quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Os números, é claro, são feitos para confundir.

O doutor em Direito Penal usou as páginas de O Globo (aqui no site do Noblat) para dizer que o Brasil está errado em  encarcerar tanto e deveria ser como Nova Iorque, que está prendendo menos do que o resto dos Estados Unidos. Pode até estar certo na sua tese, mas o que ele ensina mesmo é como usar um monte de números para dizer nada.
Primeiro, ele usa comparações completamente descabidas, cita os Estados Unidos, que prende muito mais do que o Brasil, para dizer que deveríamos prender menos. Quem garante que os índices de criminalidade de lá não são menores justamente porque prendem muito mais?
Usando os dados do próprio artigo, e considerando como total de brasileiros 200 milhões, vemos que para se enquadrar no exemplo americano o Brasil deveria, ao menos, dobrar a população carcerária:

Brasil 549577
Brasil ( taxa NY) 948000
Brasil ( taxa EUA) 1300000
Cita o prefeito Bloomberg dizendo que é melhor prevenir, no que concordo, mas nada acrescenta sobre o remediar. Acrescenta, no entanto, uma informação totalmente enganosa, a de que estamos fechando escolas e abrindo presídios, como se houvesse causalidade na equação. Há pouquíssimas crianças compulsoriamente fora da escola no Brasil. Se houver qualquer causalidade entre educação e criminalidade, o problema estará na falta de qualidade do serviço, não na ausência física da escola e o fechamento de equipamentos é, e e será por um longo período, natural pela diminuição das taxas de natalidade e, consequentemente, do número de crianças. Desinformação, portanto.
E, por fim, retorna às comparações descabidas com os Estados Unidos, que, segundo ele, demonstram que o Brasil está fazendo a coisa errada ao crescer mais a taxa de encarceramento, sem citar que a base era muito menor, ou com o próprio Brasil, só que em períodos distintos.
Faz uma pergunta final, por que não copiar as boas políticas? Só me pergunto se ele quer realmente prender muito mais como seria a cópia das de Nova Iorque.




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Quase decadência

Para quem já foi disso, isso me parece um pouco decadente.
Os rumores e fofocas já foram melhores com o ex-rei.
Credite como outra punhalada nas costas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Antes tarde...

Já disse ser a favor e no Valor Econômico de sexta-feira há reportagem dizendo que os exportadores estão animados com o programa ( para assinantes, aqui), mas não consigo ficar animado exultante com com a desoneração fiscal da folha salarial.
Ela chegou muito tarde, quando seus efeitos serão limitadíssimos, mais amenizando temporariamente tendências estruturais do que resolvendo problemas dos empresários.
Se é fato que o Brasil encontra-se em pleno emprego, medidas como essa podem causar redistribuição dos ganhos de produtividade e não diminuição dos custos efetivos das empresas. Elas acabarão pagando salários maiores e anulando os ganhos fiscais. Isso me parece bom para o trabalhador, porém tende a gerar mais importação ao invés de aumentar competitividade.
E quanto à importação, o aumento de um tributo para "equalizar" a competitividade brasileira e estrangeira vai causar um aumento de preços para o consumidor final.
Deste modo, é mais uma medida que chega quando é menos necessária, mostrando a falta de agilidade dos governos brasileiros.
Mas, convenhamos, é melhor do que nunca.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ele já sabia

Trecho da obra de al-Jahiz, poeta árabe de origem africana do século VI VIII:

"O homem que é nobre não finge ser nobre, não mais do que o que é eloquente finge ser eloquente. Quando um homem exagera suas qualidades, é porque alguma coisa lhe falta; o valentão dá-se ares porque sabe de sua fraqueza."*

Trecho da obra da CUT:

"A CUT é solidária com LULA e com o Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelas profundas transformações recentes no país."

Não só Freud explica, al-Jahiz também.


* Retirado de Uma história dos povos árabes

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Como queríamos demonstrar

Foi dito aqui, e está sendo detectado pelo Josias de Souza mais rápido do que você pode pronunciar "Julgamento no dos outros é refresco".
Os políticos nacionais continuam bastante previsíveis, não?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Celso Mello concordando comigo

Se ele afirmou que os atos de ofício dos deputados mensaleiros deveriam ser anulados, concorda comigo em gênero, número e grau.
Pena que não acontecerá.

domingo, 30 de setembro de 2012

Aceitando a provocação

Recentemente um amigo mandou-me uma estocada via Facebook, fazendo apologia ao governo Lula, com o comunicado Ipea que fala da desconcentração da renda no Brasil (aqui entrevista do presidente do órgão). Vou aceitar a provocação e comentar a publicação.
De princípio, uma lembrança deve ser feita, o método utilizado para estimar a concentração de renda é muito ruim. Pessoas mentem ao falar sua renda, principalmente os mais ricos, e o estudo é todo baseado em autodeclaração. Levando-se em conta que é um estudo temporal, e imagino que o método não mudou ao longo do tempo, pode-se acreditar que o erro é mantido constante na série e que a tendência demonstrada é o retrato da realidade: a desconcentração de renda realmente está ocorrendo. Trabalho com essa hipótese.
O comunicado em si, porém, é decepcionante. Além de ser mais um veículo de defesa dos programas de transferência condicionada* (cujo maior exemplo é o bolsa-família), ele não toca nos motivos que levaram à desconcentração. Faz apenas um exercício de contabilidade demonstrando a movimentação das rendas pelas diversas "classes sociais". Tampouco prova que a ação governamental, como queria demostrar o provocador do Facebook, é responsável direta por essa mudança estrutural da sociedade. Até mesmo a Bolsa-família, tão incensado pelo comunicado pelo sua eficácia a custo baixo, parece-me pouco afeito a tamanha revolução.
Informa o comunicado que o bolsa-família é o mais "progressivo" dos fatores, mas, pergunto eu, como pode ser progressivo um elemento que transfere dinheiro dos impostos quando os impostos são, no Brasil, dos instrumentos mais regressivos que existem? Se os mais extorquidos são os de menor renda, é possível dizer que as bolsas têm contribuindo para diminuir a disparidade? Elas não estariam, no máximo, fazendo uma redistribuição na qual os mais pobres contribuem proporcionalmente mais? Os muitíssimo pobres não estariam financiando os miseráveis? Não tenho respostas para essas perguntas, mas elas me fazem duvidar da conclusão dos técnicos do Ipea de o Bolsa-família ser o veículo governamental de melhor desempenho para baixar o Coeficiente de Gini.
Quanto às demais ações governamentais, creio que as implementadas pelos governos petistas ainda não tiveram tempo de surtir efeito estrutural sensível sobre a distribuição de renda no país. Quaisquer que sejam essas ações, e, que me lembre agora, só vejo duas ações com esse potencial - a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério) -, elas levam décadas para surtir efeito na estrutura social.
As grandes mudanças sociais que permitiram essa desconcentração de renda foram, na minha opinião, por grau de importância:

