sexta-feira, 26 de junho de 2009

Celso de Mello está errado

No Brasil não há o uso da "coisa pública", como diz o Ministro do Supremo, pois a "coisa pública" não existe.
Nesse país há a "coisa privada" paga por dinheiro privado e a "coisa privada" paga por dinheiro estatal.
Essa última é a de preferência de políticos bastante conhecidos, em especial alguns na cabeça dos poderes.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

E uma era que se recusa a morrer

Certa está a Lucia Hippolito, a cada dia uma nova irregularidade vem a tona no Senado.
Qualquer parlamentar de um país sério já teria deixado a vida pública, para preservar a biografia. Não aqui, finca o pé e permanece, a despeito de tudo.
Que fique então, é melhor que mais sujeira vá aparecendo, é uma família que perde poder político.
Esperneando.

Morre uma era



O cara era doente, no pior acepção da palavra, mas também era muito bom.
Mesmo sendo, provavelmente, culpado de "comportamento impróprio" com adolescentes, representava uma era do pop em existia a inocência, mesmo com letras de mensagens picantes, como o golpe da barriga do qual quer se livrar o personagens da canção do vídeo acima, evitava o estilo um tanto vulgar e explícito dominante na cena pós-Madonna, mesmo possuindo um quadril quase tão nervoso quanto o de Elvis.
Animou muitos bailinhos na minha adolescência.
Utilizando a terminologia boleira, não o quereria para casar com a minha filha, ou para ser babá dela, mas o escalaria no time, certamente.
Dos maiores artistas do século passado, com ele o pop autêntico despede-se.
Michael Jackson, descance em paz.

Vou fazer

É só o que se houve depois de cada malfeitoria encontrada no Legislativo Federal, particularmente no Senado, como esta última.
Não seria o caso de alguém fazer antes e anunciar depois?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Diga-me com quem andas

E lhe direis cria vergonha nesta cara, rapaz.
É só isso que posso falar se, depois do papelão de Max Mosley, as escuderias ainda permitirem que este sujeito dê as cartas na F1.
E, parece, deixarão.
Tem gente que não se dá ao respeito, mesmo.

Pode até não parecer

Mas a justiça eleitoral está agindo com mais rapidez.
Hoje, por exemplo, a deputada carioca suspeitíssima Carminha Jerominho perdeu o mandato.
Logo, logo, poderemos dizer que há justiça neste país, se as coisas não desandarem, como sói acontecer.

Bons ventos nos levem

Acho que já falei isto por aqui, mas, caso não, convém dizer.
O Brasil deveria estar se dedicando menos ao sonho do pré-sal e procurando desenvolver a indústria de energia eólica no país.
Devido ao processo histórico da construção de usinas hidrelétricas por aqui, estamos muito bem posicionados para tornarmo-nos uma das regiões livres de termoelétricas fósseis no mundo. Podemos aproveitar o amplo potencial eólico de nossas costas e plataforma continental para ser a principal fonte e utilizar as hidrelétricas para prover os momentos de pico e de falta de vento. Energia para tanto os ventos possuem (e aqui).
Sujar a nossa matriz, como o planejamento atual está tentando fazer é um risco que não deveríamos correr. Fatores ecológicos, estratégicos e de prestígio do país assim o indicam. Como de hábito, entretanto, os lobbies errados estão prosperando, e a nação irá sair perdendo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Responsáveis pela Crise


Chega a ser disparatada a campanha para responsabilizar o capitalismo pela crise que hora enfrentamos no mundo.
Capitalismo, aliás, é classificado em meu velho dicionário de economia como o sistema em que há "separação entre os trabalhadores juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho e a vendem em troca de salários, e capitalistas, que são proprietários dos meios de produção, e contratam os trabalhadores para produzir mercadorias (bem dirigidos para o mercado) visando a obtenção de lucros".
A crise não é, assim, de responsabilidade do capitalismo - mesmo porque não é possível que um sistema seja culpado por nada, as decisões são tomadas por pessoas em cargos chaves, cujos resultados influenciam-se mutuamente - embora muitos considerem que ele seja inerentemente propenso a episódios do tipo, mas foi amplificada por suas qualidades, tanto as negativas quanto as positivas.
Existindo indivíduos por trás das decisões, somos levados a conclusão que as consequências, portanto, têm seus culpados, sim. Mas, certamente, eles não são "o sistema"; são figuras de carne e osso instaladas em posições chaves.
Há múltiplas personalidades, entidades ou grupos com parcelas menores ou maiores de responsabilidade, mas, é claro, estes querem se livrar da peja. Transferem-na a outros ou, quando isso não é possível, coletivizam-na. Como escrevi recentemente, não há melhor estratagema para eximir-se das responsabilidades do que as diluir em um grande contingente de pessoas.
A comunidade especializada já repercutiu uma série de idéias sobre as razões que formaram as bolhas sucessivas que estouraram nas duas últimas décadas, chamadas respectivamente de crises da Ásia, das ponto.coms, das commodities (incluindo aumento muito grande dos preços da energia, que alguns disseram ter uma dinâmica própria e apelidaram de 3ª crise do petróleo), do subprime e, finalmente, grande financeira, a atual. O que todas tiveram em comum foi um incremento no nível de liquidez dos mercados de capital e a facilidade de transferência de recursos de uma aplicação para outra.
A procura pelos culpados deveria se concentrar, então, nestes dois fatores. O segundo, facilidade de mobilização dos recursos, é, na verdade, apontado com grande vilão mundial por uma grande quantidade de economistas, principalmente os ligados a governos despóticos. O controle de fluxos financeiros dá, a quem os possui, um poder discricionário bastante acentuado. Não por outra razão que os neoditadores, como Hugo Chávez, controlam o câmbio assim que assumem as rédeas de um governo. Esse controle, entretanto, não impede que as consequências das crises cheguem a esses países, o que o inocenta automaticamente.
O excesso de liquidez é o culpado então. Mas de onde surge esse facínora? Qual recurso excedente no mundo que está liberando dinheiro antes utilizado? A resposta é trabalho barato chinês. Expropriado pelos governantes e transformado em títulos do Tesouro dos Estados Unidos da América e daí redistribuído para as diversas modalidades financeiros através dos gastos dos cidadãos e governos desse país.
A raiz da crise não está, então, nem no capitalismo e nem nos capitalistas; está na manipulação de uma massa de trabalhadores por um governo despótico autodenominado comunista. É preciso desenhar para que os defensores do Estado forte percebam a barca furada na qual estão embarcando?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rodrigo Constantino explica porque a Petrobrás é deles



Já disse as mesmas coisas com outras palavras, mas é sempre bom reforçar uma idéia que está sendo negligenciada por uma grande parcela da população brasileira.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ou sem juízou ou sem razão


Esse povo todo aí ao lado, provavelmente, não estará no pódio da Fórmula 1, no ano que vem.
Há brigas no comando, que desceram ao vil nível de barraco pré-judicial.
As ameaças da FIA à FOTA e à Ferrari, em especial, são coisa de mafiosos.
Se havia todos esses delitos e eram de conhecimento da FIA, era obrigação desta denunciar antes.
Agora que romperam relações, ameaçar levantar o tapete é apenas mostra de era conivente com o ilícito. E, atualmente, chantagista.
Se está apenas tentando impedir a cisão por meio de discurso, é leviana, como uma Federação internacional não deveria ser.
Não importa qual seja o desfecho, sairá mal na fita.
Melancólico este final de carreira, senhor Mosley.

Atualização: E a coisa só piora. Agora não disse o que havia dito antes.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Teerã avisa

Nada de terrorista querendo sabotar as eleições aqui.
Deixem que nós mesmos fazemos o serviço.

Com a ressalva de que acredito que com ou sem fraude a chance de Ahmadinejad vencer seriam muito grandes. Populistas geralmente ganham as eleições, apesar de tudo.

Mais sobre diplomas

Mendes deixa bem claro o que o Estado pode fazer: a Constituição é clara ao estabelecer que o Estado só pode regular atividades profissionais que exijam saber científico.
O jornalismo já foi; radialismo e muitos outros estão na fila, mas o bicho vai pegar quando o direito for enquadrado.
O país dos bacharéis vai tremer.
Já têm muito "doutor" perdendo o sono.

Trocam-se os indivíduos; o padrão de conduta permanece o mesmo

Já temos um novo senador.
A novidade?
É completo, Já vem com os opcionais, como processo pendente.
Aqueçam as turbinas do Conselho de Ética.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Estamos na boa e velha Passárgada

Para este homem, sempre coerente, tortura não é crime político, e quem o comete deve ser punido. Concordo com a tese. Só que roubo é? E sequestro? E homicídio?
O entendimento de crime político do senhor Genro é no mínimo míope, para não dizer dirigido.
Parece-me que tentar imputar apenas aos torturadores revendo a jurisprudência sobre a Lei de Anistia é apenas revanchismo dos agora no poder.
Devem eles lembrar que os dois lados foram beneficiados pela lei. Ou se revoga para todos ou a deixe como está. Qualquer outra solução é autoritarismo dos amigos do rei.

