Nessa semana, ouviu-se muitas elegias ao povo haitiano devido a suas muitas qualidades - criatividade, amabilidade, etc - e, sobretudo, por ter sido o primeiro país onde se concretizou uma revolução social nas Américas, tendo os escravos sobrepujado seus senhores na Revolução Haitiana, que, durante décadas, atemorizou donos de escravos por todo o mundo.
Parasse por aí, tudo bem, haveria nobreza de propósitos e grande número de beneficiados, mas a coisa virou uma revolução permanente, com resultados muito distintos, para não variar, dos esperados pelos teóricos socialistas.
Uma revolução é, tirando prováveis exceções que não me recordo agora, o pior que pode acontecer para um povo. Sempre leva a matanças e anarquia - também chamada de Estado de Natureza ou lei do mais forte -, mesmo que momentâneas.
Tomando emprestadas as palavras de Maílson da Nóbrega:
"No mundo, três transformações radicais sobressaem: (1) a Revolução Gloriosa (1688), que extinguiu o absolutismo inglês e levaria a Inglaterra à Revolução Industrial; (2) a Revolução Americana (1776), da qual surgiria a maior potência no século XIX; e (3) a Revolução Francesa (1789), a profunda mudança que substituiria os privilégios da nobreza, do clero e dos senhores feudais pelos direitos inalienáveis dos cidadãos.
Nada desse porte aconteceu no Brasil, nem agora nem antes. A independência foi declarada por dom Pedro, representante da metrópole. A República nasceu de um golpe de estado dado por Deodoro da Fonseca. A Revolução de 1930, a única que talvez possa ter esse título, promoveu mudanças, mas não daquela magnitude. Aqui não se viram rupturas nem violências. O regime militar findou sob negociação."
Essa aversão nacional à revolução, apontada por muitos como conservadorismo excessivo, especialmente pelas correntes esquerdistas, podem ter ajudado a manter os padrões de dominação centenários, porém permitiu uma melhora continuada do padrão de vida desde que aqui nos instalamos. Se a velocidade e a justa distribuição dessa evolução não são como queremos, ao menos não houve recuos, o pior dos mundos.
Ansiar uma revolução para o Brasil é mais um mal que acomete os utopistas, que esperam sempre o melhor mesmo das piores coisas. Qualquer realista teria aprendido com o Haiti as mesmas lições que Roberto Pompeu de Toledo tirou.
É sempre bom pensar bem no que desejamos. Vai que se realiza. O Haiti poderia ser aqui, e poderá.
Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Meia década passou ...
E temos Avatar.
A nostalgia prossegue, o que emergiu não era muito diferente.
Houve espasmos, temos que admitir, mas os campeões de bilheteria ano a ano mostram que o que vende é mesmo efeito especial.
A nostalgia prossegue, o que emergiu não era muito diferente.
Houve espasmos, temos que admitir, mas os campeões de bilheteria ano a ano mostram que o que vende é mesmo efeito especial.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Duas dentro?
Tem toda a pinta de ser mentira, mas está lá escrito, em uma coluna de celebridades, antigamente chamada de fofocas, do Diário Catarinense, Lula teria um caso com Luiza Brunet. Está correndo a internet.
Sendo verdade, o presidente do nunca antes na história desse país destroça a concorrência de figuras ilustres como Clinton e emparelha com o Sarkozi. Seria a primeira bola dentro da semana, pois, se for para fazer errado, faça com estilo.
A segunda foi o de finalmente passar a tratar os militares mortos no Haiti com o respeito que merecem.
Caracteriza-se um recorde, então, nunca na ... eu elogie nosso primeiro mandatário por dois motivos diferentes na mesma semana.
É claro que o primeiro elogio está sub júdice, esperando confirmação factual, mas já é uma novidade e tanto.
Sendo verdade, o presidente do nunca antes na história desse país destroça a concorrência de figuras ilustres como Clinton e emparelha com o Sarkozi. Seria a primeira bola dentro da semana, pois, se for para fazer errado, faça com estilo.
A segunda foi o de finalmente passar a tratar os militares mortos no Haiti com o respeito que merecem.
Caracteriza-se um recorde, então, nunca na ... eu elogie nosso primeiro mandatário por dois motivos diferentes na mesma semana.
É claro que o primeiro elogio está sub júdice, esperando confirmação factual, mas já é uma novidade e tanto.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Será que ele realmente acredita nisso...
... ou é apenas populismo barato?
Bem, o Obama quer aumentar impostos sobre os bancos. Seria uma forma de recuperar "cada centavo que o povo americano tem direito".
Tudo certo, justo, mas não o programa de resgate não se deu através de empréstimos?
É só cobrar as dívidas e as coisas estariam resolvidas, dentro da mais absoluta normalidade.
Da forma como apresenta-se essa nova taxação, parece ser um caso de revanche contra os banqueiros malvados. Nos sabemos, entretanto, quem sempre paga a conta dos tributos impostos aos empresários, não?
Sim, o cliente e, no caso de uma indústria tão ampla como a bancária, toda a sociedade dos Estados Unidos.
Começo a me perguntar se é só no lado de baixo do Equador em que não existe pecado.
Atualização de 16/01/10 - Mankiw observa algum sentido na taxação.
Bem, o Obama quer aumentar impostos sobre os bancos. Seria uma forma de recuperar "cada centavo que o povo americano tem direito".
Tudo certo, justo, mas não o programa de resgate não se deu através de empréstimos?
É só cobrar as dívidas e as coisas estariam resolvidas, dentro da mais absoluta normalidade.
Da forma como apresenta-se essa nova taxação, parece ser um caso de revanche contra os banqueiros malvados. Nos sabemos, entretanto, quem sempre paga a conta dos tributos impostos aos empresários, não?
Sim, o cliente e, no caso de uma indústria tão ampla como a bancária, toda a sociedade dos Estados Unidos.
Começo a me perguntar se é só no lado de baixo do Equador em que não existe pecado.
Atualização de 16/01/10 - Mankiw observa algum sentido na taxação.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Rendimento negativo
Aproveitando a notícia de que o dinheiro emprestado compulsoriamente ao governo teve, novamente, rendimento negativo, deixo aqui a dica para que leiam este texto antigo sobre o tema.
O tempo passa, o tempo voa, mas a exploração do assalariado continua numa boa, e não é pelo patrão.
O tempo passa, o tempo voa, mas a exploração do assalariado continua numa boa, e não é pelo patrão.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A resposta de Reinaldo Azevedo...
... para a pergunta do dia 5:
Porque somos uma república de bananas.
E, como todas as demais republiquetas do tipo, sofreremos durante gerações as agruras provocadas pelas escolhas pessoais de um mandatário.
Mas, ao menos nesse caso, não poderemos reclamar. Foi a maioria que escolheu a cabeça coroada.
O pior com exceção de todos os outros, como dizia Churcill, o sistema democrático nos prega dessas peças.
Porque somos uma república de bananas.
E, como todas as demais republiquetas do tipo, sofreremos durante gerações as agruras provocadas pelas escolhas pessoais de um mandatário.
Mas, ao menos nesse caso, não poderemos reclamar. Foi a maioria que escolheu a cabeça coroada.
O pior com exceção de todos os outros, como dizia Churcill, o sistema democrático nos prega dessas peças.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Fracasso? Infelizmente ainda não
A primeira semana já o indicava, o fracasso de bilheteria mostrava sua cara feia. O Lauro Jardim até apontou, hoje, possíveis razões para ele. Mas o problema é que o que é ruim para os bolsos dos produtores pode não ser para o financiador.
A louvação está feita, como vista no vídeo abaixo, e a falta de dinheiro tende até a acelerar a chegada da obra à TV.
Não ficaria admirado caso a Globo, que aparentemente já comprou os direitos de exibição, venha a exibi-lo uma ou duas semanas antes da eleição deste ano.
Já está provado que não temos um filme "oscarizável". Não temos um blockbuster. Será que teremos uma grande peça de propaganda?
A louvação está feita, como vista no vídeo abaixo, e a falta de dinheiro tende até a acelerar a chegada da obra à TV.
Não ficaria admirado caso a Globo, que aparentemente já comprou os direitos de exibição, venha a exibi-lo uma ou duas semanas antes da eleição deste ano.
Já está provado que não temos um filme "oscarizável". Não temos um blockbuster. Será que teremos uma grande peça de propaganda?
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Diversão à Italiana
Assisti, na sexta-feira, um remake da minha comédia preferida, O feitiço do tempo.
Intitulado Hoje é ontem, é algo totalmente inesperado, não é sempre que se refilma um grande sucesso hollywoodano em outro país, ou ao menos não é comum se encontrar essas obras na nossa TV, mesmo que por assinatura.
O enredo é o mesmo, mas as climatizações o fazem, na minha opinião, mais bonito. Sai Punxsutawney e entra Tenerife, o inverno é trocado belo verão e, consequentemente, as latinas mostram mais seus corpos do que as americanas. O homem do tempo vira um apresentador de filmes sobre animais.
A principal diferença é, no entanto, é a forma como Phill (ou Felippo) é apresentado. O italiano é muito mais sacana e seu "aprimoramento" é hedonístico.
Assistir aos dois filmes é educativo sobre como culturas distintas contam a mesma história. Principalmente porque a dita cuja é boa.
Refilmagem
Original
Intitulado Hoje é ontem, é algo totalmente inesperado, não é sempre que se refilma um grande sucesso hollywoodano em outro país, ou ao menos não é comum se encontrar essas obras na nossa TV, mesmo que por assinatura.
O enredo é o mesmo, mas as climatizações o fazem, na minha opinião, mais bonito. Sai Punxsutawney e entra Tenerife, o inverno é trocado belo verão e, consequentemente, as latinas mostram mais seus corpos do que as americanas. O homem do tempo vira um apresentador de filmes sobre animais.
A principal diferença é, no entanto, é a forma como Phill (ou Felippo) é apresentado. O italiano é muito mais sacana e seu "aprimoramento" é hedonístico.
Assistir aos dois filmes é educativo sobre como culturas distintas contam a mesma história. Principalmente porque a dita cuja é boa.
Refilmagem
Original
sábado, 9 de janeiro de 2010
Ele ainda chega lá
A corrida para o passado segue muito bem, mas em ritmos diferentes nas diversas áreas.
Se politicamente o governo Chávez espelha Vargas I, o ditatorial, economicamente ele apenas chegou ao de Dutra, com suas bandas cambiais e inflação acelerando.
Com a moeda valendo cada vez menos, é capaz de nosso caudilho conseguir fazer o país de Bolívar chegar ao período de escambo pré-colombiano. seria a concretização do sonho da irmandade bolivariana.
A ver, basta dar tempo ao tempo.
Se politicamente o governo Chávez espelha Vargas I, o ditatorial, economicamente ele apenas chegou ao de Dutra, com suas bandas cambiais e inflação acelerando.
Com a moeda valendo cada vez menos, é capaz de nosso caudilho conseguir fazer o país de Bolívar chegar ao período de escambo pré-colombiano. seria a concretização do sonho da irmandade bolivariana.
A ver, basta dar tempo ao tempo.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Até quando?
Você confiaria em um sujeito que não sabe bem o que está fazendo para cuidar dos freios do seu carro?
E em outro que sabe mais ou menos tratar de moléstias como seu médico?
Se em coisas pequenas como essa você não confia em quem não sabe bem como atuar, por que o fazer quando se trata de seu governante?
Ser ignorantes e mal-formados não é vergonha até o ponto em que não se teve oportunidade. Continuar sendo ignorante e utilizar desse fato para tirar atributos políticos após anos de vida boa e liderança popular é uma vergonha.
É um dos princípios do direito, aliás, que não se pode alegar ignorância para o descumprimento de uma lei.
Alegar não ter lido decreto que assinou, por qualquer razão que seja, é, simplesmente ridículo, mas segue sendo utilizado pelos próceres da República. Assino sem ler, arque com as consequências.
A questão do tal decreto polêmico é ainda mais grave. A rubrica, caso vivêssemos em um país sério, é motivo de impedimento ( ou impeachment ). Diz a Constituição que pode ser processado por crime de responsabilidade o presidente que comete ato que a atente contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais ou contra o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Mas não vivemos em um país sério, como já dizia o General francês.
Até quando aguentaremos a apologia da e pela ignorância?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Quanto à postagem de ontem
Perguntando-me sobre como um texto tão marcado de incoerências como o do assessor parlamentar pode causar tanta celeuma, só posso chegar a conclusão de que Alberto Mansuelti está certo: "... pero hay una no pequeña diferencia entre las ideas malas y las buenas: no corren la misma suerte ni obtienen el mismo reconocimiento, como el propio Mises experimentó en sus duros exilios y su azarosa vida profesional y universitaria (y Hayek hasta 1974, cuando obtuvo su medio Nobel). Las ideas malas van a favor de las naturales inclinaciones del hombre hacia el mal. En particular de la tendencia a abusar del poder, a incrementarlo, a robar y a hacer negocios a su amparo sin servicio a los mercados, y a imponer doctrinas desde las magistraturas públicas en lugar de predicarlas desde el llano. Por eso, para las ideas malas la acogida es buena, y porque se disfrazan de buenas. Y la mayor parte de las gentes las adopta con presta credulidad cuando se les ofrece “almuerzo gratis”, y cuando la demagogia halaga su orgullo y vanidad hablando de “las virtudes del pueblo” y nunca de sus defectos y vicios.
Las ideas buenas siempre hallan innumerables obstáculos y muy serias dificultades; y por ello requieren mayores esfuerzos, redoblados en todos los frentes: intelectual, académico, cultural, periodístico, eclesiástico, etc.; y sobre todo político, por el efecto demostración negativo que tiene su ausencia en el ruedo político."
Idéias ruins se propagam a uma velocidade estonteante, fazem sucesso estrondoso nas correntes de e-mail e viram bandeiras de esquerda.
As boas ficam relegadas aos desterro e exílio.
Las ideas buenas siempre hallan innumerables obstáculos y muy serias dificultades; y por ello requieren mayores esfuerzos, redoblados en todos los frentes: intelectual, académico, cultural, periodístico, eclesiástico, etc.; y sobre todo político, por el efecto demostración negativo que tiene su ausencia en el ruedo político."
Idéias ruins se propagam a uma velocidade estonteante, fazem sucesso estrondoso nas correntes de e-mail e viram bandeiras de esquerda.
As boas ficam relegadas aos desterro e exílio.
Mais dinheiro no bolso, melhor tratamento dos direito humanos?
A depender do que vemos em Uganda, parece que não.
O que será que os "progressistas" têm a dizer sobre o assunto?
O que será que os "progressistas" têm a dizer sobre o assunto?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O país não tem mais jeito mesmo
Um jornalista recebe um e-mail com dados supostamente de uma respeitada revista internacional e os publica como a prova "provada" de que o governo Lula é melhor do que o governo FHC, é desmascarado e sai-se com essa pérola, publicada no Blog do Noblat:
"Recebi os dados por e-mail e davam conta que eram da Economist. Realmente não me dei ao trabalho de ir na Economist e checar tudo. Mas, por outro lado, chequei os dados, fui em sites de pesquisa, blogs, no blog da Dilma, e vi que os dados eram verossímeis.
Por isso resolvi publicar o texto, pelo qual assumo toda a responsabilidade. O DIAP não tem nada com o artigo assinado por mim. Sou editor da Agência DIAP, institucionalmente, mas no caso do artigo a opinião é minha, não do DIAP.
Vou esclarecer o assunto, talvez num outro artigo. Vou falar que o mais importante para mim são os dados, que não são questionados. Todos estão questionando só a fonte, que para mim não é o mais importante.
Vou esperar um pouco para isso para não entrar no calor do debate. Vou esperar esfriar. Agora é hora de quem quiser dar sua opinião, concordando ou divergindo."
