalha deverá fragilizá-la. A saúde de uma pessoa, mesmo pública, é do âmbito privado, mas em um candidato à presidência, isso se torna de foro público.
Já tivemos muitos casos em que o mandato foi exercido em grande parte pelo vice. O mais célebre, o governo Sarney, padeceu de uma falta de representatividade que, na minha opinião, semeou grande parte dos males políticos que enfrentamos hoje.
A saúde das pessoas que se candidatarão ao mandato que inicia em 2011 é sim um dado importante. Ignorá-la pode nos trazer problemas no futuro.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Não quer ver?

Joaquim Barbosa, o homem das ruas, anda, anda e não enxerga o que vê. Tanto é assim que costumava bater uma bolinha na mansão do Agaciel e não estranhava nada o estilo de vida do amigo.
Agora vem tenta passar uma descompostura no Gilmar Mendes, que estaria sonegando informação. Será que as informações também não estavam bem embaixo de seu nariz neste caso também?

Telemarketing eleitoral

Raul Jungmann soltou essa pérola no programa político de seu partido, ontem: "O governo vai mexer na poupança, como fez o governo Collor. E o PPS vai estar lutando para que isso não aconteça".
Então, se vai mudar, e parece ser definitivo pela afirmação do deputado, basta nos informar, não há como o PPS fazer nada.
Das duas uma, ou a língua portuguesa perdeu suas relações de causa efeito na última reforma ou o parlamentar anda estudando pelos manuais de telemarketing.
Vamos estar analisando as possibilidades

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Não custa perguntar

Como a imprensa repercute uma informação passada por um órgão que revê em três meses o aumento do Pib de um país de 1,8% positivo para um 1,3% negativo.
Já mostra que é puro chute. E palpite por palpite sou mais o meu.
Tenha santa paciência.

Fazendo o errado da melhor maneira possível

Já que há o limão e a sede, que façamos o suco com carinho.
Os estadunidenses têm uma visão errada de sua própria economia. Acreditam que o Estado participa pouco, que estão em uma ilha de liberalismo em um mar de socialistas. Esquecem-se que seu maior complexo industrial é o militar, bancado basicamente com recursos públicos, e que de lá saem a maioria das inovações tecnológicas. O custo, porém, é gigantesco. Eles gastam com o aparato bélico mais do que todas as outras nações em conjunto, e não estão garantindo seus objetivos.
Como vivem iludidos, o keynesianismo surge, ao que parece, como a solução para crise. As tentativas para salvar a economia de lá descambarão para intervencionismo estatal generalizado. E nada leva a crer em melhores resultados serão alcançados. Os Estados são intrinsicamente ineficientes. Toneladas de dólares foram despejados nos bancos, e ... nada. Bilhões para as montadoras, e ... adiadas as concordatas, que, certamente, virão.
Neste quadro de intervenção, o melhor a fazer é carrear os recursos para as novas tecnologias. A idéia de Obama de usar os fatores de produção excedentes neste momento de recessão para ter energia elétrica sobrando na retomada é o melhor que se pode fazer.
Serão quilowatts a custo de ouro, mas é melhor isso a abrir buracos para tapá-los mais tarde. Nossos luláticos querem apenas aumentar os gastos correntes. Quem parece ter mais razão?

E não abre

E a Hillary concorda comigo.
Transigir com os intransigentes não levará a nada de bom.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Retroceder, nunca; render-se, jamais

Esta área que você vê em amarelo, no mapa ao lado, foi entregue ao domínio talibã, há pouco, como parte de um acordo para pacificar a "fronteira noroeste" e as zonas tribais do Paquistão.
Desde a morte de Benazir Bhutto, aquele país entrou, definitivamente, na zona de preocupação das nações ocidentais. A revista The Economist decretou, logo após o assassinato da ex-primeira ministra, que se tratava do país mais perigoso do mundo, graças a combinação de pobreza extrema, fundamentalismo religioso, líderes milicianos locais e arsenal nuclear.
Não bastasse os elementos apontados acima, o ditador, ao menos nominalmente, pró-ocidental foi defenestrado do poder, e nenhuma força conseguiu se colocar indiscutivelmente no lugar. Um país criado artificialmente em claro processo de desintegração, esse é o resumo da situação atual.
Como em muitos outros que se fragmentaram com o declínio do poder central (o Império Soviético é nosso exemplo recente mais vistoso), pouco pode ser feito para conter o desastre. O que é mantido pela força, necessitará sempre dela para ficar estável. Localizado no subcontinente indiano, unificado administrativamente pelo Império Britânico, que outrora o dominou, o Paquistão é resultado de secessões sucessivas. Primeiro se separou da Índia, logo após a independência. Na década de 70 do século passado, viu a seguir Bangladesh ganhar soberania. Agora assiste as zonas montanhosas do norte ganharem cada vez mais autonomia.
O erro, neste momento, é negociar com quem não acredita em acordos. Os radicais islâmicos crêem que estão imbuidos de uma missão divina: tornar todos os humanos praticantes de sua forma particular de religiosidade. Para isso, não admitem conceder em nada. Estando do lado de deus, como poderiam se submeter às leis dos homens? Sem nenhum poder militar a coibi-los, tentarão eles ser a potência soberana na região.
Winston Churchill disse, certa vez, que, entre a guerra e a desonra, Grã-Bretanha e França escolheram a desonra, e teriam a guerra. O Paquistão fez escolha semelhante ao abrir mão do monopólio da lei no Vale Swat. A desonra chegou rápido, a guerra quase tanto quanto.
Que falta fazem as aulas de história mundial aos dirigentes desse nosso planeta.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lugo é contra os preservativos