Excelente notícia

O fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo é das melhores coisas que poderiam acontecer pela função, embora possa prejudicar alguns dos pobres comunicadores que se acham melhores por ter feita tal curso.
Somado ao fim da lei de imprensa, acaba-se com o arsenal que o governo militar utilizou para tentar conter a imprensa livre nos anos de chumbo.
Para o mundo ficar perfeito, basta acabar com a obrigatoriedade de todos os outros diplomas para o exercício profissional,
Talvez em um século ou dois cheguemos lá.

Com inimigos como estes, quem precisa de amigos



Como eu já escrevi aqui, não interessa ao governo protelar o início dos trabalhos da CPI da Petrobrás. A ficha já caiu.
Previ também que a oposição iria acabar cedendo a relatoria da CPI das ONGs. E ela cederá, em troca de nada.
Pagarão para fazer um favor ao governo.
Com opositores como esses, não me admira que a popularidade de Lula ainda esteja nas alturas. Estranho seria o contrário.

Os dois lados

A imprensa, nos países governados por ditadura, tem duas vertentes.
Uma é a governista, sempre a favor do mandatário, não importa o que aconteça. Outra é a estrangeira, que mostra o possível, pois tem que conviver com todo tipo de restrição ao seu trabalho.
Depois da eleição iraniana, a estrangeira perdeu seu "direito" de atuar naquele país.
O que vocês pensam a respeito deste indício?
Já na vizinha Venezuela, mais um canal de TV oposicionista corre o risco de ser fechado. Alguma opinião sobre o assunto?
Para nosso presidente o que ocorre no Irã é briga de torcida e os venezuelanos vivem em um país em que há democracia "até demais".
E depois reclamam quando eu digo que ele só abre a boca para falar m...

Estamos preparados para a arrecadação à Obama?

Você emprestaria o seu cartão para os nossos políticos?



Os milhões que os marketeiros de Obama conseguiram arrancar do estadunidenses fez os tesoureiros do Brasil abrirem os olhos para a internet como veículo de suas campanhas.
Segundo Raymundo Costa, em Valor Econômico, a minirreforma política que nossos políticos querem aprovar até setembro incluirá a nova forma de comunicação aberta pela web. Liberdade para a utilização de sites e, vejam vocês, arrecadação pela rede.
Diz ele: "Mas os deputados discutem seriamente permitir a captação de recursos via doação pela internet. Atualmente é permitido o DOC, ou seja, a tranferência eletrônica. Mas os deputados querem é que o internauta possa fazer doações partir de sua casa como se estivesse fazendo uma compra em loja virtual como a Submarino (www.submarino.com.br) ou na Amazon (www.amazon.com).
Pelo projeto, o internauta entra no sítio determinado(partido, Justiça Eleitoral ou do próprio candidato), passa o cartão de crédito e faz a doação on-line.
"
Nas, ainda raras, vezes em que faço operações deste tipo pela internet, fico muito, mais muito mesmo, com o pé atrás. Não consigo me tranqüilizar mesmo ao relacionar-me com empresas idôneas, acima de qualquer suspeita. Devido a isso, não imagino ninguém passando seu número para os partidos políticos ou candidatos, os mesmo que fazem de nosso Congresso a vergonha que tem sido.
Os milhões de Obama vieram pela credibilidade, merecida ou não, do candidato. Se os tupiniquins querem mimetizar o que fez o fenômeno eleitoral ianque, devem primeiro adquirir a confiança e respeitabilidade.
Do meu ponto de vista, demorará muito, inclusive pelas ações atuais, completamente divergentes do que seria a meta.
As contribuições, no atual quadro, não pagariam o esforço arrecadatório.

Indignei-me mas não comentei

Deixo que figuras mais competentes repercutam outra asneira - ou ato falho, quem saberá - do nosso presidente.
Haveriam figuras acima da lei neste país?

Atualização: para quem não sabe de qual asneira estava falando, afinal são muitas, aqui está.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ele, ainda por cima, usa fardão


Leia aqui o novo texto do imortal.
Resta saber: é ficção ou não?

É melhor ler isso do que ser cego

Prestem atenção ao trecho retirado da reportagem de Leandro Colon e Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo, e reflitam sobre o assunto:

"Em outro caso, de 2 de dezembro passado, o Senado publicou a exoneração de Antônio José Costa Guimarães, acusado pelo Ministério Público Federal no escândalo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que envolveu também o hoje deputado Jader Barbalho (PMDB-PA).

Guimarães estava lotado na liderança do PMDB como secretário parlamentar, com um salário de R$ 7,6 mil. Mas um ato secreto, de 15 de janeiro passado, anulou a demissão. Até hoje uma nova exoneração não apareceu no levantamento dos atos secretos feito pela comissão de sindicância do Senado. Na verdade, Guimarães trabalha na Câmara. É uma espécie de secretário particular de Jader, ex-presidente do Senado."

À minha mente não vem nada que não vergonha de nosso Congresso. É claro que o tal Guimarães pode ser inocente, que tudo pode não ter passado de um grande mal entendido, mas exonerar e depois, secretamente, anular o ato anterior é baixo até para os padrões de nossos políticos.

Quer bancar um aliado, faça, arque, porém, com as conseqüências.

E tais figuras tratam-se como nobres nos palanques da vida. É mole?

Aumentará minha desconfiança

Como diria o ex-presidente corinthiano, Vicente Mateus, tecnologia é uma faca de dois legumes. Tê-la é ótimo, mas não sabendo usar, é melhor ficar sem. Os riscos são menores.
Acredito que os riscos de voar aumentam muito quando novas tecnologias são implantadas, ao menos durante a fase de adaptação. E essas fases são particularmente longas no Brasil.
O detalhe é que, segundo o El País, nosso controle aéreo mudará brevemente. Digam-me, se o controle de vôo no Brasil tem dificuldades para usar o rádio, como vai se virar com o GPS?
Não quero ser catastrófista, porém não me convidem para voar durante pelo menos uns dois anos depois que este GBAS for implantado.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Falta de romantismo?

Ou é de dinheiro mesmo?
Não tenho nenhuma simpatia por estas datas comerciais. Dias dos namorados, pais, mães, secretárias e assemelhados são apenas uma forma de fazer o desavisado gastar mais do que deveria, mas não deixa de ser triste quando este pobre desavisado não consegue tornar o seu desejo realidade.
Foi o que ocorreu na última data "festiva".
Daí a pergunta que dá título à postagem, será que o cupido está de férias ou foi demitido devido à marolinha?
Eu tenho minha aposta, e vocês?

domingo, 14 de junho de 2009

Ditadura teocrático-populista

Se havia alguma dúvida de que estamos presenciando o endurecimento da ditadura iraniana, não há mais.
Até acredito que o atual presidente tenha vencido a eleição, afinal é um populista e, em um comparecimento às urnas de cerca de 90%, os demagogos tendem a levar vantagem, porém nada justifica a prisão dos adversários, ainda mais por negar-se a acreditar em pessoas que não são confiáveis.
Nada inesperado, amigos de ditadores têm, normalmente, a coerência de usarem os mesmos métodos sempre que possível.
Chávez, Morales e Lula querem ser amigos de infância de Ahmadinejad. Será que isso diz algo a respeito deles?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cavalo de Tróia


Proposta de Simon visa tirar do senador individual o ônus das maracutáias descobertas.
À primeira vista parece algo sensato, à segunda me lembra a psicologia das massas. Onde há multidões, são feitas as piores atrocidades sem que haja culpados.
Se o Senado já é propenso aos disparates com os senadores podendo ser responsabilizados individualmente, o que ocorrerá quando eles não puderem?

Para não variar, visão deturpada de Dirceu

José Dirceu faz a sua defesa do blog Fatos e Dados, mas, como não podia deixar de ser, a coisa toma a forma de um ataque à grande imprensa.
Já começa com uma mentira deslavada: "A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) elaborou uma nota de repúdio a iniciativa da PETROBRAS de divulgar no seu blog todas as informações pedidas pelos jornalistas e jornais a respeito da empresa."
A dita associação repudiou o fato da empresa utilizar as perguntas enviadas por seus jornalistas. Caso quisesse se mostrar totalmente aberta, melhor faria a Petrobrás abrindo todas as informações, antes que fossem pedidas por qualquer órgão de imprensa. Não utilizaria, então, as idéias alheias, nem tentaria "furar" os repórteres.
No decorrer do texto, faz uma longa dissertação sobre os meios ilegítimos pelo qual a "mídia" procuraria boicotar os blogs, esquecendo-se, talvez, que grande parte dos blogs, incluindo aquele em que está cometendo este homicídio da lógica, são patrocinados pelas mesmas empresas que denuncia.
E termina com outra mentira, bem ao gosto petista: "Aliás, é o que já vêm fazendo, a pretexto de defender a cultura nacional e o controle da mídia por brasileiros natos. O que não fizeram antes, nunca. Lembrem-se, não defenderam esse controle para nenhum setor de nossa economia. A começar pela Petrobras que todos pretendiam privatizada - PSDB, DEM, era FHC, e mídia à frente."
Como já escrevi aqui, infelizmente nenhum dos citados defende a privatização da Petrobrás. Mas se Dirceu defende que a "mídia" seja apenas mais uma indústria, e que estrangeiros - cidadãos, empresas e instituições - possam controlá-la ao bel prazer, apoiá-lo-ei.
Todos têm seu momento de lucidez, até mesmo os petistas, acho.