Um país no qual um sujeito como esse tal Marcos Verlaine, jornalista que publica coisas de ouvir falar sem checar se é verdade, pode declarar-se assessor parlamentar está mesmo perdido. Imaginem o que ele passa aos nossos representantes, coisas tipo - olha deputado, o Zé da Esquina prova por A mais B que a vida da nação piorou porque o pingado da padaria estava frio.
Mas o pior não é isso, é ir ao tal texto, já modificado, aparentemente, e ver as tais 20 comparações que apavorariam os tucanos, os "dados inquestionáveis". Cheguei à conclusão de que se estes dados não foram questionados é simplesmente porque ninguém da hoste inimiga achou-o digno de resposta, por totalmente irrelevante.
Sendo eu, também, um jornalista e analista político irrelevante procurarei demonstrar aqui os erros do artigo utilizando método igual ao de Verlaine, qual seja, de orelhada, tirando dados da minha cabeça.
Vamos lá, no meu primeiro vermelho-e-azul - em homenagem explicita a Reinaldo Azevedo:
Nos tempos de FHC, o Risco Brasil estava em 2.700 pontos. Nos tempos de Lula, 200 pontos.
Ou autor não sabe o que é Risco Brasil ou finge não saber. O tal índice é dinâmico, mostrando a propensão da dívida externa ser paga, demonstrada pelos detentores dos títulos, variando no tempo conforme os cenários políticos e macroeconômicos vão se apresentando. Tanto não existe um valor para os "tempos" FHC ou Lula quanto os pontos apontados erroneamente como síntese dos períodos não retratam uma média. Os 2700 pontos ocorreram quando ficou claro para os mercados que Lula seria eleito e os 200 quando esses se certificaram de que o bicho era feio, porém propagava uma política mais realista, ou "neoliberal", do que a do rei.
O salário mínimo quando Lula assumiu a Presidência da República, em 2003, estava em 64 dólares. Agora, está entre 290 e 300 dólares.
O homem é ruim de conta, o salário mínimo é, hoje, quase 269 dólares ou utilizando-se o câmbio apontado por Verlaine no "dado" seguinte, pouco mais de 261. Isso não é, no entanto, o pior, ele é ruim de lógica, ao querer comparar preços de dados que não são intercambiáveis com outros que são. Salários reais podem ser comparados apenas pelo custo de vida em dados momentos em dada localidade, do contrário trata-se apenas de curiosidade ao estilo Jack Palance.
O dólar que valia R$ 3, agora vale R$ 1,78.
Outra vez o desafortunado autor usa dados dinâmicos como se estáticos fossem. Durante o governo FHC o dólar variou de menos de R$ 1 a quase R$ 4, escolham o momento que mais lhe agradar para comparar.
FHC não pagou a dívida com o FMI. Lula pagou-a em dólar.
Dois fatos incontestáveis apresentados acima. FHC não viu necessidade de saldar uma dívida mais barata do que a interna, enquanto Lula resolveu trocar papéis externos mais baratos por internos mais caros, saldando uma dívida em dólar, a única forma de fazê-lo, diga-se de passagem, já que era essa a moeda em que ela estava escrita.
A indústria naval, tão importante para o desenvolvimento do País, FHC não mexeu. Lula reconstruiu.
Caso conseguisse mexer a indústria naval, FHC deveria candidatar-se a Deus, não a presidente. Caso opta-se em mexer na, escolhendo vencedores, pratica bem ao gosto dos "desenvolvimentistas", desperdiçaria milhões de reais e atrasaria o desenvolvimento da indústria petrolífera, como de fato ocorreu no governo Lula, no qual a curva do aumento da produção de petróleo inflexionou para baixo.
FHC não construiu nenhuma nova universidade. Lula construiu dez novas universidades federais. Quanto às extensões universitárias, no governo do tucanato não houve nenhuma. No governo Lula foram 45.
As escolas técnicas foram esquecidas na era FHC. Ele não construiu uma sequer. Lula construiu 214.
As duas comparações acima demonstram o quão desvinculado do meio educacional o autor é. Apesar de não dispor de dados sobre o número de escolas técnicas e universidades criados por cada um dos governos, sei que nem umas nem outras são construídas como a uma estrada, mas consolidadas com o trabalho de gerações. No caso das universidades esse é ainda mais visível, pois estas possuem autonomia formal e, uma vez criadas, caminham por suas próprias pernas.
No campo da economia, as reservas cambiais no governo FHC foram 185 bilhões de dólares negativos. No governo Lula, 239 bilhões de dólares positivos.
Definitivamente ele não sabe o que é um dado dinâmico e, pior, acredita haver reservas cambiais negativas. Tentando entender o incompreensível, e tomando por fluxos cambiais a ideia do que pretendia expressar Verlaine, ainda assim apresentam-se errados os números.
O crédito para o povo/PIB no governo tucano foi de apenas 14%. No governo Lula, com as políticas anticíclicas, alcançou 34%.
Não sei o que o autor chama de crédito para o povo, mas as políticas anticíclicas, aliás inexistentes, do governo federal não poderia ser responsável por algo que é da alçada privada, pois não há nenhuma ação governamental de emprestimo direto ao cidadão.
Em relação à infraestrutura, FHC não construiu nenhuma estrada de ferro. Pelo contrário, as privatizou. No governo Lula, três estão em andamento.
Até que se prove o contrário, o antônimo de construir não é privatizar ou mesmo vender. Apenas durante o período FHC as ferrovias voltaram, após um longo processo de abandono, a ter alguma importância no transporte de cargas brasileiro. Para isso, contribuiu, e muito, a privatização da Rede Ferroviária Federal.
Quando Lula assumiu o governo, 90% das estradas rodoviárias estavam danificadas. Agora, 70% estão recuperadas.
Dados simplesmente mentirosos, nem um nem outro dos percentuais apresentados conferem com a realidade.
No campo da indústria automobilística, na era FHC, 20% em baixa. Na era Lula, 30% em alta.
Sentença simplesmente ininteligível, alta e baixa em relação a que?
Nos oito anos em que FHC presidiu o País, houve quatro crises internacionais, que arrasaram o Brasil. Na era Lula, foi enfrentada uma grande crise, que o Brasil superou em razão das reservas acumuladas e das políticas anticíclicas empreendidas pelo governo.
O pobre jornalista deveria estar vivendo em outro país durante o governo FHC para imaginar o arrasado. Houve crescimento econômico em todos os anos daquele governo, ao contrário do ocorrido neste.
O cambio no governo FH era fixo, e estourou o Tesouro Nacional. No governo Lula é flutuante, com ligeiras intervenções do Banco Central.
Em nenhum dos dois governos houve câmbio fixo. Em ambos ocorreram tentativas melhor ou pior sucedidas de administrá-lo de intervenções do Banco Central.
A taxa de juros Selic atingiu na era FHC incríveis 27%. No governo Lula chegou ao seu menor percentual desde quando foi criada, em 1983, 8,5%.
Finalmente o autor dá sinais de que sabe que alguns dados são dinâmicos. É inegável que a taxa Selic atingiu patamares mais elevados durante o governo FHC, mas é também inegável, apesar de alguns tentarem, que foi justamente uma maior responsabilidade na condução da economia iniciada naquele governo, sem as famosas invencionices heterodoxas que prmitiram chegarmos aos níveis atuais de juros básicos.
A mobilidade social no governo tucano foi de apenas 2 milhões de pessoas. No governo Lula, 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza.
Essa tal linha deve ser muito extensa para comportar mais de 23 milhões de pessoas. Ajudaria muito à clareza do texto se o autor informasse para qual lado foi essa mobilidade e de onde retirou tais dados.
FHC criou apenas 780 mil empregos em oito anos. Lula criou 12 milhões.
Mais mentiras puras e simples. Com milhões de jovens chegando ao mercado de trabalho atualmente, qualquer governo que criasse apenas 100 mil empregos por ano causaria descontentamento social incontrolável, que, como sabemos, não ocorreu.
O governo tucano nada investiu em infraestrutura. Com o PAC Lula pretende investir R$ 504 bilhões até 2010.
O Congresso em Foco já demonstrou que essa mentira é mentira.
Por fim, no mercado internacional, o Brasil, no governo FHC não teve crédito. No governo Lula, o País foi reconhecido como investment grade pelas três maiores agências de classificação de risco internacionais. Ou seja, deixamos de ser um país em que o capital externo só entrava para especular para ser um país de investimentos.
Será que ele esqueceu que durante o governo FHC ocorreram, para dizer o mínimo, as compras, por parte de empresas estrangeiras, de milhares de empresas brasileiras. Esse foi um fato que causou comoção entre os esquerdistas saudosos de Vargas, mas que demonstra o quanto o autor está errado.
Confesso que contei várias vezes, mas não encontrei a vigésima comparação. Deve ter ficado com vergonha de sair da mente do autor. Algo ali dentro ainda tem um pouco de bom senso.
"Recebi os dados por e-mail e davam conta que eram da Economist. Realmente não me dei ao trabalho de ir na Economist e checar tudo. Mas, por outro lado, chequei os dados, fui em sites de pesquisa, blogs, no blog da Dilma, e vi que os dados eram verossímeis.
Por isso resolvi publicar o texto, pelo qual assumo toda a responsabilidade. O DIAP não tem nada com o artigo assinado por mim. Sou editor da Agência DIAP, institucionalmente, mas no caso do artigo a opinião é minha, não do DIAP.
Vou esclarecer o assunto, talvez num outro artigo. Vou falar que o mais importante para mim são os dados, que não são questionados. Todos estão questionando só a fonte, que para mim não é o mais importante.
Vou esperar um pouco para isso para não entrar no calor do debate. Vou esperar esfriar. Agora é hora de quem quiser dar sua opinião, concordando ou divergindo."
Um país no qual um sujeito como esse tal Marcos Verlaine, jornalista que publica coisas de ouvir falar sem checar se é verdade, pode declarar-se assessor parlamentar está mesmo perdido. Imaginem o que ele passa aos nossos representantes, coisas tipo - olha deputado, o Zé da Esquina prova por A mais B que a vida da nação piorou porque o pingado da padaria estava frio.
Mas o pior não é isso, é ir ao tal texto, já modificado, aparentemente, e ver as tais 20 comparações que apavorariam os tucanos, os "dados inquestionáveis". Cheguei à conclusão de que se estes dados não foram questionados é simplesmente porque ninguém da hoste inimiga achou-o digno de resposta, por totalmente irrelevante.
Sendo eu, também, um jornalista e analista político irrelevante procurarei demonstrar aqui os erros do artigo utilizando método igual ao de Verlaine, qual seja, de orelhada, tirando dados da minha cabeça.
Vamos lá, no meu primeiro vermelho-e-azul - em homenagem explicita a Reinaldo Azevedo:
Nos tempos de FHC, o Risco Brasil estava em 2.700 pontos. Nos tempos de Lula, 200 pontos.
Ou autor não sabe o que é Risco Brasil ou finge não saber. O tal índice é dinâmico, mostrando a propensão da dívida externa ser paga, demonstrada pelos detentores dos títulos, variando no tempo conforme os cenários políticos e macroeconômicos vão se apresentando. Tanto não existe um valor para os "tempos" FHC ou Lula quanto os pontos apontados erroneamente como síntese dos períodos não retratam uma média. Os 2700 pontos ocorreram quando ficou claro para os mercados que Lula seria eleito e os 200 quando esses se certificaram de que o bicho era feio, porém propagava uma política mais realista, ou "neoliberal", do que a do rei.
O salário mínimo quando Lula assumiu a Presidência da República, em 2003, estava em 64 dólares. Agora, está entre 290 e 300 dólares.
O homem é ruim de conta, o salário mínimo é, hoje, quase 269 dólares ou utilizando-se o câmbio apontado por Verlaine no "dado" seguinte, pouco mais de 261. Isso não é, no entanto, o pior, ele é ruim de lógica, ao querer comparar preços de dados que não são intercambiáveis com outros que são. Salários reais podem ser comparados apenas pelo custo de vida em dados momentos em dada localidade, do contrário trata-se apenas de curiosidade ao estilo Jack Palance.
O dólar que valia R$ 3, agora vale R$ 1,78.
Outra vez o desafortunado autor usa dados dinâmicos como se estáticos fossem. Durante o governo FHC o dólar variou de menos de R$ 1 a quase R$ 4, escolham o momento que mais lhe agradar para comparar.
FHC não pagou a dívida com o FMI. Lula pagou-a em dólar.
Dois fatos incontestáveis apresentados acima. FHC não viu necessidade de saldar uma dívida mais barata do que a interna, enquanto Lula resolveu trocar papéis externos mais baratos por internos mais caros, saldando uma dívida em dólar, a única forma de fazê-lo, diga-se de passagem, já que era essa a moeda em que ela estava escrita.
A indústria naval, tão importante para o desenvolvimento do País, FHC não mexeu. Lula reconstruiu.
Caso conseguisse mexer a indústria naval, FHC deveria candidatar-se a Deus, não a presidente. Caso opta-se em mexer na, escolhendo vencedores, pratica bem ao gosto dos "desenvolvimentistas", desperdiçaria milhões de reais e atrasaria o desenvolvimento da indústria petrolífera, como de fato ocorreu no governo Lula, no qual a curva do aumento da produção de petróleo inflexionou para baixo.
FHC não construiu nenhuma nova universidade. Lula construiu dez novas universidades federais. Quanto às extensões universitárias, no governo do tucanato não houve nenhuma. No governo Lula foram 45.
As escolas técnicas foram esquecidas na era FHC. Ele não construiu uma sequer. Lula construiu 214.
As duas comparações acima demonstram o quão desvinculado do meio educacional o autor é. Apesar de não dispor de dados sobre o número de escolas técnicas e universidades criados por cada um dos governos, sei que nem umas nem outras são construídas como a uma estrada, mas consolidadas com o trabalho de gerações. No caso das universidades esse é ainda mais visível, pois estas possuem autonomia formal e, uma vez criadas, caminham por suas próprias pernas.
No campo da economia, as reservas cambiais no governo FHC foram 185 bilhões de dólares negativos. No governo Lula, 239 bilhões de dólares positivos.
Definitivamente ele não sabe o que é um dado dinâmico e, pior, acredita haver reservas cambiais negativas. Tentando entender o incompreensível, e tomando por fluxos cambiais a ideia do que pretendia expressar Verlaine, ainda assim apresentam-se errados os números.
O crédito para o povo/PIB no governo tucano foi de apenas 14%. No governo Lula, com as políticas anticíclicas, alcançou 34%.
Não sei o que o autor chama de crédito para o povo, mas as políticas anticíclicas, aliás inexistentes, do governo federal não poderia ser responsável por algo que é da alçada privada, pois não há nenhuma ação governamental de emprestimo direto ao cidadão.
Em relação à infraestrutura, FHC não construiu nenhuma estrada de ferro. Pelo contrário, as privatizou. No governo Lula, três estão em andamento.
Até que se prove o contrário, o antônimo de construir não é privatizar ou mesmo vender. Apenas durante o período FHC as ferrovias voltaram, após um longo processo de abandono, a ter alguma importância no transporte de cargas brasileiro. Para isso, contribuiu, e muito, a privatização da Rede Ferroviária Federal.
Quando Lula assumiu o governo, 90% das estradas rodoviárias estavam danificadas. Agora, 70% estão recuperadas.
Dados simplesmente mentirosos, nem um nem outro dos percentuais apresentados conferem com a realidade.
No campo da indústria automobilística, na era FHC, 20% em baixa. Na era Lula, 30% em alta.
Sentença simplesmente ininteligível, alta e baixa em relação a que?