Com um filho atrás do outro aparecendo, está provado que o bispo Lugo era bastante seletivo quanto aos dogmas da igreja católica.
Se ignorava o celibato dos sacerdotes, concordava com o Papa na não utilização dos preservativos. Resta ainda saber qual era seu posicionamento quanto ao sexo com motivos não procriatórios.
Ao primeiro sinal de que sua máscara estava rachando, o Fernandinho de lá fez uma reforma ministerial. À segunda, prometeu endurecer a questão Itaipu. O hipócrita age tergiversando.
Tenho a impressão que os filhos de Lugo sairão caros para ao Brasil. Mas até aí nenhuma novidade, viramos o cordeiro dos idiotas latino-americanos. Ao menor sinal de problemas, espiamos seus pecados.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Manual do perfeito idiota panamericano

Vai ser o caos a Bíblia do idiota é best-seller novamente.
Só que agora tem alcance maior do que os esquerdistas do subcontinente. Será que os esquerdistas ao norte do Rio Grande mexicano irão começar a gritar: Ianques, vão para casa?
Se sim, Nova Iorque não vai suportar...

domingo, 19 de abril de 2009

Leitura sugerida

Sugiro a leitura do seguinte texto.
Mostra de onde surgem as crises inerentes ao capitalismo como conhecemos.

sábado, 18 de abril de 2009

Obama ganhou a Bíblia do idiota


Vindo de Chávez, não poderia ser um presente melhor escolhido.
Para marcar uma reaproximação entre suas nações, o presidente da Venezuela deu um livro a Barack Obama. Nada mais, nada menos do que As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano.
Espero que o homem tenha o corpo fechado, só nos falta um presidente da nação mais endividada do mundo contaminado com as idéias que mantém nosso subcontinente em permanente estado de subdesenvolvimento e conflagração social.
Se já não tivéssemos problemas demais.

Quanto ao comentário da postagem de ontem

O leitor Danilo Balu fez o seguinte comentário sobre a postagem de ontem:
"Compricado... acho que faz tudo mto sentido. Mas ainda me pergunto se é possível deixar apenas que o livre-mercado regule tudo. Vc não acha que há um consumo absurdamente exagerado de energia que pode ser combatido? Hj com exceção do discurso dos ecochatos, deixamos os recursos naturais irem acabando e os preços vão lentamene subindo freados pelo aumento da eficiência que impedem que explodam por redução de insumos básicos.
Eu sou liberal na veia, mas e se houvesse taxação de formas mais poluentes de energia baseado no custo dela sob o meio-ambiente? É possível? É! É fácil? Ninguém disse que seria!
Eu não consigo entender como haja ainda tamanho uso de certos materiais como plástico ou mesmo petróleo em qitdes mto "evitáveis". Isso resvolveria o problema de energia no futuro? NÃO MESMO! NEM DE LONGE! Mas não acha que ignorá-lo 100% não é burrice?
Abrax
"

É um comentário que levanta muitos questionamentos que não apenas o Danilo (clique aqui para ver seu blog) deveria fazer, mas todos nós. Estamos fazendo as escolhas certas no tocante à nossa preservação?
Escrevi muitas vezes neste blog sobre assuntos que tangenciam esta questão central. E tomarei a liberdade de indicar dois livros: Desenvolvimento Sustentável: O desafio do Século XXI, de José Eli da Veiga, e Os economistas e as relações entre o sistema econômico e o meio ambiente, de Charles C. Mueller. São daqueles que deveriam constar da bibliografia básica de todos os cursos e mostram a visão de dois estudiosos do assunto.
Agora vamos a minha opinião sobre algumas perguntas que o Danilo deixou no ar. Há um consumo exagerado de energia? Não creio. Energia é a chave para o bem-estar da população, e não é um fator limitante quanto percebemos a quantidade que recebemos do sol diariamente. Há, porém, um desequilíbrio na utilização, tanto de concentração, quanto nas formas preferenciais de seu uso. Enquanto um americano, por exemplo, sofre pelo excesso de energia de que dispõe (criando facilidades que confluem para a obesidade), um darfuri morre com a falta dela impedindo que usufrua de saneamento básico e água tratada.
Tendo a acreditar que o livre-mercado faz milagres, mas a sua existência não implica necessariamente, e nem é desejável que assim seja, em ação das empresas sem nenhum controle social. Uma das premissas básicas do mercado perfeito (a de que todos os participantes tem acesso a todas as informações) é falsa, causando a impossibilidade da melhor escolha das partes. Daí a porta para a ação estatal, que também não nos livra de todo, pois o Estado é composto de humanos como nós, tão passíveis de falha quanto. Externalidades negativas devem ser coibidas pela sociedade, devemos, entretanto, ter cuidado para não fazer o mesmo com as positivas.
Os recursos naturais inanimados são finitos, é fato, mas são passíveis de reuso e reciclagem. O perigoso maior é causar um colapso dos recursos vivos, que não podem ser repostos, a não ser que haja um grande avanço na genética, e interagem de modos que não compreendemos completamente. Cabe lembrar que ta,bém somos vivos e podemos ser pegos por essa interação.
Os Estados Unidos da Ámerica deram um importante passo, ontem, para taxar a poluição do ar. Colocando o dióxido de carbono como prejudicial à saúde humana, há a obrigação legal, moral e política de tentar evitar a emissão do gás, vejamos como será feito isso. Tenho certeza que diminuir a queima de derivados de petróleo responderá por grande parte do esquema, se ele for implantado.
Estou bastante otimista com as nossas chances, apesar de estar contrariando Georgescu-Roegen, o Homem não é 100% burro, conseguiremos sair desta.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um dilema na energia




