Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Isso sim é rixa de torcida
Para quem ficou surpreso com as brigas entre os flamenguistas do Leblon após o título, olha o que os do Irã pedem para os vascaínos: simplesmente a morte.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Será?
Los chilenos no quieren un gobierno de caudillos, sino de instituciones guiadas por la meritocracia, y rechazan las aventuras radicales y los enfrentamientos clasistas, dado que la porosidad social y las oportunidades económicas permiten escalar posiciones mediante el trabajo honrado, dentro de los códigos del sistema. En suma, los chilenos no están enfermos de ``tercermundismo'', esa crónica enfermedad de la mente y el corazón que aniquila las neuronas e impide interpretar la realidad con un mínimo de sentido común. Lejos de odiar al primer mundo, desean formar parte de él.
Carlos Alberto Montaner, um dos autores do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, acredita que o Brasil está, com grandes dificuldades, afastando a possibilidade de degringolar para um bolivarianismo ao estilo, digamos, venezuelano.
Não sei não, devemos lembrar que o partido da situação está, declaradamente, querendo transformar a próxima eleição em uma batalha de personalidades entre Lula e FHC, ou, em outras palavras, quer transformar uma eleição em um confronto entre representações caudilhescas.
Um outro país da região, o Chile, aparentemente escapou desse mau augúrio, sorte deles, acho que demorará muito tempo até chegarmos ao mesmo nível do estreito país andino.
Carlos Alberto Montaner, um dos autores do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, acredita que o Brasil está, com grandes dificuldades, afastando a possibilidade de degringolar para um bolivarianismo ao estilo, digamos, venezuelano.
Não sei não, devemos lembrar que o partido da situação está, declaradamente, querendo transformar a próxima eleição em uma batalha de personalidades entre Lula e FHC, ou, em outras palavras, quer transformar uma eleição em um confronto entre representações caudilhescas.
Um outro país da região, o Chile, aparentemente escapou desse mau augúrio, sorte deles, acho que demorará muito tempo até chegarmos ao mesmo nível do estreito país andino.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Se há algo mais perigoso que um doido
É um doido rico.
Apesar deste ter sido incompetente, alguns sauditas bem nascidos derrubaram as torres gêmeas de Nova Iorque.
Talvez seja o caso dos departamentos de imigração pararem de procurar sinais exteriores de pobreza e tentar fazer o seu serviço bem feito.
Apesar deste ter sido incompetente, alguns sauditas bem nascidos derrubaram as torres gêmeas de Nova Iorque.
Talvez seja o caso dos departamentos de imigração pararem de procurar sinais exteriores de pobreza e tentar fazer o seu serviço bem feito.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Vai entender
Nossa esquerda apoiava a volta do menino Elián para Cuba, mas era contra o retorno de Sean aos Estados Unidos.
Será que mudaram os valores nesta década?
Será que mudaram os valores nesta década?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A coisa está preta
Na segunda maior prisão do mundo, o chefe dos carcereiros reclama:
"Según Castro, "en las últimas semanas" se han "multiplicado los esfuerzos" de la nueva Administración "con ese propósito". "Crece el aliento a la subversión abierta y encubierta contra Cuba", dijo. El mandatario mencionó la reciente detención en la isla de un estadounidense que repartía computadoras y teléfonos móviles a "agrupaciones de la sociedad civil" para subvertir el orden."
Lá, como cá, é difícil deixar os celulares fora da prisão, e estes podem fazer sérios estragos.
Mas, diferentemente daqui, começa a faltar comida para os presos.
Será que uma nova onda de balseros aproxima-se de começar?
"Según Castro, "en las últimas semanas" se han "multiplicado los esfuerzos" de la nueva Administración "con ese propósito". "Crece el aliento a la subversión abierta y encubierta contra Cuba", dijo. El mandatario mencionó la reciente detención en la isla de un estadounidense que repartía computadoras y teléfonos móviles a "agrupaciones de la sociedad civil" para subvertir el orden."
Lá, como cá, é difícil deixar os celulares fora da prisão, e estes podem fazer sérios estragos.
Mas, diferentemente daqui, começa a faltar comida para os presos.
Será que uma nova onda de balseros aproxima-se de começar?