  1. a queda da taxa de natalidade ocorrida nas décadas passadas, marcadamente na de 1970;
  2. a universalização dos ensinos fundamental e médio iniciada na chamada década perdida (anos de 1980) e completada durante o governo FHC;
  3. controle da hiperinflação, que é uma ação conjuntural, mas, por atingir mais fortemente aos mais pobres, desconcentra renda violentamente, ocorrida no governo Franco e continuada pelos demais;
  4. mudança dos termos de troca, nacional e internacionalmente, dos intensivos em capital para os intensivos em trabalho;
  5. abertura relativa da economia iniciada pelo Governo Collor, e continuada, com reservas, pelos governos Franco e FHC, que permitiu a atuação da mudança número 4, e,
  6. fim do processo de êxodo rural.
E claro que provar essas inferências demandariam trabalhos acadêmicos que eu não vou realizar, inclusive por falta de competência para tanto, porém fica claro que minhas convicções quanto aos governos petistas não saíram nem um pouco arranhadas após a publicação do comunicado Ipea. Até que se prove o contrário, e acho difícil que o façam, eles continuam sendo incompetentes e pouco contribuíram para o progresso da nação, ao contrário do que quer fazer crer meu amigo provocador.



* Tenho certa reserva pelos benefícios de transferência condicionada devido ao imenso poder que estes conferem ao governo de plantão sobre os beneficiários.

sábado, 15 de setembro de 2012

Comportamento normal

Ouçam o áudio:
Concordo com o Haddad, é normal as pessoas fragilizadas mudarem de versão recorrentemente, basta ter como exemplo o padrinho de sua candidatura Lula "eu não sabia- fui traído - o PT fez apenas o que se faz recorrentemente - não houve mensalão" da Silva.
No PT, inclusive, parece haver uma epidemia de normalidade.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A questão da oferta

Dois textos de hoje dão o pontapé inicial para a questão da oferta barrando um produto interno bruto mais robusto (aqui e aqui). O engraçado é que as nossa brilhante equipe econômica não vê as coisas do mesmo modo e procura limitar ainda mais a oferta interna por essas bandas.
Ou seja, estamos, para não dizer em português mais claro, malajambrados.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A nota da presidente


Cada um vê benção no lugar que lhe dê na telha, mas é bom dar uma limpadinha nas lentes cor-de-rosa com as quais dona Dilma enxerga o governo passado, mesmo porque não contestou nenhuma das imputações feitas por Fernando Henrique Cardoso ao governo passado. Deve, então, concordar com o ex-presidente em suas alegações e, não sei por quais motivos, gosta de carregar a pesada cruz que recebeu. Pesada e, aos olhos dela, bendita.
Segue a nota:
“Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais “O Globo” e “O Estado de S. Paulo”, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.
Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil”

Ps1: Ela deve entender de tentativa menor de reescrever a história, pois seu partido tenta fazê-lo de maneira grandiosa desde sempre.
Ps2: Se for verdade que o estadista pensa na próxima geração, enquanto o político comum pensa na próxima eleição, Lula é o anti-exemplo de estadista..
Ps3: As ações governamentais parecem contradizer as palavras presidenciais quanto às condições que herdou. Falhas as palavras ou as ações?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Ipem do Aragão

Ao querer criticar o Supremo por errar na falta de equidade de tratamento a "mensaleiros" de várias vertentes, parece-me que o cientista político está com a balança quebrada.
Oras, apesar de alcunhados de forma idêntica, as tramóias foram distintas, ao menos no que vazou para a imprensa, mesmo que em dois deles alguns personagens fossem os mesmos.
Tentar desqualificar o processo do julgamento que foi marcado para agosto alegando injustiça de viés político chega a ser uma uma falta de consideração com as idiossincrasias da Justiça brasileira.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A ligeireza das tartarugas

Editorial de O Globo cita, acertadamente ao meu ver, que o processo do Mensalão, prestes, dizem, a ser julgado, correu em tempo razoável para os padrões judiciais brasileiros.
Creio que essa celeridade relativa irá trazer, caso resulte em punição de réus, consequência impensada poucos anos atrás: a contestação, por parte da classe política, do "privilégio" de foro.
Ninguém, afinal, defende um privilégio de ser julgado mais rápido e sofrer as consequências do seus atos se pode, como a grande maioria dos pilantras de colarinho branco brasileiros, protelar ad eternum a punição.
Estou curioso para ver os resultados.

Não será o último

Muito pouco a acrescentar a esse editorial a não ser o fato de que, como o texto tangencia sem nisso se deter, nada mudará enquanto não extinguirem as mentalidade de politização do futebol e concepção de grande demais para quebrar envolvendo os times de massa que cercam o "nobre esporte bretão".
Muitas novelas Ronaldinhos X Flamengos acontecerão no interim.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A explicação

Murilo Aragão resume as causas dos índices de popularidade de todos os presidentes do Brasil.
O personalismo de nossa política é a ponta mais aparente do iceberg cultural brasileiro, tendente a acreditar no sobrenatural e em super-poderes de certos humanos, em outras palavras, dado ao primitivismo.
Talvez superemos isso algum dia, mas, até lá, teremos que conviver com esses fazedores de milagres que derrubam a inflação com um tiro só ou dão à luz programas de aceleração.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dizem por aí

A despeito das previsões catastróficas do historiador Villa, acho que a situação não irá se deteriorar tanto.
Por mais que a China desacelere, o que vendemos é algo que as ditaduras geralmente não ousam deixar de consumir, comida para as massas e armas contra elas, criando um certo hedge natural.
De qualquer modo, ouço por aí que a arrecadação paulista está caindo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Vida é Feia

Deveria ser o título do filme planejado em 1972 sobre um palhaço em Campo de Concentração Nazista.
Provavelmente esse seria um marco da filmografia de excelente qualidade formado sobre o tema Holocausto, daqueles que nos faz pensar, torna-nos deprimido e, por isso, valem muito a pena assistir.