Amanhã os Estados Unidos acordarão um pouco melhor

Milhões acordarão sem acesso à TV aberta. Estática, como a figura ao lado, telas azuis ou negras virarão uma epidemia naquele país.
Pelo menos durante um curto espaço de tempo haverá incentivo para a leitura, a conversa e as atividades ao ar livre. Ou outras mais íntimas.
Que os demógrafos preparem suas pranchetas. Vejamos se haverá um surto de nascimentos dentro de nove meses.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Podem chamar-me antiquado

Mas iniciativas como esta me incomodam.
Se somos todos iguais perante a lei, porque há de existir ambulatórios para determinadas orientações sexuais, delegacias especializadas para determinado gênero e varas, no sistema judiciário, especiais para crianças e idosos?
Alguém pode me explicar?

Cafeteira explicou, mas

Esqueceu de um detalhezinho.
Disse isso ontem,deixando de lado o fato de ter contratado a mãe do garoto para a vaga do mesmo.
A gratidão não é uma virtude bonita?

Gol de placa, contra

Se essa é a grande sacada do PT paulista, ganhamos todos.
O Ceará, que perderá um representante desbocado, São Paulo, que verá o petismo ainda mais reduzido, e a Pillar, com o marido mais presente em casa.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Tudo bem explicadinho, nos seus míiiiinims detalhes



Se eu dissesse a Sarney que ia contratar o seu neto, talvez ele ficasse contra, já que esse neto nem frequenta a casa dele. Resolvi contratá-lo porque estava devendo favores ao Fernando (filho de Sarney) que havia me ajudado na reconciliação com Sarney. Quis retribuir e ofereci o cargo - justificou Cafeteira
A justificativa acima está no Blog do Noblat para explicar porque um parente do senador Sarney, o bigodudo mais mal informado do mundo, foi contratado secretamente.
Notem que não foi pelas qualidades do garoto, e sim por dívidas com o Fernando.
E o senador Cafeteira, o assustado da foto, acha que está bem explicado.
Definitivamente, virou Brasil aquela casa.

Felicidade e os tempos atuais

Estava lendo um texto em um blog de filosofia, chamado Crítica, e deparei-me com o seguinte trecho de John Stuart Mill, figura que teve uma vida de novela:
Só são felizes (pensei) aqueles que fixam a sua mente num objecto que não a sua própria felicidade, como a felicidade dos outros, o aperfeiçoamento da humanidade ou mesmo alguma arte ou actividade, procurando-o não como meio, mas como fim ideal em si. Tendo outra coisa em vista, encontram a felicidade pelo caminho. […] Pergunte a si próprio se é feliz e deixará de o ser. A única hipótese é tratar, não a felicidade, mas outro fim que lhe seja exterior, como propósito da vida.

Refletindo sobre o tema, sou levado a concordar com o filósofo. Será possível ser feliz tendo a obrigação de sê-lo? Creio que não, pois tudo que é feito por obrigação não é prazeroso.
E o pior é que nossa sociedade deu para colocar como meta ser feliz. Não temos mais que ser bons pais, funcionários, empreendedores ou qualquer função. Temos apenas que ser felizes, a todo custo.
Não me admira que as vendas de prozac estejam tão altas, querem que façamos o impossível. O que deveria ser um trabalho para um Super-Homem, que no filmes, lembrem-se, era bastante deprimido, ou, mais na moda no momento, um Obama, virou a tarefa do homem comum.
E agora, quem poderá me defender? Chapolim Colorado está disponível?

terça-feira, 9 de junho de 2009

O 28º estado



O título deste posto tomei emprestado de um livro que não recomendo, O Estado dos Imigrantes - o 28º estado brasileiro um mercado de US$ 60 bilhões, mas traz uma idéia interessante e pouco explorada pela nossa literatura, a grandeza dos números que envolvem a diáspora brasileira.
Existem mais brasileiros vivendo nos Estados Unidos do que em Acre, Roraima e, talvez, Rondônia.
Há, também, um número crescente de brasileiros deslocando-se ao exterior para trabalhar, estudar ou, mesmo, livrar-se do país. É a consequência que se paga ao assumir o peso internacional que uma nação com economia, território e população entre as dez maiores deveria ter; deslocamento maior de nacionais, expatriados pelos mais diferentes motivos.
Neste sentido é útil abrir negociações para que estes cidadãos brasileiros tenham maior representação política, compatível com os benefícios culturais e econômicos que nos trazem.
O vídeo trata da conferência que reuniu expoentes de diversas comunidades brazucas ao redor do mundo e de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
É bom que tenhamos começado a discutir o tema, nosso país só tem a ganhar.

Esquerda com discurso ultrapassado

Não, não estamos falando do Brasil, embora pudéssemos.
É na Europa.
Mas, ao contrário daqui, eles sabem o que fazer com os anacrônicos. Mandam para casa, não para os palácios.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Modo republicano de governar

Primeiro ficamos sabendo que quebraram os Estados Unidos inteiro, agora vem à tona que também o maior estado governado por eles faz água.
Vai ver é por isso que os próceres do governo petista tanto afirmavam que estavam fazendo uma gestão republicana.
Faz sentido.

Parasitas

O parasitismo estatal não foi identificado recentemente. Há muito pensadores iluminados apontam-no. Na América Latina, entretanto, os Estados estão chegando às raias do absurdo sendo batidos neste campeonato mórbido de exploração do povo apenas pela psicótica ditadura norte-coreana.
Onde mais supostas economias de mercado pretendem ser monopolistas, ou impostos são tão altos devolvendo tão pouco aos pagadores.
Se forem escrutinar meu blog à procura de um pedido para a redução da carga tributária, nada encontrarão. Não porque não a ache necessária, mas por não acreditar que seja possível. Nenhum governo abre mão de tributos ao menos em situação de emergência, como considerou a administração Lula ser o caso durante as primeiras ondas da "marolinha".
Tampouco bradei contra o engessamento fiscal, com os impostos direcionados, pois não confio que o governo fará opções corretas. O direcionamento ao menos dificulta que áreas essenciais, como saúde e educação, sejam preteridas no confronto com obras públicas de maior visibilidade, ao modo do que seria o PAC, caso existisse.
Já contra as estatais, estrilei diversas vezes. Sobre a mentira de serem patrimônio público, estas instituições não passam de hospedeiros de parasitas nos mais diversos níveis. O quadro é realmente vergonhoso. Precisamos, nas palavras de Reinaldo Azevedo, desprivatizar a empresa, ou melhor, a presa dos diversos grupos de pressão formada pelos que dela se locupletam, a começar por grande parte dos funcionários.
Haveria razão para uma empresa estratora de petróleo ter um dos maiores quadros de profissionais de comunicação do mundo e uma das maiores bancas de advogados do país? E motivos para, mesmo com tantos funcionários específicos fora de seu escopo operacional, ainda recorrer a assessorias externas nas duas áreas? Ou é indicação de incompetência dos que estão lá ou de que há gente recebendo sem trabalhar.
Se ela é parte do meu patrimônio, quero vender já, enquanto ainda sobra alguma coisa, pois desta forma como vem sendo administrada, não sobrará muito . Mas são justamente os funcionários da empresa os mais combativos contra a idéia. Será que é porque não querem perder mamatas?
De certo temos apenas a utilização política da empresa. Hoje, véspera do anúncio oficial da recessão de nossa economia, diminuem o preço do diesel.
Alguns dormirão felizes, independente do que vem acontecendo. Bom para eles.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Torcida única. Solução?

Muito já foi discutido sobre a melhor maneira de se evitar o confronto de torcidas, mal que levou a um número muito além do tolerável. A última possibilidade aventada é a torcida única. Será essa uma solução?
Não acredito, mas apoio a idéia.
Em geral, os frustrados que se apresentam como torcedores e provocam as confusões nos dias de clássico não precisam de motivos para brigar, apenas de oportunidades. Quando não brigam, ou tentam , contra a torcida de outro clube, fazem-lo entre si ou contra qualquer aglomerado que encontrem pelo caminho, como no vídeo abaixo:



Assim, não haverá uma melhora da segurança pública enquanto não se criar uma punição para os agressores, pois todo o resto é um sintoma do problema, que é deixar marginais agirem inpunimente.
Não devemos, entretanto, deixar que os sintomas sejam negligenciados. Minimizar as possibilidades de confronto é uma atitude inteligente, enquanto o principal não é resolvido, e os baderneiros pressionem mais ainda a superlotação carcerária.
A norma de disponibilizar uma quantidade pré-determinada de ingressos para o visitante é, ao meu ver, anacrônica em todos os sentidos. Por que, raios, a outra equipe tem que, necessariamente, ser acolhida por uma parcela de seus torcedores. Parece-me um resquício do passado.
Que cada agremiação utilize os jogos nos quais é mandante para fazer seus seguidores felizes. E, de preferência, com bons programas para fidelizá-los, tratando-os como consumidores, não como empecilhos.
Com o passar dos tempos, e a limpeza dos bárbaros do ambiente, as arenas esportivas serão novamente palco das famílias, e os torcedores adversários poderão freqüentar juntos, como em todos os locais civilizados.
Neste dia, defesas de torcida única, como a do promotor, não serão mais necessárias.