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Raiva injustificada
A respeito de todo o alvoroço causado pela COP-15, parece-me que, mais do que tudo, trata-se de perda de tempo.
Se considerarmos os combustíveis fósseis como os vilões planetários, podemos respirar aliviados. A era deles, embora não pareça na nossa sociedade cheia de carros, já passou. São uma tecnologia ultrapassada cujas maiores vantagens, quase ubiquidade e preços módicos, estão desaparecendo. Como a própria Agência Internacional de Energia previu, nesse ritmo o pico de produção de petróleo será por volta de 2020. A história já mostrou seguidas vezes, matéria-prima com estoques declinantes e, consequentemente, preços crescentes levam à substituição tecnológica ou ao colapso (by Jared Diamond), como as alternativas já existem, creio que a primeira se imporá.
Se somos céticos quanto à origem antropogênica do aquecimento global ou nem acreditamos nele, podemos apenas esperar o futuro. Nada precisa, e provavelmente nada poderá, ser feito. A natureza seguirá seu curso e nós a acompanharemos, como sempre fizemos.
Deste modo, o que se apresenta em Copenhagem é uma disputa quase tão velha quanto os países. Um jogo de empurra entre os ricos e os pobres sobre as "culpas" de eles serem o que são. Um debate, portanto, ocorrendo fora de lugar. A OMC ou a Unctad seriam os foros adequados.
Embaralhar as questões demonstra, algumas vezes, a complexidade do problema, mas na maioria dos casos é apenas um estratagema para tentar conquistar o que não se consegue por outros meios. É certamente o que ocorre no reino da Dinamarca, onde há, novamente, algo de podre.
Se considerarmos os combustíveis fósseis como os vilões planetários, podemos respirar aliviados. A era deles, embora não pareça na nossa sociedade cheia de carros, já passou. São uma tecnologia ultrapassada cujas maiores vantagens, quase ubiquidade e preços módicos, estão desaparecendo. Como a própria Agência Internacional de Energia previu, nesse ritmo o pico de produção de petróleo será por volta de 2020. A história já mostrou seguidas vezes, matéria-prima com estoques declinantes e, consequentemente, preços crescentes levam à substituição tecnológica ou ao colapso (by Jared Diamond), como as alternativas já existem, creio que a primeira se imporá.
Se somos céticos quanto à origem antropogênica do aquecimento global ou nem acreditamos nele, podemos apenas esperar o futuro. Nada precisa, e provavelmente nada poderá, ser feito. A natureza seguirá seu curso e nós a acompanharemos, como sempre fizemos.
Deste modo, o que se apresenta em Copenhagem é uma disputa quase tão velha quanto os países. Um jogo de empurra entre os ricos e os pobres sobre as "culpas" de eles serem o que são. Um debate, portanto, ocorrendo fora de lugar. A OMC ou a Unctad seriam os foros adequados.
Embaralhar as questões demonstra, algumas vezes, a complexidade do problema, mas na maioria dos casos é apenas um estratagema para tentar conquistar o que não se consegue por outros meios. É certamente o que ocorre no reino da Dinamarca, onde há, novamente, algo de podre.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Será que agora vai?
Notícia bastante auspiciosa, como diriam os camaradas da novela.
Pode fazer com que eu, finalmente, transforme o sonho em realidade.
Pode fazer com que eu, finalmente, transforme o sonho em realidade.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
É muito fino
E desta vez ele falou, literalmente, merda.
Como procurávamos demonstrar, aqui e em outros ocasiões, apenas seguiu a tendência apresentada nos muitos anos de vida pública.
E aquela entrevista à Playboy, que voltou à moda recentemente pelas mãos de Reinaldo Azevedo, mostra que não é de hoje que as palavras fluem fácil e as ideias não. Poucos anos atrás li a tal entrevista, estava em uma edição especial da revista chamada Grandes Entrevistas, ou algo assim. Envergonhei-me de tê-lo como presidente.
E o sentimento só piora.
Se o melhor do Brasil é o brasileiro, o pior também é, certamente.
Como procurávamos demonstrar, aqui e em outros ocasiões, apenas seguiu a tendência apresentada nos muitos anos de vida pública.