Dica do Blog do Monastério.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Honrando a crasse

Capturado pelo Kibeloco, vejam o que a falta de revisão está fazendo ao jornalismo brasileiro. Depois estranhamos quando há luta pelo controle social da mídia.
Chamem os amadores, por Tutátis, antes que os céus caiam sobre nossas cabeças.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A nova prática da velha fraude

Não é mais aquela conversa fiada de sou uma pobre viúva de um corrupto na Nigéria ou algo parecido, agora a coisa é direta, envie-nos 65 euros e leve 3 milhões e meio de dólares.
Parece um bom negócio, não?
Dear Beneficiary,

Having reviewed all the obstacles and problems surrounding the transfer of your (USD$3,500,000.00) and your inability to meet up with some charges levied against you due to the past transfer options, We the Board of Directors, Bank Of Africa (BOA) has ordered our Foreign Payment Remittance Unit to issue you a CORPORATE VISA CARD where your payment will be uploaded and today, we got notice that your Payment has been uploaded into this CORPORATE VISA CARD and also have registered it with EMS EXPress for delivery to you.

For your information, The delivery charges has been paid and they were supposed to have shipped your packaged ATM CARD but they insisted that you must re-confirm to them your current delivery address to ensure accurate Delivery.

MOST IMPORTANT: Due to the content of the package, EMS EXPress Courier mandated that before your package will be shipped, A Tax/Stamp Duty MUST be procured according to the New Customs Creed and the essence of such Document is to ensure a hitch-free delivery and the amount is 65 Euros only.

Therefore reconfirm your current delivery address (i.e 1. Full Names, 2. Delivery Address and 3. Telephone Number) to EMS EXPress Delivery Company.

Wayne Andy
EMS EXPress International Benin
Lot No. 23 Patte D'Oie
03 BP 2147
Cotonou
Email: ems_courierltd@globomail.com
Tel: +229-9855-6965


Please hurry now as your package might incure dumourages if it stays more than 3days with EMS EXPress Delivery Company.

Thanks,
Mrs.annie
For the Management of BOA
Cotonou Benin Republic.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Amadou Sanogo


Esse é o gênio por trás da ação que conseguiu dividir um país e criar um novo "paraíso" para grupos terroristas islâmicos no que era o norte do Mali até um mês atrás.

Eu apoio

Se é isso que o PT quer, eu apoio:



Mas parece que não é. como demonstram notícias veiculadas aqui e ali (exemplo).
A vontade governamental de revirar o caso apartidariamente é igual a nota de mil, adoraria ter uma no bolso, mas ela não existe.
O que houve foi um surto de " pegamos eles" antes de olhar no espelho e ver que estavam todos no mesmo barco. Assim que a olhadinha ocorreu, a vontade passou.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Occupy Planalto

Como a desindustraialização é balela, não entendo a razão dos movimentistas não estarem reclamando.
Afinal uma coisa é certa, os beneficiados pelo pacotaço (diz o governo) ou pacotinho (dizem os industriais) são bem menos do que os famosos 1%, que aqui, ao contrário do que ocorre por lá, costumam sempre ser os mesmos.
Dizem, confesso que não li, que Adam Smith descrevia o mercantilismo como "a economia a serviço do Príncipe". Parece que evoluímos muito nos últimos 236 anos; os príncipes estão um pouco mais numerosos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Estava errada e prova

A confissão está aqui.
Mas nossa casa legislativa não se faz de rogada, mantém o impossível: criminaliza com um dado objetivo (0,6 de álcool) e quer provar com dados subjetivos.
Como dizem as vovós, quem faz mal feito tem que repetir depois.
Já sabemos que logo mais nova lei seca chega por aí.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cada vez mais evidente

O Congresso Nacional é midiático, preocupando-se com tudo, menos a qualidade do que produz. Legisla muito e legisla mau (e aqui).
Será que algum dia escaparemos dessa sina?

sexta-feira, 16 de março de 2012

Só para pontuar a (falta de) qualidade de nossos governantes

Trecho da coluna de Dora Kramer:

"Fogo de palha.
Na campanha de 2010 sempre que se perguntava à candidata Dilma Rousseff sobre seus planos na área de segurança pública ela batia na mesma tecla: aplicaria no âmbito federal o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro. Pois agora o projeto foi arquivado sob o argumento de que é materialmente inviável.

Reavaliações são normais. Nesse caso, porém, seria de se imaginar que na condição de gerente do governo então em curso Dilma teria escolhido as UPPs como bandeira de campanha a partir da comprovação de sua viabilidade."

sexta-feira, 9 de março de 2012

Será?

Em adição ao que escrevo desde 2005 (no blog, pois falo a muito mais tempo), uma entrevista que levanta uma lebre, que se for mesmo verdade, amplia a tese de que somos elementais, e não faz pouco tempo: A desaparição de uma boa parcela dos habitantes do planeta com a chegada de Colombo à América pode ter precipitado uma pequena mostra de era glacial no século XVI.
Vejamos o que a ciência dirá a esse respeito no futuro.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hipocrisia ou estupidez?