Nos oito anos em que FHC presidiu o País, houve quatro crises internacionais, que arrasaram o Brasil. Na era Lula, foi enfrentada uma grande crise, que o Brasil superou em razão das reservas acumuladas e das políticas anticíclicas empreendidas pelo governo.
O pobre jornalista deveria estar vivendo em outro país durante o governo FHC para imaginar o arrasado. Houve crescimento econômico em todos os anos daquele governo, ao contrário do ocorrido neste.
O cambio no governo FH era fixo, e estourou o Tesouro Nacional. No governo Lula é flutuante, com ligeiras intervenções do Banco Central.
Em nenhum dos dois governos houve câmbio fixo. Em ambos ocorreram tentativas melhor ou pior sucedidas de administrá-lo de intervenções do Banco Central.
A taxa de juros Selic atingiu na era FHC incríveis 27%. No governo Lula chegou ao seu menor percentual desde quando foi criada, em 1983, 8,5%.
Finalmente o autor dá sinais de que sabe que alguns dados são dinâmicos. É inegável que a taxa Selic atingiu patamares mais elevados durante o governo FHC, mas é também inegável, apesar de alguns tentarem, que foi justamente uma maior responsabilidade na condução da economia iniciada naquele governo, sem as famosas invencionices heterodoxas que prmitiram chegarmos aos níveis atuais de juros básicos.
A mobilidade social no governo tucano foi de apenas 2 milhões de pessoas. No governo Lula, 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza.
Essa tal linha deve ser muito extensa para comportar mais de 23 milhões de pessoas. Ajudaria muito à clareza do texto se o autor informasse para qual lado foi essa mobilidade e de onde retirou tais dados.
FHC criou apenas 780 mil empregos em oito anos. Lula criou 12 milhões.
Mais mentiras puras e simples. Com milhões de jovens chegando ao mercado de trabalho atualmente, qualquer governo que criasse apenas 100 mil empregos por ano causaria descontentamento social incontrolável, que, como sabemos, não ocorreu.
O governo tucano nada investiu em infraestrutura. Com o PAC Lula pretende investir R$ 504 bilhões até 2010.
O Congresso em Foco já demonstrou que essa mentira é mentira.
Por fim, no mercado internacional, o Brasil, no governo FHC não teve crédito. No governo Lula, o País foi reconhecido como investment grade pelas três maiores agências de classificação de risco internacionais. Ou seja, deixamos de ser um país em que o capital externo só entrava para especular para ser um país de investimentos.
Será que ele esqueceu que durante o governo FHC ocorreram, para dizer o mínimo, as compras, por parte de empresas estrangeiras, de milhares de empresas brasileiras. Esse foi um fato que causou comoção entre os esquerdistas saudosos de Vargas, mas que demonstra o quanto o autor está errado.
Confesso que contei várias vezes, mas não encontrei a vigésima comparação. Deve ter ficado com vergonha de sair da mente do autor. Algo ali dentro ainda tem um pouco de bom senso.
Ruínas
Trezentos metros de ponte, chuvas torrenciais e pouca, se alguma, fiscalização quanto o estado das fundações, esses são os ingredientes de mais uma tragédia recorrente no Brasil.
Em 2005, algo muito semelhante ao ocorrido no Rio Grande do Sul fez com que houvesse uma mobilização midiática pela melhora no sistema de manutenção desses importantes eixos de mobilidade. O Ministério Público até propôs ações contra os figurões da época.
Meia década depois, as pontes continuam sendo arrastadas pela enxurrada. As ruínas prevalecem no cenário das estradas.
O Balu está certo, aqui Darwin não pegou. Já Murphy, reina absoluto: tudo que poderia dar errado mostra logo sua arte.
Em 2005, algo muito semelhante ao ocorrido no Rio Grande do Sul fez com que houvesse uma mobilização midiática pela melhora no sistema de manutenção desses importantes eixos de mobilidade. O Ministério Público até propôs ações contra os figurões da época.
Meia década depois, as pontes continuam sendo arrastadas pela enxurrada. As ruínas prevalecem no cenário das estradas.
O Balu está certo, aqui Darwin não pegou. Já Murphy, reina absoluto: tudo que poderia dar errado mostra logo sua arte.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Será que a moratória de pesca ao atum irá funcionar?
A resposta é não, claro.
3 mil reais o quilo é muito incentivo para um pobre mortal.
3 mil reais o quilo é muito incentivo para um pobre mortal.
Por que escolher o melhor e mais barato...
... se há o pior e mais caro a disposição?
Eu não sei a resposta, mas quem estiver interessado em descobrir pode enviar pedido de explicações para o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.
Observação: quem está surpreso com a escolha do Gripen pela Aeronáutica não deve estar ciente da longa tradição de aviões suecos, como os abaixo.
*Obs- Tive que substituir o vídeo, pois o antigo já não abria mais.
Eu não sei a resposta, mas quem estiver interessado em descobrir pode enviar pedido de explicações para o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.
Observação: quem está surpreso com a escolha do Gripen pela Aeronáutica não deve estar ciente da longa tradição de aviões suecos, como os abaixo.
*Obs- Tive que substituir o vídeo, pois o antigo já não abria mais.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Lula lá? Nem na foto
Enquanto alguns aparecem mal na foto em tragédias como esta, outros não chegam nem perto delas, como bem lembrou Villa Bôas-Côrrea, têm que preservar sua imagem, associada a coisas boas, mesmo que absurdas. Mas, enquanto se escondem, fica a dúvida: de quem é a responsabilidade dos óbitos?
Parece-me que os menos responsáveis são justamente os que colocaram a cara nos noticiários, os governadores. Como disse aqui certo tempo atrás, as enchentes são da alçada federal. A ocupação do solo, porém, é de responsabilidade municipal, tanto nas leis que a autoriza, respeitadas as proibições de esferas superiores - por vezes lenientes -, quando da fiscalização, e o fato de haver milhões de brasileiros vivendo em terrenos irregulares diz muito sobre como essa é feita.
Ocupações irregulares são um cancro antigo nas cidades brasileiras que gera centenas, por vezes milhares, de mortes anualmente. Fechar os olhos para essa realidade faz dos dirigentes políticos que deveriam zelar pelas leis corresponsáveis por todas elas.
"Na lei ou na marra" foi a forma encontrada para solucionar muitas questões difíceis no país, bem ao estilo jeitinho, mas em uma democracia isso não pode ocorrer. Soluções devem ser apenas nas leis, como demonstram as sequelas deixadas pelo modo antigo de lidar com os problemas.
Sempre que o governantes escondem-se e deixam o povo resolver as coisas ao arrepio das regras vigentes, uma ou mais mortes são encomendadas. As chuvas de dezembro foram apenas um lembrete disso.
Parece-me que os menos responsáveis são justamente os que colocaram a cara nos noticiários, os governadores. Como disse aqui certo tempo atrás, as enchentes são da alçada federal. A ocupação do solo, porém, é de responsabilidade municipal, tanto nas leis que a autoriza, respeitadas as proibições de esferas superiores - por vezes lenientes -, quando da fiscalização, e o fato de haver milhões de brasileiros vivendo em terrenos irregulares diz muito sobre como essa é feita.
Ocupações irregulares são um cancro antigo nas cidades brasileiras que gera centenas, por vezes milhares, de mortes anualmente. Fechar os olhos para essa realidade faz dos dirigentes políticos que deveriam zelar pelas leis corresponsáveis por todas elas.
"Na lei ou na marra" foi a forma encontrada para solucionar muitas questões difíceis no país, bem ao estilo jeitinho, mas em uma democracia isso não pode ocorrer. Soluções devem ser apenas nas leis, como demonstram as sequelas deixadas pelo modo antigo de lidar com os problemas.
Sempre que o governantes escondem-se e deixam o povo resolver as coisas ao arrepio das regras vigentes, uma ou mais mortes são encomendadas. As chuvas de dezembro foram apenas um lembrete disso.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Isso sim é rixa de torcida
Para quem ficou surpreso com as brigas entre os flamenguistas do Leblon após o título, olha o que os do Irã pedem para os vascaínos: simplesmente a morte.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Será?
Los chilenos no quieren un gobierno de caudillos, sino de instituciones guiadas por la meritocracia, y rechazan las aventuras radicales y los enfrentamientos clasistas, dado que la porosidad social y las oportunidades económicas permiten escalar posiciones mediante el trabajo honrado, dentro de los códigos del sistema. En suma, los chilenos no están enfermos de ``tercermundismo'', esa crónica enfermedad de la mente y el corazón que aniquila las neuronas e impide interpretar la realidad con un mínimo de sentido común. Lejos de odiar al primer mundo, desean formar parte de él.
Carlos Alberto Montaner, um dos autores do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, acredita que o Brasil está, com grandes dificuldades, afastando a possibilidade de degringolar para um bolivarianismo ao estilo, digamos, venezuelano.
Não sei não, devemos lembrar que o partido da situação está, declaradamente, querendo transformar a próxima eleição em uma batalha de personalidades entre Lula e FHC, ou, em outras palavras, quer transformar uma eleição em um confronto entre representações caudilhescas.
Um outro país da região, o Chile, aparentemente escapou desse mau augúrio, sorte deles, acho que demorará muito tempo até chegarmos ao mesmo nível do estreito país andino.
Carlos Alberto Montaner, um dos autores do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, acredita que o Brasil está, com grandes dificuldades, afastando a possibilidade de degringolar para um bolivarianismo ao estilo, digamos, venezuelano.
Não sei não, devemos lembrar que o partido da situação está, declaradamente, querendo transformar a próxima eleição em uma batalha de personalidades entre Lula e FHC, ou, em outras palavras, quer transformar uma eleição em um confronto entre representações caudilhescas.
Um outro país da região, o Chile, aparentemente escapou desse mau augúrio, sorte deles, acho que demorará muito tempo até chegarmos ao mesmo nível do estreito país andino.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Se há algo mais perigoso que um doido
É um doido rico.
Apesar deste ter sido incompetente, alguns sauditas bem nascidos derrubaram as torres gêmeas de Nova Iorque.
Talvez seja o caso dos departamentos de imigração pararem de procurar sinais exteriores de pobreza e tentar fazer o seu serviço bem feito.
Apesar deste ter sido incompetente, alguns sauditas bem nascidos derrubaram as torres gêmeas de Nova Iorque.
Talvez seja o caso dos departamentos de imigração pararem de procurar sinais exteriores de pobreza e tentar fazer o seu serviço bem feito.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Vai entender
Nossa esquerda apoiava a volta do menino Elián para Cuba, mas era contra o retorno de Sean aos Estados Unidos.
Será que mudaram os valores nesta década?
Será que mudaram os valores nesta década?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A coisa está preta
Na segunda maior prisão do mundo, o chefe dos carcereiros reclama:
"Según Castro, "en las últimas semanas" se han "multiplicado los esfuerzos" de la nueva Administración "con ese propósito". "Crece el aliento a la subversión abierta y encubierta contra Cuba", dijo. El mandatario mencionó la reciente detención en la isla de un estadounidense que repartía computadoras y teléfonos móviles a "agrupaciones de la sociedad civil" para subvertir el orden."
Lá, como cá, é difícil deixar os celulares fora da prisão, e estes podem fazer sérios estragos.
Mas, diferentemente daqui, começa a faltar comida para os presos.
Será que uma nova onda de balseros aproxima-se de começar?
"Según Castro, "en las últimas semanas" se han "multiplicado los esfuerzos" de la nueva Administración "con ese propósito". "Crece el aliento a la subversión abierta y encubierta contra Cuba", dijo. El mandatario mencionó la reciente detención en la isla de un estadounidense que repartía computadoras y teléfonos móviles a "agrupaciones de la sociedad civil" para subvertir el orden."
Lá, como cá, é difícil deixar os celulares fora da prisão, e estes podem fazer sérios estragos.
Mas, diferentemente daqui, começa a faltar comida para os presos.
Será que uma nova onda de balseros aproxima-se de começar?
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Raiva injustificada
A respeito de todo o alvoroço causado pela COP-15, parece-me que, mais do que tudo, trata-se de perda de tempo.
Se considerarmos os combustíveis fósseis como os vilões planetários, podemos respirar aliviados. A era deles, embora não pareça na nossa sociedade cheia de carros, já passou. São uma tecnologia ultrapassada cujas maiores vantagens, quase ubiquidade e preços módicos, estão desaparecendo. Como a própria Agência Internacional de Energia previu, nesse ritmo o pico de produção de petróleo será por volta de 2020. A história já mostrou seguidas vezes, matéria-prima com estoques declinantes e, consequentemente, preços crescentes levam à substituição tecnológica ou ao colapso (by Jared Diamond), como as alternativas já existem, creio que a primeira se imporá.
Se somos céticos quanto à origem antropogênica do aquecimento global ou nem acreditamos nele, podemos apenas esperar o futuro. Nada precisa, e provavelmente nada poderá, ser feito. A natureza seguirá seu curso e nós a acompanharemos, como sempre fizemos.
Deste modo, o que se apresenta em Copenhagem é uma disputa quase tão velha quanto os países. Um jogo de empurra entre os ricos e os pobres sobre as "culpas" de eles serem o que são. Um debate, portanto, ocorrendo fora de lugar. A OMC ou a Unctad seriam os foros adequados.
Embaralhar as questões demonstra, algumas vezes, a complexidade do problema, mas na maioria dos casos é apenas um estratagema para tentar conquistar o que não se consegue por outros meios. É certamente o que ocorre no reino da Dinamarca, onde há, novamente, algo de podre.
Se considerarmos os combustíveis fósseis como os vilões planetários, podemos respirar aliviados. A era deles, embora não pareça na nossa sociedade cheia de carros, já passou. São uma tecnologia ultrapassada cujas maiores vantagens, quase ubiquidade e preços módicos, estão desaparecendo. Como a própria Agência Internacional de Energia previu, nesse ritmo o pico de produção de petróleo será por volta de 2020. A história já mostrou seguidas vezes, matéria-prima com estoques declinantes e, consequentemente, preços crescentes levam à substituição tecnológica ou ao colapso (by Jared Diamond), como as alternativas já existem, creio que a primeira se imporá.
Se somos céticos quanto à origem antropogênica do aquecimento global ou nem acreditamos nele, podemos apenas esperar o futuro. Nada precisa, e provavelmente nada poderá, ser feito. A natureza seguirá seu curso e nós a acompanharemos, como sempre fizemos.
Deste modo, o que se apresenta em Copenhagem é uma disputa quase tão velha quanto os países. Um jogo de empurra entre os ricos e os pobres sobre as "culpas" de eles serem o que são. Um debate, portanto, ocorrendo fora de lugar. A OMC ou a Unctad seriam os foros adequados.
Embaralhar as questões demonstra, algumas vezes, a complexidade do problema, mas na maioria dos casos é apenas um estratagema para tentar conquistar o que não se consegue por outros meios. É certamente o que ocorre no reino da Dinamarca, onde há, novamente, algo de podre.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Será que agora vai?
Notícia bastante auspiciosa, como diriam os camaradas da novela.
Pode fazer com que eu, finalmente, transforme o sonho em realidade.
Pode fazer com que eu, finalmente, transforme o sonho em realidade.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
É muito fino
E desta vez ele falou, literalmente, merda.
Como procurávamos demonstrar, aqui e em outros ocasiões, apenas seguiu a tendência apresentada nos muitos anos de vida pública.
E aquela entrevista à Playboy, que voltou à moda recentemente pelas mãos de Reinaldo Azevedo, mostra que não é de hoje que as palavras fluem fácil e as ideias não. Poucos anos atrás li a tal entrevista, estava em uma edição especial da revista chamada Grandes Entrevistas, ou algo assim. Envergonhei-me de tê-lo como presidente.
E o sentimento só piora.
Se o melhor do Brasil é o brasileiro, o pior também é, certamente.