E aquela entrevista à Playboy, que voltou à moda recentemente pelas mãos de Reinaldo Azevedo, mostra que não é de hoje que as palavras fluem fácil e as ideias não. Poucos anos atrás li a tal entrevista, estava em uma edição especial da revista chamada Grandes Entrevistas, ou algo assim. Envergonhei-me de tê-lo como presidente.
E o sentimento só piora.
Se o melhor do Brasil é o brasileiro, o pior também é, certamente.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Diga-me o que desejas, e direi-te quem és
Agora fiquei na dúvida, teria Lula vindo de Garanhuns, ao norte, ou de Pelotas, ao sul.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
E esse é nosso ministro
Parece ser compulsório ao cargo de ministro de estado desse governo falar asneiras por aí.
Tarso Genro vem agora distorcer a verdade, depois de distorcer a lei, para mostrar que estava certo ao conceder asilo político ao assassino condenado Battisti.
Primeiro porque o processo de extradição foi interrompido e retomado após a decisão trapalhona do ministro ter cito cassada e segundo porque não é um juízo político do Executivo cumprir um acordo sancionado pelo Legislativo, e, portanto, dentro de nosso corpo legal, mas um imperativo legal.
Se discorda de um tratado, que o presidente Lula o denuncie. Não cumprir enquanto é vigente é malcaratismo.
Tarso Genro vem agora distorcer a verdade, depois de distorcer a lei, para mostrar que estava certo ao conceder asilo político ao assassino condenado Battisti.
Primeiro porque o processo de extradição foi interrompido e retomado após a decisão trapalhona do ministro ter cito cassada e segundo porque não é um juízo político do Executivo cumprir um acordo sancionado pelo Legislativo, e, portanto, dentro de nosso corpo legal, mas um imperativo legal.
Se discorda de um tratado, que o presidente Lula o denuncie. Não cumprir enquanto é vigente é malcaratismo.
sábado, 14 de novembro de 2009
Esses frouxos merecem
Não quiseram agir quando deviam, agora são acusados de manipuladores.
Eles merecem.
Ser escrupuloso com quem não é equivale a candidatar-se a uma punhalada nas costas.
Levaram.
Eles merecem.
Ser escrupuloso com quem não é equivale a candidatar-se a uma punhalada nas costas.
Levaram.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Aproveitando a deixa
Dada pelo InfoMoney, comentando a tese de descolamento das economias mundiais, vou fazer propaganda de textos meus, um tanto quanto velhinhos.
Meu entendimento de globalização consegue ser mais simplista do que o de Thomas Friedman e, portanto, para mim o mundo não é plano. Entretanto há uma aceleração do que entendo como seus efeitos (primeiro aqui e depois aqui), que, de tão evidentes, até os Chairmen dos Bancos Centrais mundo afora começam a perceber.
Então é capaz de eu ter dado uma dentro. Sendo fato raro, convém anunciar. Quem sabe quando terei outra oportunidade de fazê-lo.
Meu entendimento de globalização consegue ser mais simplista do que o de Thomas Friedman e, portanto, para mim o mundo não é plano. Entretanto há uma aceleração do que entendo como seus efeitos (primeiro aqui e depois aqui), que, de tão evidentes, até os Chairmen dos Bancos Centrais mundo afora começam a perceber.
Então é capaz de eu ter dado uma dentro. Sendo fato raro, convém anunciar. Quem sabe quando terei outra oportunidade de fazê-lo.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Para quem tinha dúvidas
Sobre a existência ou não de um apagão no governo anterior, agora pode comparar.
Não dá para dizer nunca na história desse país, mas a mostra diz tudo.
Não dá para dizer nunca na história desse país, mas a mostra diz tudo.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ex-presidente bom...
...é, para a grande parte dos governistas do turno, igual cerveja e sogra: gelado e em cima da mesa.
Só isso poderia justificar a reação ao artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão. Idiotices como as de Emir Sader são apenas as mais vistosas de uma ampla gama de pessoas que querem cassar a legitimidade da liberdade de expressão daqueles com mais capacidade, ao menos em teoria, para se pronunciar a respeito dos assuntos que concernem à nação. Vai do atual presidente ao jornalista do tempo do onça.
Quando comentarista esportivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva era anunciado como aquele que conhece porque esteve lá. Já para os ex-mandatários a coisa parece, aos olhos desses que os querem calados, funcionar à maneira inversa, não conhecem porque estiveram lá.