A morte da "Dona da Daslu" fez ressurgir na blogosfera os sentimentos anticapitalistas mais arraigados.
Ao contrário do gordinho do Megaupload, a ela não foi devotado nenhum sentimento de consternação pela pena extremamente alta, 90 e tantos anos, quase um Lindenberg, e até se ridicularizou um comentário do jornalista Bóris "Isso é uma vergonha" Casoy, muito sensato, por sinal, pois é evidente que o caso de fraude fiscal foi utilizado como uma válvula de escape para o imbróglio político da época do mensalão.
Acontece que o herói dos socialistas de butique, o gordinho, é responsável por uma queda de arrecadação tributária muito maior do que qualquer Daslu jamais será capaz de causar e as leis descumpridas são expressão do mesmo Estado que os de butique idolatram.
Fico, então, pensando cá comigo: é hipocrisia ou só estupidez mesmo?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Das liberdades de recepção

Fez muito bem o ministro Dias Toffoli ontem, liberdades políticas não podem ser separadas das liberdades de escolha mais prosaicas.
O mesmo governo que pretende retirar a legitimidade das pessoas para escolher os programas que assistem acredita que elas são boas em escolher governos. Isso não pode ser verdade, é uma questão de lógica básica.
Ou o governo aceita que os indivíduos têm discernimento ou pede,como diria Nascimento, pra sair, pois foram eles mesmos que o colocaram lá. O discernimento é o mesmo, assim como a legitimidade das escolhas.



O ator deixando de lado a pregação ecológica e fazendo o que sabe, atuar

Não à mídia encabrestada, tenha o nome de controle social ou outro qualquer.

sábado, 26 de novembro de 2011

E ainda se diz justiça

Olha a beleza da coisa. Senador eleito em 2006 pode vir a ser cassado por irregularidades na eleição. Só que estamos em 2011 e a definição da coisa pode ser postergada por tempo indeterminado.
E há juízes que reclamam dos que reclamam da justiça brasileira.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ponto muito importante

Levantado pelo professor Dalmo Dallari no Entre Aspas de ontem: República consiste, também, de responsabilização.
No reino do "Eu não sabia", chamar de república é cada vez mais pantomímico.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um outro mundo é possível

Afinal, nos vivemos nele.
Não é espantoso como os ditos mercados estão reagindo mal ao fato de os juros exigidos da Itália para a rolagem de sua dívida ter atingido o teto de 7%, o que, descontada a inflação européia, dá uns 5%, ao mesmo tempo que os especialistas indicam investir aqui, com juros reais ainda maiores?
Também acho, mas vai entender esses seres do mundo desenvolvido.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vá a merda, Lula

Estou, a cerca de cinco dias, sendo bombardeado com mensagens favoráveis ao ex-presidente do Brasil, via redes sociais e "grande mídia", o que muito me aborrece, pois, como sabem, não tenho nenhuma simpatia por essa figura. Se me perguntassem seis dias atrás o que eu desejava para Lula, eu responderia: que vá a merda. Que deveria responder hoje?

Mas antes algumas digressões sobre o que se anda falando e escrevendo por aí:

Devo lembrar aos idiotas baba-ovos que ficam agora vendo lutas de classes em todas as manifestações da internet são exatamente do mesmo extrato social daqueles a quem denunciam? E que essa demonstração de ojeriza ao contraditório, fundado ou não, é apenas mais uma demonstração de intolerância ao pensamento divergente de um grupelho que se acha dotado de superioridade moral?
Não há luta de classes (conceito com o qual, diga-se de passagem, não concordo) quando todos que se digladiam são representantes da mesma. É pura lógica.

Devo lembrar que aqueles que são acusados de torcer para que o ex-presidente cale-se estariam apenas mimetizando o comportamento do próprio?
Desejar que o adversário político recolha-se está na mente de todos, se falta humanidade ou cavalheirismo na forma como isso é expressado é uma discussão válida, mas que não venham fingir que um grande democrata está a ser vilipendiado por tiranetes em potencial.

Será que exigir coerência de alguém é um ato de direitismo "das elites"? Foram "as elites" que anunciaram que o SUS era um sistema quase perfeito? Ao não utilizar o SUS estaria Lula abrindo uma vaga para quem não pode pagar o Sírio-Libanês?
Como sistema perfeito, o SUS não deveria sujeitar ninguém à falta de vagas, como "quase", imagino que não também, mas o fato é que Lula afirmou isso durante uma campanha eleitoral, e, como todas as suas afirmações, isso só valia como libelo de suas capacidades como administrador. Se mentiu para o povo a quem queria governar, nada mais justo que esse mesmo povo cobre um pouco de coerência. Ou se trata no Sistema, ou diga a verdade, que mentiu descaradamente no passado.

É risível o que diz Paulo Moreira Leite. A CPMF existiu durante anos e arrecadou fábulas para o Governo Federal, mas nunca garantiu melhora sensível no atendimento do público usuário. Hipocrisia é dizer que lutar pela manutenção de um imposto é brigar por mais verbas para uma pasta. E nem é necessário falar que os desperdícios provocados por má gestão do patrimônio do Estado e das contribuições causam perdas muito maiores do que a da arrecadação daquele imposto. A título de comparação, só o custo fiscal das reservas cambiais é maior do que isso.

Há muito se tenta escrever uma hagiografia do homem Luís Inácio da Silva, esta é apenas mais uma realidade, a de paciente, que irão distorcer para aumentar o mito Lula.

Vou, no entanto, manter a minha coerência. Tratar-se de um moribundo não muda a natureza da afirmação. O que eu faria na sexta-feira, faço hoje, na quarta. Minha resposta ao questionamento seria: Lula, vá a merda.

sábado, 15 de outubro de 2011

Professores

Não vou mentir para vocês, não me lembro com saudades de nenhum professor que tenha tido, ao menos não de algum no exercício do cargo, embora houvesse os que fossem excelentes pessoas. Acho que nem era o profissional em si o problema, mas a condição de estudante, e tudo que a cercava, que me oprimia. Desta forma, não vou ficar fazendo loas a um ou a outro.
Para não ficar em branco, entretanto, o dia que lhes é dedicado pela sociedade, postarei uma cena de um filme que, coisa rara, realmente me emocionou quando assisti. E até hoje não sei o porquê. Freud deve explicar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Coisas do Brasil