Um dos maiores desafios para combater o aquecimento global é mudar a matriz energética sem diminuir o bem-estar da civilização, ou, de preferência, aumentando-o. Isso requererá manter o atual padrão de uso de energia, entendido não só como a quantidade quilowatts por habitantes, mas também agregando os quesitos de constância e qualidade de fornecimento.
Quase toda a tecnologia de utilização de energia, principalmente a elétrica, é pautada por uma certo grau de previsibilidade que as chamadas fontes alternativas, de modo geral, não alcançaram. De que adianta o potencial de geração eólica do nordeste brasileiro ultrapassar o consumo de todo o país se pode ficar um dia inteiro sem ventar e o leite estragar na geladeira. O mesmo vale para os Estados Unidos, onde, segundo o World Watch Institute(original aqui), apenas os ventos de três estados poderiam suprir toda a nação.
O fato de serem facilmente estocáveis, aliado à facilidade do transporte, fez a diferença para que nossa era virasse a dos combustíveis fósseis. O mundo é, hoje, petrodependente, mas, ao contrário do que aparenta a ubiquidade das fontes de fumaça, este vício não ocorre graças à falta de poder das demais fontes.
As pirâmides egípcias foram construídas milênios antes da invenção do motor a combustão; a Holanda conquistada ao mar séculos, assim como as grandes travessias marítimas que gestaram a sociedade atual. Deste modo, há provas de que os combustíveis fósseis nem são essenciais para grandes feitos. O dispêndio de grande quantidade de energia, entretanto, é.
O Brasil é um exemplo de boa utilização de fontes renováveis, transformando a instabilidade do sol e da chuva na presibilidade dos reservatórios das hidrelétricas e tanques de álcool e biodiesel, mas a capacidade de fazê-lo está prestes a esgotar-se.
Para ampliar o uso de renováveis no matriz energética, existem dois caminhos a seguir:
  1. Construir capacidade maior do que a necessária, ampliando a redundância a um ponto em que é estatisticamente improvável que todas as fontes parem de gerar ao mesmo tempo, desabastecendo o sistema.
  2. Aproveita-se as fontes não-renováveis tradicionais para os momentos de pico de consumo.
O primeiro é apontado como o correto pelos ecologistas, temerosos do aquecimento climático antropófito ter-se tornado já irreversível. A segunda opção é a usada pelo atual modelo energético brasileiro, com as térmicas sendo ligadas em em determinadas circunstâncias.
Uma via híbrida, entretanto, pode estar surgindo com o avanço tecnológico. Aliando os picos de energia características das tecnologias renováveis com a capacidade ociosa das geradoras térmicas de suporte.
O caminho é apontado pela The Economist (artigo original aqui). Poderíamos deslocar o excesso de energia das renováveis (eles citam especificamente "fazendas de vento", mas o raciocínio é válido para as demais) para sistemas de captura de carbono do ar. O dióxido de carbono poderia ser transformado em combustíveis líquidos, como o metanol (exemplo aqui), e utilizado nas termoelétricas tradicionais. Melhoraríamos nossa segurança energética a custo climático próximo de zero.
O custo econômico ainda precisa ser calculado, acredito, contudo, que sociedades que constroem usinas para serem usadas eventualmente podem arcar com ele.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O monstro