Por minha parte, quero mais é que eles falem. Nosso país seria muito melhor caso esse policiamento não ocorresse. Apesar de não respeitar muitos dos aptos a falar, sou defensor incondicional da liberdade de expressão.
Democracias são fundadas nas discordâncias pacíficas. Enquanto todos estiverem apenas falando, nosso regime não corre perigo e a sociedade pode se depurar, muitas vezes apesar dos políticos.
Se os que estiverem se expressando conseguirem concatenar ideias, melhor.
Só isso poderia justificar a reação ao artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão. Idiotices como as de Emir Sader são apenas as mais vistosas de uma ampla gama de pessoas que querem cassar a legitimidade da liberdade de expressão daqueles com mais capacidade, ao menos em teoria, para se pronunciar a respeito dos assuntos que concernem à nação. Vai do atual presidente ao jornalista do tempo do onça.
Quando comentarista esportivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva era anunciado como aquele que conhece porque esteve lá. Já para os ex-mandatários a coisa parece, aos olhos desses que os querem calados, funcionar à maneira inversa, não conhecem porque estiveram lá.
Por minha parte, quero mais é que eles falem. Nosso país seria muito melhor caso esse policiamento não ocorresse. Apesar de não respeitar muitos dos aptos a falar, sou defensor incondicional da liberdade de expressão.
Democracias são fundadas nas discordâncias pacíficas. Enquanto todos estiverem apenas falando, nosso regime não corre perigo e a sociedade pode se depurar, muitas vezes apesar dos políticos.
Se os que estiverem se expressando conseguirem concatenar ideias, melhor.
domingo, 8 de novembro de 2009
O absurdo apenas aumenta
A loira da Uniban foi expulsa. Alguns de seus algozes suspensos.
E a universidade? Nada tem a ver com a história?
Se o comportamento era inadequado e recorrente, por que não foi coibido anteriormente? Se a roupa era claramente inadequada, por que foi permitida a entrada no recinto de quem a portava?
Fora nos Estados Unidos, essa moça poderia se considerar uma nova milionária, pois o processo que moveria contra a empresa de ensino seria favas contadas. Aqui vai ser apenas mais uma presa na lentidão judicial, com indenizações retidas pelas manobras dos advogados da Uniban.
Assim caminha a humanidade. Diz-se que a escola foi a única instituição criada na idade média que continua com suas características básicas imutáveis. Parece que na unidade São Bernardo da prestigiosa instituição de ensino superior nem os alunos evoluíram. A caça as bruxas segue modelo corrente.
Salém não faria melhor.
E a universidade? Nada tem a ver com a história?
Se o comportamento era inadequado e recorrente, por que não foi coibido anteriormente? Se a roupa era claramente inadequada, por que foi permitida a entrada no recinto de quem a portava?
Fora nos Estados Unidos, essa moça poderia se considerar uma nova milionária, pois o processo que moveria contra a empresa de ensino seria favas contadas. Aqui vai ser apenas mais uma presa na lentidão judicial, com indenizações retidas pelas manobras dos advogados da Uniban.
Assim caminha a humanidade. Diz-se que a escola foi a única instituição criada na idade média que continua com suas características básicas imutáveis. Parece que na unidade São Bernardo da prestigiosa instituição de ensino superior nem os alunos evoluíram. A caça as bruxas segue modelo corrente.
Salém não faria melhor.
sábado, 7 de novembro de 2009
Vale dar uma olhada
Se você ainda não sabe o que incoerência significa, aprenda aqui, tentando entender o discurso de nosso presidente.
Quando alguém acostumado a discursar sem parar diz, em tom acusatório, que quem fala o que quer ouve o que não quer, está apenas justificando a quem quer denegrir.
Quem diz, orgulhosamente, ter feito uma vez e meia o que os demais não fizeram ou está querendo enganar o povo com a retórica (fiz muito mais nada que eles) ou se orgulhando de nada fazer. No primeiro caso é apenas mais um político safado, no segundo apenas mais um vagabundo. Sendo o segundo caso, merece minha admiração, pois poucos assumem a condição, mas em qualquer das hipóteses mostra sua inadequação ao cargo que gostaria de ocupar para sempre.
