No intuito de alertar contra a possibilidade de que ocorra, algum dia, um possível golpe branco, Ricardo Melo, faz apologia a tentativas de golpes de todas as cores do espectro.
"a expressão golpe branco tem sido atualizada constantemente. Designa artifícios que, com aura de legalidade, usurpam o poder de quem de fato deveria exercê-lo. Para ficar apenas em acontecimentos recentes: a deposição do presidente Zelaya, em Honduras (2009), e o impeachment do presidente Lugo, no Paraguai (2011). Nos dois casos, invocaram-se "preceitos constitucionais" para fulminar adversários."
Além das duas internacionais, cita também o tratamento dado pelas esferas da Justiça ao aumento do IPTU proposto pela Gestão Haddad e ao Mensalão.
Em todos os casos, nacionais ou não, houve flagrantes ilegalidades, contra a letra da lei, nos quais os Executivos acabavam por retirar dos demais poderes prerrogativas, mas isso não parece preocupar Melo. Talvez tratava-se de golpes coloridos, mais ao gosto do jornalista, o que por si só, faria tudo mais bonito e aceitável.
Tenha santa paciência, apontar quem está seguindo a lei como golpista mostra muito bem com que lado do contínuo está situado o comentarista. E não é do democrático.
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Índices obscenos, mas não apenas dentro dos presídios
Em reportagem de hoje, a Folha demonstra que há índices deploráveis de segurança para os indivíduos que o Estado coloca sobre sua custódia, mas mostra também que para os cidadãos que podem andar livres por aí a coisa não é muito melhor.
Na tabela aí abaixo, que eu modifiquei da fornecida pelo jornal, podemos ver, desconfiados, que, em uma boa parcela de estados, marcados em vermelho, é, aparentemente, menos arriscado à vida estar sob custódia do que na sociedade.
Sem contar com os marcados em verde, que, se estiverem corretos, fazem a expectativa de morte violenta cair a zero, e com os em cinza, que nem forneceram os valores.
Resumindo a coisa, podemos dizer que o Estado brasileiro, creio que a sociedade que ele representa, não valoriza a vida humana, sendo os presidiários maranhenses apenas o último exemplo bizarro disso. Há o descaso com os doentes, as mortes evitáveis com acidentes e tudo o mais.
As cabeças cortadas são apenas icônicas, não aberrantes da situação geral
Na tabela aí abaixo, que eu modifiquei da fornecida pelo jornal, podemos ver, desconfiados, que, em uma boa parcela de estados, marcados em vermelho, é, aparentemente, menos arriscado à vida estar sob custódia do que na sociedade.
Sem contar com os marcados em verde, que, se estiverem corretos, fazem a expectativa de morte violenta cair a zero, e com os em cinza, que nem forneceram os valores.
Resumindo a coisa, podemos dizer que o Estado brasileiro, creio que a sociedade que ele representa, não valoriza a vida humana, sendo os presidiários maranhenses apenas o último exemplo bizarro disso. Há o descaso com os doentes, as mortes evitáveis com acidentes e tudo o mais.
As cabeças cortadas são apenas icônicas, não aberrantes da situação geral
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Não viaja
Como diz a blogosfera por aí, o Movimento Passe Livre vai fazer uma passeata no dia 14 contra o governo tucano. Alegam que sem as falcatruas do cartel poder-se-ia ter uma tarifa de 90 centavos.
De onde eles tiraram esse número?
Segundo a divulgação feita pela imprensa dos números retirados de documentos "secretos", os desvios foram entre 226 e 450 milhões de reais. O governo do Estado diz que o desconto de 20 centavos na tarifa custar-lhe-á 200 milhões ao ano, no que não foi desmentido até o momento.
Regra de três simples mostra que o desconto total com tarifa a 90 centavos seria de 2,3 bilhões, ao ano.
Então, meu conselho: reivindica, mas não viaja.
De onde eles tiraram esse número?
Segundo a divulgação feita pela imprensa dos números retirados de documentos "secretos", os desvios foram entre 226 e 450 milhões de reais. O governo do Estado diz que o desconto de 20 centavos na tarifa custar-lhe-á 200 milhões ao ano, no que não foi desmentido até o momento.
Regra de três simples mostra que o desconto total com tarifa a 90 centavos seria de 2,3 bilhões, ao ano.
Então, meu conselho: reivindica, mas não viaja.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Resposta à comentarista
Ontem postei isso no Facebook:
Hoje foi criado um grupo de trabalho para discutir detalhes de como será o programa " Mais médicos". É assim que funciona o planejamento da "grande gestora"; toma-se uma decisão idiota e depois se tenta justificar:
Hoje chegou isso como resposta:
Vc acha que nao precisamos de medicos? Que o que temos e suficiente ? Realmente vc acha que nossa elite medica tem algum interesse rm trabalhar nas areas de periferia e carente?Temos varios problemas em infraestrutura..mas nao temos medicos. Nem qualidade no atentimento ..essa e uma realidade inquestionavel.
Bem, comentarista, acredito que você fez inferências e generalizações um pouco além do que as minhas poucas palavras podem levar a supor, mas, como são escassas as possibilidades de discutir com o público leitor, já que poucos me levam a série e se dignificam a comentar, tentarei responder suas questões ponto por ponto.
Quanto às suas afirmações.
Se não temos qualidade de atendimento, não temos infraestrutura condizente e nem médicos suficientes, como coloca, o que tem isso a ver com o fato do programa "Mais Médicos" ser uma decisão idiota?
Ele não garante a melhora da qualidade de atendimento, da infraestrutura e, pior, nem tampouco da quantidade de médicos.
Falar que criará faculdades de medicina no interior do país não faz com que tenhamos médicos de qualidade e nem com que os médicos fiquem presos no local onde cursaram sua faculdade.
Aumentar a duração do curso não gera mais médicos no futuro, ao contrário gera menos.
Garantir o acesso dos médicos estrangeiros ao mercado nacional não faz com a qualidade do atendimento e a infraestrutura melhorem tampouco. Eles tenderão a ir para os locais que oferecem melhor condição de trabalho também.
Mas, pera lá, dirá você, eles, pré-médicos nacionais e médicos estrangeiros, serão obrigados a ficar em uma certa localidade. Bem, responderei, sou contrário ao regime servil, por razões morais, e não acredito que alguém obrigado a ficar em um lugar que não deseja fará um atendimento, como diria a Chiquinha, supimpa.
De qualquer modo, verá, ao reler meu comentário, que não estava criticando a situação da saúde nos locais carentes do país, que é, por sinal, muito criticável, mas a ação de marketing que se faz passar por plano governamental.
Como pode observar pelo que comentei anteriormente, não acredito que o programa tenha qualquer futuro na forma como foi divulgado até o momento, tanto é assim que foi criado o grupo de trabalho para tentar criar um projeto de verdade. Lançar uma medida provisória com ações que não se sabe como serão estabelecidas, ou ao menos elaboradas, é só mais uma mostra de autoritarismo ilimitado. Factóide puro.
Hoje foi criado um grupo de trabalho para discutir detalhes de como será o programa " Mais médicos". É assim que funciona o planejamento da "grande gestora"; toma-se uma decisão idiota e depois se tenta justificar:
Hoje chegou isso como resposta:
Vc acha que nao precisamos de medicos? Que o que temos e suficiente ? Realmente vc acha que nossa elite medica tem algum interesse rm trabalhar nas areas de periferia e carente?Temos varios problemas em infraestrutura..mas nao temos medicos. Nem qualidade no atentimento ..essa e uma realidade inquestionavel.
Bem, comentarista, acredito que você fez inferências e generalizações um pouco além do que as minhas poucas palavras podem levar a supor, mas, como são escassas as possibilidades de discutir com o público leitor, já que poucos me levam a série e se dignificam a comentar, tentarei responder suas questões ponto por ponto.
- Não acho que precisamos de médicos e sim de um atendimento à saúde. Se esse atendimento vai ser fornecido por um médico, um bacharel em Esporte ou um jornalista, o que me importa é que seja feito. O fato é que não há esse atendimento atualmente.
- Não tenho a menor ideia se o número de médicos existentes no Brasil é ou não suficiente para o tamanho da população.
- Não acredito que a nossa elite médica tenha interesse em trabalhar nas áreas periféricas e carentes, pois eu também não gostaria de fazê-lo caso estivesse na situação deles.
Quanto às suas afirmações.
Se não temos qualidade de atendimento, não temos infraestrutura condizente e nem médicos suficientes, como coloca, o que tem isso a ver com o fato do programa "Mais Médicos" ser uma decisão idiota?
Ele não garante a melhora da qualidade de atendimento, da infraestrutura e, pior, nem tampouco da quantidade de médicos.
Falar que criará faculdades de medicina no interior do país não faz com que tenhamos médicos de qualidade e nem com que os médicos fiquem presos no local onde cursaram sua faculdade.
Aumentar a duração do curso não gera mais médicos no futuro, ao contrário gera menos.
Garantir o acesso dos médicos estrangeiros ao mercado nacional não faz com a qualidade do atendimento e a infraestrutura melhorem tampouco. Eles tenderão a ir para os locais que oferecem melhor condição de trabalho também.
Mas, pera lá, dirá você, eles, pré-médicos nacionais e médicos estrangeiros, serão obrigados a ficar em uma certa localidade. Bem, responderei, sou contrário ao regime servil, por razões morais, e não acredito que alguém obrigado a ficar em um lugar que não deseja fará um atendimento, como diria a Chiquinha, supimpa.
De qualquer modo, verá, ao reler meu comentário, que não estava criticando a situação da saúde nos locais carentes do país, que é, por sinal, muito criticável, mas a ação de marketing que se faz passar por plano governamental.
Como pode observar pelo que comentei anteriormente, não acredito que o programa tenha qualquer futuro na forma como foi divulgado até o momento, tanto é assim que foi criado o grupo de trabalho para tentar criar um projeto de verdade. Lançar uma medida provisória com ações que não se sabe como serão estabelecidas, ou ao menos elaboradas, é só mais uma mostra de autoritarismo ilimitado. Factóide puro.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Como disse há oito anos ...
...Tecnologia reduz os custos médicos, não aumenta.
Vindo da Bélgica, temos mais um exemplo disso.
Resta saber se ela será usada e contribuirá para o progresso da humanidade, pois, como sempre, os "perdedores da rodada" espernearão bastante.
Vindo da Bélgica, temos mais um exemplo disso.
Resta saber se ela será usada e contribuirá para o progresso da humanidade, pois, como sempre, os "perdedores da rodada" espernearão bastante.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
E, por falar no ...
