sexta-feira, 22 de abril de 2011

É difícil de apurar? então deixa pra lá

Coisa do Brasil.

Vai contabilizando

Já declarei não ser, em tese, contrário à construção de usinas nucleares, mas vocês já devem ter notado que na prática o sou.
O custo final é muito alto para que se leve a sério quem deseja construí-las. Se em um primeiro momento parecem ser uma alternativa barata ao petróleo, os riscos envolvidos nos obrigam a te em mente que outras variáveis farão a conta ser muito mais salgada.
Francisco Costa, através de Cristiano Costa, aponta apenas mais um: construir repositório capaz de durar 100 mil anos, para o lixo atômico, e protegê-lo durante todo esse tempo. Será que as futuras gerações ficarão felizes ao ter que pagar por esse singelo tempo pelas más escolhas que fizemos hoje?
Desconfio que não. E vocês. que acham?

Triste madrugada foi aquela II

O bom das férias é que podemos por as leituras em dia.
O ruim é que lemos coisas como essa, ruim pelo fato dos dados retratados no texto existirem, no qual a criatividade na contabilidade fica explicitada.

Se esse é o argumento positivo, não me digam o negativo

"O argumento do governo tem sido o mesmo: mostrar que não há nenhum país combatendo a inflação e enfrentando a guerra cambial com os instrumentos que o Brasil está usando."
Será que isso é pelo fato de nenhum país seja estúpido ao ponto de tentá-lo?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Surpresa?

O fato de São Paulo ter conseguido diminuir a taxa de homicídios para abaixo do índice considerado endêmico pela ONU (10 por 100 mil habitantes) não é nenhuma surpresa.
Ocorre que aqui há uma taxa de resolução desse tipo de crimes muito maior do que no resto do país, mesmo que ainda indecentemente baixa, e uma boa parcela dos criminosos acaba passando uma temporada da cadeia, ainda que curta.
O que freia o crime é a certeza da punição, não o tamanho da pena. Os bandidos pensam, na maioria das vezes, estatisticamente.
Se queremos diminuir a criminalidade em São Paulo ou em qualquer outra parte do Brasil, a solução não é mágica e sim trabalho policial e jurídico para que, ao cometer um crime, o indivíduo cumpra uma penalidade.
Quando a máxima o crime não compensa valer, ele não será cometido.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Todos iguais

Venezuela, Equador, Argentina e Brasil: todos seguem o mesmo script.
Demonizam a mídia para silenciar os que têm visão distinta da dos governantes. A diferença é que alguns estão sendo mais competentes em solapar a democracia.
Já os que têm o mesmo filtro ideológico recebem dinheiro estatal para glorificar os governantes.
E não ficam nem vermelhos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Resposta errada

Muitos estão querendo ligar a ocorrência do massacre de Realengo a uma política pouco restritiva da posse e manuseio de armas de fogo, o que não é verdade.
Como foi provado recentemente na China, quem pretende realizar um ato insano o faz, portando pistolas, fuzis, facas de cozinha ou serras elétricas. Quem quer comprar uma arma e não possui licença para tal utiliza o mercado negro.
Não sou favorável a facilitar o acesso a armas de fogo, pois considero que elas podem potencializar o dano de discussões banais, mas ações planejadas como a de ontem não são limitadas pela lei mais ou menos restritivas.
Um bom meio de vencer um debate tendo razão é utilizar a verdade. Aos que querem vencer de qualquer maneira, o negócio é comprar o livro.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Para quem abomina o sexo

É pior isso:


Ou isso:



E o FDP, na carta com seus últimos desejos, dizia-se puro, jeito idiota de referir-se a virgem.

domingo, 3 de abril de 2011

Computando os custos

Coloque aí no cálculo de custos das usinas nucleares, um raio de 50 quilômetros de terrenos inservíveis para viver ou produzir.
É apenas um risco, mas tem que entrar no planejamento. Será que é devemos seguir buscando isso quando não necessitamos desesperadamente?

sábado, 2 de abril de 2011

Conta trágica

Parece que lá no Afeganistão uma vida humana está valendo um dezessete avos de Corão, e baixando.

A "farsa" continua rendendo reportagens

Como podemos conferir na Época, a PF não está sendo competente em desmontar aquilo que o chefe do chefe da quadrilha, nas palavras de um procurador geral da República, chama de "farsa".
O mais surpreendente para mim, no entanto, é ver um personagem que afirmou certa vez não se fazer política sem por a mão na merda, Paulo Betti, apontado como beneficiário do esquema.
Teria ele feito política?