Tal e qual o mestre

Jobim brincando de G.I. Joe, retirado do site do Josias de Souza











Não apenas o presidente tem um, aparentemente, incontrolável desejo para falar impropriedades. Seus subordinados também o têm.
O Jobim das Selvas o faz como ninguém.
Anunciou que não havia dúvidas quanto ao avião, que a mancha de óleo demonstrava não ter havido explosão, que os destroços já haviam sido localizados e que corpos bóiam conforme a integridade de seus abdômens, mas estes poderiam não ser achados pela equipe de resgate, afinal há muitos tubarões ao largo da costa pernambucana. Já devia até estar pensando em escrever um roteiro para o CSI Fernando de Noronha.
Antes do início das filmagens, porém, o que vem à tona não é o que se esperava, mas a verdade.
Não se encontrou nada do avião ainda. O ministro estava falando sobro o que não entende, só pelo prazer de falar.
Era de esperar-se esse comportamento do blogueiro que lhes fala, talvez do Zé das Couve, mas de um ex-presidente do Supremo? Será que a situação não é suficientemente séria para ele?
Nunca na história deste país, sem dúvida, vivemos em tal ambiente degradado de compostura.

Populismo é ...

... isso aqui.
Presidente e Ministro do Meio Ambiente de um país aderindo ao abaixo-assinado de um movimento social ambientalista.
Não fariam melhor tomando medidas concretas para evitar que as assinaturas fossem necessárias?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A bomba norte-coreana deixou o mundo nervoso

Mas os nervos dos norte-americanos sofreram mais.
Primeiro isso e agora isso.
É o caso de mudar a noção de segredo?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Impasse nas CPIs, quem perde?

Não sou nenhum especialista nos jogos regimentais do Congresso, mas é fácil perceber que o esperneio dos governistas pela relatoria da comissão parlamentar de inquérito das ONGs é um forte indicativo de que as oposições não devem ceder.
Mesmo porque é de interesse da oposição mandar a CPI da Petrobrás cada vez mais próxima da eleição de 2010, quando as possíveis, melhor dizer prováveis, irregularidades encontradas terão maior potencial para prejudicar o governo. Não custa lembrar que Dilma Rousseff é a presidente do Conselho da empresa e Gabrielli pretende concorrer a um cargo eletivo na Bahia.
Todos sabemos que uma vez lida, a CPI será instalada, postergar o início dos trabalhos enquanto as ONGs são esquadrinhadas pela oposição apenas torna um martírio agudo em crônico. O PT sabe disso, o PSDB sabe disso, o DEM sabe e, principalmente, o PMDB está carecade saber.
Estando com a faca e o queijo na mão, e o relógio pressionando, é natural que os vencedores de todas as brigas dentro da base aliada, os verdadeiros profissionais, queiram fazer de tudo para aumentar seu cacife. É isso que Jucá deseja.
Resta saber se a oposição vai saber jogar ou cederá. Pelas últimas decisões do grupo, a segunda alternativa parece mais próxima.
Esperemos as próximas rodadas.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Exemplo de geoengenharia

Perverso, mas exemplo.

Extremo mal gosto

Quase sádica.
É assim que se está comportando a imprensa na cobertura da tragédia humana representada pela possível queda da aeronave da Air France.
Listar nomes das vítimas, sem a confirmação ao menos de que são realmente vítimas, só serve para inflar a desolação de parentes e amigos.
Ademais, para que serve a informação de que um, hipoteticamente, engenheiro neozelandes ou um cozinheiro árabe estavam no vôo. Pode-se afirmar que são informações de interesse público?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Se havia alguma dúvida sobre as prioridades

Entre governar e "candidatar", o governo Lula fez definitivamente sua escolha.
Enquanto o batuque na cozinha segue firma, nossa ministra da Casa Civil, da qual eu defendo o afastamento para tratar-se, vai diminuir o ritmo, mas apenas do trabalho mais importante, o interno, típico de sua função governamental.
Alencar debilitado, Lula em El Salvador.
E o Brasil, sem comando, indo para o buraco.

sábado, 30 de maio de 2009

Dúvidas

Gostaria, mesmo, de entender o que passa na cabeça dos mancheteiros.
Chamam assassinos confessos de supostos, mas nunca deixam de referir-se a projetos de lei do Executivo como favas contadas.
Fundo Soberano, mudança na poupança, etc, etc etc, dependem do Legislativo para serem efetivados. Mas não para a mídia.
Será que sou só eu que me incomodo com isso?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

CQC e o esfoliante

Sérgio Moraes, o deputado que se lixa, não gosta do CQC.
Acha-o "um grupo que faz jornalismo barato, com perguntas ofensivas e debochadas, tentando desmoralizar os deputados e a Casa". A casa, no caso, é o Congresso, não aquele inferninho que era de propriedade de Moraes, que lhe valeu um processo por lenocínio.
O deputado até ensina como deveria ser o bom jornalismo: "O bom jornalismo não se faz dessa maneira, mas com perguntas inteligentes e respeitosas". Deve estar pensando na criação da Unimoraes, recheada de cursos de comunicação social.
Eu tenho outra visão a respeito do CQC. Gosto, no geral, das perguntas que o programa faz aos políticos. São muito inteligentes, pois destacam fatos verídicos de maneira bem-humorada. Já as respostas...
O deputado poderia gastar um pouco menos do seu tempo praticando a auto-esfoliação e mais com a opinião pública. Afinal, retirar programas de grande audiência de circulação e limitar a liberdade de expressão é coisa de gente autoritária, como o Chávez. Um deputado de um país democrático não deve ser, ou é?

Pior a emenda

Um parlamentar da oposição assinar um projeto de emenda parlamentar pelo terceiro mandato de Lula já é ruim, mas assinar um projeto de emenda sem ler resta pior.
Não há mais esperança para o Congresso.

E não fecharam a porta

É um disparate alguém da área de segurança nuclear dizer que os procedimentos poderão ser revistos após o acidente em Angra 2.
Se quatro pessoas foram contaminadas porque o faxineiro, ou qualquer outro cujo cargo inclui limpar a tal sala, não fechou a porta, é evidente que mudanças precisam ser feitas. Até o Big Brother Brasil tem um sistema de segurança que impede que uma porta seja aberta sem que a outra seja fechada, por que não Angra.
Não sou, em tese, contrário a construção de usinas nucleares. O país possui imensas reservas de urânio e, relativa, experiência no manuseio de material radiativo. Depois de Goiânia, não havia registro de outros problemas graves neste campo.
Há, entretanto, outras soluções para o Brasil. Contaminante por contaminante, podemos utilizar carvão e petróleo como todas as nações desenvolvidas do mundo, ao invés de nuclear, como poucas. e ainda temos todas as alternativas ditas verdes.
E existe, também, a desconfiança quanto a competência da Eletronuclear. Não é porque ela diz que lida com uma energia segura e barata que devemos acreditar. Só aqui as usinas nucleares funcionariam assim eficientemente. Posso estar enganado pela minha péssima memória, mas estatal era um feudo de Roberto Jefferson antes dos eventos conhecidos como "Escândalo do Mensalão". O que é de assustar, políticos lidando com material perigoso.
Resumo da ópera, talvez seja a hora de fechar as portas de vez, não só da sala de resíduos, mas de todas as usinas por aqui. Pelo menos até que tenhamos políticos, e, consequentemente, técnicos nomeados por eles, acima de qualquer suspeita.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Jogada de mestre

No distante começo de século, afirmei que a aquisição da Time Warner pela AOL era uma jogada de mestre, pois eles estavam, com a troca de ações, trocando uma marca forte e com faturamento consolidado, maior grupo mundial de mídia, por vento, ou as expectativas de que empresas deficitárias (a própria AOL tinha grande valor em bolsa pelas possibilidades de que a internet tivesse outras regras econômicas, no qual o lucro seria um detalhe).
Os especialistas, quando do fechamento do negócio, discordaram. As bolsas mostravam que o grande beneficiados da fusão era o grupo jornalístico, cujas as ações subiram forte imediatamente após a divulgação da notícia. O provedor de acesso, ao contrário, viu as suas cairem, como se a lucratividade futura de seu empreendimento estivesse ameaçado.
A notícia de que o grupo dividirá as empresas novamente é mais um indicativo de que estava certo à época.
Se a AOL ainda existe para ser dividida, a culpa é dos acionistas da Time Warner, que deixaram sua empresa ser adquirida por mercadores de ar. O modelo de negócio da provedora de acesso já se mostrava perdedor no início do século, quando a banda larga estava se consolidando. Sua sobreviência deveu-se à empresa de mídia.
Não só na política, mas também na economia, o novo é um fato muito raro. Quem acreditou que a nova economia ditaria mudanças fantásticas, como a abolição de balanços equilibrados, quebrou a cara. Quem apostou nas boas práticas do passado ganhou. A novidade do caso foi o fato de que os sinais foram trocados. Os geeks apostaram no concreto e os vetustos donos de jornais e TV, no ar.
Ao vigário, um "pai nosso" foi ensinado.