... tema de ontem, um texto que precisa ser citado sobre o legado da Copa do Mundo.
Hoje, um ano antes da Copa e três antes das Olimpíadas, posso afirmar com certeza que foi desperdício de recursos públicos.
Na melhor das hipóteses, não passaremos vergonha durante os eventos, mas já ficou bem claro que os benefícios ao país não serão compatíveis com os custos.
Resta-nos aprender com os erros e imaginar que, daqui para frente, tudo vai ser diferentes. Veremos.
Hoje, um ano antes da Copa e três antes das Olimpíadas, posso afirmar com certeza que foi desperdício de recursos públicos.
Na melhor das hipóteses, não passaremos vergonha durante os eventos, mas já ficou bem claro que os benefícios ao país não serão compatíveis com os custos.
Resta-nos aprender com os erros e imaginar que, daqui para frente, tudo vai ser diferentes. Veremos.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Assim fica difícil
Gosto do serviço Netflix, mas tentei encontrar esses filmes lá e, de vinte, só há dois.
Pelo jeito eles não curtem muito os clientes nerds.
Pelo jeito eles não curtem muito os clientes nerds.
Pacaembú é de todos II
Como já disse anteriormente, o Pacaembú deveria ter sido privatizado quando se teve chance.
Chega agora um novo prefeito e pensa em fazer o óbvio, livrar-se do elefante branco. Mas é possível neste momento?
Não há como ser pior a hora escolhida. No momento que todas as equipes de futebol dignas de nota do município de São Paulo têm, ou estão construindo, estádio próprio, o risco de termos um imenso museu tombado no bairro do Pacaembú é enorme. E as regras para o uso do espaço são, como sabemos, draconiana, o que já afastou uma série de eventos.
Mas, como diz o ditado popular, antes tarde do que nunca.
Só fico com uma dúvida, será que o mico vai sobrar para o me Peixe?
Chega agora um novo prefeito e pensa em fazer o óbvio, livrar-se do elefante branco. Mas é possível neste momento?
Não há como ser pior a hora escolhida. No momento que todas as equipes de futebol dignas de nota do município de São Paulo têm, ou estão construindo, estádio próprio, o risco de termos um imenso museu tombado no bairro do Pacaembú é enorme. E as regras para o uso do espaço são, como sabemos, draconiana, o que já afastou uma série de eventos.
Mas, como diz o ditado popular, antes tarde do que nunca.
Só fico com uma dúvida, será que o mico vai sobrar para o me Peixe?
quarta-feira, 29 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Enquanto algums...
... ficam pensando, outros vão fazendo.
Será que nosso governo nunca ouviu falar de coisas simples como o PayPal ou é só desejo de controle mesmo.
Será que nosso governo nunca ouviu falar de coisas simples como o PayPal ou é só desejo de controle mesmo.
Seletividade religiosa
Tempos atrás, assisti na tv a uma reportagem sobre os judeus ultra-ortodoxos em Israel que decidiram usar apenas celulares que não possuíssem acesso à internet, pois essa pode levar aos pensamentos impuros.
Um colega judeu falou-me certa vez da maior sinagoga de São Paulo, na qual o elevador parava em todos os andares para evitar que os ocupantes precisassem apertar o botão, trabalhando durante o Sabah.
Agora vejo a descrição de Paulo Almeida de uma comunidade menonita situada nos Estados Unidos.
Todos têm o direito de usar as tecnologias que melhor os aprouver, mas o discurso religioso por trás desta seletividade étudo menos totalmente hipócrita. Dizer que a internet é mais maléfica do que o sms, que o uso de gás é menos prejudicial do que o de eletricidade ou que apertar um botão é trabalho enquanto se deslocar até o elevador não, não fazem o menor sentido lógico e, suspeito, teológico.
Quem quer viver no século XVII ou anterior por motivos ideológicos ou religiosos que faça direito e esqueça todas as modernidades da atualidade, se puderem.
Qualquer outra atitude é mimimi.
Um colega judeu falou-me certa vez da maior sinagoga de São Paulo, na qual o elevador parava em todos os andares para evitar que os ocupantes precisassem apertar o botão, trabalhando durante o Sabah.
Agora vejo a descrição de Paulo Almeida de uma comunidade menonita situada nos Estados Unidos.
Todos têm o direito de usar as tecnologias que melhor os aprouver, mas o discurso religioso por trás desta seletividade é
Quem quer viver no século XVII ou anterior por motivos ideológicos ou religiosos que faça direito e esqueça todas as modernidades da atualidade, se puderem.
Qualquer outra atitude é mimimi.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Potencial novo ministro do Supremo
Uma vez que não poderei opinar, não me importa muito quem é Luís Roberto Barroso, mas algo me incomoda nos processos de decisão do meritissíssimos, a falta de padrão temporal.
Se os demais indicado por Dilma levaram meses para serem escolhidos, por que Teori Savascki surgiu a toque de caixa em pleno julgamento do mensalão?
Mudanças claras de padrão costumam ser fruto de intencionalidade e, muitas vezes, más intenções.
Até agora, nada mostrou que essa minha pulga atrás da orelha possa ter alguma razão.
Mas ela segue mordendo.
Se os demais indicado por Dilma levaram meses para serem escolhidos, por que Teori Savascki surgiu a toque de caixa em pleno julgamento do mensalão?
Mudanças claras de padrão costumam ser fruto de intencionalidade e, muitas vezes, más intenções.
Até agora, nada mostrou que essa minha pulga atrás da orelha possa ter alguma razão.
Mas ela segue mordendo.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Não nos representa?
Boa constatação do Noblat, a auto-desmoralização do Senado, mostra que isso que está aí, e que insistimos em manter, infelizmente, representa-nos à perfeição: muita falação, pouca ação e genuflexão para os mais poderosos.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Decadence avec elegance
Como espera o colunista da "The Economist", talvez as envelhecidas populações dos países ricos podem ter uma mãozinha dos robôs em um futuro próximo:
"Babbage expects Japanese robot-makers to be flooding America and other export markets with cheap, single-purpose caring machines before the decade is out. As far as he and his ageing circle are concerned, they cannot come soon enough"
Aqui não esperemos isso tão cedo, pois o lobby das indústrias vai exigir defesa comercial para as indústrias "nascentes" e ficaremos com algo como isso.
E sans elegance.
"Babbage expects Japanese robot-makers to be flooding America and other export markets with cheap, single-purpose caring machines before the decade is out. As far as he and his ageing circle are concerned, they cannot come soon enough"
Aqui não esperemos isso tão cedo, pois o lobby das indústrias vai exigir defesa comercial para as indústrias "nascentes" e ficaremos com algo como isso.
E sans elegance.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Habemos carsharing
Para diminuir o prejuízo, já podemos contar com carsharing, o que, na minha ignorância, não sabia.
O método não é o melhor do qual já ouvi falar (esse, por exemplo, parece muito superior), mas já é um começo.
E, aos poucos, a tecnologia chega também a essas paragens.
O método não é o melhor do qual já ouvi falar (esse, por exemplo, parece muito superior), mas já é um começo.
E, aos poucos, a tecnologia chega também a essas paragens.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Joga fora que não é meu
Pelas contas da ESPN, nele foram gastos 2,4 bilhões, transformando-o em um dos mais caros do mundo. Acredito que a estimativa da emissora é muito conservadora, pois não leva em conta o valor do terreno e o que havia antes no lugar do Maracanã remodelado (algo deve ter sobrado, ou seria reconstruído, não?).
Teco Medina, economista, partindo de uma conta bem mais modesta, acha um absurdo o contrato fechado com os novos administradores do estádio, como vocês podem ouvir no player abaixo, pois remuneraria o estado do Rio com apenas 5 milhões de reais anuais. E, levando-se em conta prováveis investimentos no imóvel, ficaria em algo como 700 milhões
Como todos sabem, o aluguel de um imóvel costuma partir de 0,5% ao mês de seu preço de venda. Utilizando a conta da ESPN, um valor justo seria de 12 milhões POR MÊS. Mais de 5 bilhões no decorrer do período. Pelo valor apresentado pelo governo carioca, e utilizado pelo economista, algo como a metade disso.
Isso mesmo, ainda que se descontasse o valor das obras de investimento nas melhorias do estádio, o consórcio estaria em um lucro econômico entre mais de 4 bilhões, na hipótese moderada da emissora esportiva, e um pouco menos de 2 bilhões, nas contas do governo carioca,.antes de fazer qualquer coisa. Lucro que pode aumentar muito caso uma administração competente crie um giro de caixa descente no antigo monumento do futebol.
Mas, diriam, alguns, e se o consórcio está oferecendo apenas isso porque é o que realmente vale? Aí chegaremos à hipótese de que criou-se um grande elefante branco e jogou-se dinheiro pelo ralo.
Concluindo, ou se gastou mal ao construir, ou se alugou a preço irrisório ou uma mistura dos dois e, portanto, o Estado brasileiro é uma mãe mesmo, pena que não para a população em geral, mas apenas para uma pequena parcela de rentistas influentes.
Teco Medina, economista, partindo de uma conta bem mais modesta, acha um absurdo o contrato fechado com os novos administradores do estádio, como vocês podem ouvir no player abaixo, pois remuneraria o estado do Rio com apenas 5 milhões de reais anuais. E, levando-se em conta prováveis investimentos no imóvel, ficaria em algo como 700 milhões
Como todos sabem, o aluguel de um imóvel costuma partir de 0,5% ao mês de seu preço de venda. Utilizando a conta da ESPN, um valor justo seria de 12 milhões POR MÊS. Mais de 5 bilhões no decorrer do período. Pelo valor apresentado pelo governo carioca, e utilizado pelo economista, algo como a metade disso.
Isso mesmo, ainda que se descontasse o valor das obras de investimento nas melhorias do estádio, o consórcio estaria em um lucro econômico entre mais de 4 bilhões, na hipótese moderada da emissora esportiva, e um pouco menos de 2 bilhões, nas contas do governo carioca,.antes de fazer qualquer coisa. Lucro que pode aumentar muito caso uma administração competente crie um giro de caixa descente no antigo monumento do futebol.
Mas, diriam, alguns, e se o consórcio está oferecendo apenas isso porque é o que realmente vale? Aí chegaremos à hipótese de que criou-se um grande elefante branco e jogou-se dinheiro pelo ralo.