Como procurávamos demonstrar, aqui e em outros ocasiões, apenas seguiu a tendência apresentada nos muitos anos de vida pública.
E aquela entrevista à Playboy, que voltou à moda recentemente pelas mãos de Reinaldo Azevedo, mostra que não é de hoje que as palavras fluem fácil e as ideias não. Poucos anos atrás li a tal entrevista, estava em uma edição especial da revista chamada Grandes Entrevistas, ou algo assim. Envergonhei-me de tê-lo como presidente.
E o sentimento só piora.
Se o melhor do Brasil é o brasileiro, o pior também é, certamente.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Diga-me o que desejas, e direi-te quem és
Agora fiquei na dúvida, teria Lula vindo de Garanhuns, ao norte, ou de Pelotas, ao sul.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
E esse é nosso ministro
Parece ser compulsório ao cargo de ministro de estado desse governo falar asneiras por aí.
Tarso Genro vem agora distorcer a verdade, depois de distorcer a lei, para mostrar que estava certo ao conceder asilo político ao assassino condenado Battisti.
Primeiro porque o processo de extradição foi interrompido e retomado após a decisão trapalhona do ministro ter cito cassada e segundo porque não é um juízo político do Executivo cumprir um acordo sancionado pelo Legislativo, e, portanto, dentro de nosso corpo legal, mas um imperativo legal.
Se discorda de um tratado, que o presidente Lula o denuncie. Não cumprir enquanto é vigente é malcaratismo.
Tarso Genro vem agora distorcer a verdade, depois de distorcer a lei, para mostrar que estava certo ao conceder asilo político ao assassino condenado Battisti.
Primeiro porque o processo de extradição foi interrompido e retomado após a decisão trapalhona do ministro ter cito cassada e segundo porque não é um juízo político do Executivo cumprir um acordo sancionado pelo Legislativo, e, portanto, dentro de nosso corpo legal, mas um imperativo legal.
Se discorda de um tratado, que o presidente Lula o denuncie. Não cumprir enquanto é vigente é malcaratismo.
sábado, 14 de novembro de 2009
Esses frouxos merecem
Não quiseram agir quando deviam, agora são acusados de manipuladores.
Eles merecem.
Ser escrupuloso com quem não é equivale a candidatar-se a uma punhalada nas costas.
Levaram.
Eles merecem.
Ser escrupuloso com quem não é equivale a candidatar-se a uma punhalada nas costas.
Levaram.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Aproveitando a deixa
Dada pelo InfoMoney, comentando a tese de descolamento das economias mundiais, vou fazer propaganda de textos meus, um tanto quanto velhinhos.
Meu entendimento de globalização consegue ser mais simplista do que o de Thomas Friedman e, portanto, para mim o mundo não é plano. Entretanto há uma aceleração do que entendo como seus efeitos (primeiro aqui e depois aqui), que, de tão evidentes, até os Chairmen dos Bancos Centrais mundo afora começam a perceber.
Então é capaz de eu ter dado uma dentro. Sendo fato raro, convém anunciar. Quem sabe quando terei outra oportunidade de fazê-lo.
Meu entendimento de globalização consegue ser mais simplista do que o de Thomas Friedman e, portanto, para mim o mundo não é plano. Entretanto há uma aceleração do que entendo como seus efeitos (primeiro aqui e depois aqui), que, de tão evidentes, até os Chairmen dos Bancos Centrais mundo afora começam a perceber.
Então é capaz de eu ter dado uma dentro. Sendo fato raro, convém anunciar. Quem sabe quando terei outra oportunidade de fazê-lo.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Para quem tinha dúvidas
Sobre a existência ou não de um apagão no governo anterior, agora pode comparar.
Não dá para dizer nunca na história desse país, mas a mostra diz tudo.
Não dá para dizer nunca na história desse país, mas a mostra diz tudo.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ex-presidente bom...
...é, para a grande parte dos governistas do turno, igual cerveja e sogra: gelado e em cima da mesa.
Só isso poderia justificar a reação ao artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão. Idiotices como as de Emir Sader são apenas as mais vistosas de uma ampla gama de pessoas que querem cassar a legitimidade da liberdade de expressão daqueles com mais capacidade, ao menos em teoria, para se pronunciar a respeito dos assuntos que concernem à nação. Vai do atual presidente ao jornalista do tempo do onça.
Quando comentarista esportivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva era anunciado como aquele que conhece porque esteve lá. Já para os ex-mandatários a coisa parece, aos olhos desses que os querem calados, funcionar à maneira inversa, não conhecem porque estiveram lá.
Por minha parte, quero mais é que eles falem. Nosso país seria muito melhor caso esse policiamento não ocorresse. Apesar de não respeitar muitos dos aptos a falar, sou defensor incondicional da liberdade de expressão.
Democracias são fundadas nas discordâncias pacíficas. Enquanto todos estiverem apenas falando, nosso regime não corre perigo e a sociedade pode se depurar, muitas vezes apesar dos políticos.
Se os que estiverem se expressando conseguirem concatenar ideias, melhor.
Só isso poderia justificar a reação ao artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão. Idiotices como as de Emir Sader são apenas as mais vistosas de uma ampla gama de pessoas que querem cassar a legitimidade da liberdade de expressão daqueles com mais capacidade, ao menos em teoria, para se pronunciar a respeito dos assuntos que concernem à nação. Vai do atual presidente ao jornalista do tempo do onça.
Quando comentarista esportivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva era anunciado como aquele que conhece porque esteve lá. Já para os ex-mandatários a coisa parece, aos olhos desses que os querem calados, funcionar à maneira inversa, não conhecem porque estiveram lá.
Por minha parte, quero mais é que eles falem. Nosso país seria muito melhor caso esse policiamento não ocorresse. Apesar de não respeitar muitos dos aptos a falar, sou defensor incondicional da liberdade de expressão.
Democracias são fundadas nas discordâncias pacíficas. Enquanto todos estiverem apenas falando, nosso regime não corre perigo e a sociedade pode se depurar, muitas vezes apesar dos políticos.
Se os que estiverem se expressando conseguirem concatenar ideias, melhor.
domingo, 8 de novembro de 2009
O absurdo apenas aumenta
A loira da Uniban foi expulsa. Alguns de seus algozes suspensos.
E a universidade? Nada tem a ver com a história?
Se o comportamento era inadequado e recorrente, por que não foi coibido anteriormente? Se a roupa era claramente inadequada, por que foi permitida a entrada no recinto de quem a portava?
Fora nos Estados Unidos, essa moça poderia se considerar uma nova milionária, pois o processo que moveria contra a empresa de ensino seria favas contadas. Aqui vai ser apenas mais uma presa na lentidão judicial, com indenizações retidas pelas manobras dos advogados da Uniban.
Assim caminha a humanidade. Diz-se que a escola foi a única instituição criada na idade média que continua com suas características básicas imutáveis. Parece que na unidade São Bernardo da prestigiosa instituição de ensino superior nem os alunos evoluíram. A caça as bruxas segue modelo corrente.
Salém não faria melhor.
E a universidade? Nada tem a ver com a história?
Se o comportamento era inadequado e recorrente, por que não foi coibido anteriormente? Se a roupa era claramente inadequada, por que foi permitida a entrada no recinto de quem a portava?
Fora nos Estados Unidos, essa moça poderia se considerar uma nova milionária, pois o processo que moveria contra a empresa de ensino seria favas contadas. Aqui vai ser apenas mais uma presa na lentidão judicial, com indenizações retidas pelas manobras dos advogados da Uniban.
Assim caminha a humanidade. Diz-se que a escola foi a única instituição criada na idade média que continua com suas características básicas imutáveis. Parece que na unidade São Bernardo da prestigiosa instituição de ensino superior nem os alunos evoluíram. A caça as bruxas segue modelo corrente.
Salém não faria melhor.
sábado, 7 de novembro de 2009
Vale dar uma olhada
Se você ainda não sabe o que incoerência significa, aprenda aqui, tentando entender o discurso de nosso presidente.
Quando alguém acostumado a discursar sem parar diz, em tom acusatório, que quem fala o que quer ouve o que não quer, está apenas justificando a quem quer denegrir.
Quem diz, orgulhosamente, ter feito uma vez e meia o que os demais não fizeram ou está querendo enganar o povo com a retórica (fiz muito mais nada que eles) ou se orgulhando de nada fazer. No primeiro caso é apenas mais um político safado, no segundo apenas mais um vagabundo. Sendo o segundo caso, merece minha admiração, pois poucos assumem a condição, mas em qualquer das hipóteses mostra sua inadequação ao cargo que gostaria de ocupar para sempre.
Como diria o Metallica: Sad but true.
Quando alguém acostumado a discursar sem parar diz, em tom acusatório, que quem fala o que quer ouve o que não quer, está apenas justificando a quem quer denegrir.
Quem diz, orgulhosamente, ter feito uma vez e meia o que os demais não fizeram ou está querendo enganar o povo com a retórica (fiz muito mais nada que eles) ou se orgulhando de nada fazer. No primeiro caso é apenas mais um político safado, no segundo apenas mais um vagabundo. Sendo o segundo caso, merece minha admiração, pois poucos assumem a condição, mas em qualquer das hipóteses mostra sua inadequação ao cargo que gostaria de ocupar para sempre.
Como diria o Metallica: Sad but true.
domingo, 1 de novembro de 2009
Vergonha nacional
Voltando para casa na quinta-feira, ouvi relatos de colegas que estudaram no interior sobre os trotes extremamente pesados a que eram submetidos os estudantes naquelas paragens. Coisa de gente completamente sem noção.
Não vou aqui bancar o hipócrita e dizer que sou contra os trotes, sejam quais forem. Já participei de muitos, nos dois lados da moeda, e sei que há sempre um componente de humilhação embutido. Tenta-se provar uma suposta superioridade dos mais experientes de curso sobre os novatos. Mas, e talvez mais importante, há o componente de manada, meus amigos estão fazendo, e de tradição burra. Fazem porque sempre foi feito, e esperam que continuem fazendo os que aqui permanecerem quando não estiverem mais presentes.
Na sexta, ouvi por cima comentários sobre a loira da Uniban, sem saber muito bem do que se tratava. Só sabia de uma confusão em uma faculdade. E no sábado vim me interar, aqui na internet, dos fatos. Não consegui. Eles ainda não fazem sentido para mim.
Já trabalhei naquela unidade da Uniban, na academia, de ginástica, que existia no primeiro andar, quando não havia nem biblioteca no prédio. Passada quase uma década, não sei o quanto as coisas mudaram, mais isso informa um pouco sobre as prioridades da instituição naquele tempo. E também algo sobre a suposta motivação dos alunos para o ataque. Estar vestindo algo inadequado não é, nem de longe, razão, pois, mesmo que fosse válida - o que não é -, os alunos estão acostumadas a ver naquele mesmo recinto pessoas muito mais despidas do que aquele vestidinho vermelho permite antever, como em toda a academia ou faculdade paulistana, diga-se de passagem.
Há, portanto, algo muito mal contado nessa história. Os responsáveis pela incitação contra a garota devem ter outras motivações, ainda mais sórdidas do que a defesa de uma moral e bons costumes de meados do século passado, provavelmente uma vingança ou recalque mal dissimulado, e utilizaram uma turba de mentecaptos como massa de manobra. Deram-se mal, transformaram a vítima em uma mártir, com todas as benesses que a mídia traz para esse tipo de celebridade momentânea. Caso estivéssemos nos EUA, certamente a garota seria eleita a rainha do baile e, se for esperta, pode até realmente acabar fazendo programas, de TV. Derrota completa dos acusadores, que, apesar de tudo, não dão o braço a torcer.
O importante de tudo, porém, é que os episódios de trote exacerbado, recorrentes pelo Brasil, e do vestidinho da moça da Uniban demonstram que é muito fácil angariar mentecaptos na nossa juventude universitária. No ambiente no qual deveria prevalecer a racionalidade, a barbárie impera. Se já havia perdido a fé no Brasil, agora se acabaram as esperanças de recuperá-la. Se, acidentalmente, o país der certo, será apesar do povo, não por causa dele. O melhor do Brasil não é, definitivamente, o brasileiro.
Quanto à estudante da Uniban que foi constrangida, está certa em querer retomar sua vida, porém está errada em achar-se culpada pelo incidente. Mostrar as pernas não é razão para ser ameaçada de estupro. Aos que acham o contrário, há várias maneiras de alcançar o paraíso na Terra. O Oriente Médio está sempre precisando de trabalhadores qualificados e empreendedores. E, ao contrário de Cuba e Coréia do Norte, é facultado a todo brasileiro sair do país, a hora em que bem entender.
A vergonha nacional não é o vestido curto, é quem se incomoda com ele.
Não vou aqui bancar o hipócrita e dizer que sou contra os trotes, sejam quais forem. Já participei de muitos, nos dois lados da moeda, e sei que há sempre um componente de humilhação embutido. Tenta-se provar uma suposta superioridade dos mais experientes de curso sobre os novatos. Mas, e talvez mais importante, há o componente de manada, meus amigos estão fazendo, e de tradição burra. Fazem porque sempre foi feito, e esperam que continuem fazendo os que aqui permanecerem quando não estiverem mais presentes.
Na sexta, ouvi por cima comentários sobre a loira da Uniban, sem saber muito bem do que se tratava. Só sabia de uma confusão em uma faculdade. E no sábado vim me interar, aqui na internet, dos fatos. Não consegui. Eles ainda não fazem sentido para mim.
Já trabalhei naquela unidade da Uniban, na academia, de ginástica, que existia no primeiro andar, quando não havia nem biblioteca no prédio. Passada quase uma década, não sei o quanto as coisas mudaram, mais isso informa um pouco sobre as prioridades da instituição naquele tempo. E também algo sobre a suposta motivação dos alunos para o ataque. Estar vestindo algo inadequado não é, nem de longe, razão, pois, mesmo que fosse válida - o que não é -, os alunos estão acostumadas a ver naquele mesmo recinto pessoas muito mais despidas do que aquele vestidinho vermelho permite antever, como em toda a academia ou faculdade paulistana, diga-se de passagem.
Há, portanto, algo muito mal contado nessa história. Os responsáveis pela incitação contra a garota devem ter outras motivações, ainda mais sórdidas do que a defesa de uma moral e bons costumes de meados do século passado, provavelmente uma vingança ou recalque mal dissimulado, e utilizaram uma turba de mentecaptos como massa de manobra. Deram-se mal, transformaram a vítima em uma mártir, com todas as benesses que a mídia traz para esse tipo de celebridade momentânea. Caso estivéssemos nos EUA, certamente a garota seria eleita a rainha do baile e, se for esperta, pode até realmente acabar fazendo programas, de TV. Derrota completa dos acusadores, que, apesar de tudo, não dão o braço a torcer.
O importante de tudo, porém, é que os episódios de trote exacerbado, recorrentes pelo Brasil, e do vestidinho da moça da Uniban demonstram que é muito fácil angariar mentecaptos na nossa juventude universitária. No ambiente no qual deveria prevalecer a racionalidade, a barbárie impera. Se já havia perdido a fé no Brasil, agora se acabaram as esperanças de recuperá-la. Se, acidentalmente, o país der certo, será apesar do povo, não por causa dele. O melhor do Brasil não é, definitivamente, o brasileiro.
Quanto à estudante da Uniban que foi constrangida, está certa em querer retomar sua vida, porém está errada em achar-se culpada pelo incidente. Mostrar as pernas não é razão para ser ameaçada de estupro. Aos que acham o contrário, há várias maneiras de alcançar o paraíso na Terra. O Oriente Médio está sempre precisando de trabalhadores qualificados e empreendedores. E, ao contrário de Cuba e Coréia do Norte, é facultado a todo brasileiro sair do país, a hora em que bem entender.