Palavras ao vento

É muito bom, na minha opinião, que os governistas ameacem os oposicionistas com revelações de mal feitos da Petrobrás nos idos de FHC.
Provará, definitivamente, que a gestão política deve ser afastada da empresa.
Ou qual seria a razão para um crime que teria acontecido 8 anos atrás não ter nem ao menos sofrido investigação.
Se houve indícios de crime na gestão da Petrobrás durante o governo passado, a ministra Dilma, como presidente do Conselho da empresa, é responsável, no mínimo, por ter acobertado isso nos últimos anos.
Quero como a situação vai explicar isso ao povo.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Belluzzo

Dia primeiro de abril, e não estava mentindo, declarei que Belluzzo, o presidente do Palmeiras, tinha visão um tanto anacrônica do mundo.
Começo a pensar que a distorção talvez seja mais séria do que pensava. Não só contratou o Obina, aquele melhor do que o Eto’o, como está declarando que este será um sucesso.
Preocupante.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Novo vídeo-game na praça


Mas desta vez pensado para os mercados emergentes.
Tudo que é pensado para mercados muito restritos, hoje em dia, tendem a não dar certo.
Espero que a empresa tenha sucesso, mais por saudosismo, afinal o único vídeo-game que tive na vida era da Tec Toy, do que por qualquer outro motivo.
Utilizar a rede 3G parece-me uma boa sacada. Ao mesmo tempo que diminui a pirataria, reduz o custo de distribuição.
A esperar os resultados.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Petrobrás: para que a queremos?





Os dois vídeos acima são o programa Globo News Painel de sábado. Discutem a Petrobrás e a justiça, ou não, de haver uma CPI sobre ela.
Com base no que vi no programa e nos noticiários passados, fiz o questionamento que está no título do artigo.
A pergunta não é apenas retórica, a semi-estatal é vista como uma importante fonte de recursos para investimentos e um orgulho nacional, mas ela nos traz o retorno que deveria; o esforço de gerações para construí-la está sendo recompensado? Queremos a Petrobrás para pagar as contas ou para ser um bonito cartão de visitas.
Está claro para a maioria dos analistas que os preços do petróleo serão mais altos no futuro do que são hoje. O FMI, por exemplo, soltou um novo relatório sobre o assunto. Ter reservas, mesmo que pela incapacidade de ter utilizado o petróleo que temos até o momento, é um bom presságio para os anos vindouros, então.
E agora, porém, a Petrobrás dá lucro financeiro para o país? E estratégico?
Financeiro eu posso garantir que não. A confiar nos dados fornecidos pelo engenheiro Ildo Sauer, ela forneceu dividendos aos acionistas na ordem de 30 bilhões de dólares no biênio 2006-2007. Como o Estado é dono de cerca de 40% do capital, embolsou por volta de 12 bilhões , ou 6 bi anuais.
Nada mal, não? Mas quanto deixaria de par em juros se vendesse as ações e pagasse um pouco de suas dívidas? O valor em bolsa varia muito, foi de 270 a 100 bilhões de dólares apenas no ano passado, então vamos utilizar uma cifra intermediária, 150 bi.
Convertendo a parte do Estado, por volta de 60 bi, em dinheiro e abatendo da dívida pública, teríamos deixado de pagar mais do que os 6 bi anuais que recebemos como dividendo, ou seja, o povo está subsidiando a posse das ações por parte do governo com impostos. É isso que queremos, pagar para ter o controle acionário da empresa?
Do modo como está estruturado o controle da Petrobrás atualmente, e creio que foi sempre assim, ela é mais um ônus do que um bônus para o cidadão comum. Se a queremos como uma fonte de lucratividade, tem que pagar mais dividendos para os acionistas. Se para difundir tecnologias e prosperidade, deveria ser mais aberta ao escrutínio público e não se cercar de patentes e segredos. Se para extrair petróleo, unicamente, deveríamos vendê-la e deixar que haja competição com todas as demais petrolíferas.
A função de um governo é produzir bem-estar, não petróleo, aviões ou salsichas. Enquanto está exercendo funções acessórias, não se preocupa com o principal, e perdemos todos.
Que o circo dos próximos meses sirva para a reflexão. Qual das funções está o governo exercendo?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bravatas oleosas e negras



Este bigodudo que aí em cima está é o senador Mercadante.
Esta patética argumentação que promoveu para dizer que é contra a investigação da Petrobrás pela CPI- ou era, ou seria, ou sei lá -, incluindo ilações sobre as "reais intenções da oposição", é só mais uma prova do meu maior erro em todos os sufrágios dos quais participei.
Sim, um dos votos que elegeram Mercadante ao Senado foi meu. O único voto que o PT logrou entre os que eu dei na vida resultou nisso. E ainda há quem pegunte porque não gosto do partido.
Nem vou tentar explicar o que se passava na minha cabeça quando cometi a improbidade eletiva. O dano foi causado e não há desculpas.
O chefe do Bigode relatou, certa vez, que na oposição "dizemos bravatas". Completo, na situação eles também dizem. Primeiro o senador tentou imputar ao PSDB a intenção oculta de privatizar a Petrobrás - o que, infelizmente, não é verdade; ninguém quer assumir este ônus perante a opinião pública, embora seja uma idéia muito boa a venda - e, diante da falta de provas para sustentar o que falava, mudou o discurso, dizendo ser contra para deter um desejo oposicionista de impedir mudanças na lei.
Fora isso, seria louvável da oposição. Com pouco mais de uma década, a legislação petrolífera brasileira conseguiu fazer a indústria sair da quase paralisia para a que mais investe no país. E trouxe capital e tecnologia do mundo inteiro. Agora se vem com essa idiotia de mudar o regime, pois os grandes produtores do planeta utilizam outro. Querem que nos espelhemos em Venezuela, Arábia Saudita e Irã? Fala sério.
Pelo jeito, haverá CPI e ela será um circo. O mestre bigodudo da argumentação pretende estar lá. Espero que apareça muito. Quanto mais mostra a cara, menores as chances de retornar na eleição de 2010.
Se só para isso, a investigação já terá valido. Se, como efeito colateral, não mudarem a legislação e venderem a imprensa, mudo minha orientação religiosa. Gritarei todos os dias: Deus seja louvado.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A minha pode ser bem purinha

O preconceito anda diminuindo hoje em dia, graças a propaganda positiva de apreciadores do outro lado do Atlântico - na Europa até a Velho Barreiro é querida e a 51 tem preço de Red Label.
Então um brinde a todos, pelo dia da cachaça, e desce mais uma.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Nada mais natural

O ministro das Comunicações pediu para os jovens largarem a web e voltarem ao rádio e tv.
Típico do autoritário a dica.
Quanto mais controlada e de mão única é mídia, melhor para os políticos, principalmente aqueles que se lixam para a opinião pública.
Não sou político, e prezo a internet porque não é unidirecional, mas indicarei um programa de tv, como o ministro. Mas sugiro que o assistam aqui.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sem comando

O sono e a preguiça impedem-me de escrever muito hoje.
Fica a pergunta, aquela que não é candidata, segundo o TSE, e não pretende fazer uso político da doença, apesar de ter marcado uma entrevista com apresentadora da rede Globo, não deveria pedir licença de suas funções?
Temos um presidente que não gosta de governar, um vice adoentado e uma ministra da Casa Civil, a capitã do time, idem.
Quem está botando ordem na bodega?
Será que está havendo batuque na cozinha?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Família feliz

Então tá, houve uma inversão.
Mas fica a dúvida, por que os Gomes gostam tanto de levar familiares em viagens oficiais?
Ou será que o senhor Ciro foi a Nova Iorque a passeio com passagens pagas pela Câmara?

Um natal sem fim

Em 18 de maio de 2007, dois anos atrás, portanto, o economista Luiz Gustavo Medina perguntava-se se os deuses não estariam loucos (ouça aqui). A Bolsa - e cá está demonstrada a imutabilidade dos índices, em uma coincidência incrível - chegava a 52 mil pontos, o dólar valia menos do 2 reais, após ter chegado a quase 4, e vivíamos o "conundrum" mundial de Greenspan.
Nada disso era o motivo de espanto de Medina. O que o intrigava era o fato de um ás do mercado financeiro ter afirmado que era hora de investir na economia real. Armínio Fraga, o ás em questão, teve um bocado de contratempos de lá para cá, mas o fato de causar tal comoção investir nas empresas brasileiras é sintomático. E nada de muito substancial mudou desde lá.
Os impostos continuam escorchantes, leis trabalhistas malucas e risco maior do que o do mercado de capitais. Por que investir na economia real então?
É, os deuses poderiam não estar locucos, mas talvez Armínio estivesse.