Concluindo, ou se gastou mal ao construir, ou se alugou a preço irrisório ou uma mistura dos dois e, portanto, o Estado brasileiro é uma mãe mesmo, pena que não para a população em geral, mas apenas para uma pequena parcela de rentistas influentes.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Bandinho de loucos
Tem mais gente que prefere importar a exportar além de mim.
Aqui tem um bandinho de loucos e não é, necessariamente, pelo Corinthians.
Aqui tem um bandinho de loucos e não é, necessariamente, pelo Corinthians.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Servos cubanos?
É normalmente inútil criticar anúncios de governos, pois eles tendem a entrar para a história apenas como isso mesmo, anúncios, mas esse traz tantas questões problemáticas que serei obrigado a comentar.
Começa pela simples derrubada do sistema brasileiro de ensino superior. Não existe, até onde sei, reconhecimento automático de diploma estrangeiro neste país. E, para praticar a medicina, é necessária a posse de um diploma reconhecido pelo Mec (não que eu seja favorável a isso, como já afirmei aqui e aqui e umas tantas outras vezes em todos os meios aos quais tive acesso). Como eles resolverão esse probleminha? E será apenas para os cubanos? É o sistema de ensino de lá reconhecidamente melhor do que no resto do mundo?
Continua com o acerto, entre governos, de um número certo de imigrantes. Não têm os fulanos a possibilidade de negar a vinda. São os médicos cubanos conscritos para não poderem recusar entrar nas roubadas que os brasileiros não querem. São escravos do Estado castrista (sim, seria meu chute).
E, finalmente, uma vez aqui, não lhes será facultada a possibilidade sair da roubada? O reconhecimento do diploma e o visto serão condicionados à permanência em alguma localidade erma? Estaremos recriando a categoria de servo feudal no século XXI?
Sou favorável a uma maior abertura do mercado de trabalho brasileiro a profissionais qualificados, porém esse casuísmo é injustificado. Se os brasileiros que podem optar não querem ir para aquelas localidades, o ideal seria que as condições delas fossem melhoradas, não que se produza uma gambiarra que fortaleça um regime "amigo".
Mais uma vez, diante de um problema complexo, a solução simples e errada foi sacada do bolso.
Começa pela simples derrubada do sistema brasileiro de ensino superior. Não existe, até onde sei, reconhecimento automático de diploma estrangeiro neste país. E, para praticar a medicina, é necessária a posse de um diploma reconhecido pelo Mec (não que eu seja favorável a isso, como já afirmei aqui e aqui e umas tantas outras vezes em todos os meios aos quais tive acesso). Como eles resolverão esse probleminha? E será apenas para os cubanos? É o sistema de ensino de lá reconhecidamente melhor do que no resto do mundo?
Continua com o acerto, entre governos, de um número certo de imigrantes. Não têm os fulanos a possibilidade de negar a vinda. São os médicos cubanos conscritos para não poderem recusar entrar nas roubadas que os brasileiros não querem. São escravos do Estado castrista (sim, seria meu chute).
E, finalmente, uma vez aqui, não lhes será facultada a possibilidade sair da roubada? O reconhecimento do diploma e o visto serão condicionados à permanência em alguma localidade erma? Estaremos recriando a categoria de servo feudal no século XXI?
Sou favorável a uma maior abertura do mercado de trabalho brasileiro a profissionais qualificados, porém esse casuísmo é injustificado. Se os brasileiros que podem optar não querem ir para aquelas localidades, o ideal seria que as condições delas fossem melhoradas, não que se produza uma gambiarra que fortaleça um regime "amigo".
Mais uma vez, diante de um problema complexo, a solução simples e errada foi sacada do bolso.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
No entanto
Dizem que para cada unidade investida em saneamento básico, quatro são economizadas em despesas de saúde.
No TEDTalk aqui em baixo, o palestrante afirma que cada dólar investido em pré-escola retorna três para a comunidade.
No entanto, o Brasil segue sem um ou outro.
O palestrante afirma que grande parte da razão pelos EUA não possuir um sistema universal de pré-escolas é a notória, segundo ele, orientação americana pelo curto prazo. Fico curioso em saber o que pensaria sobre a orientação brasileira.
Na semana em que se discutirá a morte de um notório Matemático, talvez fosse importante fazer algumas contas e perguntar-se se não estamos jogando fora dinheiro demais ao não cobrar nossos representantes eleitos de investimentos bem pensados.
Afinal, dinheiro parece não ser o problema.
No entanto, o Brasil segue sem um ou outro.
O palestrante afirma que grande parte da razão pelos EUA não possuir um sistema universal de pré-escolas é a notória, segundo ele, orientação americana pelo curto prazo. Fico curioso em saber o que pensaria sobre a orientação brasileira.
Na semana em que se discutirá a morte de um notório Matemático, talvez fosse importante fazer algumas contas e perguntar-se se não estamos jogando fora dinheiro demais ao não cobrar nossos representantes eleitos de investimentos bem pensados.
Afinal, dinheiro parece não ser o problema.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Energia
Interessante visão do palestrante, acredito que esteja correto no mérito, embora pense que a revolução chegará muito mais rápido do que ele próprio imagina.
Ele traz no vídeo a planificação para uma mudança ordenada, coisa que normalmente não ocorre.
Como observamos nas regiões de fronteira aqui mesmo no Brasil, as tecnologias de mais baixo custo e, principalmente, mais simples uso impõem-se. Fosse utilizada a lógica apenas do custo, provavelmente o Brasil seria a terra dos motores compatíveis com óleos vegetais e da geração solar. Como sabemos que isso não corresponde a realidade, vemos que as limitações técnicas são bastante importantes.
Porém, as mudanças necessárias para a implantação de uma economia com baixo índice de consumo de combustíveis fósseis não precisará de grandes mudanças de infraestrutura física e sim da institucional. No Brasil, por exemplo, já é mais caro o uso da energia da rede elétrica do que o custo estimado da energia solar. Dadas condições corretas de financiamento e marcos legais (que, aliás, já mudaram, permitindo a microcogeração), seria mas vantajoso colocar um painel solar no telhado do que utilizar a rede elétrica.
Acredito que as mudanças ocorrerão muito rapidamente, pois nos países mais desenvolvidos já há a vontade de facilitar a transição e nos demais não será preciso fazê-la, porque ainda não existe a infraestrutura que precisaria ser substituída, pulando uma etapa.
Resta saber se a força da mudança conseguirá sobrepujar as da inércia do status quo no tempo previsto pelo especialista ou mais rápido, como acredito.
Ele traz no vídeo a planificação para uma mudança ordenada, coisa que normalmente não ocorre.
Como observamos nas regiões de fronteira aqui mesmo no Brasil, as tecnologias de mais baixo custo e, principalmente, mais simples uso impõem-se. Fosse utilizada a lógica apenas do custo, provavelmente o Brasil seria a terra dos motores compatíveis com óleos vegetais e da geração solar. Como sabemos que isso não corresponde a realidade, vemos que as limitações técnicas são bastante importantes.
Porém, as mudanças necessárias para a implantação de uma economia com baixo índice de consumo de combustíveis fósseis não precisará de grandes mudanças de infraestrutura física e sim da institucional. No Brasil, por exemplo, já é mais caro o uso da energia da rede elétrica do que o custo estimado da energia solar. Dadas condições corretas de financiamento e marcos legais (que, aliás, já mudaram, permitindo a microcogeração), seria mas vantajoso colocar um painel solar no telhado do que utilizar a rede elétrica.
Acredito que as mudanças ocorrerão muito rapidamente, pois nos países mais desenvolvidos já há a vontade de facilitar a transição e nos demais não será preciso fazê-la, porque ainda não existe a infraestrutura que precisaria ser substituída, pulando uma etapa.
Resta saber se a força da mudança conseguirá sobrepujar as da inércia do status quo no tempo previsto pelo especialista ou mais rápido, como acredito.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Aconteceu de novo
Demorou, mas concordei novamente com Míriam Leitão (a primeira vez foi aqui), a política de campeões nacionais falhou, mas ela deixou de adjetivar, pateticamente.
O mais triste é que não é só nesse tópico que estamos mimetizando os anos de chumbo. Toda as ações pensadas pelo governo federal nos campos da economia e da infraestrutura são variações requentadas do que fizeram os militares.
Não precisa de muita imaginação para prever os resultados. Precisa?
O mais triste é que não é só nesse tópico que estamos mimetizando os anos de chumbo. Toda as ações pensadas pelo governo federal nos campos da economia e da infraestrutura são variações requentadas do que fizeram os militares.
Não precisa de muita imaginação para prever os resultados. Precisa?
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Vitória da fraude
E isso é o melhor que poderia ter acontecido à oposição venezuelana.
Não sei se houve fraude na eleição venezuelana, mas o cidadão que a venceu é uma fraude. Quando não era vice-presidente, pois o mandado de Chávez já havia expirado e ele não assumiu para conduzi-lo à vice-presidência, conforme a legislação mandava, arrogou para si esse título. Quando quis disputar a eleição, e o cargo de vice-presidente o impedia, fez valer uma resolução dizendo que ele não era vice-presidente de direito e, portanto, podia disputar a eleição.
O resultado foi proclamado e Maduro vai assumir a presidência daquele país que está em frangalhos. Sorte da oposição. Se fosse governar agora, a bomba explodiria na mão dela e esta ficaria com a pecha de "destruidora" da Venezuela e aumentaria a aura de um governo que surfou nas graças da economia mundial.
Como os criadores do problema vão ter que tentar resolvê-lo, o povo venezuelano sofrerá da mesma forma, mas ideias que não tiveram nada a ver com o desastre não sairão desgastadas.
Não sei se houve fraude na eleição venezuelana, mas o cidadão que a venceu é uma fraude. Quando não era vice-presidente, pois o mandado de Chávez já havia expirado e ele não assumiu para conduzi-lo à vice-presidência, conforme a legislação mandava, arrogou para si esse título. Quando quis disputar a eleição, e o cargo de vice-presidente o impedia, fez valer uma resolução dizendo que ele não era vice-presidente de direito e, portanto, podia disputar a eleição.
O resultado foi proclamado e Maduro vai assumir a presidência daquele país que está em frangalhos. Sorte da oposição. Se fosse governar agora, a bomba explodiria na mão dela e esta ficaria com a pecha de "destruidora" da Venezuela e aumentaria a aura de um governo que surfou nas graças da economia mundial.
Como os criadores do problema vão ter que tentar resolvê-lo, o povo venezuelano sofrerá da mesma forma, mas ideias que não tiveram nada a ver com o desastre não sairão desgastadas.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Poder de investigação
Péssima ideia, a PEC 37 é daquelas que têm tudo para prosperar. Afinal, em um congresso no qual grande parte dos próceres é envolvido com a Justiça, na função de indiciado, quanto menos investigação, melhor.