Ou melhor, de São Paulo.
Deputado diz que sabe quem cometeu um crime, mas não revela nem morto.
Prefeitura que é rápida no gatilho em fechar empreendimento comercial, não vê motivo para evacuar prédios com população carente em situação similar.
E a coerência, ô.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sexy ladies até a página 2

Não entendo, mesmo, mulheres, como a Wanessa Camargo, que ficam anos tentando vender uma imagem de objetos sexuais e quando um camarada diz que a comeria, ficam ofendidinhas.
Como diria Emilio: "Un poquito de por favor".




segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Suscitou dúvidas

Ontem, fingindo assistir à Bloomberg Television, ouvi a "revelantíssima" notícia de que Tiger Woods acaba de deixar a lista dos 50 primeiros no ranking mundial de golfe masculino.
O que isso quer dizer? Não sei, para mim muito pouco, mas é um indicativo da potência econômica que o Esporte, e não apenas o golfe, é hoje em dia. Afinal, em semana de aprofundamento da crise grega, não me parece que o ocaso de um atleta seria a notícia em que apostaria minhas fichas para aparecer no escasso tempo televisivo de uma empresa especializada em economia e finanças.
Apareceu, porém.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

É fantástico

Se não se pode usar um indício de uma organização do governo que serve apenas para descobrir possíveis ilegalidades para fundamentar pedidos, vejam bem, pedido, de quebra de sigilo, para que serviria essa organização então.
O STJ declarou que não pode usar as informações dessa instituição, dado que a PF amparou o pedido de escutas telefônicas em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e isso motivou a anulação da investigação.
Como vemos, caseiros devem tremer, mas qualquer poderoso não.

Uol procurando sarna para se coçar

Afinal, manter uma página dessa não é brincadeira.
Imagina o tamanho da equipe necessária para mantê-la atualizada.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Divergindo até nisso

Como podem ver, não divirjo só na nas idéias discordantes, até na somatotipia estou fora da moda.
No vale de 74, estou muito fora do desvio padrão.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"A Missão" versão Facebook

Se já era impossível na vida comum, agora temos que ser também na virtual.




Assim não pode, assim não dá, pô.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Deu na Folha

Agora a ameaça é dupla, para tentar viabilizar Haddad na prefeitura de São Paulo, pensa-se em oferecer o Ministério da Educação para Chalita (assinantes cliquem aqui).
Equivale ao tombo, seguido de coice e todos rindo em volta. Escárnio puro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"Não contavam com a minha astúcia"

É o que deve ter pensado o Ministro da Fazenda.
Se há uma semana havia quem notasse sua discrição, hoje não existe quem não seja afetado pelo brutal aumento de carga tributária e protecionismo disfarçado de política industrial de benefício da indústria nacional.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um contra todos. Ou: Faltarão fiscais.

Andando pelas ruas hoje dou de cara com uma manchete, acho que do Diário de S. Paulo: "Proibição dos celulares em banco é só no papel". Ou algo assim.
Curiosamente, antes da caminhada, estava no Metrô lendo um texto curto chamado "O que torna as leis efetivas", que pregava que o sistema legal não deve ser uma luta do Estado contra a sociedade.
Lembrei-me de texto meu do passado, também curto, sobre o mesmo assunto.
Vamos, então, a uma citação,
"Não há prisões suficientes, policiais suficientes, tribunais suficientes para impor uma lei que não é apoiada pelo povo". Hubert Humphrey.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O modo brasileiro de fazer as coisas

Enquanto em locais menos do futuros e mais do presente planejam antes de fazer as compras governamentais, no Brasil acontece isso:
Esperam o aparelho chegar no hospital e ocupar espaço preciosos para depois efetuar reformas estruturais necessárias.
Deve ser para não errar nas medidas, não é mesmo?

E a respeito da postagem de ontem

Gostaria de postar um pequeno trecho do livro The Rise and Fall of the Great Powers, de Paul Kennedy, mostrando como mais dinheiro para governos resulta, geralmente, em mais desperdício,em um círculo vicioso. Isso foi o que fizeram com o Tesouro espanhol:

"Only by the desperate measure of confiscating the treasure from the Indies and seizing all specie in Spain could the monies be found to support the war against the Protestant princes. His 1552 campaign at Metz cost 2.5 million ducats alone—about ten times the emperor’s normal income from the Americas at that time. Not surprisingly, he was driven repeatedly to raise fresh loans, but always on worse terms: as the crown’s credit tumbled, the interest rates charged by the bankers spiraled upward, so that much of the ordinary revenue had to be used simply to pay the interest on past debts.24 When Charles abdicated, he bequeathed to Philip II an official Spanish debt of some 20 million ducats. Philip also inherited a state of war with France, but one which was so expensive that in 1557 the Spanish crown had to declare itself bankrupt. At this, great banking houses like the Fuggers were also brought to their knees. It was a poor consolation that France had been forced to admit its own bankruptcy in the same year—the major reason for each side agreeing to negotiate at Cateau-Cambresis in 1559—for Philip had then immediately to meet the powerful Turkish foe. The twenty-year Mediterranean war, the campaign against the Moriscos of Granada, and then the interconnected military effort in the Netherlands, northern France, and the English Channel drove the crown to search for all possible sources of income. Charles V’s revenues had tripled during his reign, but Philip II’s “doubled in the period 1556–73 alone, and more than redoubled by the end of the reign.”His outgoings, however, were far larger. In the Lepanto campaign (1571), it was reckoned that the maintenance of the Christian fleets and soldiers would cost over 4 million ducats annually, although a fair part of this burden was shared by Venice and the papacy. The payments to the Army of Flanders were already enormous by the 1570s, and nearly always overdue: this in turn provoking the revolts of the troops, particularly after Philip’s 1575 suspension of payments of interest to his Genoese bankers."

Será que podemos esperar melhor sorte dos Estados modernos na gestão do público?
Até o momento, nada me leva a crê-lo.

domingo, 28 de agosto de 2011

Mergulhemos no populismo ...