Observação: Na seqüencia do áudio há uma entrevista do diretor de Tropa de Elite, José Padilha, antes da finalização do filme.

domingo, 17 de maio de 2009

La verdad está lá fuera

Beira o mistério o caso da Argentina, que involuiu durante o século passado, e parece que segue o mesmo ritmo neste.
A explicação, como quase sempre, está na política.
Como mostra uma pesquisa à qual o Estadão faz referência hoje, os argentinos admiram os políticos brasileiros. Se isso não bastasse para dar o tom da tragédia, perguntados a dizer quais políticos estrangeiros votariam para presidente argentino, acham que as melhores opções entre as disponíveis são Lula, com 25% das preferências, e Chávez, com 23%.
Ainda há alguma dúvida de porquê eles estão indo de mão a pior, Balu.

sábado, 16 de maio de 2009

Agora temos uma CPI

O histórico recente da instituição, porém, não nos permite antever que as mazelas da maior empresa brasileira serão exportas e sanadas.
Muita mídia e pouco trabalho vem sendo a máxima dos trabalhos que vieram a público neste ano.
Ouvi falar das CPIs das escutas telefônicas, da pedofilia, etc, etc, etc.
Resultados práticos? Nenhum.
Resta-nos, aqueles que pagam a conta da investigação, torcer que esta seja diferente.
A esperança é a última que morre.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Petrobrás e a responsabilidade

É um tanto quanto difícil fazer textos longos sobre o nada, portanto me absterei desta tarefa.
Farei um curto comentário sobre a, possível, CPI da Petrobrás.
O governo está tratando a tentativa de instaurar essa comissão como um crime de lesa-pátria - ou lesa-majestade, o que preferirem -, mas não vejo momento mais adequado para que se faça uma investigação sobre a empresa.
A despeito das denúncias de improbidade administrativa, das mudanças fiscais suspeitas e qualquer outra mazela que possa ser encontrada, devemos lembrar que o governo pretende mudar o marco legal da exploração petrolífera no país.
Algo grandioso como isso não pode ser levado a cabo com suspeitas de o principal ator, que seria beneficiado pelas alterações no roteiro, ser um canastrão incompetente.
Se a Petrobrás é uma empresa que não resiste ao escrutínio de suas práticas administrativas, como diz Gabrielli, a CPI não é apenas um desejo da oposição; é uma necessidade de seus acionistas, e, como a grande parte das ações pertence à União, do país, conseqüentemente.
Irresponsabilidade é, ao contrário do que diz Lula, não fazer as averiguações cabíveis.

Amostra do que vem por aí



O vídeo acima demonstra o crime que as "autoridades" racistas estão promovendo no país.
Querem obrigar parcelas da população a viver conforme seu fenótipo, patrulhando-as ideologicamente, obrigando que grupos raciais - já, devidamente, negados pela ciência- formem-se.
Se há a legitimidade dos grupos de pressão em uma democracia, há também o reverso da moeda, o rent seeking, exemplificado pelas medidas que Carlos Santana defende. Grupos conseguirão vantagens injustificadas.
Ao afirmarmos que, hoje, os afrodescendentes (e como já afirmei neste blog, a categoria é ampla, pois nossa espécie gerou-se na África) devem ser compensados pela escravidão em época anterior a de nossos bisavôs, devemos considerar todas as realizações do Estado, desde aquela época, ilegítimas, revogando-as, portanto.
Racializando problemas que não são raciais, mas sociais, consiguiremos apenas dar a luz a distorções. A justiça não será feita, a injustiça, porém, encontrará campo fértil para prosperar.
Obrigar um indivíduo a agir conforme um modelo é a cartilha dos movimentos totalitários. Estamos os vendo prosperar e nos calamos. Chegará a hora em que não haverá mais a possibilidade de gritar contra a injustiça, e os injustiçados seremos nós.

Trabalho animal

Do jeito que anda a crise, vai fazer fila na Globo para concorrer a vaga de chimpanzé.
Parece que os daquela espécie estão sendo melhor tratados do que os da nossa.
Há, entretanto, algo de pobre na Dinamarca, de tanto ver Monkey Business na NatGeo, não sou favorável à utilização destes animais para filmagens.
Por que colocar animais irracionais se podemos ter o mesmo efeito com os racionais?
Basta achar os adequados, capazes de agir como chimpanzés. É só fazer o teste:


















































Caso tenha passado, procure o recursos humanos da Globo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pena de morte

Já declarei que sou contrário à pena de morte inúmeras vezes, aqui uma delas.
Algumas notícias, entretanto, fortalecem ainda mais minha convicção. Esta é uma.
Mesmo não acreditando na existência de Deus, tenho certeza que os humanos não podem assumir a função.
A injustiça será quase uma certeza.

Não temos, mais, marechais


Diz o Estadão: Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 108 anos, o marechal Waldemar Levy Cardoso, o último marechal vivo no País.
O que podemos extrair da notícia? Duas coisas: a ruim, o último marechal vivo não o está mais, ou seja, para morrer basta vivo estar. A boa, não nos envolvemos em guerras a tanto tempo que ninguém mais foi alçado ao macheralato.
Espero que as coisas fiquem assim mesmo. Feliz do país que não possui marechais.
Mais feliz ainda aquele que possui bons políticos, mas aí é outra fase.

Ps: Outra coisa que se apura do texto é que o homem era meio chegado ao golpismo, mas como dizem que todo morto é santo, não nos aprofundaremos nisso.

Economia do Kindle DX


Pensemos um pouco; como é possível, em uma sociedade cada vez mais letrada e na qual a informação é essencial, os jornais estarem passando por uma crise financeira nunca vista?
A resposta está na inadequação da mídia à proposta do veículo, ser um meio de informação.
Há muito, os jornais deixaram de ser fonte primária de informação. Eles são utilizados, atualmente, como passatempo dos anciãos e como suporte de colunistas opinativos. Ao grande público, todas as notícias "frescas" chegam por meios eletrônicos.
Neste cenário, não é de admirar-se que as receitas estejam declinando e o número de assinantes, cadentes. A maioria dos jovens não conseguem encontrar valor nos jornais.
É aí que entra o Kindle DX, anunciado para o terceiro trimestre, que une as vantagens da velocidade de transmissão de informações da mídia eletrônica com a comodidade de leitura do papel eletrônico (explicação de como funciona, em inglês), em uma tela de 9,7 polegadas. Podendo agradar aos jovens e aos anciãos, no lado do consumidor.
Para os produtores de conteúdo, abrem-se uma enorme oportunidade. Jornais têm um monopólio natural, daí a pouco quantidade de empresas que cada localidade pode conter, devido ao gigantesco custo de entrada. O maquinário é investimentos pesadíssimo, e os lucros, quando vêm, demoram anos para chegar. E os custos de manutenção do parque fabril e da distribuição do produto final também são muito altos.
É visando se livrar desse último que três dos principais jornais dos Estados Unidos oferecerão, segundo Kenneth Li, do Financial Times (em reportagem reproduzida pelo Valor Econômico), com desconto, os leitores eletrônicos como parte da estratégia para ampliar as receitas digitais.
The New York Times, Boston Globe e The Washington Post utilizarão, em escala experimental, o Kindle DX em regiões onde a entrega em domicílio está indisponível. Podendo ampliar a base de clientes, sem ampliar os custos de distribuição na mesma proporção, pois ela é feita através das redes operadas pelas empresas de telecomunicações que já suprem de serviços a Amazon, distribuidora do aparelho.
Este pode ser o último sopro de esperança para os grandes grupos de mídia, hoje, baseados na impressão de tinta em papel. Se funcionar, beneficiará a muitos, se não, muitos outros blogs estarão concorrendo com o meu em um futuro não tão distante.
Veremos o que ocorrerá.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Para os pombos tudo ou, ao menos, milho

Só para constar, dêem uma olhada nesta postagem do Reinaldo Azevedo e nesta minha.
Enquanto isso, nós, ou nossos representantes, a fazer loas aos programas de transferência de renda e ao emPACado, aqui e lá fora. Ou, como diz Zé Geraldo, dando milho aos pombos.