Quando o contratualista Hobbes resolveu usar uma figura bíblica monstruosa para descrever o Estado, o Leviatã, deveria saber do que estava falando. Para ele o estado de natureza era de eterno conflito, guerra de todos contra todos, que apenas seria apaziguado caso um contrato entre eles fosse celebrado. Só que haveria um detalhe, teriam que ceder parte de sua liberdade para a soberania do monstro, o Estado, que a ninguém era obrigado a ceder nada.
Segundo Renato Janine Ribeiro, as idéias do pensador inglês implicam que: "se ele [o príncipe] sofrer alguma limitação, se o governo tiver que respeitar tal ou qual obrigação (por exemplo, tiver que ser justo) - então quem irá julgar se ele está sendo ou não justo? Quem julgar terá também o poder de julgar se o príncipe continua príncipe ou não - e portanto será, ele que julga, a autoridade suprema. Não há alternativa: ou o poder é absoluto, ou continuamos na condição de guerra, entre poderes que se enfrentam."
Com o passar dos tempos, percebemos que Hobbes estava errado ao pregar o absolutismo. Os regimes em que o poder do Estado é podado são os que, normalmente, melhor atendem ao povo. Neste canto do mundo, entretanto, neo-hobbesianos estão a todo momento querendo aumentar sua fatia de poder. Alguns fazem até chantagem para isso. E o Príncipe vai conseguindo o que quer.
O pacto "republicano" que os quatro representantes dos três poderes (fui só eu que achei isso muito estranho) assinaram pode parecer uma coisa boa à primeira vista, mas interromper as disputas, ao contrário do que escreveu Hobbes, beneficia apenas os que estão aboletados no poder. Nenhum acordo precisaria ser feito, o simples cumprimento da lei existente resolveria qualquer problema.
Do jeito que as coisas andam, precisamos começar a pensar em um jeito de suprimir o poder do Leviatã, que anda querendo colocar suas manguinhas de fora. Nossa sorte é que quem o nomeou, também decretou que o monstro é passível de destruição.
Evelyne Pisier relata que, segundo Hobbes, o Leviatã é mortal. O caso mais comum de seu desaparecimento é sua destruição por um outro poder soberano, mas também morre se, a despeito dos comandos que impõe e da coerção que exerce, for incapaz de cumprir a missão para qual ele foi instituído, que é garantir a segurança de seus dependentes, seu direito à vida, que é inalienável e suas liberdades individuais como foram definidas pelos direitos civis.
A ignorância venceu o medo nas duas últimas eleições à presidência; a esperança, dizem, nunca morre. As coisas ainda podem mudar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Entrevista de Milton Friedman

Nestes tempos em que, principalmente no Brasil, o caminho da servidão está tão iluminado, é sempre bom dar tomar uma vacina contra os males do estatismo.
Uma das mais poderosas é o pensamento de Friedman, um liberal de carteirinha. Segue aí, vindo do Youtube:

Parte 1



Parte 2


Parte 3


Se algo me deixa tranquilo, são suas últimas palavras. Não existe povo mais habilidoso do que o nosso para quebrar as regras e leis, e poucos governos são menos eficientes. O Brasil tem jeito, embora não pareça.

Queimando tudo parte 2

No texto de hoje, retomando assunto da postagem de ontem, quero tocar em um caso em que estamos, literalmente, queimando oportunidades preciosas de desenvolvimento econômico e social.
Desenvolver não é só isso, mas passa necessariamente pela utilização eficiente de todos os recursos que nos são apresentados. O Brasil diminuiu muito sua dependência de combustíveis fósseis baseando sua matriz anergética na hidreletricidade, conforme este texto, completamente antiprivatista, demonstra. Também houve esforço para substituir os combustíveis líquidos, através dos programas irmãos Pró-álcool e Pré-biodiesel, dos quais só o primeiro vingou.
Há, entretanto, potencialidades inexploradas no uso da agroenergia da cana que causam até embaraço às exportações do país. A queimada da palha, com a planta em pé, para facilitar o trabalho dos cortadores, é uma delas. Muitos países apontam a prática como nociva ao meio, com toda a razão, e a esgrimem como motivação de políticas protecionistas.
A colheita, no entanto, não precisa ser feita desta forma ancestral. Colheitadeiras mecânicas são capazes de executar o serviço de modo bastante eficiente, sem transformar em fumaça um insumo precioso. Atentemo-nos para o parágrafo a seguir, extraído de uma reportagem de Mônica Scaramuzzo, para o Valor Econômico de 26 de março:
"O Brasil possui cerca de 400 usinas de açúcar e álcool em operação, quase 100% delas autossuficientes em energia a partir do bagaço. Há cerca de 200 projetos de cogeração em implantação no país, que somados podem colocar no sistema 10,2 mil MW até 2013, segundo o consultor de energia a partir da biomassa Onório Kitayama, que atua hoje na Coomex. Se for utilizada a queima da palha da cana o potencial sobe para 19,284 mil MW. No entanto, ainda há poucos projetos que queimam a palha.".
Comparemos agora com a capacidade de geração de Itaipu Binacional, conforme o site da empresa: "Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, fornece 19,3% da energia consumida no Brasil e abastece 87,3% do consumo paraguaio."
Estamos, portanto, transformando em fumaça fuliginosa algo que poderia abastecer mais de 10% das necessidades elétricas do país, e sendo punidos, comercialmente, por isso. Também pagamos o preço do aumento de incidência de doenças asmáticas nas cidades próximas às áreas produtoras, sem contar na deterioração da saúde dos trabalhadores rurais hoje responsáveis pelo corte.
Queremos perfurar o pré-sal enquanto temos à mão essa riqueza queimando na terra. Não me parece inteligente.
E para vocês?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Parabéns ao Campeão dos Campeões