Ou usemos o pouco que nos resta de racionalidade?
Na Europa, principalmente, e nos Estados Unidos, forma-se no ar o espírito de que os ricos devem ser sobretaxados para que os Estados nacionais paguem suas dívidas.
Pergunto-me, devemos tirar patrimônio dos que comprovadamente gerem bem o seu para regar os cofres de quem, por razões políticas (populismo, no português claro), encalacrou-se em uma situação pré-falimentar?
Se os Estados nacionais soubessem usar bem o dinheiro do qual dispõem não estariam na situação na qual se encontram e as vidas de seus cidadãos seriam muito melhores.
Pode pegar bem com os eleitores esse onda redistributiva, mas está pra nascer uma situação entre "roubar" dos ricos para "dar" aos pobres realmente funciona. Robin Hood só é bom na ficção, e mesmo assim lá ele é contra o governo vigente.
Na vida real a "estorinha", e a história assim o demonstra, acaba sempre em pauperização de todos menos uma classe; a política.
Se Warren Buffet, porém, quiser doar toda a sua fortuna para o governo de seu país, que doe. Ele é livre para tal e deve saber o que está fazendo.

Como a coisa já não estava feia o bastante...

Com isso, aparece agora um desses na parada.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Coroação de uma personalidade

Em um mundo em que a pessoa vale pelo que produz, o bom e velho capitalismo, foi extremamente lisonjeira a reação que os mercados tiveram à decisão de Steve Jobs de afastar-se da presidência da Apple. Tanto as ações da companhia tiveram uma forte queda, mais de 5 %, quanto as das efetivas fabricantes de suas engenhocas. Demonstra que os acionistas acreditam que Jobs sozinho vale mais de 20 bilhões de dólares.
Justo. Se até a gigante Google resolveu mimetizar a Apple, e rumores afirmam que a Microsoft seguirá o mesmo passo, o estrategista por trás do avanço da companhia que há uma década e meia estava entre as perdedoras do mundo da tecnologia e hoje consegue figurar entre as Top 3 em valor de mercado deve mesmo ser celebrado.
Com o perdão do péssimo trocadilho, Good Jobs, Steve.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Das páginas da penúltima Foreign Affairs

A respeito da inovação em geração de energias alternativas:
"But overall, the picture is grim. This is true not only for the United States but also for the rest of the world, because the market for clean-energy technologies is global. Whether this shakeout will strengthen or weaken the clean-energy industry will depend on how policymakers, notably in the United States, prepare for it. The root cause of today's troubles is a boom-and-bust cycle of policies that have encouraged investors to flock to clean-energy projects that are quick and easy to build rather than invest in more innovative technologies that could stand a better chance of competing with conventional energy sources over the long haul. Indeed, nearly seven-eighths of all clean-energy investment worldwide now goes to deploying existing technologies, most of which are not competitive without the help of government subsidies. Only a tiny share of the investment focuses on innovation."
Como de costume, o governo não favorece a inovação neste caso, apesar da enorme propaganda em contrário.
Se você for depender do governo para grandes revoluções científicas, morrerá esperando. Ele é, razoavelmente, bom para fomentar mudanças incrementais. Para algo realmente inovador, sinto informar aos anti-mercado, têm que se contar com a iniciativa individual.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pode não ser ilegal

Mas certamente é imoral e engorda, pois não deixa que os ocupantes façam atividade física e atrapalha serviços essenciais de um dos estados mais pobres da União.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Lobby da internet

Essa nova lei das Tvs a cabo só pode ser uma forma de obrigar os espectadores para o streming via web. Se os canais 100% têm aquela audiência que todos sabemos agora que geralmente são de graça na grade das operadoras, por que alguém ira pagar para ter que os engolir?

domingo, 7 de agosto de 2011

A que ponto chegamos?

Quando um veículo sabidamente, para ser brando, lambe-botas do petismo publica uma carta como esta, é porque as besteiras cometidas foram grandes demais.
Em breve haverá quem peça por controle da mídia internacional e denunciará uma seção internacional do PIG.

sábado, 6 de agosto de 2011

Pra variar

Uma vez que digo o mesmo faz algum tempo, não posso deixar de recomendar o artigo do Depósito de ... .
Vejam que há, algumas vezes, coisas com a qual concordo mesmo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sobre a microrreorganização tributária

Sobre as medidas de desoneração da folha de algumas indústrias escolhidas, devo dizer que sou favorável a não ser por um importante detalhe, de ter sido feita em apenas algumas indústrias escolhidas.
Sou favorável à tese de que somente nos desenvolveremos de fato quando os consumidores tiverem ampla liberdade de escolha em como usufruírem do produto de seu trabalho. Onerações da folha, sejam por qual motivo forem, suprimem esse direito do trabalhador e minam o livre mercado, inclusive incentivando os empresários a gerar menos empregos.
Como não foi generalizada e seguiu-se à um aumento dos impostos sobre o faturamento das empresas beneficiadas, essa microrreorganização tributária leva um 6,5 na minha avaliação. Nada genial, mas para a média do governo é uma melhora marcante.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

É time no Nacional

Onde o governo vai mal.
Então imaginem como vão as coisas na Argentina.

Lá, como cá, utiliza-se o futebol como uma maneira de favorecer o governo autoritário da vez. E não pense que com a Copa e seus estádios é diferente.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Será que haverá algum avanço?

Lendo essa postagem do Ordem Livre, lembrei-me desta postagem minha.
Nos seis anos entre um e outro ganhamos o fim da exigência de diploma para jornalistas. Podemos, em breve, ser agraciados com o fim da exigência de OAB para advogados.
Será que tomamos tenência dessa vida?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pausa nas reuniões

Bem, como estou em uma fase de fazer reuniões para marcar reuniões, está bastante difícil escrever por aqui, mas passei para comentar uma notícia que foi exposta com pompa pela imprensa mas mostra que há algo de podre no reino dos ministérios do Brasil.
Enquanto o da Fazenda diz estar combatendo a inflação, por meio do Banco Central, o da Justiça promove a indexação das multas do Código de Defesa do Consumidor.
É caso clássico de dupla personalidade? Não sei dizer, mas desconfio que nos velhos tempos, quando a institucionalização ainda era recomendada, esse governo já estaria no Juqueri a muito.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por que não pensaram nisso antes?

