segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sobre o novo delírio de Mantega

Também chamado de imposto regulatório, há pouco a ser dito. Não funcionou no passado e não funcionará agora, como aliás, sói acontecer com as ideias que provém daquela cabeça privilegiada.
Pelo sim, pelo não, a revista Exame, representante do empresariado e, por conseguinte, dos únicos que podem se beneficiar com a subida do dólar, os exportadores, resolveu perguntar: e se o IOF não der certo?
Como sabemos que não dará, basta esperar sentado, ver o caixa do governo engordar um pouquinho, e esperar pela próxima frase que não se escreve deste que luta para provar ser o pior ministro do governo Lula. Disputa, convenhamos, acirradíssima.
Reinaldo Azevedo já colocou todas as suas fichas no Amorim, mas eu sigo firme com a aposta em Guido, o italianíssimo. Ambos vêem o inverso do que realmente ocorre, como na taxação dos capitais estrangeiros, porém o segundo parece realmente acreditar no que diz. E para crer nas palavras deste ministro, é preciso ser muito lesado.

domingo, 18 de outubro de 2009

Todos querem fazer coisas divertidas

É comercial, mas não deixa de ser divertido.
TheFunTheory.com



Vídeo visto no blog do Noblat.

Alguém faltou na aula

Esse diz que a concentração fundiária está diminuindo, este que está aumentando.
Já que estão falando da mesma estatística, apresentada pelo mesmo instituto, pergunto-me: em quem devo acreditar?
No brasileiro simpático à baderna semiorganizada no campo ou no estrangeiro simpático à desordem nas terras alheias?

sábado, 10 de outubro de 2009

Explicação

É necessária e parece ser por aqui.
Afinal o que Mantega diz não se escreve, mas a decisão deve ter alguma ponta de racionalidade, por mais espúria que essa seja.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Esperava mais do Nobel

Depois disso, só resta a premiação de Paulo Coelho no de Literatura.
E a explicação é, resumindo, que ele traz esperança para o mundo.
A Bobamamania potencializou-se.
Medo, acovardai-se.

sábado, 3 de outubro de 2009

Meu comentário

Três anos atrás, havia no Jornal de Debates uma pergunta: Pode haver Olimpíadas no Brasil?
Minha resposta foi tucana, fiquei em cima do muro. Afirmava que tínhamos condições técnicas, mas duvidava da oportunidade social do intento. E colocava nas mãos do povo a decisão final.
Embora não tenha ocorrido nenhum plebiscito, a sensação é de que a população é amplamente favorável ao evento, e isso é o suficiente para mim. Se é desejo dos interessados despejar um montante considerável de recursos para montar um festival, tudo bem. Façamos a coisa direito, então.
Até o momento, a conquista do direito de ser sede da mais importante celebração internacional foi baseada no oportunismo. Ganhamos mais pelas falhas alheias, resumidas na crise econômica pela qual passam as nações ricas que eram adversárias no intento, do que pelas qualidades do Rio de Janeiro. Como diria uma personagem muito destacada, a esperança, de ter uma cidade pronta em sete anos, venceu o medo, de que até lá ela permaneça exatamente do modo que hoje se encontra.
Espero sinceramente que o COI tenha razão. Os cidadãos do Rio de Janeiro merecem uma cidade capaz de sediar Jogos Olímpicos, assim como os de todas as grandes cidades do país, mas não a tem. Muita coisa ainda precisa ser feita, e o tempo urge, temos, ao menos, um século de atraso. Os próximos anos deverão ser "100 em 7". JK fez algo semelhante e lançou as sementes da inflação que demoramos quatro décadas para controlar. Mãos às obras e olhos aos custos, então.
Importantes também serão políticas de fomento ao esporte, principalmente em suas vertentes educação e participação. Austrália, China e Espanha transformaram-se em potências esportivas após sediarem Olimpíadas; a Grã-Bretanha, que sediará a próxima, já mostrou um grande aumento do números de medalhas em campeonatos mundiais. O Brasil não pode deixar a oportunidade passar, deve se espelhar nesses exemplos.

Observação importante: tal qual os militantes que torciam pela derrota do Brasil na Copa de 1970, não era favorável às Olimpíadas aqui neste momento. E tal qual as crônicas da época, minha torcida contrária não suportou a emoção da vitória. No momento do anúncio real, estava longe da cobertura, então consegui reagir racionalmente, mas ao ver a emoção do momento, no noticiosos de hoje, devo confessar que lágrimas acariciaram meu rosto.