Como diria o Metallica: Sad but true.
Quando alguém acostumado a discursar sem parar diz, em tom acusatório, que quem fala o que quer ouve o que não quer, está apenas justificando a quem quer denegrir.
Quem diz, orgulhosamente, ter feito uma vez e meia o que os demais não fizeram ou está querendo enganar o povo com a retórica (fiz muito mais nada que eles) ou se orgulhando de nada fazer. No primeiro caso é apenas mais um político safado, no segundo apenas mais um vagabundo. Sendo o segundo caso, merece minha admiração, pois poucos assumem a condição, mas em qualquer das hipóteses mostra sua inadequação ao cargo que gostaria de ocupar para sempre.
Como diria o Metallica: Sad but true.
domingo, 1 de novembro de 2009
Vergonha nacional
Voltando para casa na quinta-feira, ouvi relatos de colegas que estudaram no interior sobre os trotes extremamente pesados a que eram submetidos os estudantes naquelas paragens. Coisa de gente completamente sem noção.
Não vou aqui bancar o hipócrita e dizer que sou contra os trotes, sejam quais forem. Já participei de muitos, nos dois lados da moeda, e sei que há sempre um componente de humilhação embutido. Tenta-se provar uma suposta superioridade dos mais experientes de curso sobre os novatos. Mas, e talvez mais importante, há o componente de manada, meus amigos estão fazendo, e de tradição burra. Fazem porque sempre foi feito, e esperam que continuem fazendo os que aqui permanecerem quando não estiverem mais presentes.
Na sexta, ouvi por cima comentários sobre a loira da Uniban, sem saber muito bem do que se tratava. Só sabia de uma confusão em uma faculdade. E no sábado vim me interar, aqui na internet, dos fatos. Não consegui. Eles ainda não fazem sentido para mim.
Já trabalhei naquela unidade da Uniban, na academia, de ginástica, que existia no primeiro andar, quando não havia nem biblioteca no prédio. Passada quase uma década, não sei o quanto as coisas mudaram, mais isso informa um pouco sobre as prioridades da instituição naquele tempo. E também algo sobre a suposta motivação dos alunos para o ataque. Estar vestindo algo inadequado não é, nem de longe, razão, pois, mesmo que fosse válida - o que não é -, os alunos estão acostumadas a ver naquele mesmo recinto pessoas muito mais despidas do que aquele vestidinho vermelho permite antever, como em toda a academia ou faculdade paulistana, diga-se de passagem.
Há, portanto, algo muito mal contado nessa história. Os responsáveis pela incitação contra a garota devem ter outras motivações, ainda mais sórdidas do que a defesa de uma moral e bons costumes de meados do século passado, provavelmente uma vingança ou recalque mal dissimulado, e utilizaram uma turba de mentecaptos como massa de manobra. Deram-se mal, transformaram a vítima em uma mártir, com todas as benesses que a mídia traz para esse tipo de celebridade momentânea. Caso estivéssemos nos EUA, certamente a garota seria eleita a rainha do baile e, se for esperta, pode até realmente acabar fazendo programas, de TV. Derrota completa dos acusadores, que, apesar de tudo, não dão o braço a torcer.
O importante de tudo, porém, é que os episódios de trote exacerbado, recorrentes pelo Brasil, e do vestidinho da moça da Uniban demonstram que é muito fácil angariar mentecaptos na nossa juventude universitária. No ambiente no qual deveria prevalecer a racionalidade, a barbárie impera. Se já havia perdido a fé no Brasil, agora se acabaram as esperanças de recuperá-la. Se, acidentalmente, o país der certo, será apesar do povo, não por causa dele. O melhor do Brasil não é, definitivamente, o brasileiro.
Quanto à estudante da Uniban que foi constrangida, está certa em querer retomar sua vida, porém está errada em achar-se culpada pelo incidente. Mostrar as pernas não é razão para ser ameaçada de estupro. Aos que acham o contrário, há várias maneiras de alcançar o paraíso na Terra. O Oriente Médio está sempre precisando de trabalhadores qualificados e empreendedores. E, ao contrário de Cuba e Coréia do Norte, é facultado a todo brasileiro sair do país, a hora em que bem entender.