14 de Abril, aniversário do Santos Futebol Clube

Leão do Mar modernizado mais Hino Oficial

Queimando tudo


Existem muitas medidas para tentar estimar o grau de riqueza de uma sociedade. As preferidas de cada grupo dependerão dos recursos mais abundantes, se forem do lado dos governos, ou escassos, se do lado da oposição, em cada região.
As ditaduras comunistas gostavam de apresentar valores geopolíticos como referência. Era perfeitamente natural; não conseguindo competir economicamente, apontavam sua capacidade de influenciar outras nações como sua maior riqueza.
As nações ocidentais capitalistas "avançadas" apegaram-se aos números dos Produtos Internos e Produtos Nacionais, tanto Líquidos quanto Brutos, pois estes avaliam a pujança econômica, ponto forte delas.
Os países "emergentes" costumam louvar a variação positiva daqueles números das ocidentais "avançadas". Estando atrasados em relação ao Produto per capita, costumam ter variações muito maiores, daí serem estes números os mais queridos quando da divulgação das estatísticas econômicas.
As correntes mais voltadas à ecologia tentaram fazer um paralelo entre riqueza e emissões de gás carbônico. Estudos preliminares indicavam que havia forte correlação entre os dois, mas a ascensão da China e sua incrível ineficiência na relação emissão de gases-estufa x unidade de produto demonstraram que não há relação clara.
As medidas alternativas apresentadas vão desde o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU até um Índice de Felicidade Humana, proposto pelo diminuto Butão. Eu, particularmente, acredito que a riqueza de um país deve ser medida da mesma forma que a de um indivíduo, pelo seu patrimônio acumulado, e que de alguma forma o fluxo de energia necessário para gerar essa riqueza deve ser medido também.
Como patrimônio não quero me ater apenas no construído pelo Homem. Nossas florestas e cursos d'água são importantes riquezas, e preservá-las seria demonstração de inteligência. Sua preservação consistirá de um esforço em que fique claro o balanço energético e patrimonial de cada atividade.
O Brasil é um bom exemplo do que não deve ser feito, as atividades responsáveis por mais de 80% de nossas emissões, desmatamento ilegal e queimadas, contribuem com uma parcela ínfima da economia e nada deixam para a posteridade. Na verdade, se descontadas as externalidades com elas relacionadas, devem ser anti-econômicas, trazendo mais prejuízos à sociedade do que benefícios.
Vender a preço de banana pode parecer um grande negócio no curto prazo, mas a expressão queima de estoque deve ter alguma razão de ser. Exportar tem a função de capacitar-nos à importação, não de permitir superávits comerciais a qualquer custo. Vendemos o almoço para pagar a janta, e ainda damos troco, queimando o nosso futuro no processo.
Algo deve ser feito para deter essa loucura.

Todos deveriam ler ...

...isso.
Estão querendo criar o racismo no Brasil, e não devemos permitir.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Se os titulares são assim...


...imaginem os suplentes.
Continua sendo praxe das redações não dar muito destaque aos ocorridos no Poder Legislativo, a não ser que seja escândalo, mas a prática deveria mudar.
Este feriadão, por exemplo, morreram dois deputados, o que significa, necessariamente, um rearranjo de forças na Câmara. Ambos eram da base governista, não sabemos, porém, o que vêm por aí.
O falecido de São Paulo, João Herrmann Neto, era, já, suplente. O que, provavelmente, assumirá em seu lugar é polêmico, como mostra o Estadão Online.
O que me chamou mais a atenção na reportagem foi o seguinte trecho: "...em 2008, saiu do PDT e ingressou no PTB para tentar concorrer à eleição a prefeito em Ribeirão Preto. Porém, o PTB não o escolheu como candidato e Chiarelli voltou rapidamente ao PDT."
Como se vê, o homem tem a flexibilidade partidária bastante pronunciada, troca de legenda como de camisa, dependendo de projetos pessoais. E não parece demonstrar achar-se equivocado.
O de Pernambuco, Carlos Wilson, deixar-nos-á de herança, talvez, um político inelegível. E assim caminha a humanidade.
Declarei-me parlamentarista dezenas de vezes, mas é difícil sustentar as convicções no Brasil desse sistema político, no qual nem o próprio partido quer a posse do quase-eleito.
Muitas vezes não sabemos quem nossos votos, realmente beneficiaram. Sei que a última pessoa em quem votei para deputado já não está exercendo o mandato. E confesso que não tenho a menor idéia de quem assumiu em seu lugar. Se o sistema já é meio hermético imediatamente após a eleição, imaginem dois anos após.
É necessário que ocorra a reforma política. Se os vencedores não são lá estas coisas, os suplentes tendem a ser ainda piores. É duro dizer isso; o Congresso é tal o vinho já estragado, cada dia que passa o vinagre está mais azedo.