Acabaria a competição administrativa para as Polícias Civis e Federal e, com quase toda a certeza, uma acomodação destas.
E o ridículo da coisa é que estamos tentando limitar o poder de investigação de um órgão em um cenário no qual já não são esclarecidos a maioria dos crimes. Se com mais órgãos investigando é assim, imagina com menos.
Como pode um conjunto policial tão incompetente na resolução de crimes, e hoje ele ainda é o responsável pelo grosso da investigação, clamar pela exclusividade? Não sei, só a extrema cara-de-pau explica.
Acabaria a competição administrativa para as Polícias Civis e Federal e, com quase toda a certeza, uma acomodação destas.
E o ridículo da coisa é que estamos tentando limitar o poder de investigação de um órgão em um cenário no qual já não são esclarecidos a maioria dos crimes. Se com mais órgãos investigando é assim, imagina com menos.
Como pode um conjunto policial tão incompetente na resolução de crimes, e hoje ele ainda é o responsável pelo grosso da investigação, clamar pela exclusividade? Não sei, só a extrema cara-de-pau explica.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Parque dos Dinossauros IV
Se eu achava que o preservacionismo não era a contrapartida inteligente à destruição do meio-ambiente (ver Os elementais ), tampouco acredito que a dessextinção pode vir a ser.
Ficar brincando de Mãe Natureza nuca foi o forte da humanidade, costuma errar quando faz de propósito e quando faz sem querer. Por que seria diferente agora?
Há o porém, entretanto, de que a Lei de Murphy sempre prevalece e, breve, teremos animais dessextintos livres e desimpedidos por aí. Da minha parte, espero nunca encontrar com uma ave do terror ao sair para trabalhar, mas já não dá para garantir 100%.
Ficar brincando de Mãe Natureza nuca foi o forte da humanidade, costuma errar quando faz de propósito e quando faz sem querer. Por que seria diferente agora?
Há o porém, entretanto, de que a Lei de Murphy sempre prevalece e, breve, teremos animais dessextintos livres e desimpedidos por aí. Da minha parte, espero nunca encontrar com uma ave do terror ao sair para trabalhar, mas já não dá para garantir 100%.
terça-feira, 12 de março de 2013
Disse tudo
"Não é difícil matar o monstro: sem ingressos gratuitos, sem verbas e ônibus para viagens, sem ajudas de custo para os chefes das “torcidas organizadas”, todas morrerão de raquitismo. Enquanto agonizam, que a polícia investigue e prenda, que o Ministério Público enquadre e que a Justiça condene. Simples assim. O problema é que o primeiro passo para o fim das organizações criminosas depende dos dirigentes. E todos, por ação ou omissão, são cúmplices da bandidagem."
Quanto respeito pode ter uma organização que contribui com a sua própria diminuição de receita financiando torcedores ao invés de ser financiada por eles?
Exato, nenhum.
E a prática é corrente no país.
Quanto respeito pode ter uma organização que contribui com a sua própria diminuição de receita financiando torcedores ao invés de ser financiada por eles?
Exato, nenhum.
E a prática é corrente no país.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Sofisma
Impostos são regressivos no Brasil.
O Tesouro é financiado por impostos.
Quanto mais rico, mais você usa energia elétrica
As distribuidoras de energia serão financiadas pelo Tesouro.
Logo os mais pobres estão sendo beneficiados por essa situação toda.
O Tesouro é financiado por impostos.
Quanto mais rico, mais você usa energia elétrica
As distribuidoras de energia serão financiadas pelo Tesouro.
Logo os mais pobres estão sendo beneficiados por essa situação toda.
segunda-feira, 4 de março de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
Já se mostra superior ao anterior
Pelo menos no suporte às vítimas de acidentes.
Como já comentei anteriormente, tem gente que não gosta de aparecer em tragédia, o que não foi o caso desta vez.
Na tragédia de Santa Maria, a Presidente da República não se escondeu na Cúpula que está ocorrendo no Chile e logo pronunciou-se e mostrou consideração para com o povo que governa.
Tenho muitos senões à atual administração, mas a administradora ganhou um pouco do meu respeito.
Felizmente, entre as muitas más inovações, como o aumento da ingerência estatal nas empresas, aparece uma boa.
Como já comentei anteriormente, tem gente que não gosta de aparecer em tragédia, o que não foi o caso desta vez.
Na tragédia de Santa Maria, a Presidente da República não se escondeu na Cúpula que está ocorrendo no Chile e logo pronunciou-se e mostrou consideração para com o povo que governa.
Tenho muitos senões à atual administração, mas a administradora ganhou um pouco do meu respeito.
Felizmente, entre as muitas más inovações, como o aumento da ingerência estatal nas empresas, aparece uma boa.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Os números, é claro, são feitos para confundir.
O doutor em Direito Penal usou as páginas de O Globo (aqui no site do Noblat) para dizer que o Brasil está errado em encarcerar tanto e deveria ser como Nova Iorque, que está prendendo menos do que o resto dos Estados Unidos. Pode até estar certo na sua tese, mas o que ele ensina mesmo é como usar um monte de números para dizer nada.
Primeiro, ele usa comparações completamente descabidas, cita os Estados Unidos, que prende muito mais do que o Brasil, para dizer que deveríamos prender menos. Quem garante que os índices de criminalidade de lá não são menores justamente porque prendem muito mais?
Usando os dados do próprio artigo, e considerando como total de brasileiros 200 milhões, vemos que para se enquadrar no exemplo americano o Brasil deveria, ao menos, dobrar a população carcerária:
Cita o prefeito Bloomberg dizendo que é melhor prevenir, no que concordo, mas nada acrescenta sobre o remediar. Acrescenta, no entanto, uma informação totalmente enganosa, a de que estamos fechando escolas e abrindo presídios, como se houvesse causalidade na equação. Há pouquíssimas crianças compulsoriamente fora da escola no Brasil. Se houver qualquer causalidade entre educação e criminalidade, o problema estará na falta de qualidade do serviço, não na ausência física da escola e o fechamento de equipamentos é, e e será por um longo período, natural pela diminuição das taxas de natalidade e, consequentemente, do número de crianças. Desinformação, portanto.
E, por fim, retorna às comparações descabidas com os Estados Unidos, que, segundo ele, demonstram que o Brasil está fazendo a coisa errada ao crescer mais a taxa de encarceramento, sem citar que a base era muito menor, ou com o próprio Brasil, só que em períodos distintos.
Faz uma pergunta final, por que não copiar as boas políticas? Só me pergunto se ele quer realmente prender muito mais como seria a cópia das de Nova Iorque.
Primeiro, ele usa comparações completamente descabidas, cita os Estados Unidos, que prende muito mais do que o Brasil, para dizer que deveríamos prender menos. Quem garante que os índices de criminalidade de lá não são menores justamente porque prendem muito mais?
Usando os dados do próprio artigo, e considerando como total de brasileiros 200 milhões, vemos que para se enquadrar no exemplo americano o Brasil deveria, ao menos, dobrar a população carcerária:
| Brasil | 549577 |
| Brasil ( taxa NY) | 948000 |
| Brasil ( taxa EUA) | 1300000 |
E, por fim, retorna às comparações descabidas com os Estados Unidos, que, segundo ele, demonstram que o Brasil está fazendo a coisa errada ao crescer mais a taxa de encarceramento, sem citar que a base era muito menor, ou com o próprio Brasil, só que em períodos distintos.
Faz uma pergunta final, por que não copiar as boas políticas? Só me pergunto se ele quer realmente prender muito mais como seria a cópia das de Nova Iorque.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Quase decadência
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Antes tarde...
Já disse ser a favor e no Valor Econômico de sexta-feira há reportagem dizendo que os exportadores estão animados com o programa ( para assinantes, aqui), mas não consigo ficar animado exultante com com a desoneração fiscal da folha salarial.
Ela chegou muito tarde, quando seus efeitos serão limitadíssimos, mais amenizando temporariamente tendências estruturais do que resolvendo problemas dos empresários.
Se é fato que o Brasil encontra-se em pleno emprego, medidas como essa podem causar redistribuição dos ganhos de produtividade e não diminuição dos custos efetivos das empresas. Elas acabarão pagando salários maiores e anulando os ganhos fiscais. Isso me parece bom para o trabalhador, porém tende a gerar mais importação ao invés de aumentar competitividade.
E quanto à importação, o aumento de um tributo para "equalizar" a competitividade brasileira e estrangeira vai causar um aumento de preços para o consumidor final.
Deste modo, é mais uma medida que chega quando é menos necessária, mostrando a falta de agilidade dos governos brasileiros.
Mas, convenhamos, é melhor do que nunca.
Ela chegou muito tarde, quando seus efeitos serão limitadíssimos, mais amenizando temporariamente tendências estruturais do que resolvendo problemas dos empresários.
Se é fato que o Brasil encontra-se em pleno emprego, medidas como essa podem causar redistribuição dos ganhos de produtividade e não diminuição dos custos efetivos das empresas. Elas acabarão pagando salários maiores e anulando os ganhos fiscais. Isso me parece bom para o trabalhador, porém tende a gerar mais importação ao invés de aumentar competitividade.
E quanto à importação, o aumento de um tributo para "equalizar" a competitividade brasileira e estrangeira vai causar um aumento de preços para o consumidor final.
Deste modo, é mais uma medida que chega quando é menos necessária, mostrando a falta de agilidade dos governos brasileiros.
Mas, convenhamos, é melhor do que nunca.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Ele já sabia
Trecho da obra de al-Jahiz, poeta árabe de origem africana do século VI VIII:
"O homem que é nobre não finge ser nobre, não mais do que o que é eloquente finge ser eloquente. Quando um homem exagera suas qualidades, é porque alguma coisa lhe falta; o valentão dá-se ares porque sabe de sua fraqueza."*
Trecho da obra da CUT:
"A CUT é solidária com LULA e com o Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelas profundas transformações recentes no país."
Não só Freud explica, al-Jahiz também.
* Retirado de Uma história dos povos árabes
"O homem que é nobre não finge ser nobre, não mais do que o que é eloquente finge ser eloquente. Quando um homem exagera suas qualidades, é porque alguma coisa lhe falta; o valentão dá-se ares porque sabe de sua fraqueza."*
Trecho da obra da CUT:
"A CUT é solidária com LULA e com o Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelas profundas transformações recentes no país."