A vergonha nacional não é o vestido curto, é quem se incomoda com ele.
Não vou aqui bancar o hipócrita e dizer que sou contra os trotes, sejam quais forem. Já participei de muitos, nos dois lados da moeda, e sei que há sempre um componente de humilhação embutido. Tenta-se provar uma suposta superioridade dos mais experientes de curso sobre os novatos. Mas, e talvez mais importante, há o componente de manada, meus amigos estão fazendo, e de tradição burra. Fazem porque sempre foi feito, e esperam que continuem fazendo os que aqui permanecerem quando não estiverem mais presentes.
Na sexta, ouvi por cima comentários sobre a loira da Uniban, sem saber muito bem do que se tratava. Só sabia de uma confusão em uma faculdade. E no sábado vim me interar, aqui na internet, dos fatos. Não consegui. Eles ainda não fazem sentido para mim.
Já trabalhei naquela unidade da Uniban, na academia, de ginástica, que existia no primeiro andar, quando não havia nem biblioteca no prédio. Passada quase uma década, não sei o quanto as coisas mudaram, mais isso informa um pouco sobre as prioridades da instituição naquele tempo. E também algo sobre a suposta motivação dos alunos para o ataque. Estar vestindo algo inadequado não é, nem de longe, razão, pois, mesmo que fosse válida - o que não é -, os alunos estão acostumadas a ver naquele mesmo recinto pessoas muito mais despidas do que aquele vestidinho vermelho permite antever, como em toda a academia ou faculdade paulistana, diga-se de passagem.
Há, portanto, algo muito mal contado nessa história. Os responsáveis pela incitação contra a garota devem ter outras motivações, ainda mais sórdidas do que a defesa de uma moral e bons costumes de meados do século passado, provavelmente uma vingança ou recalque mal dissimulado, e utilizaram uma turba de mentecaptos como massa de manobra. Deram-se mal, transformaram a vítima em uma mártir, com todas as benesses que a mídia traz para esse tipo de celebridade momentânea. Caso estivéssemos nos EUA, certamente a garota seria eleita a rainha do baile e, se for esperta, pode até realmente acabar fazendo programas, de TV. Derrota completa dos acusadores, que, apesar de tudo, não dão o braço a torcer.
O importante de tudo, porém, é que os episódios de trote exacerbado, recorrentes pelo Brasil, e do vestidinho da moça da Uniban demonstram que é muito fácil angariar mentecaptos na nossa juventude universitária. No ambiente no qual deveria prevalecer a racionalidade, a barbárie impera. Se já havia perdido a fé no Brasil, agora se acabaram as esperanças de recuperá-la. Se, acidentalmente, o país der certo, será apesar do povo, não por causa dele. O melhor do Brasil não é, definitivamente, o brasileiro.
Quanto à estudante da Uniban que foi constrangida, está certa em querer retomar sua vida, porém está errada em achar-se culpada pelo incidente. Mostrar as pernas não é razão para ser ameaçada de estupro. Aos que acham o contrário, há várias maneiras de alcançar o paraíso na Terra. O Oriente Médio está sempre precisando de trabalhadores qualificados e empreendedores. E, ao contrário de Cuba e Coréia do Norte, é facultado a todo brasileiro sair do país, a hora em que bem entender.
A vergonha nacional não é o vestido curto, é quem se incomoda com ele.
sábado, 31 de outubro de 2009
Sou só eu...
... ou mais alguém pensa que esse desperdício de dinheiro público é uma palhaçada?
Seja para combater a entrada de armas ou para investigar as roupas íntimas das "mulas" de dólares, comprar aparelhos e deixá-los encaixotados por mais de 2 anos é algo ruim. Se por falta de treinamento dos futuros usuários, pior ainda.
E a pior parte é que nem vão utilizar a maior parte dos equipamentos, ficaram apenas guardando material por alguns aninhos.
Seja para combater a entrada de armas ou para investigar as roupas íntimas das "mulas" de dólares, comprar aparelhos e deixá-los encaixotados por mais de 2 anos é algo ruim. Se por falta de treinamento dos futuros usuários, pior ainda.
E a pior parte é que nem vão utilizar a maior parte dos equipamentos, ficaram apenas guardando material por alguns aninhos.
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