A vergonha nacional não é o vestido curto, é quem se incomoda com ele.
sábado, 31 de outubro de 2009
Sou só eu...
... ou mais alguém pensa que esse desperdício de dinheiro público é uma palhaçada?
Seja para combater a entrada de armas ou para investigar as roupas íntimas das "mulas" de dólares, comprar aparelhos e deixá-los encaixotados por mais de 2 anos é algo ruim. Se por falta de treinamento dos futuros usuários, pior ainda.
E a pior parte é que nem vão utilizar a maior parte dos equipamentos, ficaram apenas guardando material por alguns aninhos.
Seja para combater a entrada de armas ou para investigar as roupas íntimas das "mulas" de dólares, comprar aparelhos e deixá-los encaixotados por mais de 2 anos é algo ruim. Se por falta de treinamento dos futuros usuários, pior ainda.
E a pior parte é que nem vão utilizar a maior parte dos equipamentos, ficaram apenas guardando material por alguns aninhos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Esse Gian é mesmo neurótico
Quase me esqueço de assinalar aqui o aniversário de 50 anos de meus personagens preferidos no universo dos quadrinhos, Asterix e seus colegas.
A ocasião traz, como presente aos fãs, um novo álbum.
Preciso, agora, lembrar-me de ir à livraria o mais rápido possível.
A ocasião traz, como presente aos fãs, um novo álbum.
Preciso, agora, lembrar-me de ir à livraria o mais rápido possível.
Há controvérsias
Dizer que um país está mal porque a Turma do Ronald pulou do barco?
Eu diria que os conterrâneos da Bjork saíram ganhando.
Eu diria que os conterrâneos da Bjork saíram ganhando.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Já disse aqui o que penso dos senadores de São Paulo
Agora vejam o que pensa o senador piauiense sobre um deles e o estado que o elegeu.
Seria caso de cantar:
Se os senadores daqui são assim, imaginem os d...?
(via Josias de Souza)
Seria caso de cantar:
Se os senadores daqui são assim, imaginem os d...?
(via Josias de Souza)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sobre o novo delírio de Mantega
Também chamado de imposto regulatório, há pouco a ser dito. Não funcionou no passado e não funcionará agora, como aliás, sói acontecer com as ideias que provém daquela cabeça privilegiada.
Pelo sim, pelo não, a revista Exame, representante do empresariado e, por conseguinte, dos únicos que podem se beneficiar com a subida do dólar, os exportadores, resolveu perguntar: e se o IOF não der certo?
Como sabemos que não dará, basta esperar sentado, ver o caixa do governo engordar um pouquinho, e esperar pela próxima frase que não se escreve deste que luta para provar ser o pior ministro do governo Lula. Disputa, convenhamos, acirradíssima.
Reinaldo Azevedo já colocou todas as suas fichas no Amorim, mas eu sigo firme com a aposta em Guido, o italianíssimo. Ambos vêem o inverso do que realmente ocorre, como na taxação dos capitais estrangeiros, porém o segundo parece realmente acreditar no que diz. E para crer nas palavras deste ministro, é preciso ser muito lesado.
Pelo sim, pelo não, a revista Exame, representante do empresariado e, por conseguinte, dos únicos que podem se beneficiar com a subida do dólar, os exportadores, resolveu perguntar: e se o IOF não der certo?
Como sabemos que não dará, basta esperar sentado, ver o caixa do governo engordar um pouquinho, e esperar pela próxima frase que não se escreve deste que luta para provar ser o pior ministro do governo Lula. Disputa, convenhamos, acirradíssima.
Reinaldo Azevedo já colocou todas as suas fichas no Amorim, mas eu sigo firme com a aposta em Guido, o italianíssimo. Ambos vêem o inverso do que realmente ocorre, como na taxação dos capitais estrangeiros, porém o segundo parece realmente acreditar no que diz. E para crer nas palavras deste ministro, é preciso ser muito lesado.
domingo, 18 de outubro de 2009
Alguém faltou na aula
Esse diz que a concentração fundiária está diminuindo, este que está aumentando.
Já que estão falando da mesma estatística, apresentada pelo mesmo instituto, pergunto-me: em quem devo acreditar?
No brasileiro simpático à baderna semiorganizada no campo ou no estrangeiro simpático à desordem nas terras alheias?
Já que estão falando da mesma estatística, apresentada pelo mesmo instituto, pergunto-me: em quem devo acreditar?
No brasileiro simpático à baderna semiorganizada no campo ou no estrangeiro simpático à desordem nas terras alheias?
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Explicação
É necessária e parece ser por aqui.
Afinal o que Mantega diz não se escreve, mas a decisão deve ter alguma ponta de racionalidade, por mais espúria que essa seja.
Afinal o que Mantega diz não se escreve, mas a decisão deve ter alguma ponta de racionalidade, por mais espúria que essa seja.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Esperava mais do Nobel
Depois disso, só resta a premiação de Paulo Coelho no de Literatura.
E a explicação é, resumindo, que ele traz esperança para o mundo.
A Bobamamania potencializou-se.
Medo, acovardai-se.
E a explicação é, resumindo, que ele traz esperança para o mundo.
A Bobamamania potencializou-se.
Medo, acovardai-se.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Meu comentário
Três anos atrás, havia no Jornal de Debates uma pergunta: Pode haver Olimpíadas no Brasil?
Minha resposta foi tucana, fiquei em cima do muro. Afirmava que tínhamos condições técnicas, mas duvidava da oportunidade social do intento. E colocava nas mãos do povo a decisão final.
Embora não tenha ocorrido nenhum plebiscito, a sensação é de que a população é amplamente favorável ao evento, e isso é o suficiente para mim. Se é desejo dos interessados despejar um montante considerável de recursos para montar um festival, tudo bem. Façamos a coisa direito, então.
Até o momento, a conquista do direito de ser sede da mais importante celebração internacional foi baseada no oportunismo. Ganhamos mais pelas falhas alheias, resumidas na crise econômica pela qual passam as nações ricas que eram adversárias no intento, do que pelas qualidades do Rio de Janeiro. Como diria uma personagem muito destacada, a esperança, de ter uma cidade pronta em sete anos, venceu o medo, de que até lá ela permaneça exatamente do modo que hoje se encontra.
Espero sinceramente que o COI tenha razão. Os cidadãos do Rio de Janeiro merecem uma cidade capaz de sediar Jogos Olímpicos, assim como os de todas as grandes cidades do país, mas não a tem. Muita coisa ainda precisa ser feita, e o tempo urge, temos, ao menos, um século de atraso. Os próximos anos deverão ser "100 em 7". JK fez algo semelhante e lançou as sementes da inflação que demoramos quatro décadas para controlar. Mãos às obras e olhos aos custos, então.
Importantes também serão políticas de fomento ao esporte, principalmente em suas vertentes educação e participação. Austrália, China e Espanha transformaram-se em potências esportivas após sediarem Olimpíadas; a Grã-Bretanha, que sediará a próxima, já mostrou um grande aumento do números de medalhas em campeonatos mundiais. O Brasil não pode deixar a oportunidade passar, deve se espelhar nesses exemplos.
Observação importante: tal qual os militantes que torciam pela derrota do Brasil na Copa de 1970, não era favorável às Olimpíadas aqui neste momento. E tal qual as crônicas da época, minha torcida contrária não suportou a emoção da vitória. No momento do anúncio real, estava longe da cobertura, então consegui reagir racionalmente, mas ao ver a emoção do momento, no noticiosos de hoje, devo confessar que lágrimas acariciaram meu rosto.
Minha resposta foi tucana, fiquei em cima do muro. Afirmava que tínhamos condições técnicas, mas duvidava da oportunidade social do intento. E colocava nas mãos do povo a decisão final.
Embora não tenha ocorrido nenhum plebiscito, a sensação é de que a população é amplamente favorável ao evento, e isso é o suficiente para mim. Se é desejo dos interessados despejar um montante considerável de recursos para montar um festival, tudo bem. Façamos a coisa direito, então.
Até o momento, a conquista do direito de ser sede da mais importante celebração internacional foi baseada no oportunismo. Ganhamos mais pelas falhas alheias, resumidas na crise econômica pela qual passam as nações ricas que eram adversárias no intento, do que pelas qualidades do Rio de Janeiro. Como diria uma personagem muito destacada, a esperança, de ter uma cidade pronta em sete anos, venceu o medo, de que até lá ela permaneça exatamente do modo que hoje se encontra.
Espero sinceramente que o COI tenha razão. Os cidadãos do Rio de Janeiro merecem uma cidade capaz de sediar Jogos Olímpicos, assim como os de todas as grandes cidades do país, mas não a tem. Muita coisa ainda precisa ser feita, e o tempo urge, temos, ao menos, um século de atraso. Os próximos anos deverão ser "100 em 7". JK fez algo semelhante e lançou as sementes da inflação que demoramos quatro décadas para controlar. Mãos às obras e olhos aos custos, então.
Importantes também serão políticas de fomento ao esporte, principalmente em suas vertentes educação e participação. Austrália, China e Espanha transformaram-se em potências esportivas após sediarem Olimpíadas; a Grã-Bretanha, que sediará a próxima, já mostrou um grande aumento do números de medalhas em campeonatos mundiais. O Brasil não pode deixar a oportunidade passar, deve se espelhar nesses exemplos.
Observação importante: tal qual os militantes que torciam pela derrota do Brasil na Copa de 1970, não era favorável às Olimpíadas aqui neste momento. E tal qual as crônicas da época, minha torcida contrária não suportou a emoção da vitória. No momento do anúncio real, estava longe da cobertura, então consegui reagir racionalmente, mas ao ver a emoção do momento, no noticiosos de hoje, devo confessar que lágrimas acariciaram meu rosto.
Rio 2016
Eu estava errado, o sonho não havia acabado. E o dinheiro que torramos até agora é pinto perto da quantidade de recursos que escoarão pelo ralo até o inverno de 2016.
O negócio agora é relaxar e gozar. A festa vai ser grande.
TCU, fique esperto com o carnaval fora de época.
Da minha parte, a partir deste mês, começo a juntar uns trocados para gastar no evento. Estou na dúvida entre as partidas de badminton e de hóquei sobre a grama feminino.
O negócio agora é relaxar e gozar. A festa vai ser grande.
TCU, fique esperto com o carnaval fora de época.
Da minha parte, a partir deste mês, começo a juntar uns trocados para gastar no evento. Estou na dúvida entre as partidas de badminton e de hóquei sobre a grama feminino.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Lula nunca criticou o Congresso
Pois é.
Eu nunca critiquei Lula e os Paralamas nunca escreveram ou cantaram essa música no vídeo abaixo.
Foi tudo um sonho, que, ao contrário dos Beatles, não acabou.
Eu nunca critiquei Lula e os Paralamas nunca escreveram ou cantaram essa música no vídeo abaixo.
Foi tudo um sonho, que, ao contrário dos Beatles, não acabou.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Não era apenas o Bush
Que pegava um limão e plantava um limoeiro.
Nosso presidente também tem o poder da multiplicação de problemas.
Pegou um Mané e agora tem um conflito internacional.
Posso até antever um rapper hondurenho cantando dentro de alguns anos:
Lula, Amorim e sua gangue vão nadar em uma piscina de sangue.
Nosso presidente também tem o poder da multiplicação de problemas.
Pegou um Mané e agora tem um conflito internacional.
Posso até antever um rapper hondurenho cantando dentro de alguns anos:
Lula, Amorim e sua gangue vão nadar em uma piscina de sangue.
Talvez o mundo esteja por ele
Mas os hondurenhos parecem não estar.
Lula está ao lado de Zelaya em uma tentativa de golpe contra a vontade popular. Não é a primeira vez e creio que não será a última.
Lula está ao lado de Zelaya em uma tentativa de golpe contra a vontade popular. Não é a primeira vez e creio que não será a última.
sábado, 26 de setembro de 2009
Não sei qual é pior
Em 2005, afirmava que não sabia qual seria mais deletério para o Brasil: o fato de Lula não saber de nada sobre o mensalão ou o de dele ser um partícipe ativo. Ter um governante néscio ou gangster.
Em 2009, aquele governante continua lá, mas a dúvida agora paira sobre todo o serviço diplomático deste país. É néscio ou golpista.
Caso tenho sido pego de surpresa pela entrada de Zelay na embaixada de Tegucigalpa, é formado por bocós despreparados. Caso tenham planejado tudo, está interferindo nos assuntos internos de um país soberano.
De qualquer forma, resta-nos chorar ´pela atuação do Itamaraty nessa presepada.
Em 2009, aquele governante continua lá, mas a dúvida agora paira sobre todo o serviço diplomático deste país. É néscio ou golpista.
Caso tenho sido pego de surpresa pela entrada de Zelay na embaixada de Tegucigalpa, é formado por bocós despreparados. Caso tenham planejado tudo, está interferindo nos assuntos internos de um país soberano.
De qualquer forma, resta-nos chorar ´pela atuação do Itamaraty nessa presepada.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Mais Toffoli
Pelo que parece, o governo percebeu a besteira que fez, colocou outro mal candidato para disputar.
Agora tentam apelar. Se não vai por bem, tentam fazer na marra.
Democracia é só uma vaga idéia na cabeça dessa gente.
Agora tentam apelar. Se não vai por bem, tentam fazer na marra.
Democracia é só uma vaga idéia na cabeça dessa gente.
sábado, 19 de setembro de 2009
Toffoli
Bem, contra o provável futuro ministro do STF tinha, até agora, apenas a idade. Colocar nesse cargo um jovem de 41 anos significa que teremos condenado a Corte à um mandato possível de três décadas. É muito tempo para uma única pessoal ocupar tal cargo em um regime democrático.
Surgem, porém, novos indícios de que, mais uma vez, Lula errou na escolha. Pelo que parece, o rapaz escolhe mal as causas que defende e, segundo apurou a Veja, encontra formas criativas de receber pelos seus serviços.
Em um país sério, Toffoli ainda estaria esperando seu lugar na fila, e torcendo para que tudo se mostre um infundado delírio da imprensa, enquanto outros juristas de comprovado saber, e longa carreira, ocupassem as cadeiras do Supremo. Como estamos no Brasil, é capaz que sente nelas brevemente.
Surgem, porém, novos indícios de que, mais uma vez, Lula errou na escolha. Pelo que parece, o rapaz escolhe mal as causas que defende e, segundo apurou a Veja, encontra formas criativas de receber pelos seus serviços.
Em um país sério, Toffoli ainda estaria esperando seu lugar na fila, e torcendo para que tudo se mostre um infundado delírio da imprensa, enquanto outros juristas de comprovado saber, e longa carreira, ocupassem as cadeiras do Supremo. Como estamos no Brasil, é capaz que sente nelas brevemente.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Gostaria de entender
Quais são os critérios usados pelo TSE para dizer como será a sucessão dos governadores cassados.
Houve mais um, desta feita Marcelo Miranda, do Tocantins, cuja Assembléia irá escolher o próximo governador.
Do jeito que está, parece que os critérios são apenas um, o modo que beneficiará mais ao grupo político que apóia o governo federal.
Quero quer que não seja esse. Se for, estamos pior do que imaginava no campo político.
Houve mais um, desta feita Marcelo Miranda, do Tocantins, cuja Assembléia irá escolher o próximo governador.
Do jeito que está, parece que os critérios são apenas um, o modo que beneficiará mais ao grupo político que apóia o governo federal.
Quero quer que não seja esse. Se for, estamos pior do que imaginava no campo político.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Alí logo em frente...
...o futuro está.
As novidades estão chegando, mas continuamos a olhar para o passado.
Acho que conseguiremos passar de uma das matrizes energéticas mais limpas para uma das mais sujas.
É só dar mais alguns anos aos nossos "progressistas".