Não só Freud explica, al-Jahiz também.
* Retirado de Uma história dos povos árabes
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Como queríamos demonstrar
Foi dito aqui, e está sendo detectado pelo Josias de Souza mais rápido do que você pode pronunciar "Julgamento no dos outros é refresco".
Os políticos nacionais continuam bastante previsíveis, não?
Os políticos nacionais continuam bastante previsíveis, não?
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Celso Mello concordando comigo
Se ele afirmou que os atos de ofício dos deputados mensaleiros deveriam ser anulados, concorda comigo em gênero, número e grau.
Pena que não acontecerá.
Pena que não acontecerá.
domingo, 30 de setembro de 2012
Aceitando a provocação
Recentemente um amigo mandou-me uma estocada via Facebook, fazendo apologia ao governo Lula, com o comunicado Ipea que fala da desconcentração da renda no Brasil (aqui entrevista do presidente do órgão). Vou aceitar a provocação e comentar a publicação.
De princípio, uma lembrança deve ser feita, o método utilizado para estimar a concentração de renda é muito ruim. Pessoas mentem ao falar sua renda, principalmente os mais ricos, e o estudo é todo baseado em autodeclaração. Levando-se em conta que é um estudo temporal, e imagino que o método não mudou ao longo do tempo, pode-se acreditar que o erro é mantido constante na série e que a tendência demonstrada é o retrato da realidade: a desconcentração de renda realmente está ocorrendo. Trabalho com essa hipótese.
O comunicado em si, porém, é decepcionante. Além de ser mais um veículo de defesa dos programas de transferência condicionada* (cujo maior exemplo é o bolsa-família), ele não toca nos motivos que levaram à desconcentração. Faz apenas um exercício de contabilidade demonstrando a movimentação das rendas pelas diversas "classes sociais". Tampouco prova que a ação governamental, como queria demostrar o provocador do Facebook, é responsável direta por essa mudança estrutural da sociedade. Até mesmo a Bolsa-família, tão incensado pelo comunicado pelo sua eficácia a custo baixo, parece-me pouco afeito a tamanha revolução.
Informa o comunicado que o bolsa-família é o mais "progressivo" dos fatores, mas, pergunto eu, como pode ser progressivo um elemento que transfere dinheiro dos impostos quando os impostos são, no Brasil, dos instrumentos mais regressivos que existem? Se os mais extorquidos são os de menor renda, é possível dizer que as bolsas têm contribuindo para diminuir a disparidade? Elas não estariam, no máximo, fazendo uma redistribuição na qual os mais pobres contribuem proporcionalmente mais? Os muitíssimo pobres não estariam financiando os miseráveis? Não tenho respostas para essas perguntas, mas elas me fazem duvidar da conclusão dos técnicos do Ipea de o Bolsa-família ser o veículo governamental de melhor desempenho para baixar o Coeficiente de Gini.
Quanto às demais ações governamentais, creio que as implementadas pelos governos petistas ainda não tiveram tempo de surtir efeito estrutural sensível sobre a distribuição de renda no país. Quaisquer que sejam essas ações, e, que me lembre agora, só vejo duas ações com esse potencial - a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério) -, elas levam décadas para surtir efeito na estrutura social.
As grandes mudanças sociais que permitiram essa desconcentração de renda foram, na minha opinião, por grau de importância:
* Tenho certa reserva pelos benefícios de transferência condicionada devido ao imenso poder que estes conferem ao governo de plantão sobre os beneficiários.
De princípio, uma lembrança deve ser feita, o método utilizado para estimar a concentração de renda é muito ruim. Pessoas mentem ao falar sua renda, principalmente os mais ricos, e o estudo é todo baseado em autodeclaração. Levando-se em conta que é um estudo temporal, e imagino que o método não mudou ao longo do tempo, pode-se acreditar que o erro é mantido constante na série e que a tendência demonstrada é o retrato da realidade: a desconcentração de renda realmente está ocorrendo. Trabalho com essa hipótese.
O comunicado em si, porém, é decepcionante. Além de ser mais um veículo de defesa dos programas de transferência condicionada* (cujo maior exemplo é o bolsa-família), ele não toca nos motivos que levaram à desconcentração. Faz apenas um exercício de contabilidade demonstrando a movimentação das rendas pelas diversas "classes sociais". Tampouco prova que a ação governamental, como queria demostrar o provocador do Facebook, é responsável direta por essa mudança estrutural da sociedade. Até mesmo a Bolsa-família, tão incensado pelo comunicado pelo sua eficácia a custo baixo, parece-me pouco afeito a tamanha revolução.
Informa o comunicado que o bolsa-família é o mais "progressivo" dos fatores, mas, pergunto eu, como pode ser progressivo um elemento que transfere dinheiro dos impostos quando os impostos são, no Brasil, dos instrumentos mais regressivos que existem? Se os mais extorquidos são os de menor renda, é possível dizer que as bolsas têm contribuindo para diminuir a disparidade? Elas não estariam, no máximo, fazendo uma redistribuição na qual os mais pobres contribuem proporcionalmente mais? Os muitíssimo pobres não estariam financiando os miseráveis? Não tenho respostas para essas perguntas, mas elas me fazem duvidar da conclusão dos técnicos do Ipea de o Bolsa-família ser o veículo governamental de melhor desempenho para baixar o Coeficiente de Gini.
Quanto às demais ações governamentais, creio que as implementadas pelos governos petistas ainda não tiveram tempo de surtir efeito estrutural sensível sobre a distribuição de renda no país. Quaisquer que sejam essas ações, e, que me lembre agora, só vejo duas ações com esse potencial - a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério) -, elas levam décadas para surtir efeito na estrutura social.
As grandes mudanças sociais que permitiram essa desconcentração de renda foram, na minha opinião, por grau de importância:
- a queda da taxa de natalidade ocorrida nas décadas passadas, marcadamente na de 1970;
- a universalização dos ensinos fundamental e médio iniciada na chamada década perdida (anos de 1980) e completada durante o governo FHC;
- controle da hiperinflação, que é uma ação conjuntural, mas, por atingir mais fortemente aos mais pobres, desconcentra renda violentamente, ocorrida no governo Franco e continuada pelos demais;
- mudança dos termos de troca, nacional e internacionalmente, dos intensivos em capital para os intensivos em trabalho;
- abertura relativa da economia iniciada pelo Governo Collor, e continuada, com reservas, pelos governos Franco e FHC, que permitiu a atuação da mudança número 4, e,
- fim do processo de êxodo rural.
E claro que provar essas inferências demandariam trabalhos acadêmicos que eu não vou realizar, inclusive por falta de competência para tanto, porém fica claro que minhas convicções quanto aos governos petistas não saíram nem um pouco arranhadas após a publicação do comunicado Ipea. Até que se prove o contrário, e acho difícil que o façam, eles continuam sendo incompetentes e pouco contribuíram para o progresso da nação, ao contrário do que quer fazer crer meu amigo provocador.
* Tenho certa reserva pelos benefícios de transferência condicionada devido ao imenso poder que estes conferem ao governo de plantão sobre os beneficiários.
sábado, 15 de setembro de 2012
Comportamento normal
Ouçam o áudio:
Concordo com o Haddad, é normal as pessoas fragilizadas mudarem de versão recorrentemente, basta ter como exemplo o padrinho de sua candidatura Lula "eu não sabia- fui traído - o PT fez apenas o que se faz recorrentemente - não houve mensalão" da Silva.
No PT, inclusive, parece haver uma epidemia de normalidade.
Concordo com o Haddad, é normal as pessoas fragilizadas mudarem de versão recorrentemente, basta ter como exemplo o padrinho de sua candidatura Lula "eu não sabia- fui traído - o PT fez apenas o que se faz recorrentemente - não houve mensalão" da Silva.
No PT, inclusive, parece haver uma epidemia de normalidade.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A questão da oferta
Dois textos de hoje dão o pontapé inicial para a questão da oferta barrando um produto interno bruto mais robusto (aqui e aqui). O engraçado é que as nossa brilhante equipe econômica não vê as coisas do mesmo modo e procura limitar ainda mais a oferta interna por essas bandas.
Ou seja, estamos, para não dizer em português mais claro, malajambrados.
Ou seja, estamos, para não dizer em português mais claro, malajambrados.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A nota da presidente
Cada um vê benção no lugar que lhe dê na telha, mas é bom dar uma limpadinha nas lentes cor-de-rosa com as quais dona Dilma enxerga o governo passado, mesmo porque não contestou nenhuma das imputações feitas por Fernando Henrique Cardoso ao governo passado. Deve, então, concordar com o ex-presidente em suas alegações e, não sei por quais motivos, gosta de carregar a pesada cruz que recebeu. Pesada e, aos olhos dela, bendita.
Segue a nota:
“Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais “O Globo” e “O Estado de S. Paulo”, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.
Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil”
Ps1: Ela deve entender de tentativa menor de reescrever a história, pois seu partido tenta fazê-lo de maneira grandiosa desde sempre.
Ps2: Se for verdade que o estadista pensa na próxima geração, enquanto o político comum pensa na próxima eleição, Lula é o anti-exemplo de estadista..
Ps3: As ações governamentais parecem contradizer as palavras presidenciais quanto às condições que herdou. Falhas as palavras ou as ações?
sexta-feira, 6 de julho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Lógica à Argentina
"Las autoridades de las islas Malvinas han convocado hoy a un referéndum, que se celebrará en 2013, para que su población, cuyo 70% es de origen británico, exprese si desea que este archipiélago del Atlántico Sur siga regido por Reino Unido. Los malvinenses buscan así ejercer el derecho a la autodeterminación que establece la Carta de las Naciones Unidas, pero que Argentina ve inaplicable porque los considera “población implantada”. Desde la década de los sesenta, la Asamblea General y el Comité de Descolonización de la ONU vienen reclamando a Argentina y Reino Unido que se sienten a negociar la soberanía de las islas en disputa “teniendo en cuenta los intereses de la población de las Malvinas”."
Sendo implantada, a população das Falklands / Malvinas (70% de origem britânica) não teria direito à autodeterminação.
Será que o mesmo se aplica à Argentina?
Sendo implantada, a população das Falklands / Malvinas (70% de origem britânica) não teria direito à autodeterminação.
Será que o mesmo se aplica à Argentina?
domingo, 10 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
O Ipem do Aragão
Ao querer criticar o Supremo por errar na falta de equidade de tratamento a "mensaleiros" de várias vertentes, parece-me que o cientista político está com a balança quebrada.