sábado, 11 de abril de 2009

Futebol: os grandes times estão marcando toca

Não dá para entender: no país do futebol, temos os clubes mais pobres do mundo.
A decisão do Flamengo, de romper o contrato de patrocínio com a Petrobrás demonstra esse contrasenso de modo perfeito. Não que o clube estivesse insatisfeito com o valor pactuado, mas não conseguia receber da estatal devido aos seus desacertos anteriores com o Fisco. Resumindo, vai procurar outro patrocinador para poder ficar inadimplente com os impostos de modo mais tranquilo.
Enquanto isso, vemos nossos melhores jogadores voando para países sem nenhuma tradição futebolística, muitas vezes com economia menores do que a nossa, para jogar em times desconhecidos até mesmo lá. A alfafa anda comendo o cavalo no maravilhosos mundo de nosso futebol.
Na chamada era das marcas, as que temos mais profundamente marcadas em nossas mentes não estão conseguindo retirar valor de seu patrimônio intangível. E potencial para isso há, de sobra. Muitas companhias especializaram-se na gestão de marcas, não tendo fábricas ou qualquer outro patrimônio físico. LVMH, PPR e Richemont, todas especializadas em artigos de luxo, são ícones desse tipo de empresa.
Operadores de varejo na Grã-Bretanha, como a Ikea e a Asda, estão aproveitando sua base de clientes para atuarem como Operadoras de Redes Virtuais Móveis, visando fortalecer o faturamento e, principalmente, abrir um canal de contato permanente com eles. Também lá, a Blyk, uma operadora virtual, oferece telefonia a preços baixos em troca do envio de 6 mensagens publicitárias ao dia.
Aqui, onde trocar de time é mais rejeitado do que trair ao cônjuge, mal se consegue vender ingressos. Não se mantém patrocinadores por motivos, para dizer o mínimo, exóticos e subsidia-se "organizadas", que, portanto, ao contrário das demais torcidas do mundo, diminuem a capacidade das equipes de construir esquadras respeitáveis.
Será que o mundo está errado e nós inventamos uma melhor maneira de usufruir do futebol-arte?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sexo público e fumo: direito ou moral?


A respeito da nova lei paulista antitabagista, comento a reação a ela, sintetizada no comentário de Reinaldo Azevedo: "Há, pois, um problema de natureza ética na legislação e um, entendo, de natureza constitucional. ESTÃO CRIMINALIZANDO O QUE A LEI NÃO DEFINE COMO CRIME."
Na minha visão, não estão criminalizando o fumo ou o ato de fumar, portanto é descabido a defesa que se faz da permanência de áreas separadas para fumantes e não-fumantes baseado no pressuposto apontado por Azevedo. O que se está fazendo é um contraponto entre dois direitos, o do fumante, de praticar seu hábito, e o do não-fumante, de não ser agredido pela fumaça alheia. O que a nova legislação paulista faz é, de modo inequívoco, colocar-se favoravelmente ao segundo.
Como analogia legal, podemos tratar o fumo em lugar público como um mal costume, atentando, deste modo, contra a moral. Sei que a frase, dita desta maneira, carrega uma memória depreciativa, dos tempos do golpe, de 45 anos atrás, que instaurou o regime autoritário autoritário, mas é o que a Assembléia paulista decidiu.
Como bem escreveu Azevedo, a lei não define fumar tabaco como um crime; praticar sexo, tampouco, o é. Fazer sexo à luz da lua em local movimentado, entretanto, pode levar os amantes à delegacia mais próxima. Tudo porque a sociedade definiu que o sexo deve ser feito em locais privados, longe do olhar de curiosos.
Alegar, com os fumantes estão fazendo, que seu ato está legitimado pelos costumes e deve ser mantido intacto é pregar a imutabilidade social. O exibicionismo já foi uma prática corriqueira, mas poucos o defendem atualmente, pois a sociedade decidiu que ele fazia mais mal do que bem.
Como não sou fumante ou exibicionista, acredito que ambas as práticas podem ser coibidas ou liberadas, ao gosto da freguesia do momento. Não se pode, porém, tratá-las como se fossem direitos adquiridos em cláusula pétrea. São apenas hábitos, como muitos outros por aí, e, aponta o Ministério da Saúde, no aviso que ilustra a postagem, incompatíveis entre si.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Explicações imediatas

Ligando pontos.
Da Folha Online de ontem: ações do BB desabam 8,15%.
Do Valor Econômico de hoje: BB passa ao controle de Mantega e PT.

Conclusão: qualquer que saiba que 2+2=4, acredita que um a administração Manteguiana do Banco do Brasil vai ser desastrosa e pulverizar o valor acionário da instituição, prejudicando os brasileiros, que são donos, através do governo, do controle e de grande parte das ações. Quem acredita em duendes, Marx ou Keynes, não vê desta forma; quem se destruam as empresas, dizem eles, a nação sairá ganhando.