As novidades estão chegando, mas continuamos a olhar para o passado.
Acho que conseguiremos passar de uma das matrizes energéticas mais limpas para uma das mais sujas.
É só dar mais alguns anos aos nossos "progressistas".
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Esopianas II
Era uma vez um senhor supercapacitado, com uma renda altíssima. Ele, porém, possuia um problema sério: descontrole de gastos.
Como sua renda era muito alta, ninguém se preocupava com sua capacidade de saldar suas dívidas, até que apareceu um negócio imperdível para que fechasse.
Aí surgiu o impasse, era a pessoa certa para possuir o negócio, mas não tinha como endividar-se mais, não havia mais crédito na praça.
Neste momento, apresenta-se o pai do senhor, ainda mais rico que ele, mas que havia desenvolvido o mesmo descontrole sobre os gastos, e, com ele, a solução genial, se o cartão de crédito estava estourado, que usasse o de débitos.
Moral da história: têm gente que não consegue ver seus limites.
Como sua renda era muito alta, ninguém se preocupava com sua capacidade de saldar suas dívidas, até que apareceu um negócio imperdível para que fechasse.
Aí surgiu o impasse, era a pessoa certa para possuir o negócio, mas não tinha como endividar-se mais, não havia mais crédito na praça.
Neste momento, apresenta-se o pai do senhor, ainda mais rico que ele, mas que havia desenvolvido o mesmo descontrole sobre os gastos, e, com ele, a solução genial, se o cartão de crédito estava estourado, que usasse o de débitos.
Moral da história: têm gente que não consegue ver seus limites.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Postagens rarefeitas
Devido às aulas, que começaram hoje, minhas postagens vão escassear ainda mais por um tempo.
Espero retornar ao ritmo meio-bomba de sempre dentro em breve.
Espero retornar ao ritmo meio-bomba de sempre dentro em breve.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Seus problemas acabaram?
Antônio Palocci, o médico que virou ministro da área econômica, não foi considerado réu no julgamento de ontem, mas seus problemas com a lei estão longe de acabar. Para começo de conversa, o ex-ministro está na depend~encia de que seu então subordinado, Jorge Matoso, não seja inocentado. Qualquer condenação desse constituirá em uma prova de crime de improbidade de Palocci.
Parece não haver dúvidas de que o ex-ministro foi informado de quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo. As dúvidas razoáveis são se ele pediu a ação e se passou a informação à imprensa. Condenando-se o subalterno, caracteriza-se a prevaricação, pois ao tomar conhecimento do ato criminoso, Palocci calou-se.
E não apenas deixou de comunicar a falha funcional, foi participante da pantomima que mobilizou recursos públicos para descobrir o autor da façanha, sobre o qual ele tinha completo conhecimento.
É no campo político, entretanto, que está mais encrencado. Tudo bem, ele é um profissional, destes que o presidente diz não ser um homem comum, com mais direitos do que a maioria, porém mesmo para esse há limites para o aceitável. Que pessoa em sã consciência votaria em tal figura? Talvez os mesmos que votam em Lula e Sarney, é verdade, mas Antônio Palocci sempre se apresentou como um político de outra estirpe. Posava de bom administrador e modernizante, justo o tipo que é votado por pessoas pouco propensas a dar seu voto àqueles que usam as prerrogativas do cargo para esmagar humildes empregados domésticos.
Eu não apostaria muitas fichas na volta de Antônio à ribalta política, acho que desse já nos livramos, ao menos dos cargos eletivos mais importantes.
Parece não haver dúvidas de que o ex-ministro foi informado de quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo. As dúvidas razoáveis são se ele pediu a ação e se passou a informação à imprensa. Condenando-se o subalterno, caracteriza-se a prevaricação, pois ao tomar conhecimento do ato criminoso, Palocci calou-se.
E não apenas deixou de comunicar a falha funcional, foi participante da pantomima que mobilizou recursos públicos para descobrir o autor da façanha, sobre o qual ele tinha completo conhecimento.
É no campo político, entretanto, que está mais encrencado. Tudo bem, ele é um profissional, destes que o presidente diz não ser um homem comum, com mais direitos do que a maioria, porém mesmo para esse há limites para o aceitável. Que pessoa em sã consciência votaria em tal figura? Talvez os mesmos que votam em Lula e Sarney, é verdade, mas Antônio Palocci sempre se apresentou como um político de outra estirpe. Posava de bom administrador e modernizante, justo o tipo que é votado por pessoas pouco propensas a dar seu voto àqueles que usam as prerrogativas do cargo para esmagar humildes empregados domésticos.
Eu não apostaria muitas fichas na volta de Antônio à ribalta política, acho que desse já nos livramos, ao menos dos cargos eletivos mais importantes.
Agora também pós-colombiana
Já falei aqui sobre a tecnologia que ajudava aos índios e ameaçava ajudar aos contemporâneos, encontrada na Amazônia brasileira. Agora vocês podem ver um update by The Economist.
E nós continuamos marcando toca, fazendo carvão vegetal com técnicas predatórias e sem nenhuma geração de valor.
Brasil, o país do futuro, sombrio.
E nós continuamos marcando toca, fazendo carvão vegetal com técnicas predatórias e sem nenhuma geração de valor.
Brasil, o país do futuro, sombrio.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Mais uma vez, pega na mentira
Será que há uma competição rolando para saber quem é mais mentiroso?
O GSI dá sua contribuição ao Grande Torneio Pinóchio Dourado.
O GSI dá sua contribuição ao Grande Torneio Pinóchio Dourado.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Algumas vezes, parece e realmente é
Como disse o Reinaldo Azevedo, Mantega nomeou Lina pensando que ela fosse outra coisa, como não era, desnomeou. Ele a acreditava uma petista estilo Salvatti, daquelas que fazem o que mandam sem muitos remorsos, e esta revelou-se mais uma estilo Suplicy, dada a arroubos extemporrâneos de altivez. E, a se acreditar nos fatos, como os mostrados no vídeo a seguir, também de incompetência e falta com a verdade.
Na saga de quem mente mais e produz menos, talvez as damas que estão tão em evidência este mês não sejam assim tão diferentes.
Agora Noblat pergunta-se por que a auditora não fala tudo que sabe. Posso lhe tirar essa dúvida.
O faz porque, acima de tudo, comporta-se como os de sua espécie. Não se é PT impunemente, tenha-se carteirinha ou não.
Na saga de quem mente mais e produz menos, talvez as damas que estão tão em evidência este mês não sejam assim tão diferentes.
Agora Noblat pergunta-se por que a auditora não fala tudo que sabe. Posso lhe tirar essa dúvida.
O faz porque, acima de tudo, comporta-se como os de sua espécie. Não se é PT impunemente, tenha-se carteirinha ou não.
Nova disputa no Senado
Os paulistas têm muito do que se envergonhar, realmente.
Agora seus senadres ficam disputando para saber quem é mais ridículo, quem é o maior bobo da corte. Ouçam o que Roseann Kennedy tem a dizer.
Como dizem no interior, depois do tombo, o coice.
O que o Tuma vai fazer para tentar se igualar aos seus companheiros de representação, ir à próxima sessão vestido de cabrocha?
Agora seus senadres ficam disputando para saber quem é mais ridículo, quem é o maior bobo da corte. Ouçam o que Roseann Kennedy tem a dizer.
Como dizem no interior, depois do tombo, o coice.
O que o Tuma vai fazer para tentar se igualar aos seus companheiros de representação, ir à próxima sessão vestido de cabrocha?
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Apenas um comentário
O Lula tem motivos para não se preocupar com a segurança das instalações onde despacha.
Além de constituir prova de malfeitos, medidas de proteção são para aqueles que não dispõem de 80% de aprovação, como estes governadores.
Já Lula está tranquilo, só para furar a quase inespugnável muralha que lhe fornece o próprio ego, muitos dias de trabalho seriam necessários. Talvez a filmagem de aproximadamente trinta dias não conseguisse gravar todo o processo.
Além de constituir prova de malfeitos, medidas de proteção são para aqueles que não dispõem de 80% de aprovação, como estes governadores.
Já Lula está tranquilo, só para furar a quase inespugnável muralha que lhe fornece o próprio ego, muitos dias de trabalho seriam necessários. Talvez a filmagem de aproximadamente trinta dias não conseguisse gravar todo o processo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Lá como cá
A censura não tem seu retorno apenas aqui, concentrando-se em jornais que possam ameaçar próceres detentores de segredos da República, no lado dos desenvolvidos também dá mostras de sua competência, mas com mais classe, interferindo nas manifestações artísticas.
O mundo dá voltas, mas o lixo autoritário acaba conseguindo retornar.
O mundo dá voltas, mas o lixo autoritário acaba conseguindo retornar.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Só para recordar
Meu post no Twitter sobre o Mercadante, de 3 de Julho:
Mercadante disse que dirá o que pensa no encontro com Lula. Não sei não, corre o risco de entrar mudo e sair calado.
Mercadante disse que dirá o que pensa no encontro com Lula. Não sei não, corre o risco de entrar mudo e sair calado.
Falando do que sabe
Prestem atenção nas seguintes palavras:
“Uma oposição quando não tem argumento para fazer oposição, é pior do que doença que não tem cura...”
Esse foi Lula, via Josias de Souza, fazendo algo raro, falando de algo no qual é especialista, bravatas de oposição.
Oposição sem argumento é doença sem cura, governo sem argumento é câncer terminal. Leva à morte e dói pra diabo.
“Uma oposição quando não tem argumento para fazer oposição, é pior do que doença que não tem cura...”
Esse foi Lula, via Josias de Souza, fazendo algo raro, falando de algo no qual é especialista, bravatas de oposição.
Oposição sem argumento é doença sem cura, governo sem argumento é câncer terminal. Leva à morte e dói pra diabo.
A gelatinica firmeza do ser
Não dá para entender esse Mercadante, depois de anunciar, em caráter irrevogável, a demissão do cargo, desfez o anúncio e discursou para dizer que fica.
A justificativa: apesar de tudo, não pode negar um pedido de Lula, Dirceu, Dilma, Palocci, Berzoini et alli.
Isso explica tudo.
A justificativa: apesar de tudo, não pode negar um pedido de Lula, Dirceu, Dilma, Palocci, Berzoini et alli.
Isso explica tudo.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Warley ensina
Se quer saber quando foi o encontro, siga os passos do que Warley, o motorista de Lina na Receita Fderal, faria para investigar: "a agenda de uma das três secretárias de Lina, os registros da segurança do Planalto, e o circuito interno de câmeras que filma a entrada e a saída de veículos e visitantes no Palácio."
Não me parece assim tão difícil.
Não me parece assim tão difícil.
O melhor que Mercadante pode fazer ...
É pegar o boné e seguir o "companheiro" Flávio Arns, conforme, aliás, recomendação de um grão-petista.
Mas duvido que o faça.
Qualquer um que espere o melhor de Mercadante terminará frustrado.
Mas duvido que o faça.
Qualquer um que espere o melhor de Mercadante terminará frustrado.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
E ela saiu
A saída anunciada concretizou-se, Marina deixou o PT. A despeito das ameaças e do chororô do antigo partido, a candidatura da ex-ministra está agora praticamente assegurada.
Ela é mais uma senadora e a Casa é o foco atual das batalhas políticas, então cabe uma breve reflexão sobre aquele recinto, e seus ocupantes, e seu papel para o país.
A Constituição Federal diz uma série de coisas, mas, para resumir, a função primordial é representar os Estados, garantindo o funcionamento do pacto federativo. Sua função é, deste modo, puxar a brasa para a sardinha do Estado para o qual foi eleito, sendo uma espécie de vereador federal, mesmo que a comparação seja um tanto quanto injusta e muitos a utilizem de modo pejorativo (um exemplo está aqui). Não necessariamente buscando verbas para obras, mas certamente evitando que proposições deletérias aos interesses estaduais prosperem na legislação e, vez por outra, colocando nela algo que favoreça seu Estado.
Dito isso, faz-se necessária a pergunta: que andam fazendo os senadores pelos Estados? Respondendo em relação aos que acompanho, os do estado de São Paulo, posso afirmar um categórico nada. Não há uma única lei de interesse paulista que pode ser imputada aos excelentíssimos senhores Suplicy, Mercadante e Tuma. Há mais de uma década na Casa, o primeira destacou-se como um, mal, cantor de folk music setentista. O segundo foi seguidamente humilhado (sendo essa a mais recente) e declarou seguir o que o presidente Lula deseja, mesmo que não sendo o que a sua consciência manda. E o terceiro submergiu entre os pares, aparecendo por vezes para comentar alguma suspeita de crime, é Corregedor do Senado, relembrando sua velha vida de delegado. Para São Paulo, abusoluta inefetividade.
Marina é da mesma escola. Não fez nada para o Acre. Deve achar algo menor dedicar-se ao ofício para o qual foi eleita. Prefere salvar o mundo, ou como dizem Lula e Reinaldo Azevedo, candidatar-se a santa. Lembremos que sua primeira ação no atual mandato foi deixar o cargo, por mais da metade do mandato, e lá empossar o sem-votos Sibá Machado.
Como vemos, os detentores da função não a estão exercendo. São muito bons de falatório e muito ruins de serviço. Resta saber se merecem nosso voto de confiança para continuarem a não fazer o que deviam.
Em postagens anteriores, já declarei que não votarei em Marina Silva e em Aloizio Mercadante. Alargo meus não votos à Eduardo Suplicy e Romeu Tuma.
Ela é mais uma senadora e a Casa é o foco atual das batalhas políticas, então cabe uma breve reflexão sobre aquele recinto, e seus ocupantes, e seu papel para o país.
A Constituição Federal diz uma série de coisas, mas, para resumir, a função primordial é representar os Estados, garantindo o funcionamento do pacto federativo. Sua função é, deste modo, puxar a brasa para a sardinha do Estado para o qual foi eleito, sendo uma espécie de vereador federal, mesmo que a comparação seja um tanto quanto injusta e muitos a utilizem de modo pejorativo (um exemplo está aqui). Não necessariamente buscando verbas para obras, mas certamente evitando que proposições deletérias aos interesses estaduais prosperem na legislação e, vez por outra, colocando nela algo que favoreça seu Estado.
Dito isso, faz-se necessária a pergunta: que andam fazendo os senadores pelos Estados? Respondendo em relação aos que acompanho, os do estado de São Paulo, posso afirmar um categórico nada. Não há uma única lei de interesse paulista que pode ser imputada aos excelentíssimos senhores Suplicy, Mercadante e Tuma. Há mais de uma década na Casa, o primeira destacou-se como um, mal, cantor de folk music setentista. O segundo foi seguidamente humilhado (sendo essa a mais recente) e declarou seguir o que o presidente Lula deseja, mesmo que não sendo o que a sua consciência manda. E o terceiro submergiu entre os pares, aparecendo por vezes para comentar alguma suspeita de crime, é Corregedor do Senado, relembrando sua velha vida de delegado. Para São Paulo, abusoluta inefetividade.
Marina é da mesma escola. Não fez nada para o Acre. Deve achar algo menor dedicar-se ao ofício para o qual foi eleita. Prefere salvar o mundo, ou como dizem Lula e Reinaldo Azevedo, candidatar-se a santa. Lembremos que sua primeira ação no atual mandato foi deixar o cargo, por mais da metade do mandato, e lá empossar o sem-votos Sibá Machado.
Como vemos, os detentores da função não a estão exercendo. São muito bons de falatório e muito ruins de serviço. Resta saber se merecem nosso voto de confiança para continuarem a não fazer o que deviam.
Em postagens anteriores, já declarei que não votarei em Marina Silva e em Aloizio Mercadante. Alargo meus não votos à Eduardo Suplicy e Romeu Tuma.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Palavra contra palavra
Os governistas deram como barato que houve o encontro, mas não um pedido claro de encerramento dos processos contra Fernando Sarney.