Amorim no Hard Talk

Com o início das atividades do canal MRE no Youtube, ontem, temos acesso a pérolas como esta entrevista de Amorim à BBC:



Como sempre, é muito mais difícil convencer os estrangeiros do que os nacionais dos "milagres" que a administração Lula está fazendo no país.
Amorim tentou; Jonathan Dimbleby não parece ter saído convencido. Ainda bem, pois, como de hábito, as "realizações" apontadas estão no campo das promessas. O ministro teve a coragem de apontar as obras de infraestrutura financiadas pelo governo como um fator de crescimento (faltou usar o termo PAC). Disse mais, que aqui não temos o preconceito ideológico que impede os países da Europa e América do Norte de interferir na economia.
Em que mundo vive o topetudinho? Será que ele está falando dos mesmos países que estão intervindo loucamente há muitos meses? Ou será que ele também Life on Mars?
Destaque para a saia justa ao tentar explicar se a afirmação de Lula - de que a crise tinha sido criada por gente branca de olhos azuis - era apenas boba ou racista. Resposta do entrevistado, nem uma nem outra, era uma metáfora.
Pergunto eu, então, a metáfora foi apenas boba ou foi racista?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Apesar de tudo e todos, a globalização segue

As reações furiosas contra a globalização seguem, mas segue também o objeto delas.
A Islândia, apontada como vítima da vez, principalmente seu governo passado, resolveu que há uma forma de proteger-se de problemas futuros, aprofundá-la.
Até mesmo os que a detestam, como fazia Milton Santos, admitem que há muito que ela poderia fazer para melhorar o mundo. Só que pensam em um "outro mundo possível", traduzindo, menos capitalista e livre.
Sou entusiasta da globalização. Cedo ou tarde ela acabará destruindo essa besteira que é a pátria. O problema é que esse avanço mede-se em gerações, e não em anos, tornando-me um mero resquício de pó, quando ela chegar ao ápice.
Mas, se houver vidas pós-essa, estarei me regozijando.

Relativismo cultural: pense bem antes de apoiá-lo

Muitos no Ocidente, que se dizem progressistas, apóiam o relativismo cultural a ferro e fogo. Para eles, não podemos interferir nas opções culturais. Teremos que conviver com isso, isso e isso; calados.
Em certas ocasiões, penso: Não seria o caso de condenar os relativistas a viver nestas sociedades tão avançadas?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cidade limpa,segura e bonita

Há três anos circulou a primeira notícia sobre o que viria a ser a lei Cidade Limpa; no momento, ninguém acreditava que isso pudesse ocorrer, incluindo eu, é claro. No dia seguinte estourava a rebelião do PCC, e a grande maioria acreditou que era o Julgamento Final; os que duvidaram confirmaram o Apocalipse na segunda-feira seguinte,. Por volta deste período, Chico Buarque dizia que São Paulo é detestável, arquitetural e urbanisticamente falando.
Como vemos, São Paulo era, 3 anos atrás, mais suja e violenta que hoje, e ao menos tão detestável quanto, mesmo com algumas mudanças como a ponte estaiada e a praça Victor Civita. Como vemos, as melhorias incrementais acontecem, mas não na velocidade que gostaríamos. Um problema é que talvez sejamos muito exigentes conosco.
Em 2000, inaugurou-se a Millenium Bridge com cobertura internacional e louros à genialidade dos autores. Em julho de 2005, ocorreram ataques terroristas que foram, por qualquer ângulo abordado, piores dos que nos assolaram. Em outubro de 2005, estive por lá. Fui furtado ao chegar, visitei a ponte (uma pinguela chique) e andei pela cidade, que exibe cacofonia na arquitetura também e poluição visual, cheia de placas para todo lado, com anúncios mil, e até comércio de rua; ofereceram-me uma coxinha em bom português brasileiro.
Como vemos, não é só no Natal frio que estamos nos aproximando do primeiro mundo, mas em muitos itens. São Paulo é tão detestável quanto qualquer metrópole de bom tamanho. Não chegamos ainda ao título do artigo, mas chegaremos lá. Isso, como diz Tutty Vasquez, o povo não vê.

Ainda me candidato ao cargo

Falei isso a muito tempo, o a Doutrina Bush, e o seu Eixo do Mal, foram um tiro n'água.
Agora um especialista diz o mesmo.
Ser especialista está cada vez mais fácil, não é preciso dizer nada além do óbvio.
Outras dessas e candidatar-me-ei à função, parece haver uma carência.

sábado, 9 de maio de 2009

Montesquieu e Leal dizem o mesmo, com razão

Texto de Saul Tourinho Leal, que pode ser acessado pela internet, trata da maior visibilidade do Supremo Tribunal Federal, e de como ela levou à transformação de ministros em pop stars e figuras non gratas.
Há nele, no entanto, um trecho que quero destacar, pois está no cerne de muitos das mazelas nacionais. Diz o jurista:
"O Brasil, de pouca originalidade na criação dos próprios institutos jurídicos, é pródigo em importá-los, descaracterizando-os.
Os Estados Unidos tributam basicamente a renda. A Europa, o consumo. O Brasil tributa os dois. A Alemanha criou a cláusula de barreira que impedia a posse do candidato filiado a partido que não ultrapassasse-a. No Brasil, o instituto permitia a posse e todas as vantagens dela decorrentes, mas impedia o parlamentar de trabalhar. As affirmative actions, logo no Brasil, teve como critério a cor da pele. Nos Estados Unidos, quanto aos tipos de controle de constitucionalidade, vigora o controle difuso. Na Europa Continental, o concentrado. No Brasil, os dois. No caso da adoção da doutrina da "sociedade aberta dos intérpretes da Constituição", mais adiante tratada, seus defensores são adeptos da visão procedimentalista, que reduz a discricionariedade do Poder Judiciário no exercício da jurisdição constitucional. No Brasil, uma Corte substancialista o adota. Criatividade com institutos alheios, como se vê, não falta."
Montesquieu escreveu:
" A lei, em geral, é a razão humana, uma vez que governa todos os povos da terra; e as leis políticas e civis de cada nação não devem ser senão casos particulares em que se aplica essa razão humana. Elas devem ser tão adequadas ao povo para o qual são feitas que será um grande acaso se as leis de uma nação forem convenientes a uma outra. É preciso que elas se relacionem com a natureza e com o princípio de governo que é estabelecido ou que se quer estabelecer, quer elas o formem, como fazem as leis políticas, quer elas o mantenham, como fazem as leis civis. Devem se relacionar com o físico do país; com o clima gelado, tórrido ou temperado; com as qualidades do solo, com sua situação, sua extensão; com o gênero de vida dos povos, lavradores, caçadores ou pastores; devem se relacionar com o grau de liberdade que a constituição pode suportar; com a religião dos habitantes, com suas inclinações, com suas riquezas, com sua quantidade, com o seu comércio, com os seus costumes, com suas maneiras. Enfim, elas têm relações entre si, têm relações com sua origem, com o objeto do legislador, com a ordem das coisas sobre as quais são estabelecidas."
Na verdade, desde sempre, há um descasamento entre o desejo das elites, transplantar a civilização européia para os trópicos, em especial a francesa, e os costumes do brasileiro comum, mais identificado com o centralismo ibérico que via no seu dia-a-dia. Cada mudança que tentam introduzir na legislação amplia o fosso.
A Constituição Federal foi escrita no espírito do parlamentarismo, mas, sempre que chamada a opinar, a população reitera sua vontade de ser comandada por um presidente forte. Se queremos viver em uma democracia, não há de se combater a vontade do povo.
Não somos um país europeu, feliz ou infelizmente, temos que conviver com isso. Cabe-nos tentar fazer o melhor com o Brasil que possuímos, não importar soluções muito bonitas em outros cantos; ficariam deslocadas nestas paragens.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

De Grandis ficou louco ou terei sido eu?


Uma pessoa que é paga para, supostamente, "defender os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos perante o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais regionais federais, os juízes federais e juízes eleitorais. O MPF atua nos casos federais, regulamentados pela Constituição e pelas leis federais, sempre que a questão envolver interesse público, seja em virtude das partes ou do assunto tratado. Também cabe ao MPF fiscalizar o cumprimento das leis editadas no país e daquelas decorrentes de tratados internacionais assinados pelo Brasil. Além disso, o Ministério Público Federal atua como guardião da democracia, assegurando o respeito aos princípios e normas que garantem a participação popular" não pode dar uma declaração de há "apego excessivo" aos direitos fundamentais.
Se vocês acompanham-me faz um tempo, devem se lembrar que declarei ter perdido minha fé neste país, o Brasil, quando Lula reelegeu-se. A honestidade deixou, definitivamente, de ser um valor positivo para quem apoiou, e foi a maioria da população, um mentiroso contumaz para o cargo mais importante de nossa hierarquia política.
Devo declarar que agora estou vivendo nas raias do desespero, as coisas pioram a cada dia. Deputado que não se preocupa com a opinião pública, parlamento que não obedece a lei que ele mesmo cria e defensor dos direitos fundamentais que os acha excessivamente estimados.
Eu devo estar alucinando, será meu nome Sam Tyler?



Update: Leiam o texto do Reinaldo Azevedo sobre o comentário do procurador, mas um daqueles imperdíveis. Se ainda tivesse esperanças no futuro do Brasil, seria por haver espaço para que essas opiniões circulem, mais estamos no ramo do se...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Golpe a caminho


“Estou me lixando para a opinião pública. Até porque parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege".
Sérgio Moraes (PTB-RS)


Guardem a face deste homem aí de cima. Ele é o autor da frase em negrito, na qual diz que não liga a mínima para nós.
Não verdade, ninguém tem a obrigação de ligar para nossa opinião, a não ser nossos funcionários, como é o caso dele. Recebe muito bem, para fazer a nossa opinião ser transformada em leis e para impedir que o Executivo e o Judiciário cometam desmandos com os recursos públicos, nossos então.
E o pior é que o rapaz aí, contra quem pesam sérias acusações na Justiça, era o presidente do Conselho de Ética da Câmara até o ano passado. Continua membro do Conselho, e acha que o deputado do castelo não fez nada demais. Relatou pela inocência do homem.