E assim caminha a Humanidade.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nudez, notícias e resenhas de filmes, que mais poderemos querer

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Trapa

É a forma como os brasileiros referiam-se às armadilhas em forma de cova, feitas para capturar animais grandes. A primeira imagem que me vêm à cabeça é a das armadilhas vietinamitas, daquelas com pedaços de bambu no fundo. Oriunda do latim, também originou o termo trap, que ficou célebre no Brasil devido a um jogo de vídeo-game intitulado Mouse Trap.
Apesar de pouco utilizada atualmente, faz-se presente na formação do termo trapaça e trapaceiro, tão empregadas.
A pobrezinha pode ter morrido cedo, mas seus filhos têm uma carreira brilhante a cumprir neste Brasilzão velho de guerra.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Retábulo


Em tempos de festa religiosa, ouvimos cada palavra estranha que nos demonstram o quão laica, realmente, ficou a educação no país.
Retábulo é uma delas. Provavelmente, todos que já foram a uma igreja, ou mesmo capela, já viu um, mas deve ser pequeno o percentual capaz de apontá-lo, caso perguntado.
O dito cujo é a peça decorativa que fica atrás dos altares, geralmente talhada em madeira ou trabalhada em pedra. Por razões econômicas, afinal este tipo de trabalho requer o trabalho de artistas altamente capacitados e, portanto, bem pagos, praticamente desapareceu das igrejas que estão sendo construídas na atualidade e tendem a virar, cada vez mais, artigo de museu.
Esse aí da foto é apontado pelo professor Edson Nery da Fonseca, da UnB, como o mais bonito do Brasil. Para mais detalhes, clique aqui.

Custos, é necessário que os calculemos corretamente


Fareed Zakaria, em seu último artigo na Newsweek, Free At Last - How to achieve genuine energy independence, faz o seguinte julgamento:

"Previous technological revolutions have been liberating. Think of the IT revolution. It created the freedom to use massive amounts of computing power in every aspect of life—from a microwave oven to an iPod. The problem with the energy revolution as it stands now is that we are essentially offering the same product—electricity, a hybrid car, a fancy new light bulb—at a higher cost. Sure, you can feel good about it. But technology revolutions are about raising efficiency, not expanding virtue. An energy revolution would produce a world in which we can all use lots of energy without worrying about its costs or consequences."

Eu discordo da essência do que ele diz. Não há um problema na revolução energética na forma como ela apresenta-se hoje. Há uma falha na perspectiva histórica do observador.
Não faz muito tempo, dizia-se dos computadores que serviam apenas para ganhar o tempo gasto para fazê-lo funcionar, ou seja, não apresentava ganho de eficiência. Agora ele está presente em quase todas as atividades, como o autor norte-americano coloca. Não criou nenhum novo artigo, porém, como dá a entender Zakaria.
O que as "revoluções" tecnológicas costumam fazer é substituir com vantagens formas de fazer. A revolução da tecnologia da informação não criou liberdade para o uso de poder computacional, nem a industrial inovou com produtos de consumo. Elas simplesmente liberaram mão-de-obra, as secretárias e demais manipuladores de formulários na primeira e os artesãos na segunda, que pode ser aproveitada em outras áreas da economia.
O fato é que as chamadas tecnologias verdes são, em sua maioria, economicamente viáveis mesmo na atualidade. É claro que não há como colocar todas em um só barco. Muitas estão em estágio avançado de desenvolvimento e outras em embrionário. Algumas precisam de muita mão-de-obra especializada, outras podem aproveitar a já existente. A especificidade é a palavra chave aqui, e aproveitar as características dos projetos onde possam vir a ser implantados dirá o quão compensadora, ou não, é a sua adoção.
Particularmente, vejo como maior entrave a curva de aprendizagem dos projetistas. Os engenheiros e arquitetos atualmente no mercado foram formados dentro do paradigma em que a energia era barata e assim permaneceria indefinidamente. Contam, além disso, com fontes constantes e confiáveis, sem as alterações que caracterizam algumas das alternativas.
A conjuntura também não é auspiciosa. A mentalidade imediatista, com raríssimas exceções, é a dominante nas finanças mundiais. Os projetos de menor custo inicial de implantação são os preferidos pela maioria dos desenvolvedores; as tecnologias mais consolidadas muitas vezes já tiveram muitos de seus custos de implantação amortizados pela replicação automática do mesmo design em diversos sítios, barateando essa fase.
Os "projetos verdes", entretanto, precisam ser feitos de acordo com as condições exatas do ambiente no qual será aplicado, tornando-os de implantação mais custosa, mas têm, como regra geral, menor custo de manutenção. Não é apenas a "superioridade moral" que impele empresas e consumidores a adotá-los; há lucros também. Maior gasto inicial e menor dispêndio no longo prazo soam bem à caixa-registradora, mas depende de maior disponibilidade de crédito para decolar. Em época de dinheiro barato e farto, há possibilidade de se optar por essa via. Não parece ser o caso.
A eficiência energética acabará por impor-se. Só não sei se mais cedo ou mais tarde.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Áquila, palco de Michelle, em ruínas

O terremoto desta madrugada não apenas matou dezenas de pessoas, destruiu parte do patrimônio cultural arquitetônico da Itália.
Um dos mais atingidos foi o de Áquila. Para mim, da época em que a Sessão da Tarde educava cinematograficamente, a cidade sempre foi sinônimo de Michelle Pfeiffer, frágil e bela ao transformar-se em falcão, no filme "O feitiço de Áquila" (Ladyhawke, 1985).

Abaixo, cenas finais do filme.