Lina, convenhamos, estava lá não porque fosse da oposição, e não acredito que seja agora. Então não se poderia esperar que tivesse feito um dossiê contra a candidata do Planalto à presidência da República, mas o que fez já está de bom tamanho.
Ficará a palavra dela conta a do governo inteiro, e com o último tendo meios para provar que ela está mentindo. Como não o fez, está mais do que claro que ela esteve no Palácio do Planalto, tanto é assim que, durante o depoimento, próceres do lulismo tentaram descaracterizar os registros como prova.
Ao forçar a mão no confronto de biografias, tendo a ministra uma que não lhe favorece, fica claro que as coisas estão mal lá pelas bandas da defesa.
Sérgio Guerra tem razão, Dilma está a cada dia mais inviável. A teimosia de Lula está saindo caro e a conta só aumentará. Sorte do PMDB, que vive desse tipo de crise institucional.
Lina, convenhamos, estava lá não porque fosse da oposição, e não acredito que seja agora. Então não se poderia esperar que tivesse feito um dossiê contra a candidata do Planalto à presidência da República, mas o que fez já está de bom tamanho.
Ficará a palavra dela conta a do governo inteiro, e com o último tendo meios para provar que ela está mentindo. Como não o fez, está mais do que claro que ela esteve no Palácio do Planalto, tanto é assim que, durante o depoimento, próceres do lulismo tentaram descaracterizar os registros como prova.
Ao forçar a mão no confronto de biografias, tendo a ministra uma que não lhe favorece, fica claro que as coisas estão mal lá pelas bandas da defesa.
Sérgio Guerra tem razão, Dilma está a cada dia mais inviável. A teimosia de Lula está saindo caro e a conta só aumentará. Sorte do PMDB, que vive desse tipo de crise institucional.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Recesso terminado
A pausa no rol de escândalos dos Sarney já se encerrou. Voltaram a marca de um por dia.
Fica a expectativa para saber o que há de tão importante nos escaninhos do Estadão para justificar censura nestes tempos de dita democracia liberal. O juíz que não conhece a lei do impedimento não deve ter sido acionado por pouca coisa.
Felizmente José Sarney é um zumbi eleitoral, com força política declinante, e, com a sucessão de malfeitorias aparecendo, levará o resto de sua família para o túmulo. Com um pouco de sorte, não tenho fé nisso,leva os sindicalistas junto para o buraco antes que eles percebam que não ganharão nada o escoltando.
Mas chega de Sarney, já gastei muitos bytes com ele.
Fica a expectativa para saber o que há de tão importante nos escaninhos do Estadão para justificar censura nestes tempos de dita democracia liberal. O juíz que não conhece a lei do impedimento não deve ter sido acionado por pouca coisa.
Felizmente José Sarney é um zumbi eleitoral, com força política declinante, e, com a sucessão de malfeitorias aparecendo, levará o resto de sua família para o túmulo. Com um pouco de sorte, não tenho fé nisso,leva os sindicalistas junto para o buraco antes que eles percebam que não ganharão nada o escoltando.
Mas chega de Sarney, já gastei muitos bytes com ele.
sábado, 15 de agosto de 2009
Conexão Tréveris-Caracas
O vídeo acima, parte do The Soviet Story, de Edvins Snore, mostra as semelhanças entre os gêmeos siameses, comunismo e nazismo, que levam a um fim previsível. A luta por um novo homem resulta sempre no extermínio do que é considerado antigo.
Muitos fingem esquecer, mas nazi é uma corruptela do nacional-socialismo, em seu som alemão. É o socialismo feio, que nenhum intelectual sério defende, enquanto o outro ainda tem muitos admiradores, aqui e alhures. Alguns até o querem implantado, em pleno século XXI. A Venezuela, por exemplo, reformou seu sistema educacional. Quer formar o novo homem desde criancinha. Quer que a ideologia assassina, capaz de fazer pessoas inteligentes como Bernard Shaw, que já celebrei aqui como um dos melhores frasistas da história, elogiar o genocídio dos inadequados.
O pior que há no Brasil quem queira juntar-se aos loucos que, depois de conhecer a maioria dos crimes do socialismo, defendem esse sistema homicida. Existem ainda partidos políticos ostentando socialismo ou comunismo em seus nomes. Há juventudes comunistas e há a UNE, cujos membros defendem o controle estatal das universidades, mesmo privadas.
Não sei qual é a maior tristeza. Ter havido tanta miséria ou saber que há quem quer ressuscitar o que a causou.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Esopianas
Era uma vez uma pequena revolucionária chamada Dilma.
Em uma noite terrível, ela foi presa pela polícia do regime e terrivelmente seviciada, mas mentiu e regozijou-se disso.
O tempo passou e ela cresceu. Como ocupante de postos técnicos em vários governos, era desejável que tivesse mestrado e doutorado, mas não tinha. Um amigo bem intencionado resolveu o problema, cadastrou em site oficial e protegido por senha, títulos que ela não possuía. Dilma ouviu estes títulos diversas vezes e nada falou sobre não tê-los. Omitiu, o que não deixa de ser uma forma de mentira.
Subordinaods dela prepararam um dossiê, depois renomeado de banco de dados. Primeiro não existia, depois existia, mas não era o que vocês estão pensando. Outra mentira na vida de Dilma.
Um belo dia, outra personagem entra na estória. Diz que teve uma conversa com Dilma, e que essa lhe pediu coisas que não devia. Dilma negou.
Não sabemos quem está está dizendo a verdade, porém muito desconfiam que não é Dilma.
Esopo já dizia: Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando fala a verdade.
Em uma noite terrível, ela foi presa pela polícia do regime e terrivelmente seviciada, mas mentiu e regozijou-se disso.
O tempo passou e ela cresceu. Como ocupante de postos técnicos em vários governos, era desejável que tivesse mestrado e doutorado, mas não tinha. Um amigo bem intencionado resolveu o problema, cadastrou em site oficial e protegido por senha, títulos que ela não possuía. Dilma ouviu estes títulos diversas vezes e nada falou sobre não tê-los. Omitiu, o que não deixa de ser uma forma de mentira.
Subordinaods dela prepararam um dossiê, depois renomeado de banco de dados. Primeiro não existia, depois existia, mas não era o que vocês estão pensando. Outra mentira na vida de Dilma.
Um belo dia, outra personagem entra na estória. Diz que teve uma conversa com Dilma, e que essa lhe pediu coisas que não devia. Dilma negou.
Não sabemos quem está está dizendo a verdade, porém muito desconfiam que não é Dilma.
Esopo já dizia: Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando fala a verdade.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Pouco a pouco
Demorou, mas a imprensa estrangeira começa a perceber a realidade por trás da máscara democrática do Senhor Lula da Silva.
Agora é a The Economist que começa a duvidar do amor às liberdades políticas do nosso governo. Resta-nos torcer que o povo também perceba, e logo.
Agora é a The Economist que começa a duvidar do amor às liberdades políticas do nosso governo. Resta-nos torcer que o povo também perceba, e logo.
Só pode estar de brincadeira
Alguém que diz que o PT é "o primeiro partido político brasileiro verdadeiramente nascido das bases populares" não pode ser sério.
Se até hoje acusam a USP de ser uma entidade elitista, como poder-se-ia chamar os professores que lá ensinavam nos final da década de 70 de bases populares? Esse senhor Kotscho é mesmo um ficcionista de marca maior.
O mais engraçado é que o autor da crônica tenta desqualificar as possíveis companhias de Marina da Silva caso deixe o PT. Larguará as construtivas presenças de cueceiros, mensaleiros, aloprados, doutores sem tese, etc. Não sei como conseguirá viver.
Se até hoje acusam a USP de ser uma entidade elitista, como poder-se-ia chamar os professores que lá ensinavam nos final da década de 70 de bases populares? Esse senhor Kotscho é mesmo um ficcionista de marca maior.
O mais engraçado é que o autor da crônica tenta desqualificar as possíveis companhias de Marina da Silva caso deixe o PT. Larguará as construtivas presenças de cueceiros, mensaleiros, aloprados, doutores sem tese, etc. Não sei como conseguirá viver.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Não renuncie, Virgílio. Enfrente o martírio
Ao contrário de Reinaldo Azevedo, não acho que Arthur Virgílio deva renunciar.
Estava escrevendo esta postagem quando o blogger pifou, o que vonha a seguir já não faz mais sentido, uma vez que a representação foi arquivada.
Apenas acho que Virgílio perdeu uma oportunidade de consagrar-se.
Estava escrevendo esta postagem quando o blogger pifou, o que vonha a seguir já não faz mais sentido, uma vez que a representação foi arquivada.
Apenas acho que Virgílio perdeu uma oportunidade de consagrar-se.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Ditadorezinhos do futuro
O blog do Noblat traz hoje um artigo que é a cara dos chamados progressistas, aqueles que querem ser aclamados enquanto nos escravizam.
Assinado por uma diretora da UNE pela tese "Mudança e Movimento" (diretora pela tese? O que será que isso significa?), Thalita Martins, tem como tese principal: "a defesa de uma educação popular, democrática e pública deve estar na pauta do dia do movimento estudantil brasileiro e da UNE. Popular no conhecimento, no foco. Democrática em seu acesso, permanência, na sua relação e organização interna e envolvimento com a sociedade. E pública na sua oferta, no seu acesso, nos seus fins. E o caráter público e popular também deve se fazer presente nas instituições pagas, juntamente com a qualidade e a democracia."
Excluindo-se o fato de que a educação no Brasil já é por demais regulada , com o MEC dizendo o que as escolas devem ou não ensinar e reconhecendo os cursos ao seu bel prazer, observa-se no texto da moça um forte ranço anti-mercado, natural vindo de um membro de uma entidade controlada pelo Partido Comunista Brasileiro. Dizendo querer democratizar a educação, quer estatizar entidades privadas, sem devida reparação pecuniária, pelo que pude inferir, tirando dos empresários o controle sobre as suas instituições.
O título é, para não deixar dúvidas, "Educação não é mercadoria". Inúmeras instituições de ensino superior são comercializadoras de diploma em um mercado ilegal. O exemplo: as Faculdades Unidas de Pernambuco. A educação deve ser um processo emancipatório enquanto indivíduos ou classe. O governo Fernando Henrique fez uma lei que pune os inadimplentes.
Como vemos, as raízes de uma revolução do tipo bolivariana estão lançadas nos nossos universitários, pelo menos naqueles que têm voz na entidade que diz representar o pensamento dos estudantes do Brasil.
Diz a estudante que: "A educação na sociedade capitalista é construída para manter o status social e econômico vigente, refletindo a sociedade que a produz."
Neste aspecto concordo com ela e fico triste. Olha só o que vem produzindo o nosso sistema educacional. Intervencionistas que não respeitam os direitos alheios de negociar. Os ditadorezinhos do amanhã seguem mostrando a cara hoje, basta reconhecê-los.
Para quem quiser mais exemplos do modo de pensar estudantil, vai abaixo entrevista da recém desempossada presidente da UNE.
Alguns erros de digitação foram excluídos e uma palavra que havia sido omitida (em vermelho) foi colocada em uma atualização que ocorreu às 15:10hs do dia 12/08/2009.
Assinado por uma diretora da UNE pela tese "Mudança e Movimento" (diretora pela tese? O que será que isso significa?), Thalita Martins, tem como tese principal: "a defesa de uma educação popular, democrática e pública deve estar na pauta do dia do movimento estudantil brasileiro e da UNE. Popular no conhecimento, no foco. Democrática em seu acesso, permanência, na sua relação e organização interna e envolvimento com a sociedade. E pública na sua oferta, no seu acesso, nos seus fins. E o caráter público e popular também deve se fazer presente nas instituições pagas, juntamente com a qualidade e a democracia."
Excluindo-se o fato de que a educação no Brasil já é por demais regulada , com o MEC dizendo o que as escolas devem ou não ensinar e reconhecendo os cursos ao seu bel prazer, observa-se no texto da moça um forte ranço anti-mercado, natural vindo de um membro de uma entidade controlada pelo Partido Comunista Brasileiro. Dizendo querer democratizar a educação, quer estatizar entidades privadas, sem devida reparação pecuniária, pelo que pude inferir, tirando dos empresários o controle sobre as suas instituições.
O título é, para não deixar dúvidas, "Educação não é mercadoria". Inúmeras instituições de ensino superior são comercializadoras de diploma em um mercado ilegal. O exemplo: as Faculdades Unidas de Pernambuco. A educação deve ser um processo emancipatório enquanto indivíduos ou classe. O governo Fernando Henrique fez uma lei que pune os inadimplentes.
Como vemos, as raízes de uma revolução do tipo bolivariana estão lançadas nos nossos universitários, pelo menos naqueles que têm voz na entidade que diz representar o pensamento dos estudantes do Brasil.
Diz a estudante que: "A educação na sociedade capitalista é construída para manter o status social e econômico vigente, refletindo a sociedade que a produz."
Neste aspecto concordo com ela e fico triste. Olha só o que vem produzindo o nosso sistema educacional. Intervencionistas que não respeitam os direitos alheios de negociar. Os ditadorezinhos do amanhã seguem mostrando a cara hoje, basta reconhecê-los.
Para quem quiser mais exemplos do modo de pensar estudantil, vai abaixo entrevista da recém desempossada presidente da UNE.
Alguns erros de digitação foram excluídos e uma palavra que havia sido omitida (em vermelho) foi colocada em uma atualização que ocorreu às 15:10hs do dia 12/08/2009.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Nota do Cláudio Humberto
Diz o seguinte:
"Peru terá 20% da energia brasileira
O Peru vai consumir apenas 20% da energia que será gerada pelas cinco hidrelétricas que o governo brasileiro vai construir naquele país. Segundo o ministro Edson Lobão (Minas e Energia), para evitar problemas como os que enfrenta com o Paraguai em Itaipu, representantes do Brasil têm se reunido com seus equivalentes peruanos para “amarrar os acordos”. O financiamento das obras, estimadas entre US$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões, ficará por conta das construtoras, Eletrobrás e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na estimativa do ministro Lobão, as usinas devem ficar prontas em 2015."
Pelo visto, considera o governo que havia um problema no Tratado de Itaipu. Concordo, havia.
Não considerava o assinado que quase quatro décadas depois de assinado um bando de presidentes "bolivarianos" iria assumir os governos da América Latina e mandar às favas tudo o feito anteriormente.
Não acredito, porém, que há chance de piorar-se tratado assinado pelo governo Lula. Quem destruiu o acerto de Itaipu não corre o risco de construir um acordo favorável à nação. E com o ministro Lobão à frente, é tudo potencializado.
"Peru terá 20% da energia brasileira
O Peru vai consumir apenas 20% da energia que será gerada pelas cinco hidrelétricas que o governo brasileiro vai construir naquele país. Segundo o ministro Edson Lobão (Minas e Energia), para evitar problemas como os que enfrenta com o Paraguai em Itaipu, representantes do Brasil têm se reunido com seus equivalentes peruanos para “amarrar os acordos”. O financiamento das obras, estimadas entre US$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões, ficará por conta das construtoras, Eletrobrás e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na estimativa do ministro Lobão, as usinas devem ficar prontas em 2015."
Pelo visto, considera o governo que havia um problema no Tratado de Itaipu. Concordo, havia.
Não considerava o assinado que quase quatro décadas depois de assinado um bando de presidentes "bolivarianos" iria assumir os governos da América Latina e mandar às favas tudo o feito anteriormente.
Não acredito, porém, que há chance de piorar-se tratado assinado pelo governo Lula. Quem destruiu o acerto de Itaipu não corre o risco de construir um acordo favorável à nação. E com o ministro Lobão à frente, é tudo potencializado.