Vou te contar, os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender. Só assim mesmo para tentar entender nossos políticos.
Paulo Passos declarou ontem, e está nos jornais, que irá proibir os aditivos em obras. Se sendo secretário executivo do ministério acreditava que tais recursos deveriam ser proibidos, por que não fez isso antes? Será que era impossível ser feliz sozinho?
Pelo menos este mal ele não está passando, imagino que não há insônia que resista à bela voz da esposa Rosa a declamar:


sexta-feira, 8 de julho de 2011

O ex-presidente crê ser uma farsa

Já os procuradores-gerais da República, o anterior e o atual, acreditam ser crime mesmo.
Como Lula já declarou diversas vezes não saber de nada, sou obrigado por convicção e bom senso a concordar com os procuradores, ainda que um deles não tenha visto nada de errado no caso Palocci.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A solução pro nosso povo eu vou dar

Ganso e Neymar mais Robinho ou Elano já provaram ser uma máquina de gols no Santos, por que não na Seleção?


All we need is Love.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

E na Guerra dos Sexos

Culpado ou não do estupro, DSK serviu para uma coisa, a imposição de uma mulher no FMI.
Para as feministas que o atacaram a priori é uma vitória e tanto, afinal ele é errado por gênero, não só por postura.

E, por falar no diabo, o rabo aparece

Os problemas venezuelanos de sucessão aparentemente chegarão mais cedo do que pensava.
Minha aposta pessoal é que, infelizmente, haverá um golpe militar em um futuro muito próximo.




E não é que para dizer eustou doente ele levou mais de 13 minutos e muitas loas a si próprio e outros comas andantes.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Efeito colateral da tirania

Não é apenas durante o período de vida de um tirano que ele causa problemas para o seu país. Sendo, via de regra, personalistas e paranóicos, não permitem a formação de outros líderes que poderiam levar a mudança ou lhes suceder de forma ordenada.
A Venezuela certamente viverá um quadro de crise aguda quando Chávez deixar o poder, seja pela via rápida da morte que se aproxima, segundo uns e outros, ou pela via de golpe, já que reinteradamente demonstra que não sairá por bem e voto.
Como sói acontecer com os povos que se deixar dominar por personalidades fortes de um "dirigente máximo", depois da queda virá o coice.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Onda do bafômetro

Depois do Aécio e do Índio, talvez seja a hora de outra figura da política carioca tomar cuidado com as blitzes:



Resta saber se a Corporação terá coragem de interpelá-lo.

De legados

Já que será inevitável, talvez seja o caso de começar a pensar nos legados que teremos dos nossos faraônicos jogos que chegarão em breve.
Londres está preocupado com o que Atenas fez; Estocolmo conseguiu lucrar apenas da idéia de ter Olimpíadas e o Brasil nem pensa nisso. Ou acha conveniente não pensar, para o lucro de poucos e prejuízo de muitos.
O certo é que teremos estádios onde não há times e refaremos palcos esportivos em uma cidade que, comprovadamente, usa mal os que já tem. Mas, em compensação, algumas ações estão sendo feitas em nome do esporte, mesmo que discutíveis.
Parece-me que os legados serão negativos, porém ainda há tempo para que as coisas entrem nos eixos. Torçamos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Eu sei que ele acredita no regime cubano, mas ...

... não pode ser tão ruim assim para agredir a dignidade da família pernambucana ter um caso com Chico Buarque, como deu a entender Ana Arraes.
Levar uma ofensa que pode ser, no máximo, pessoal como um atentado à família pernambucana é típico de pessoas que pensam ser entidades, algo como a realeza da "Veneza brasileira".
Só podemos ter dó de quem acha que isso é realidade.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Se você pode fazer 6 mil....

..., por que fazer 9 mil?

Não sei, mas a reportagem (ou aqui) acima mostra que foi essa a opção brasileira nos anos 80.
Pode ser que agora isso se reverta. Só não dá para afirmar, pois se trata de Brasil, terra das pororocas e da jabuticaba (no mal sentido).

sábado, 18 de junho de 2011

Xiii, São Paulo em maus lençois

Há rumores de que Chalita quer, agora Haddad também. Que São Paulo fez para merecer isso?

Cartas de reclamação deverão ser mandadas para São Bernardo

Todos aqueles que tiverem seus carros confiscados por foras-da-lei poderão mandar suas reclamações para o ex-presidente Lula e, caso não haja reação imediata, para o Palácio do Planalto. Afinal Evo Morales sempre foi apoiado e financiado pelos nosso bolsos por via do "cumpanhero" Barba.

Dois e dois são cinco em algumas altas esferas

Vendo que dois e dois são quatro, ao menos fora das cartilhas do MEC, o WSJ demonstra que o crescimento no Brasil tem um que de excesso de vontade política.
Só assim mesmo para haver investimentos neste país; com altas cargas de subsídio.

Só complementando

Ao comemorar isso, ele esquece-se que somos um dos maiores detentores de títulos daquele país?Link

sábado, 11 de junho de 2011

Corroborando comigo

Certa vez, sobre os ombros de grandões, afirmei que a pecuária era a solução para evitar a extinção de espécies.
A revista Time datada de 13 de junho traz uma reportagem que mostra que é assim mesmo:
Diz ela: "African game ranchers, safari guides and wildlife officials--precisely those who should be protecting the beasts--have been caught dabbling in the trade. At the same time, Asian criminals posing as big-game hunters are spending tens of thousands of dollars on licenses that allow them to legally shoot rhinos in South Africa, adding a respectable veneer to a nasty pursuit. A continent away, Chinese business interests are investing lavishly in a shadowy rhino-farming scheme that threatens to contravene international law."
E mais: "By 2008, suspicious South African officials began limiting each hunter to just one rhino kill per year. Rhino poaching increased almost immediately, as did the number of Vietnamese applying for trophy-hunting permits. Vietnamese keep getting arrested trying to smuggle horns out of South Africa. In January a Vietnamese man and woman were detained at the Pretoria airport trying to sneak out four unlicensed horns from animals they shot during a trophy hunt just days earlier."
Como vemos, razões morais impediram os caçadores de utilizar os meios oficiais para conseguir os seus troféus, o cifre de rinoceronte que vale seu peso em platina na China e no Vietnã. Os meios criminosos explodiram.
Há durante todo o texto da Time um indisfarçado tom de repulsa ao uso de chifre com fins medicinais - que, diga-se de passagem, eu compartilho com a revista -, mas a repulsa ocidental não vai fazer a procura pelo produto diminuir, assim como a Guerra às drogas não fez com que cocaína e heroína deixassem de ser consumidas.
Criar um fornecimento regular e legal de chifres, seja pela pecuária, como é o intento dos chineses, ou pela caça controlada, como vinham fazendo os vietinamitas na África do Sul, é a única forma de evitar que esses grandes animais deixem de ser nossos co-habitantes do planeta Terra. Outras podem ser tentadas, mas duvido que funcionem.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Todos os méritos para o Dallas, mas...