Oras, apesar de alcunhados de forma idêntica, as tramóias foram distintas, ao menos no que vazou para a imprensa, mesmo que em dois deles alguns personagens fossem os mesmos.
Tentar desqualificar o processo do julgamento que foi marcado para agosto alegando injustiça de viés político chega a ser uma uma falta de consideração com as idiossincrasias da Justiça brasileira.
Oras, apesar de alcunhados de forma idêntica, as tramóias foram distintas, ao menos no que vazou para a imprensa, mesmo que em dois deles alguns personagens fossem os mesmos.
Tentar desqualificar o processo do julgamento que foi marcado para agosto alegando injustiça de viés político chega a ser uma uma falta de consideração com as idiossincrasias da Justiça brasileira.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
A ligeireza das tartarugas
Editorial de O Globo cita, acertadamente ao meu ver, que o processo do Mensalão, prestes, dizem, a ser julgado, correu em tempo razoável para os padrões judiciais brasileiros.
Creio que essa celeridade relativa irá trazer, caso resulte em punição de réus, consequência impensada poucos anos atrás: a contestação, por parte da classe política, do "privilégio" de foro.
Ninguém, afinal, defende um privilégio de ser julgado mais rápido e sofrer as consequências do seus atos se pode, como a grande maioria dos pilantras de colarinho branco brasileiros, protelar ad eternum a punição.
Estou curioso para ver os resultados.
Creio que essa celeridade relativa irá trazer, caso resulte em punição de réus, consequência impensada poucos anos atrás: a contestação, por parte da classe política, do "privilégio" de foro.
Ninguém, afinal, defende um privilégio de ser julgado mais rápido e sofrer as consequências do seus atos se pode, como a grande maioria dos pilantras de colarinho branco brasileiros, protelar ad eternum a punição.
Estou curioso para ver os resultados.
Não será o último
Muito pouco a acrescentar a esse editorial a não ser o fato de que, como o texto tangencia sem nisso se deter, nada mudará enquanto não extinguirem as mentalidade de politização do futebol e concepção de grande demais para quebrar envolvendo os times de massa que cercam o "nobre esporte bretão".
Muitas novelas Ronaldinhos X Flamengos acontecerão no interim.
Muitas novelas Ronaldinhos X Flamengos acontecerão no interim.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
A explicação
Murilo Aragão resume as causas dos índices de popularidade de todos os presidentes do Brasil.
O personalismo de nossa política é a ponta mais aparente do iceberg cultural brasileiro, tendente a acreditar no sobrenatural e em super-poderes de certos humanos, em outras palavras, dado ao primitivismo.
Talvez superemos isso algum dia, mas, até lá, teremos que conviver com esses fazedores de milagres que derrubam a inflação com um tiro só ou dão à luz programas de aceleração.
O personalismo de nossa política é a ponta mais aparente do iceberg cultural brasileiro, tendente a acreditar no sobrenatural e em super-poderes de certos humanos, em outras palavras, dado ao primitivismo.
Talvez superemos isso algum dia, mas, até lá, teremos que conviver com esses fazedores de milagres que derrubam a inflação com um tiro só ou dão à luz programas de aceleração.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Dizem por aí
A despeito das previsões catastróficas do historiador Villa, acho que a situação não irá se deteriorar tanto.
Por mais que a China desacelere, o que vendemos é algo que as ditaduras geralmente não ousam deixar de consumir, comida para as massas e armas contra elas, criando um certo hedge natural.
De qualquer modo, ouço por aí que a arrecadação paulista está caindo.
Por mais que a China desacelere, o que vendemos é algo que as ditaduras geralmente não ousam deixar de consumir, comida para as massas e armas contra elas, criando um certo hedge natural.
De qualquer modo, ouço por aí que a arrecadação paulista está caindo.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
A Vida é Feia
Deveria ser o título do filme planejado em 1972 sobre um palhaço em Campo de Concentração Nazista.
Provavelmente esse seria um marco da filmografia de excelente qualidade formado sobre o tema Holocausto, daqueles que nos faz pensar, torna-nos deprimido e, por isso, valem muito a pena assistir.
Dica do Blog do Monastério.
Provavelmente esse seria um marco da filmografia de excelente qualidade formado sobre o tema Holocausto, daqueles que nos faz pensar, torna-nos deprimido e, por isso, valem muito a pena assistir.
Dica do Blog do Monastério.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Honrando a crasse
Chamem os amadores, por Tutátis, antes que os céus caiam sobre nossas cabeças.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
A nova prática da velha fraude
Não é mais aquela conversa fiada de sou uma pobre viúva de um corrupto na Nigéria ou algo parecido, agora a coisa é direta, envie-nos 65 euros e leve 3 milhões e meio de dólares.
Parece um bom negócio, não?
Dear Beneficiary,
Having reviewed all the obstacles and problems surrounding the transfer of your (USD$3,500,000.00) and your inability to meet up with some charges levied against you due to the past transfer options, We the Board of Directors, Bank Of Africa (BOA) has ordered our Foreign Payment Remittance Unit to issue you a CORPORATE VISA CARD where your payment will be uploaded and today, we got notice that your Payment has been uploaded into this CORPORATE VISA CARD and also have registered it with EMS EXPress for delivery to you.
For your information, The delivery charges has been paid and they were supposed to have shipped your packaged ATM CARD but they insisted that you must re-confirm to them your current delivery address to ensure accurate Delivery.
MOST IMPORTANT: Due to the content of the package, EMS EXPress Courier mandated that before your package will be shipped, A Tax/Stamp Duty MUST be procured according to the New Customs Creed and the essence of such Document is to ensure a hitch-free delivery and the amount is 65 Euros only.
Therefore reconfirm your current delivery address (i.e 1. Full Names, 2. Delivery Address and 3. Telephone Number) to EMS EXPress Delivery Company.
Wayne Andy
EMS EXPress International Benin
Lot No. 23 Patte D'Oie
03 BP 2147
Cotonou
Email: ems_courierltd@globomail.com
Tel: +229-9855-6965
Please hurry now as your package might incure dumourages if it stays more than 3days with EMS EXPress Delivery Company.
Thanks,
Mrs.annie
For the Management of BOA
Cotonou Benin Republic.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Amadou Sanogo
Eu apoio
Se é isso que o PT quer, eu apoio:
Mas parece que não é. como demonstram notícias veiculadas aqui e ali (exemplo).
Mas parece que não é. como demonstram notícias veiculadas aqui e ali (exemplo).
A vontade governamental de revirar o caso apartidariamente é igual a nota de mil, adoraria ter uma no bolso, mas ela não existe.
O que houve foi um surto de " pegamos eles" antes de olhar no espelho e ver que estavam todos no mesmo barco. Assim que a olhadinha ocorreu, a vontade passou.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Occupy Planalto
Como a desindustraialização é balela, não entendo a razão dos movimentistas não estarem reclamando.
Afinal uma coisa é certa, os beneficiados pelo pacotaço (diz o governo) ou pacotinho (dizem os industriais) são bem menos do que os famosos 1%, que aqui, ao contrário do que ocorre por lá, costumam sempre ser os mesmos.
Afinal uma coisa é certa, os beneficiados pelo pacotaço (diz o governo) ou pacotinho (dizem os industriais) são bem menos do que os famosos 1%, que aqui, ao contrário do que ocorre por lá, costumam sempre ser os mesmos.
Dizem, confesso que não li, que Adam Smith descrevia o mercantilismo como "a economia a serviço do Príncipe". Parece que evoluímos muito nos últimos 236 anos; os príncipes estão um pouco mais numerosos.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Estava errada e prova
A confissão está aqui.
Mas nossa casa legislativa não se faz de rogada, mantém o impossível: criminaliza com um dado objetivo (0,6 de álcool) e quer provar com dados subjetivos.
Como dizem as vovós, quem faz mal feito tem que repetir depois.
Já sabemos que logo mais nova lei seca chega por aí.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Cada vez mais evidente
O Congresso Nacional é midiático, preocupando-se com tudo, menos a qualidade do que produz. Legisla muito e legisla mau (e aqui).
Será que algum dia escaparemos dessa sina?
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Será que algum dia serei amigável assim?
Repito a pergunta: por que não tenho amigos assim?
Acho que preciso tomar aulas de simpatia com os políticos.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Só para pontuar a (falta de) qualidade de nossos governantes
Trecho da coluna de Dora Kramer:
"Fogo de palha.
Na campanha de 2010 sempre que se perguntava à candidata Dilma Rousseff sobre seus planos na área de segurança pública ela batia na mesma tecla: aplicaria no âmbito federal o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro. Pois agora o projeto foi arquivado sob o argumento de que é materialmente inviável.
Reavaliações são normais. Nesse caso, porém, seria de se imaginar que na condição de gerente do governo então em curso Dilma teria escolhido as UPPs como bandeira de campanha a partir da comprovação de sua viabilidade."
sexta-feira, 9 de março de 2012
Será?
Em adição ao que escrevo desde 2005 (no blog, pois falo a muito mais tempo), uma entrevista que levanta uma lebre, que se for mesmo verdade, amplia a tese de que somos elementais, e não faz pouco tempo: A desaparição de uma boa parcela dos habitantes do planeta com a chegada de Colombo à América pode ter precipitado uma pequena mostra de era glacial no século XVI.
Vejamos o que a ciência dirá a esse respeito no futuro.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Por mais capitalismo na internet
É o que pede Jaron Lanier (http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/jaron-lanier-defende-uma-internet-mais-humana/1791172/), pois só com a propriedade privada disseminada, inclusive no mundo virtual, pode haver democracia.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Hipocrisia ou estupidez?
A morte da "Dona da Daslu" fez ressurgir na blogosfera os sentimentos anticapitalistas mais arraigados.
Ao contrário do gordinho do Megaupload, a ela não foi devotado nenhum sentimento de consternação pela pena extremamente alta, 90 e tantos anos, quase um Lindenberg, e até se ridicularizou um comentário do jornalista Bóris "Isso é uma vergonha" Casoy, muito sensato, por sinal, pois é evidente que o caso de fraude fiscal foi utilizado como uma válvula de escape para o imbróglio político da época do mensalão.
Acontece que o herói dos socialistas de butique, o gordinho, é responsável por uma queda de arrecadação tributária muito maior do que qualquer Daslu jamais será capaz de causar e as leis descumpridas são expressão do mesmo Estado que os de butique idolatram.
Fico, então, pensando cá comigo: é hipocrisia ou só estupidez mesmo?