Chegamos à era do hidrogênio

Jeremy Rifkin é desses administradores de empresas que ganham a vida escrevendo sobre como será o futuro. Publicou Era do Acesso, O fim dos empregos e O sonho europeu, entre outros, todos com um certo pessimismo quanto ao futuro do capitalismo à americana.
O vídeo a seguir poderia ser usado como uma introdução a uma palestra sua.



Se vocês assistiram ao vídeo, devem ter ficado com a mesma sensação que me afligiu quando terminei de ler A economia do hidrogênio - A criação de uma fonte de energia e a redistribuição do poder na Terra. Ficava me perguntando: mas qual é o ponto deste cara?.
O subtítulo do livro é dos mais mentirosos que já vi. A princípio, o hidrogênio não é uma fonte energia, porque não é encontrado em estado puro no universo, com exceção, talvez, nos núcleos das estrelas. Nem distribui, tampouco, o poder mundial - menção à perda de importância dos produtores de petróleo -, pois para ter-se acesso a ele é necessário gasto de energia, que nas atuais condições virá primordialmente dos hidrocarbonetos.
O hidrogênio é, portanto, apenas uma solução para a poluição local, enquanto não se conseguir limpar a matriz energética mundial. E nesse sentido, é muito bem vinda a experiência de utilização de ônibus movidos a célula de hidrogênio pela EMTU.
A região metropolitana de São Paulo é das mais prejudicadas pela poluição localizada produzida por veículos. Entre as mais prejudiciais está a dos motores diesel, que não têm combustão completa e, por isso, lança particulados no ar. Estes são extremamente irritantes às mucosas do aparelho respiratório. toda e qualquer diminuição da emissão desses particulados deve ser comemorada.
Se não muda muito o problema global, a substituição massiva dos poluentes coletivos teria um efeito bastante grande na saúde pública da região metropolitana. Deve ser, então, apoiada.
Chegamos, finalmente, à era do hidrogênio.



No vídeo abaixo um trecho do programa do canal Discovery, sobre o futuro do automobilismo, que fala sobre a melhoria na tecnologia de motores a hidrogênio.

domingo, 5 de abril de 2009

Conheçam os BRICs

Link para reportagens da BBC Brasil sobre os BRICs.
Assistam, se tiverem tempo e paciência para ver vídeos na internet.
A grande dúvida é se tais países conseguiram manter a previsão da Goldman & Sachs, eu não acredito muito.
A história mostra que a atuação governamental tem barreiras muito precisas para turbinar o crescimento econômico. Todos estes países estão aumento a participação do governo na economia, logo criando barreiras ao seu desenvolvimento.
Não custa nada, contudo, procurar conhecer mais sobre eles. Sejam os países mais importantes do mundo em 2050 ou não, continuarão tendo imensa população e território, sendo ao menos relevantes.
E somos um deles, e, como falam por aí, diga-me com quem andas e te direis quem é.

sábado, 4 de abril de 2009

Domínio dos irracionais

O homem razoável se adapta ao mundo; o irascível tenta adaptar o mundo a si próprio. Assim, o progresso depende do homem irascível.
George Bernard Shawn



Estava assistindo o vídeo acima e deparei-me com a afirmação de John Elkington, baseado na frase de George Bernard Shawn, um dos maiores frasistas que já existiu (para ver algumas delas, clique aqui), de que quem faz realmente a diferença são os irracionais.
Elkington até escreveu um Livro sobre o assunto, Empreendedores Sociais. É duro ter que admitir isso, mas ele está certo.
Se fossem parar para pensar, as pessoas não fariam quase nada do que impacta o mundo. Que razões, no mundo de hoje, levam alguém a ter filhos, ou mesmo filho? É contratar uma responsabilidade por vinte, trinta, até mais anos. E nenhuma garantia de satisfação. A quantidade de seres humanos, no entanto, não para de crescer. Estima-se que aumentará em um terço no decorrer deste século.
Comprar um carro então, por que o fazemos? Significa prejuízo financeira na certa. Dependendo do valor do veículo, apenas com os juros da poupança, esta aplicação que não rende quase nada, poderíamos fazer todas as nossas viagens de táxi. Aqueles que optam pelo parcelamento, têm com as prestações gastos maiores do que teriam com o táxi, e ainda arcam com seguro, estacionamento, reposição das peças. Sem contar com o stress do trânsito. E mesmo assim, o número de automóveis emplacados todos os dias em São Paulo, por exemplo, é ainda maior do que o de bebês que nascem.
E quanto a abrir uma empresa? Se deixamos o dinheiro aplicado na renda fixa, recebemos, ao final de um ano, o dobro do que rende a média das companhias. E não temos que nos preocupar com pagamentos de funcionários, contas, impostos, emolumentos e nem correr atrás da burocracia para liberar nossa atuação. Ter uma empresa, entretanto, é o sonho de quase todos e muitos o realizam.
Enfim a vida é um domínio dos irracionais e temos que conviver com o fato. Talvez seja por isso que tantos procurem o sentido da vida e não encontrem. Eu mesmo não tenho a mínima idéia de qual seja ele.
Algum de vocês pode me dar alguma dica?