Se o Miami perder ficará como um dos maiores fiascos de todos os tempos. Principalmente para o Lebron James, já com fama de amarelão. Já vejo as manchetes, caso o Heat não reverta a situação: James é um foco de febre amarela.
Costumo torcer para os times da Oeste normalmente, porém este ano, em particular, o sentimento está mais forte. É difícil não antipatizar com tanta mascara junta, como é esse Miami.
Nowitzness neles.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Apenas a confirmação

Com o que aconteceu ontem no STF, confirma-se que não apenas aos políticos brasileiros falta palavra, ao Estado brasileiro também.
Países sérios do mundo é oficial. Não assinem tratados, contratos ou qualquer coisa semelhante com o Brasil.
E Battisti está livre, enquanto as suas vítimas, pois lembremos que a justiça de um pais democrático o considera um homicida, permanecem um alerta para contar nossa vergonha.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Gleisi que se cuide

Não tenho elementos para afirmar, como no caso do último ocupante, que ela está no posto ideal, mas parece ser prerrogativa exclusiva do cargo provocar crises políticas.
Não tenho, vocês sabem, nenhuma simpatia pelo PT e suas peripécias, porém não é possível ou desejável que um ministério central como a Casa Civil passe por essa humilhação reinterada, ano após ano. Desejo, então, muita sorte e competência à nova ocupante, que a sua atuação faça-nos esquecer esses anos terríveis.
Gleisi, vá pela sombra (no bom sentido).

É um começo

Desonerar os bens de capital é uma notícia boa, mas o ideal seria desonerar a própria energia gerada. Ter uma tarifa entre as mais caras do mundo não é, afinal, o ideal para quem quer ser potência econômica. Ou é?

Demorou, mas...

...estou de posse do meu Kindle DX, então o sonho de consumo pode ser mudado.
O problema é que, no momento, não tenho nenhum que possa ser comprado.
Infelizmente nem tudo é fácil na vida.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Será que percebeu apenas agora?

Ao dizer que a decisão sobre Palocci é senha para impunidade, a OAB finge pensar que só agora houve indícios para essa conclusão.
Não foi uma senha tudo que ocorreu até o momento?
Na verdade eles devem estar pensando que a fila da impunidade está tão grande que é preciso retirar senha. É a única explicação, pois caracterizar esse último ato como algo além do normal não dá.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cadê a Melancia

Instada a aparecer, a cidade de Grand Rapids fez um belíssimo clipe com a belíssima música, mas uma coisa preocupou-se ao ver os créditos. Se é uma produção associada com a Creo Productions, cadê a Mulher-Melancia?

Bem, não é falta de aviso

Na década de 1980, Walter Williams já instruía, em rede nacional americana, que as licenças obstruem o mercado de taxistas, em particular o dos mais pobres (vejam o vídeo abaixo principalmente ao redor do 4º minuto).



Em 1996, Maluf simplesmente ignorou tudo isso e congelou o número de alvarás. Agora a prefeitura, ao invés de flexibilizar completamente o processo, resolveu criar uma loteria de licenças.
É um caso típico. Sabendo que a coisa vai mal, após a secção de uma artéria importante por imperícia médica, coloca-se um band aid e manda-se o paciente para casa. É capaz que morra, mas ninguém poderá alegar que foi por falta de socorro. Que tenha sido por erro médico é só um detalhe.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Padrão

Para não variar, a entrega do facínora homicida é feita apenas quando este está prestes a acertar suas contas, em uma perspectiva judaico-cristã, com o Criador.
É, como sempre, jogar para a torcida. Ou, no caso, para manter acessa a possibilidade de juntar-se à União Européia.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Além da saúde pública

Para além do problema de saúde pública, que deve ser citado não apenas pelo tratamento dos viciados, mas também pelos das vítimas da violência armada, há, na Guerra contra as Drogas, o problema da tomado do poder pelos grupos criminosos. Parece estar ocorrendo isso na Guatemala como um todo, e partes de países maiores, como Brasil (vide Complexo do Alemão), Afeganistão e Colômbia já foram conquistados por essas máfias.
Esse efeito colateral é, na minha opinião, a melhor razão para uma mudança do sistema de combate às drogas hoje vigente. Estamos dando combustível para bandidos ao torná-los os únicos fornecedores de algo para o qual há mercado comprovado. Não é necessário ser um Adam Smith para perceber que o processo leva ao fortalecimento do cartel fornecedor, e não o contrário.
Querer controlar a natureza humana não levou, ao menos até onde sei, a nenhum governo virtuoso na história de nossa espécie. Drogas foram utilizadas por todas as sociedades conhecidas, sendo, portanto, indissociáveis do Homem. Declará-las ilegais, imorais ou engordativas não vão fazer que desapareçam e a estratégia utilizada nas últimas décadas não levou a um declínio do uso. Não creio que será agora que levará.
Os principais beneficiários da política restritiva, se não os únicos, são os membros do aparato repressor e os chefes de quadrilhas correlatas (traficantes de drogas e armas, lavadores de dinheiro, etc). Insistir em algo que beneficia tão poucos e afeta tantos não me parece apenas burrice, toca as raias da loucura.