Candidata Marina
Confesso que não me passou pela cabeça, em nenhum momento, a probabilidade de Marina da Silva concorrer à Presidência da República. Talvez, porque ela é tudo o que Lula não quer em um candidato: carismática, para quem gosta do tipo self-made woman coitadinha, e animal político, ao contrário da insossa, para media proposals, e técnica Dilma. Fosse Lula outro, ela seria a candidata ideal do governo.
Seria muito difícil, para a oposição, atacá-la. Mulher, de família pobre, defensora da causa ecológica, voz mansa, histórico de enfrentamento dos poderosos, amigos assassinados por uma causa. Todo o marketeiro político sonha com tão estupendo material. Porém é lógico que ao menos um voto ela não teria, o meu.
Já sofreremos os males de Lula até onde a vista alcança, não precisamos de uma Lula também. Como ele, é anti-mercado. Como ele, acredita nas benesses de um Estado grande consertando a iniciativa privada. Como ele, destruiria nosso futuro com atitudes populistas. Como ele, é do PT, o que resume todos os problemas anteriores.
Isso faz com que não queira sua candidatura? Não.
Não houvesse razão concreta para isso, restaria-me o prazer de ver o barata voa na base governista com a simples posibilidade. Mas há uma vantagemn prática da entrada de Marina da Silva na disputa.
Como sabemos, alguém pode se candidatar por duas causas, a vitória em si e colocar um assunto em pauta. Na última eleição presidencial essa última foi a que levou às candidaturas Buarque e Heloísa Helena. E seria a boa razão para saldar uma candidatura Marina da Silva. Ela é, definitivamente, uma rebelde com causa, a ecológica.
Marina vai. com toda certeza, introduzir um projeto ecológico nas discussões de todos os candidatos à presidência caso seja um deles. Muito necessária, por sinal, em um país que anda jogando suas vantagens ambientais pela janela.
Esperemos sentados para ver o resultado. A lógica é que ela não se candidate. O PT mostrou, nestes últimos anos, que sempre escolhe a opção mais deletéria para o país quando tem chance. Ela é do PT e segue, portanto, a tendência do partido. O lógico é que de lá continue saindo apenas decepção.
Seria muito difícil, para a oposição, atacá-la. Mulher, de família pobre, defensora da causa ecológica, voz mansa, histórico de enfrentamento dos poderosos, amigos assassinados por uma causa. Todo o marketeiro político sonha com tão estupendo material. Porém é lógico que ao menos um voto ela não teria, o meu.
Já sofreremos os males de Lula até onde a vista alcança, não precisamos de uma Lula também. Como ele, é anti-mercado. Como ele, acredita nas benesses de um Estado grande consertando a iniciativa privada. Como ele, destruiria nosso futuro com atitudes populistas. Como ele, é do PT, o que resume todos os problemas anteriores.
Isso faz com que não queira sua candidatura? Não.
Não houvesse razão concreta para isso, restaria-me o prazer de ver o barata voa na base governista com a simples posibilidade. Mas há uma vantagemn prática da entrada de Marina da Silva na disputa.
Como sabemos, alguém pode se candidatar por duas causas, a vitória em si e colocar um assunto em pauta. Na última eleição presidencial essa última foi a que levou às candidaturas Buarque e Heloísa Helena. E seria a boa razão para saldar uma candidatura Marina da Silva. Ela é, definitivamente, uma rebelde com causa, a ecológica.
Marina vai. com toda certeza, introduzir um projeto ecológico nas discussões de todos os candidatos à presidência caso seja um deles. Muito necessária, por sinal, em um país que anda jogando suas vantagens ambientais pela janela.
Esperemos sentados para ver o resultado. A lógica é que ela não se candidate. O PT mostrou, nestes últimos anos, que sempre escolhe a opção mais deletéria para o país quando tem chance. Ela é do PT e segue, portanto, a tendência do partido. O lógico é que de lá continue saindo apenas decepção.
sábado, 8 de agosto de 2009
Faço minhas as palavras dele
Com um agravante, votei no Mercadante, como já revelei aqui, coisa que nunca mais farei.
Já cometi esse crime hediondo, estou purgando todos os dias, no pior local, minha consciência.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
It´s not Tv, nor HBO
Há quem reclame, mas a Netflix é um sucesso. E o motivo é um só, custos. Quanto menos dinheiro têm os consumidores americanos, mais eles migram para produtos de qualidade de baixo custo. É o caso da locações por via postal, os clientes podem ter cinco produções rotativas pelo preço de compra de uma mensalmente, sem preocupar-se com multas e os transtornos do trânsito, não há como dar errado.
Mesmo assim, o executivo-chefe da empresa, Reed Hasting, prevê que, em quatro anos, a operação de aluguel postal começará a decair. E a razão é a de sempre, a concorrência da internet. Atualmente para fazer uma locação, de ida e volta pelo correio, são gastos 80 centavos de dólar por DVD, enquanto a transmissão de um filme via web, serviço disponibilizado pela empresa para uma gama limitada de títulos, custa 5 centavos.
Com a ampliação da banda larga, ficará cada vez mais barato, para o consumidor, receber pacotes de dados. Algumas cidades do mundo, como Estocolmo, na Suécia, estão ligando todas as suas residências a redes de fibra ótica. Empresas terão, então, um custo de entrada no mercado muito menor. Todas as possuidoras de conteúdo a ser distribuído poderão fazê-lo a baixíssimo custo, maximizando o seu lucro. É o que pretende fazer a Netflix no futuro próximo. Ela terá, entretanto, como prováveis concorrentes os grandes estúdios que hoje lucram ao vender-lhe DVDs e Blu-rays.
Cá as coisas serão um tanto quanto mais lentas, visto que estamos muito atrasadod em matéria deinternet rápida, mas há um conjunto de empresas que podem se beneficiar da transmissão de filmes via internet, caso consigam se entender sobre como dividir os ganhos. As operadoras de celular e a Tec Toy.
Por já ser um equipamento naturalmente ligado ao televisor, não há plataforma melhor para descarregar vídeos do que o vídeo-game. O Zeebo, da Tec Toy, tem a vantagem de ter sido projetado para o carregamento online remoto de todo o seu software, contando com um disco rígido e um chip 3G embutido. As operadoras podem utilizar estas caractrísticas para fazer dele uma central de entretenimento com com comercialização de filmes com custo bastante baixo.
Provavelmente outros meios chegarão no futuro próximo, mas ignorar essa opção de ganhar dinheiro e agradar ao cliente parece-me boa demais para ignorar. O problema é que vivemos de ignorar as boas oportunidades.
Mesmo assim, o executivo-chefe da empresa, Reed Hasting, prevê que, em quatro anos, a operação de aluguel postal começará a decair. E a razão é a de sempre, a concorrência da internet. Atualmente para fazer uma locação, de ida e volta pelo correio, são gastos 80 centavos de dólar por DVD, enquanto a transmissão de um filme via web, serviço disponibilizado pela empresa para uma gama limitada de títulos, custa 5 centavos.
Com a ampliação da banda larga, ficará cada vez mais barato, para o consumidor, receber pacotes de dados. Algumas cidades do mundo, como Estocolmo, na Suécia, estão ligando todas as suas residências a redes de fibra ótica. Empresas terão, então, um custo de entrada no mercado muito menor. Todas as possuidoras de conteúdo a ser distribuído poderão fazê-lo a baixíssimo custo, maximizando o seu lucro. É o que pretende fazer a Netflix no futuro próximo. Ela terá, entretanto, como prováveis concorrentes os grandes estúdios que hoje lucram ao vender-lhe DVDs e Blu-rays.
Cá as coisas serão um tanto quanto mais lentas, visto que estamos muito atrasadod em matéria deinternet rápida, mas há um conjunto de empresas que podem se beneficiar da transmissão de filmes via internet, caso consigam se entender sobre como dividir os ganhos. As operadoras de celular e a Tec Toy.
Por já ser um equipamento naturalmente ligado ao televisor, não há plataforma melhor para descarregar vídeos do que o vídeo-game. O Zeebo, da Tec Toy, tem a vantagem de ter sido projetado para o carregamento online remoto de todo o seu software, contando com um disco rígido e um chip 3G embutido. As operadoras podem utilizar estas caractrísticas para fazer dele uma central de entretenimento com com comercialização de filmes com custo bastante baixo.
Provavelmente outros meios chegarão no futuro próximo, mas ignorar essa opção de ganhar dinheiro e agradar ao cliente parece-me boa demais para ignorar. O problema é que vivemos de ignorar as boas oportunidades.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O mito da governabilidade
Indico texto meu antigo, mas que está, mais até do que antes, atual.
A razão da falsa busca da governabilidade e o porquê de ela nunca ser encontrada: a reformabilidade.
A razão da falsa busca da governabilidade e o porquê de ela nunca ser encontrada: a reformabilidade.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Logo ele
Cidadão de vida ilibada e hábitos simples, como o próprio entitulou-se, Sarney quer que o julguem pelos 55 anos de vida pública. Não quer que a paixão nuble a busca da paz no Senado.
Alguém pode me explicar a simplicidade de ter uma ilha privada no Maranhão, que ele frisou não ser seu estado?
Mas não vem ao caso, o presidente do Senado mostrou-se indignado com as acusações que vem sofrendo, que as considera uma campanha difamatória engendrada pela mídia do país, mesmo sendo ele um dos controladores da mídia brasileira, dono que é de empresas de comunicação.
Se essa as explicações são unicamente as apresentadas, fica o seguinte resumo: nada fiz, nada sei e ninguém conheço.
Se é assim, o mínimo que se pede é que Sarney demita-se da função que exerce hoje. Alguém que nada sabe não pode ficar na cadeira que assumirá o cargo de Presidente da República no próximo ano, com as viagens do titular e o empedimento de todos os que precisarem tentar eleição.
Quem nada sabe, não pode ficar com o controle da nação nas mãos.
Alguém pode me explicar a simplicidade de ter uma ilha privada no Maranhão, que ele frisou não ser seu estado?
Mas não vem ao caso, o presidente do Senado mostrou-se indignado com as acusações que vem sofrendo, que as considera uma campanha difamatória engendrada pela mídia do país, mesmo sendo ele um dos controladores da mídia brasileira, dono que é de empresas de comunicação.
Se essa as explicações são unicamente as apresentadas, fica o seguinte resumo: nada fiz, nada sei e ninguém conheço.
Se é assim, o mínimo que se pede é que Sarney demita-se da função que exerce hoje. Alguém que nada sabe não pode ficar na cadeira que assumirá o cargo de Presidente da República no próximo ano, com as viagens do titular e o empedimento de todos os que precisarem tentar eleição.
Quem nada sabe, não pode ficar com o controle da nação nas mãos.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Decoro?
Diz o Houaiss que decoro é:
Acepções
■ substantivo masculino
1 recato no comportamento; decência
Ex.: d. no vestir, no agir, no falar
2 acatamento das normas morais; dignidade, honradez, pundonor
Ex.: é um indivíduo torpe, sem d., sem honra!
3 seriedade nas maneiras; compostura
Ex.: ela dança sem perder o d.
4 postura requerida para exercer qualquer cargo ou função, pública ou não
5 Rubrica: literatura.
adequação do tema ao estilo literário
Locuções
d. parlamentar
Rubrica: política.
postura exigida de parlamentar no exercício de seu mandato
Pois bem, vamos aos fatos.
Houve um espetáculo no Senado ontem. Fernando Collor, o senador que conseguiu a proeza de ser despejado da cadeira de presidente da República, bateu boca com Pedro Simón, na política desde sempre.
Não foi um bate-boca qualquer, entretanto. Usaram-se palavras de alto calão, mostrando que estavamos realmente na Câmara Alta. Collor acusou de parlapatão deblaterante, perdoem-me se estiver utilizando erroaneamente os adjetivos (não estão no meu vocabulário), ao veterano gaúcho.
O motivo da postagem, porém, é outro que o vasto acervo linguístico do ex-presidente. Não só de palavras bonitas consistiu a altercação. Houve uma ameaça. Collor deixou bem claro: sabe fatos degradantes sobre Simón e, por isso, não quer seu nome sendo pronunciado por esse novamente.
Parece-me, portanto, que é caso para a abertura de mais uma representação ao Conselho de Ética. Servidor público que, sabendo de ilícito, esconde-o infringe em ato contrário ao bem público. Quem o faz, claro, está em desacordo com o decoro, não pode ser senador.
O mesmo vale para Renan Calheiros, que afirmou estar pensando em apresentar requerimentos contra Arthur Virgílio e Tasso Jereissati. Isso se, e apenas se, o partido desses, o PSDB, não recuar da "perseguição" a José Sarney. Sem contar as insinuações. Cadê o decoro? É obrigação de todos estes senhores denunciar os malfeitos e abrir quantas representações quanto forem necessárias, sem condicionantes, doa a quem doer.
Pessoas como estas, capazes de selecionar o momento politicamente mais propício para denunciar corrupção - no sentido amplo ou no restrido -, falham no mais elementar teste de postura requerida para a atividade parlamentar.
Não podem nos representar e, em alguns casos, estão na Casa errada. Deveriam estar na de Detenção.
Se tiverem estômago para tanto, vejam os debates na Casa muito bem descrita pela The Economist de dos Horrores.
Acepções
■ substantivo masculino
1 recato no comportamento; decência
Ex.: d. no vestir, no agir, no falar
2 acatamento das normas morais; dignidade, honradez, pundonor
Ex.: é um indivíduo torpe, sem d., sem honra!
3 seriedade nas maneiras; compostura
Ex.: ela dança sem perder o d.
4 postura requerida para exercer qualquer cargo ou função, pública ou não
5 Rubrica: literatura.
adequação do tema ao estilo literário
Locuções
d. parlamentar
Rubrica: política.
postura exigida de parlamentar no exercício de seu mandato
Pois bem, vamos aos fatos.
Houve um espetáculo no Senado ontem. Fernando Collor, o senador que conseguiu a proeza de ser despejado da cadeira de presidente da República, bateu boca com Pedro Simón, na política desde sempre.
Não foi um bate-boca qualquer, entretanto. Usaram-se palavras de alto calão, mostrando que estavamos realmente na Câmara Alta. Collor acusou de parlapatão deblaterante, perdoem-me se estiver utilizando erroaneamente os adjetivos (não estão no meu vocabulário), ao veterano gaúcho.
O motivo da postagem, porém, é outro que o vasto acervo linguístico do ex-presidente. Não só de palavras bonitas consistiu a altercação. Houve uma ameaça. Collor deixou bem claro: sabe fatos degradantes sobre Simón e, por isso, não quer seu nome sendo pronunciado por esse novamente.
Parece-me, portanto, que é caso para a abertura de mais uma representação ao Conselho de Ética. Servidor público que, sabendo de ilícito, esconde-o infringe em ato contrário ao bem público. Quem o faz, claro, está em desacordo com o decoro, não pode ser senador.
O mesmo vale para Renan Calheiros, que afirmou estar pensando em apresentar requerimentos contra Arthur Virgílio e Tasso Jereissati. Isso se, e apenas se, o partido desses, o PSDB, não recuar da "perseguição" a José Sarney. Sem contar as insinuações. Cadê o decoro? É obrigação de todos estes senhores denunciar os malfeitos e abrir quantas representações quanto forem necessárias, sem condicionantes, doa a quem doer.
Pessoas como estas, capazes de selecionar o momento politicamente mais propício para denunciar corrupção - no sentido amplo ou no restrido -, falham no mais elementar teste de postura requerida para a atividade parlamentar.
Não podem nos representar e, em alguns casos, estão na Casa errada. Deveriam estar na de Detenção.
Se tiverem estômago para tanto, vejam os debates na Casa muito bem descrita pela The Economist de dos Horrores.
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