Rio 2016

Eu estava errado, o sonho não havia acabado. E o dinheiro que torramos até agora é pinto perto da quantidade de recursos que escoarão pelo ralo até o inverno de 2016.
O negócio agora é relaxar e gozar. A festa vai ser grande.
TCU, fique esperto com o carnaval fora de época.
Da minha parte, a partir deste mês, começo a juntar uns trocados para gastar no evento. Estou na dúvida entre as partidas de badminton e de hóquei sobre a grama feminino.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lula nunca criticou o Congresso

Pois é.
Eu nunca critiquei Lula e os Paralamas nunca escreveram ou cantaram essa música no vídeo abaixo.
Foi tudo um sonho, que, ao contrário dos Beatles, não acabou.

Acho má notícia

Mas fazer o quê?
Toffoli agora é do Supremo.
O mano pode até dizer, é nóis.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Não era apenas o Bush

Que pegava um limão e plantava um limoeiro.
Nosso presidente também tem o poder da multiplicação de problemas.
Pegou um Mané e agora tem um conflito internacional.
Posso até antever um rapper hondurenho cantando dentro de alguns anos:
Lula, Amorim e sua gangue vão nadar em uma piscina de sangue.

Talvez o mundo esteja por ele

Mas os hondurenhos parecem não estar.
Lula está ao lado de Zelaya em uma tentativa de golpe contra a vontade popular. Não é a primeira vez e creio que não será a última.

sábado, 26 de setembro de 2009

Não sei qual é pior

Em 2005, afirmava que não sabia qual seria mais deletério para o Brasil: o fato de Lula não saber de nada sobre o mensalão ou o de dele ser um partícipe ativo. Ter um governante néscio ou gangster.
Em 2009, aquele governante continua lá, mas a dúvida agora paira sobre todo o serviço diplomático deste país. É néscio ou golpista.
Caso tenho sido pego de surpresa pela entrada de Zelay na embaixada de Tegucigalpa, é formado por bocós despreparados. Caso tenham planejado tudo, está interferindo nos assuntos internos de um país soberano.
De qualquer forma, resta-nos chorar ´pela atuação do Itamaraty nessa presepada.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mais Toffoli

Pelo que parece, o governo percebeu a besteira que fez, colocou outro mal candidato para disputar.
Agora tentam apelar. Se não vai por bem, tentam fazer na marra.
Democracia é só uma vaga idéia na cabeça dessa gente.

sábado, 19 de setembro de 2009

Toffoli

Bem, contra o provável futuro ministro do STF tinha, até agora, apenas a idade. Colocar nesse cargo um jovem de 41 anos significa que teremos condenado a Corte à um mandato possível de três décadas. É muito tempo para uma única pessoal ocupar tal cargo em um regime democrático.
Surgem, porém, novos indícios de que, mais uma vez, Lula errou na escolha. Pelo que parece, o rapaz escolhe mal as causas que defende e, segundo apurou a Veja, encontra formas criativas de receber pelos seus serviços.
Em um país sério, Toffoli ainda estaria esperando seu lugar na fila, e torcendo para que tudo se mostre um infundado delírio da imprensa, enquanto outros juristas de comprovado saber, e longa carreira, ocupassem as cadeiras do Supremo. Como estamos no Brasil, é capaz que sente nelas brevemente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Gostaria de entender

Quais são os critérios usados pelo TSE para dizer como será a sucessão dos governadores cassados.
Houve mais um, desta feita Marcelo Miranda, do Tocantins, cuja Assembléia irá escolher o próximo governador.
Do jeito que está, parece que os critérios são apenas um, o modo que beneficiará mais ao grupo político que apóia o governo federal.
Quero quer que não seja esse. Se for, estamos pior do que imaginava no campo político.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Alí logo em frente...

...o futuro está.
As novidades estão chegando, mas continuamos a olhar para o passado.
Acho que conseguiremos passar de uma das matrizes energéticas mais limpas para uma das mais sujas.
É só dar mais alguns anos aos nossos "progressistas".

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Esopianas II

Era uma vez um senhor supercapacitado, com uma renda altíssima. Ele, porém, possuia um problema sério: descontrole de gastos.
Como sua renda era muito alta, ninguém se preocupava com sua capacidade de saldar suas dívidas, até que apareceu um negócio imperdível para que fechasse.
Aí surgiu o impasse, era a pessoa certa para possuir o negócio, mas não tinha como endividar-se mais, não havia mais crédito na praça.
Neste momento, apresenta-se o pai do senhor, ainda mais rico que ele, mas que havia desenvolvido o mesmo descontrole sobre os gastos, e, com ele, a solução genial, se o cartão de crédito estava estourado, que usasse o de débitos.

Moral da história: têm gente que não consegue ver seus limites.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009