Venezuela, Equador, Argentina e Brasil: todos seguem o mesmo script.
Demonizam a mídia para silenciar os que têm visão distinta da dos governantes. A diferença é que alguns estão sendo mais competentes em solapar a democracia.
Já os que têm o mesmo filtro ideológico recebem dinheiro estatal para glorificar os governantes.
Muitos estão querendo ligar a ocorrência do massacre de Realengo a uma política pouco restritiva da posse e manuseio de armas de fogo, o que não é verdade.
Como foi provado recentemente na China, quem pretende realizar um ato insano o faz, portando pistolas, fuzis, facas de cozinha ou serras elétricas. Quem quer comprar uma arma e não possui licença para tal utiliza o mercado negro.
Não sou favorável a facilitar o acesso a armas de fogo, pois considero que elas podem potencializar o dano de discussões banais, mas ações planejadas como a de ontem não são limitadas pela lei mais ou menos restritivas.
Um bom meio de vencer um debate tendo razão é utilizar a verdade. Aos que querem vencer de qualquer maneira, o negócio é comprar o livro.
Como podemos conferir na Época, a PF não está sendo competente em desmontar aquilo que o chefe do chefe da quadrilha, nas palavras de um procurador geral da República, chama de "farsa". O mais surpreendente para mim, no entanto, é ver um personagem que afirmou certa vez não se fazer política sem por a mão na merda, Paulo Betti, apontado como beneficiário do esquema. Teria ele feito política?
Obama nos apresenta o Denorex no Deserto: parece uma guerra, cheira como uma, mata como uma, mas não é uma, é apenas uma intervenção humanitária. Que beleza, né? A criatividade humana é muito poderosa para inovar na retórica.
Levam-nos a pensar que os EUA serão o Brasil ontem. E, se as coisas seguirem como estão, amanhã. Espero que esteja errado, mas fica difícil de apostar nisso com os montes de indícios que vemos por aí. E será seguido por outras economias grandes, como a da Inglaterra, onde houve protestos neste final de semana para impedir o corte de gastos do governo.
Neste final de semana, tirei minhas horas para fazer o que faço melhor, nada. Dormi pra caramba, e ainda estou com sono, e assisti muita televisão. Por uma conjuntura de questões, foi quase uma overdose de Princesa Leia, ou melhor, da atriz que a interpretou, Carrie Fisher. Assisti seu show autobiografico, Wishful Drinking, e suas entrevistas sobre uma de suas madrastas, a recém-falecida Elisabeth Taylor. Dado que Carrie foi uma sex symbol para um bocado de gente, isso pode soar estranho, mas deve ter sido difícil crescer naquela família sendo a patinho feio. O pai da menina era tudo, menos bobo. Além de Taylor e da mãe de nossa personagem do dia, que para que não sabia, como eu até agora pouco, foi a estrela de Cantando na Chuva - musical que devo admitir que gostei, inclusive pela performance original de Sempre Rir, aquela mesma que foi cantado pelo Bozo durante muito tempo -, como pode ser visto no trailer abaixo, andou casando com misses e outras belas senhoras. Os padrastos não eram menos espertos. Um deles serviu de inspiração para o personagem de Alec Baldiw em Uma Loira em Minha Vida e, consequentemente, a citada loira, cujo codinome na meca do cinema era "O Corpo" - no filme Kim Bassinger -, também rodeava Carrie. Difícil não, quase impossível crescer sem a sensação de ser a feinha da família. Não que fosse um bagulho, mas concorrência era da pesada. Problemas psicológicos ela teve de monte, só não sei se se pode dizer que essa foi a causa. Apostaria que, se não foi a principal, já que não apenas a beleza a rodeava, mas todo um ambiente conturbado, algo teve a ver com suas internações durante a vida. Resta-nos algumas imagens para comparar:
... Chalita até que é um mal menor, mas cabe guardar na memória este texto. Pode ser que, dentro de alguns anos, ele passe a ser o político com o pai mais pobre e mais analfabeto da história desse pais. Não seria a primeira plástica autobiográfica feita nestas paragens, não é mesmo?
Algumas semanas escrevendo macros, e um Carnaval no meio do caminho, fizeram que as leituras deste blogueiro, e postagens consequentemente, ficassem completamente defasadas. Aos poucos vou retomando o ritmo. Eis que vejo no A Mão Visível uma crítica, que não coaduno, à Total Eclipse of the Heart. A música não é o importante, mas sim a performance do Hurra Torpedo. Lembrou-me um carnaval em Caconde quando, ao comprar algo na loja que ficava exatamente abaixo da cozinha da sobreloja que havíamos alugado como alojamento, perguntaram-me quem tocava bateria entre nós. Pelo visto, era uma homenagem a uma banda que nem sabíamos existir.
Como vemos, os meios de produção de energia mais baratos não são tão em conta assim. Imaginemos quanto custará a contenção de danos e as medidas paliativas para contenção de riscos à vida de pessoas e ao do meio ambiente. Por isso, repito. Melhor seria se o Brasil seguisse utilizando as formas alternativas de energia que só utilizam as forças provenientes da radiação solar, mediada ou não, e esquecer esses sonhos nucleares no lugar de onde não deveriam ter saído, a gaveta dos projetistas de novas usinas. Por que voltar ao uso de tecnologias que começaram a ser abandonadas pelos países ricos no terceiro quartil do século passado? Queremos, a todo custo, provar a alguém que somos mesmo atrasados?