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Diz a Folha que:
"As prisões brasileiras estão cheias de criminosos que cometeram delitos menores e poderiam receber penas alternativas à de prisão. A lei 12.403, de maio de 2011, faculta ao magistrado uma série de medidas cautelares para substituir prisões preventivas, que também contribuem para lotar as cadeias."
E, de fato, isso é um problema grave. Pior, porém, é que as ruas brasileiras estão cheias de criminosos que cometeram delitos graves e poderiam receber uma pena.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Pra não dizer que eu não falei eu te disse
Prestem atenção neste trecho:
Não corrobora o que disse alguns anos atrás?
E não é que já uso o "streaming" regularmente em menos de 10 anos de espera? Será que estamos evoluindo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Das liberdades de recepção
Fez muito bem o ministro Dias Toffoli ontem, liberdades políticas não podem ser separadas das liberdades de escolha mais prosaicas.
O ator deixando de lado a pregação ecológica e fazendo o que sabe, atuar
O mesmo governo que pretende retirar a legitimidade das pessoas para escolher os programas que assistem acredita que elas são boas em escolher governos. Isso não pode ser verdade, é uma questão de lógica básica.
Ou o governo aceita que os indivíduos têm discernimento ou pede,como diria Nascimento, pra sair, pois foram eles mesmos que o colocaram lá. O discernimento é o mesmo, assim como a legitimidade das escolhas.
O ator deixando de lado a pregação ecológica e fazendo o que sabe, atuar
Não à mídia encabrestada, tenha o nome de controle social ou outro qualquer.
sábado, 26 de novembro de 2011
E ainda se diz justiça
Olha a beleza da coisa. Senador eleito em 2006 pode vir a ser cassado por irregularidades na eleição. Só que estamos em 2011 e a definição da coisa pode ser postergada por tempo indeterminado.
E há juízes que reclamam dos que reclamam da justiça brasileira.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Eu te disse
Sempre quis fazer isso e, aproveitando uma postagem do Drunkeynesian, fou fazê-lo: Eu te disse, eu te disse.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Se liga, Brasil, II
Só para atualizar, a Time elegeu a Folha Artificial como uma das 50 melhores invenções do ano.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Ponto muito importante
Levantado pelo professor Dalmo Dallari no Entre Aspas de ontem: República consiste, também, de responsabilização.
No reino do "Eu não sabia", chamar de república é cada vez mais pantomímico.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Um outro mundo é possível
Afinal, nos vivemos nele.
Não é espantoso como os ditos mercados estão reagindo mal ao fato de os juros exigidos da Itália para a rolagem de sua dívida ter atingido o teto de 7%, o que, descontada a inflação européia, dá uns 5%, ao mesmo tempo que os especialistas indicam investir aqui, com juros reais ainda maiores?
Também acho, mas vai entender esses seres do mundo desenvolvido.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Mais é melhor que menos, não?
Cá está algo com o qual concordo:
Resolveremos nossos problemas com mais progresso e não com menos.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Vá a merda, Lula
Estou, a cerca de cinco dias, sendo bombardeado com mensagens favoráveis ao ex-presidente do Brasil, via redes sociais e "grande mídia", o que muito me aborrece, pois, como sabem, não tenho nenhuma simpatia por essa figura. Se me perguntassem seis dias atrás o que eu desejava para Lula, eu responderia: que vá a merda. Que deveria responder hoje?
Mas antes algumas digressões sobre o que se anda falando e escrevendo por aí:
Devo lembrar aos idiotas baba-ovos que ficam agora vendo lutas de classes em todas as manifestações da internet são exatamente do mesmo extrato social daqueles a quem denunciam? E que essa demonstração de ojeriza ao contraditório, fundado ou não, é apenas mais uma demonstração de intolerância ao pensamento divergente de um grupelho que se acha dotado de superioridade moral?
Não há luta de classes (conceito com o qual, diga-se de passagem, não concordo) quando todos que se digladiam são representantes da mesma. É pura lógica.
Devo lembrar que aqueles que são acusados de torcer para que o ex-presidente cale-se estariam apenas mimetizando o comportamento do próprio?
Desejar que o adversário político recolha-se está na mente de todos, se falta humanidade ou cavalheirismo na forma como isso é expressado é uma discussão válida, mas que não venham fingir que um grande democrata está a ser vilipendiado por tiranetes em potencial.
Será que exigir coerência de alguém é um ato de direitismo "das elites"? Foram "as elites" que anunciaram que o SUS era um sistema quase perfeito? Ao não utilizar o SUS estaria Lula abrindo uma vaga para quem não pode pagar o Sírio-Libanês?
Como sistema perfeito, o SUS não deveria sujeitar ninguém à falta de vagas, como "quase", imagino que não também, mas o fato é que Lula afirmou isso durante uma campanha eleitoral, e, como todas as suas afirmações, isso só valia como libelo de suas capacidades como administrador. Se mentiu para o povo a quem queria governar, nada mais justo que esse mesmo povo cobre um pouco de coerência. Ou se trata no Sistema, ou diga a verdade, que mentiu descaradamente no passado.
É risível o que diz Paulo Moreira Leite. A CPMF existiu durante anos e arrecadou fábulas para o Governo Federal, mas nunca garantiu melhora sensível no atendimento do público usuário. Hipocrisia é dizer que lutar pela manutenção de um imposto é brigar por mais verbas para uma pasta. E nem é necessário falar que os desperdícios provocados por má gestão do patrimônio do Estado e das contribuições causam perdas muito maiores do que a da arrecadação daquele imposto. A título de comparação, só o custo fiscal das reservas cambiais é maior do que isso.
Há muito se tenta escrever uma hagiografia do homem Luís Inácio da Silva, esta é apenas mais uma realidade, a de paciente, que irão distorcer para aumentar o mito Lula.
Vou, no entanto, manter a minha coerência. Tratar-se de um moribundo não muda a natureza da afirmação. O que eu faria na sexta-feira, faço hoje, na quarta. Minha resposta ao questionamento seria: Lula, vá a merda.
sábado, 15 de outubro de 2011
Professores
Não vou mentir para vocês, não me lembro com saudades de nenhum professor que tenha tido, ao menos não de algum no exercício do cargo, embora houvesse os que fossem excelentes pessoas. Acho que nem era o profissional em si o problema, mas a condição de estudante, e tudo que a cercava, que me oprimia. Desta forma, não vou ficar fazendo loas a um ou a outro.
Para não ficar em branco, entretanto, o dia que lhes é dedicado pela sociedade, postarei uma cena de um filme que, coisa rara, realmente me emocionou quando assisti. E até hoje não sei o porquê. Freud deve explicar.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
O Brasil, acostumado a engolir tanta coisa indesejável, pode se livrar de uma
É só a lógica fria prevalecer e nossa lei ser cumprida.
Eu sei que é esperar muito da Justiça, mas mais dia, menos dia, as leis terão que ser cumpridas.
Que tal agora?
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Coisas do Brasil
Ou melhor, de São Paulo.
Deputado diz que sabe quem cometeu um crime, mas não revela nem morto.
Deputado diz que sabe quem cometeu um crime, mas não revela nem morto.
Prefeitura que é rápida no gatilho em fechar empreendimento comercial, não vê motivo para evacuar prédios com população carente em situação similar.
E a coerência, ô.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Cordial, o brasileiro
Veja esse sensacional post, de um português, que mostra até onde vai a "cordialidade" brasileira.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Sexy ladies até a página 2
Não entendo, mesmo, mulheres, como a Wanessa Camargo, que ficam anos tentando vender uma imagem de objetos sexuais e quando um camarada diz que a comeria, ficam ofendidinhas.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Suscitou dúvidas
Ontem, fingindo assistir à Bloomberg Television, ouvi a "revelantíssima" notícia de que Tiger Woods acaba de deixar a lista dos 50 primeiros no ranking mundial de golfe masculino.
O que isso quer dizer? Não sei, para mim muito pouco, mas é um indicativo da potência econômica que o Esporte, e não apenas o golfe, é hoje em dia. Afinal, em semana de aprofundamento da crise grega, não me parece que o ocaso de um atleta seria a notícia em que apostaria minhas fichas para aparecer no escasso tempo televisivo de uma empresa especializada em economia e finanças.
Apareceu, porém.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
É fantástico
Se não se pode usar um indício de uma organização do governo que serve apenas para descobrir possíveis ilegalidades para fundamentar pedidos, vejam bem, pedido, de quebra de sigilo, para que serviria essa organização então.
O STJ declarou que não pode usar as informações dessa instituição, dado que a PF amparou o pedido de escutas telefônicas em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e isso motivou a anulação da investigação.
Como vemos, caseiros devem tremer, mas qualquer poderoso não.
Uol procurando sarna para se coçar
Afinal, manter uma página dessa não é brincadeira.
Imagina o tamanho da equipe necessária para mantê-la atualizada.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Divergindo até nisso
Como podem ver, não divirjo só na nas idéias discordantes, até na somatotipia estou fora da moda.
No vale de 74, estou muito fora do desvio padrão.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
"A Missão" versão Facebook
Se já era impossível na vida comum, agora temos que ser também na virtual.
Assim não pode, assim não dá, pô.
Assim não pode, assim não dá, pô.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Deu na Folha
Agora a ameaça é dupla, para tentar viabilizar Haddad na prefeitura de São Paulo, pensa-se em oferecer o Ministério da Educação para Chalita (assinantes cliquem aqui).
Equivale ao tombo, seguido de coice e todos rindo em volta. Escárnio puro.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
"Não contavam com a minha astúcia"
É o que deve ter pensado o Ministro da Fazenda.
Se há uma semana havia quem notasse sua discrição, hoje não existe quem não seja afetado pelo brutal aumento de carga tributária e protecionismo disfarçado de política industrial de benefício da indústria nacional.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Um contra todos. Ou: Faltarão fiscais.
Andando pelas ruas hoje dou de cara com uma manchete, acho que do Diário de S. Paulo: "Proibição dos celulares em banco é só no papel". Ou algo assim.
Curiosamente, antes da caminhada, estava no Metrô lendo um texto curto chamado "O que torna as leis efetivas", que pregava que o sistema legal não deve ser uma luta do Estado contra a sociedade.
Lembrei-me de texto meu do passado, também curto, sobre o mesmo assunto.Vamos, então, a uma citação,
"Não há prisões suficientes, policiais suficientes, tribunais suficientes para impor uma lei que não é apoiada pelo povo". Hubert Humphrey.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
O modo brasileiro de fazer as coisas
Enquanto em locais menos do futuros e mais do presente planejam antes de fazer as compras governamentais, no Brasil acontece isso:
Esperam o aparelho chegar no hospital e ocupar espaço preciosos para depois efetuar reformas estruturais necessárias.
