sexta-feira, 10 de abril de 2015

Veio à memória

Quando Dilma disse que a Petrobras está limpa dos corruptos, não sei bem o porquê, lembrei de Poltergeist, o fenômeno.
Será que está?

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Há dez anos surgia esse blog

Ao escrever essa postagem, em 22 de abril de 2011, estou apenas querendo homenagear esse esforço intelectual de manter um blog por tanto tempo. Pode ser que esse esforço já tenha até fracassado no momento em que ele for para o ar, pode ser que eu tenha morrido ou esteja impossibilitado de escrever por alguma razão, mas saiba que enquanto existir, ou existiu, esse repositório de meus pensamentos buscará, ou buscou, colaborar com os leitores de alguma forma.
Segue o link para a primeira postagem que foi posta no ar, um texto que no momento em que foi publicado já contava com dez anos de idade e que, portanto, já completou duas décadas seguindo, ao que parece e infelizmente, atual: "Líderes Religiosos".

sexta-feira, 27 de março de 2015

Inconsequência ou insanidade?

Como definir um governo que sanciona uma lei em 27 de novembro e diz quatro meses depois que sua aplicação seria uma inconsequência.
Não era favorável à mudança de indexador, mas isso é passado, o governo que lide com as escolhas que fez, porém algo me intriga. Será possível que esse ataque de responsabilidade é fruto de um evento?
Mudança de opinião sem que nada de objetivo tenha mudado não faz desse governo mais confiável aos olhos de ninguém.
Se eu já não esperava nada de bom dele, fico agora na expectativa de que termine rápido, e não acabe com o Brasil no processo.
Não tenho ainda a convicção formada se esse governo é apenas inconsequente ou se é insano mesmo.

terça-feira, 17 de março de 2015

Errei, mas não foi eu

O músico Lobão tornou célebre a frase "peidei, mas não foi eu". Dilma parece preferir o peidei, mas não fedeu.
Na longa entrevista abaixo, vemos que ela, em um ataque de "humildade", diz que pode ter havido erros na condução econômica, porém que as coisas estariam piores se a condução econômica fosse outra.
Ou seja, Dilma, como dizem de Deus, escreve certo por linhas tortas.
Eita presidente , ou a, boa.
 

terça-feira, 3 de março de 2015

Sobre deflação ou inflação baixa

Pergunta de Martin Feldstein
Suspeito que a resposta é que os governos, aos quais os banqueiros centrais representam, são os grandes ganhadores de taxas de inflação moderadas, pois não levam a fama - que recai sobre os empresários- e aproveitam o bônus - aumento de poder de investimento por parte do imposto oculto-, e, portanto, tentam esticar a corda inflacionária até onde dá.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Desonerações da folha salarial

Levy considerou a experiência trágica, mas eu penso que era uma das poucas políticas estruturantes dos governos petistas, como declarei em setembro de 2012:
 "a reforma da previdência dos servidores públicos e a ampliação do ensino superior (uma terceira seria a desoneração de impostos sobre a folha salarial, mas essa precisa ainda ser consolidada para que possa ser levada a sério)"
 Ela não foi consolida e, portanto, não pode ser levada a sério.
Mas, contudo, não deixam de causar estranheza os argumentos apontados pelo governo, na figura de Levy.
Se o governo tem gasto cerca de 100 mil para manter cada emprego (por volta de 250 mil deles, então) nesses setores , foi realmente um disparate, dado que as contas do próprio governo davam como certo que os os cerca de 2,5 bi empregados em Mariel sozinhos teriam sido responsáveis pela criação de 150 mil empregos no Brasil. Pelo jeito, estamos marcando toca por ainda não estarmos construindo um porto em cada ditadura dita comunista no mundo.
Se os subsídios eram tão pesados, por que 37 mil empresas estariam no sistema apenas por que assim eram obrigadas?
Parece-me que grosseiras mesmas foram as desculpas dadas para descontinuar o programa. Na tentativa de aumentar a arrecadação a todo custo, estão jogando fora a água do banho, o bebê e a banheirinha.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Energia Solar Fotovoltaica - Vale ou não a pena

Estava lendo essa reportagem e peguei-me imaginando se ele fazia sentido. Cheguei à conclusão de que não vale, ainda, ser um microgerador de energia fotovoltaica no Brasil.
O problema não é o custo da energia gerada em si, pois ela tende a ser mais barata do que a fornecida pelo sistema de distribuição.
Tomemos, por exemplo, a região da AES Eletropaulo e as condições de compra de painéis solares de um site especializado (no caso, esse). Assumindo algumas premissas, que podem ser falsas, de custo de projeto e instalação e uso contínuo dos painéis por 30 anos e chegamos à seguinte tabela:
Podemos observar que, nos sistemas de maior produção, é mais barato produzir a própria energia, mas, infelizmente, não é apenas o custo de produção que se deve levar em conta para ver a viabilidade econômica de um investimento.
Deve-se levar em conta também o custo de oportunidade, o que se poderia fazer alternativamente com o investimento, e, no caso de países com taxas de juros enormes como as nossas, é normalmente mais vantajoso fazer aplicações financeiras dos recursos iniciais e pagar as contas mensais das companhias de energia.
Fazendo simulações com consumos de 500, 1000 e 2000 KWh/mês, capacidades dos sistemas geradores compatíveis e o retorno da poupança, podemos ver que, em consumos maiores, há a possibilidade teórica de usufruir um lucro marginal da cogeração, porém os riscos provavelmente não seriam compensadores:


Consumo de 500 KWh

Consumo de 1000 KWh
Consumo de 2000 KWh


Deste modo, pode-se concluir que o que impede o uso de painéis fotovoltaicos no país não é o custo do capital, mas o alto retorno financeiro das aplicações bancárias. Quem tem dinheiro para gastar, faz melhor em guardá-lo.
Países onde o crescimento está muito mais acelerado que o nosso valem-se de juros negativos como incentivo,  como a Austrália, ou pagamentos mais altos pela energia produzida, como a Alemanha.
Se, algum dia, o Brasil virar um país "normal", células fotovoltaicas serão extremamente compensadoras. O problema é que fica difícil de apostar nesta normalidade.