Isso tudo, porém, é fichinha perto do que ocorrerá caso o novo golpe urdido pela cúpula partidária no Congresso conseguir o seu intento de aprovar a reforma política que eles pretendem.
Querem enfiar goela abaixo do eleitor o voto em lista fechada e financiamento público de campanha. Em outras palavras, congelar o status quo atual para a eternidade como a representação política dos brasileiros.

Se hoje, tendo que disputar o voto dos brasileiros, o "nobre" deputado, em cuja casa moças de família não deveriam passar nem perto, age com tal desprezo pela opinião pública, imaginem quando estiver blindado da disputa eleitoral, devendo buscar, apenas, um lugar favorável nas listas no interior de seu partido.

E os partidos não terão sequer o trabalho de buscar financiamento externo. Bastará que esperem os recursos públicos pingarem nas suas contas, com o detalhe de que a maior parte dos recursos será destinado aos que já são representados no Parlamento.

Se, agora, temos a voz rouca das ruas, caso esta estrovenga passe, não teremos nada. Farão o que bem entenderem sem prestar contas a ninguém. O que já está ruim, piorará muito.

E o pior é que eles não precisam se preocupar, afinal eles reelegem-se.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Nova experiência

Tentando aprender a usar o Wordpress.
Não sabia do que falar, então falemos de futebol.
Vejamos no que vai dar. Por enquanto, tudo que tento fazer não funciona.
Endereço: http://turmadoamendoim.wordpress.com/

Ética ou educação

Há inúmeras tentativas de explicar o porquê de a Europa mais ao norte, e seus filhotes, como os Estados Unidos da América, ser mais desenvolvida do que o resto do mundo. Martinho Lutero (o da ilustração) é considerado um diferencial importante. A mais famosa tese a enveredar por esse caminho, sem dúvida alguma, está expressa em A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber, que imputa uma essência religiosa à maior capacidade econômica encontrada por aquelas paragens.
Existe, ao meu ver, entretanto, uma falha nesta visão. Muitos dos países luteranos foram extremamente pobres durante muitos anos após a massificação dos ensinamentos éticos do monge. Os tão celebrados países nórdicos são o melhor exemplo. A Suécia foi um emissor de imigrantes para o continente americano importante durante décadas, como provam os sobrenomes mais comuns do meio-oeste norte-americano.
De modo análogo, a Itália, ou o território que viria a sé-la, abrigou as potências econômicas comerciais do Iluminismo e a península ibérica dominou o mundo durante o período denominado das "Grandes Navegações", mesmo sobre o peso moral da Igreja Católica tradicional, ou, talvez, se formos ser deterministas com relação à tradição religiosa, por causa dele.
Na minha opinião o grande diferencial está, sim, em uma inovação de Lutero, mas no campo das políticas públicas associadas às necessidades de uma ligação direta com Deus, como ele pregava, sem a intermediação necessária dos pregadores, como a relatada neste exerto, retirado de um artigo sobre o monge:
Entre as renovações que propôs, Lutero advogou pela alfabetização maciça e indistinta: cabia aos pais levar os filhos – e as filhas, novidade radical – para as escolas, além de tratar também da alfabetização dos empregados. “Lutero propõe mudanças tanto na organização do sistema escolar, tratando de questões sobre currículo, métodos, formação de professores e financiamento, como defende novos princípios e fundamentos para essa educação”, diz Luciane Muniz Ribeiro Barbosa.
O fato de ter grande parte de sua população alfabetizada em um momento histórico em que educação passou a ser um diferencial deu o impulso inicial para aqueles países de religião dominante protestante. Foi a eles permitido um treinamento fabril mais rápido e eficaz e o desenvolvimento da indústria de serviços elaborados, como o setor de seguros e financeiros, que só agora, junto com a disseminação da educação formal, começam a espraiar-se mundialmente.
Creio que a prosperidade econômica foi uma externalidade positiva da educação propagandeada por Lutero, não de uma ética especial dos países que o ouviram. Um bom laboratório para testar minha tese é o nosso país. Continuamos tendo a "malévola" ética católica, mas os índices de analfabetismo estão caindo. Veremos se haverá, ou não, um aumento da riqueza geral.

Das mais celebradas, por razões óbvias, contribuições nórdicas ao nosso continente

Será o mesmo? Ontem e hoje?

Nosso presidente é mesmo engraçado. Não sei se tem problemas cognitivos ou se é apenas cara-de-pau, mas o certo é que mandou esta, ontem, em reportagem do Estadão. Disse que não entende por que dois políticos de uma mesma região, por serem de partidos diferentes, não se entendem e evitam levar benefícios para o Estado. "Às vezes o que se vê é que um tenta sabotar o outro, de forma a impedir que o progresso avance", afirmou.
Ele não é a mesma pessoa que confessou ter feito bravatas quando estava na oposição?
Deve ter havido uma abdução alienígena no Planalto, onde, diga-se de passagem, o avistamento de ovnis só é menor do que em São Tomé das Letras. Ou então a CIA está envolvida. O certo é que alguém trocou nosso presidente.
A verdade está lá fora, mesmo. Tu-ru-ru.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tranquilizador

Lula disse, certa vez, que o vendaval lá de fora chegaria aqui como uma "marolinha", logo depois de afirmar que o tsunami não atravessaria o Atlântico. Nós todos vimos como o mar quebrou muito mais forte do que o esperado pelo presidente.
Ao menos os cientistas descartam mais vendavais aqui. Imaginem a repercussão que eles teriam por lá. Era capaz de o mundo não suportar.
Como diz o Tutty Vásquez, isso o povo não vê.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Grego caiu

O presidente Grego, final e felizmente, deixou a Confederação.
Mas será que o país recuperar-se-á de sua administração algum dia?

Pré-sal: nova era?

Os ares de Brasília, definitivamente, não fazem bem ao Lula da Silva.
"Nova Era" devido ao início de operação do pré-sal, faça-me um favor.
Consultemos o Houaiss, para a palavra era:
1 período de tempo que serve de base a um sistema cronológico e que se inicia por uma data memorável
Ex.: e. cristã
2 período de tempo, ger. longo, que começa com um fato histórico novo, notável ou marcante, ou que origina uma ordem diferente no curso dos acontecimentos
Ex.: a e. espacial, a e. do cinema
3 época histórica com características próprias e intransferíveis
Ex.: a e. napoleônica, a e. dos imperadores romanos
4 numeração que indica um ano ou certo número de anos
Ex.: a e. de 1992, a e. dos anos 1960
5 qualquer período de tempo
Ex.: aquele indivíduo pertencia a outras e.
6 Rubrica: cronologia, geologia.
unidade geocronológica formal posicionada hierarquicamente abaixo de éon e acima de período [Cada era inclui dois ou mais períodos, durante cada um dos quais um sistema de rochas foi formado.]
7 Rubrica: cronologia, geologia.
tempo durante o qual as rochas do erátema correspondente foram formadas
8 Rubrica: cronologia, geologia.
intervalo de tempo geológico correspondente ao erátema



Poderia ser um marco deste porte, talvez, o início da exploração oceânica, boas três décadas atrás. Ou a conquista da autossuficiência, muito propagandeada, mas não efetivada. Mais do mesmo não consiste início de nada.
"Nunca na história deste país", entretanto, a gramática e o vocabulário foram tão mal empregados.

Hoje tem eleição

O basquetebol decide hoje quem será o comandante da confederação pelo próximo mandato.
O atual presidente, Gerasime Bozikis, chamado de O Grego, traz no currículo o seguinte desempenho, retirado da reportagem da Folha Online: "A seleção masculina não se classificou para Olimpíadas na gestão Grego. A equipe feminina, vice-campeã dos Jogos de Atlanta-96, o último antes de o dirigente ascender ao poder, amargou o penúltimo lugar em Pequim-08, ficando à frente só do Mali".
O competidor é um ex-aliado, e presidente da federação gaúcha, Carlos Nunes. Como esteve no grupo até bem pouco, divide os lauréis ganhos com o senhor vindo da terra dos filósofos. Com ambos, a modalidade que já foi a segunda em importância, no Brasil, só fez cair.
Resumindo: as perspectivas para o futuro são negras para a bola ao cesto.

domingo, 3 de maio de 2009

Constatação

Povo e Estado não estão preparados para eventos como a Virada Cultural.
Algum dia talvez cheguemos lá.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A revolta está fervilhando




A revolta está crescendo.
Como disse recentemente, o povo demora para mexer-se, mas, quando o faz, é em turba e com requintes de crueldade.
Os nossos políticos estão brincando com fogo, apenas porque sempre o fizeram. As situações mudam, as atitudes devem mudar junto.
O aviso já foi dado, aproveita-o quem quiser.