Deve ser para não errar nas medidas, não é mesmo?
E a respeito da postagem de ontem
Gostaria de postar um pequeno trecho do livro The Rise and Fall of the Great Powers, de Paul Kennedy, mostrando como mais dinheiro para governos resulta, geralmente, em mais desperdício,em um círculo vicioso. Isso foi o que fizeram com o Tesouro espanhol:
"Only by the desperate measure of confiscating the treasure from the Indies and seizing all specie in Spain could the monies be found to support the war against the Protestant princes. His 1552 campaign at Metz cost 2.5 million ducats alone—about ten times the emperor’s normal income from the Americas at that time. Not surprisingly, he was driven repeatedly to raise fresh loans, but always on worse terms: as the crown’s credit tumbled, the interest rates charged by the bankers spiraled upward, so that much of the ordinary revenue had to be used simply to pay the interest on past debts.24 When Charles abdicated, he bequeathed to Philip II an official Spanish debt of some 20 million ducats. Philip also inherited a state of war with France, but one which was so expensive that in 1557 the Spanish crown had to declare itself bankrupt. At this, great banking houses like the Fuggers were also brought to their knees. It was a poor consolation that France had been forced to admit its own bankruptcy in the same year—the major reason for each side agreeing to negotiate at Cateau-Cambresis in 1559—for Philip had then immediately to meet the powerful Turkish foe. The twenty-year Mediterranean war, the campaign against the Moriscos of Granada, and then the interconnected military effort in the Netherlands, northern France, and the English Channel drove the crown to search for all possible sources of income. Charles V’s revenues had tripled during his reign, but Philip II’s “doubled in the period 1556–73 alone, and more than redoubled by the end of the reign.”His outgoings, however, were far larger. In the Lepanto campaign (1571), it was reckoned that the maintenance of the Christian fleets and soldiers would cost over 4 million ducats annually, although a fair part of this burden was shared by Venice and the papacy. The payments to the Army of Flanders were already enormous by the 1570s, and nearly always overdue: this in turn provoking the revolts of the troops, particularly after Philip’s 1575 suspension of payments of interest to his Genoese bankers."
Será que podemos esperar melhor sorte dos Estados modernos na gestão do público?
Até o momento, nada me leva a crê-lo.
"Only by the desperate measure of confiscating the treasure from the Indies and seizing all specie in Spain could the monies be found to support the war against the Protestant princes. His 1552 campaign at Metz cost 2.5 million ducats alone—about ten times the emperor’s normal income from the Americas at that time. Not surprisingly, he was driven repeatedly to raise fresh loans, but always on worse terms: as the crown’s credit tumbled, the interest rates charged by the bankers spiraled upward, so that much of the ordinary revenue had to be used simply to pay the interest on past debts.24 When Charles abdicated, he bequeathed to Philip II an official Spanish debt of some 20 million ducats. Philip also inherited a state of war with France, but one which was so expensive that in 1557 the Spanish crown had to declare itself bankrupt. At this, great banking houses like the Fuggers were also brought to their knees. It was a poor consolation that France had been forced to admit its own bankruptcy in the same year—the major reason for each side agreeing to negotiate at Cateau-Cambresis in 1559—for Philip had then immediately to meet the powerful Turkish foe. The twenty-year Mediterranean war, the campaign against the Moriscos of Granada, and then the interconnected military effort in the Netherlands, northern France, and the English Channel drove the crown to search for all possible sources of income. Charles V’s revenues had tripled during his reign, but Philip II’s “doubled in the period 1556–73 alone, and more than redoubled by the end of the reign.”His outgoings, however, were far larger. In the Lepanto campaign (1571), it was reckoned that the maintenance of the Christian fleets and soldiers would cost over 4 million ducats annually, although a fair part of this burden was shared by Venice and the papacy. The payments to the Army of Flanders were already enormous by the 1570s, and nearly always overdue: this in turn provoking the revolts of the troops, particularly after Philip’s 1575 suspension of payments of interest to his Genoese bankers."
Será que podemos esperar melhor sorte dos Estados modernos na gestão do público?
Até o momento, nada me leva a crê-lo.
domingo, 28 de agosto de 2011
Mergulhemos no populismo ...
Ou usemos o pouco que nos resta de racionalidade?
Na Europa, principalmente, e nos Estados Unidos, forma-se no ar o espírito de que os ricos devem ser sobretaxados para que os Estados nacionais paguem suas dívidas.
Pergunto-me, devemos tirar patrimônio dos que comprovadamente gerem bem o seu para regar os cofres de quem, por razões políticas (populismo, no português claro), encalacrou-se em uma situação pré-falimentar?
Se os Estados nacionais soubessem usar bem o dinheiro do qual dispõem não estariam na situação na qual se encontram e as vidas de seus cidadãos seriam muito melhores.
Pode pegar bem com os eleitores esse onda redistributiva, mas está pra nascer uma situação entre "roubar" dos ricos para "dar" aos pobres realmente funciona. Robin Hood só é bom na ficção, e mesmo assim lá ele é contra o governo vigente.
Na vida real a "estorinha", e a história assim o demonstra, acaba sempre em pauperização de todos menos uma classe; a política.
Se Warren Buffet, porém, quiser doar toda a sua fortuna para o governo de seu país, que doe. Ele é livre para tal e deve saber o que está fazendo.
Na Europa, principalmente, e nos Estados Unidos, forma-se no ar o espírito de que os ricos devem ser sobretaxados para que os Estados nacionais paguem suas dívidas.
Pergunto-me, devemos tirar patrimônio dos que comprovadamente gerem bem o seu para regar os cofres de quem, por razões políticas (populismo, no português claro), encalacrou-se em uma situação pré-falimentar?
Se os Estados nacionais soubessem usar bem o dinheiro do qual dispõem não estariam na situação na qual se encontram e as vidas de seus cidadãos seriam muito melhores.
Pode pegar bem com os eleitores esse onda redistributiva, mas está pra nascer uma situação entre "roubar" dos ricos para "dar" aos pobres realmente funciona. Robin Hood só é bom na ficção, e mesmo assim lá ele é contra o governo vigente.
Na vida real a "estorinha", e a história assim o demonstra, acaba sempre em pauperização de todos menos uma classe; a política.
Se Warren Buffet, porém, quiser doar toda a sua fortuna para o governo de seu país, que doe. Ele é livre para tal e deve saber o que está fazendo.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Coroação de uma personalidade
Em um mundo em que a pessoa vale pelo que produz, o bom e velho capitalismo, foi extremamente lisonjeira a reação que os mercados tiveram à decisão de Steve Jobs de afastar-se da presidência da Apple. Tanto as ações da companhia tiveram uma forte queda, mais de 5 %, quanto as das efetivas fabricantes de suas engenhocas. Demonstra que os acionistas acreditam que Jobs sozinho vale mais de 20 bilhões de dólares.
Justo. Se até a gigante Google resolveu mimetizar a Apple, e rumores afirmam que a Microsoft seguirá o mesmo passo, o estrategista por trás do avanço da companhia que há uma década e meia estava entre as perdedoras do mundo da tecnologia e hoje consegue figurar entre as Top 3 em valor de mercado deve mesmo ser celebrado.
Com o perdão do péssimo trocadilho, Good Jobs, Steve.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Das páginas da penúltima Foreign Affairs
A respeito da inovação em geração de energias alternativas:
"But overall, the picture is grim. This is true not only for the United States but also for the rest of the world, because the market for clean-energy technologies is global. Whether this shakeout will strengthen or weaken the clean-energy industry will depend on how policymakers, notably in the United States, prepare for it. The root cause of today's troubles is a boom-and-bust cycle of policies that have encouraged investors to flock to clean-energy projects that are quick and easy to build rather than invest in more innovative technologies that could stand a better chance of competing with conventional energy sources over the long haul. Indeed, nearly seven-eighths of all clean-energy investment worldwide now goes to deploying existing technologies, most of which are not competitive without the help of government subsidies. Only a tiny share of the investment focuses on innovation."
Como de costume, o governo não favorece a inovação neste caso, apesar da enorme propaganda em contrário.
Se você for depender do governo para grandes revoluções científicas, morrerá esperando. Ele é, razoavelmente, bom para fomentar mudanças incrementais. Para algo realmente inovador, sinto informar aos anti-mercado, têm que se contar com a iniciativa individual.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Pode não ser ilegal
Mas certamente é imoral e engorda, pois não deixa que os ocupantes façam atividade física e atrapalha serviços essenciais de um dos estados mais pobres da União.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Lobby da internet
Essa nova lei das Tvs a cabo só pode ser uma forma de obrigar os espectadores para o streming via web. Se os canais 100% têm aquela audiência que todos sabemos agora que geralmente são de graça na grade das operadoras, por que alguém ira pagar para ter que os engolir?
domingo, 7 de agosto de 2011
A que ponto chegamos?
Quando um veículo sabidamente, para ser brando, lambe-botas do petismo publica uma carta como esta, é porque as besteiras cometidas foram grandes demais.
Em breve haverá quem peça por controle da mídia internacional e denunciará uma seção internacional do PIG.
Em breve haverá quem peça por controle da mídia internacional e denunciará uma seção internacional do PIG.
sábado, 6 de agosto de 2011
Pra variar
Uma vez que digo o mesmo faz algum tempo, não posso deixar de recomendar o artigo do Depósito de ... .
Vejam que há, algumas vezes, coisas com a qual concordo mesmo.
Vejam que há, algumas vezes, coisas com a qual concordo mesmo.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sobre a microrreorganização tributária
Sobre as medidas de desoneração da folha de algumas indústrias escolhidas, devo dizer que sou favorável a não ser por um importante detalhe, de ter sido feita em apenas algumas indústrias escolhidas.
Sou favorável à tese de que somente nos desenvolveremos de fato quando os consumidores tiverem ampla liberdade de escolha em como usufruírem do produto de seu trabalho. Onerações da folha, sejam por qual motivo forem, suprimem esse direito do trabalhador e minam o livre mercado, inclusive incentivando os empresários a gerar menos empregos.
Como não foi generalizada e seguiu-se à um aumento dos impostos sobre o faturamento das empresas beneficiadas, essa microrreorganização tributária leva um 6,5 na minha avaliação. Nada genial, mas para a média do governo é uma melhora marcante.
Assinar:
Postagens (Atom)
