quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Chauí não é muito boa de geografia

Basta olhar no mapa, aqui, por preguiça, indico o que está publicano no Reinaldo Azevedo, e verificar. Aquilo que Chauí disse em seu manifesto anti-Serra ( de que os rincões onde prosperam os latifúndios votariam com o PSDB) não está nem perto da realidade.
Ou estará quando começarem a mudar o significado de latifúndio para adequá-lo ao que diz a "guru" petista. Aí o Triângulo Mineiro passará a não ser uma região de pastagens, assim como o interior de Goiás ou do Mato Grosso. E as zonas mais densamente povoadas do Sudeste serão consideradas rurais, como a Vila Mariana, por exemplo.
Como se vê, geografia realmente não é o forte da filósofa preferida de 11 entre 10 petistas.

sábado, 30 de outubro de 2010

"Não é a toa que os macacos se parecem tanto com os homens"

"Só dizem bobagens."
Essas, entre outras, são frases que podem levar ao veto do livro Caçadas do Pedrinho nas escolas públicas.
Que mais dizer, prova irrefutável de preconceito do autor.
Só me estranha de onde saiu a denúncia, pois deveria ter vindo da Sociedade Protetora de Animais. Todos sabem que que macacos não falam, quanto mais bobagens, portanto não poderiam ser comparados a esses tais de homens. É uma comparação muito pejorativa.
Pelo menos algo de bom certamente sairá dessa confusão. O título passará a ser um dos mais procurados nos sebos e, quiça, poderá ser reeditado para que novas gerações não digam tantas besteiras no futuro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E por falar em samba

Há dez anos, por volta desta época, eram feitos os preparativos para a viagem de formatura da turma de 1997 do Esporte-USP.

Novas mentiras com pernas longas

Versão samba.



Mas, em mentiras do samba, acho que essa cairia melhor aos que apóiam Dilma.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Atrasado, mas citado

Já citada em outrora, demorei para dar-me conta de que foi ontem o aniversário de "De Volta para o Futuro", que é dos hoje filmes de Sessão da Tarde que pude acompanhar quando era de Tela Quente. Assisti, inclusive, aos episódios II e III no cinema.
Tivesse um DeLorean daqueles, poderia sanar minha falta. Não tendo, atrasada, fica aqui minha homenagem à trilogia que nos ofereceu Doc Brown e Marty Calvin Klein.





terça-feira, 26 de outubro de 2010

Erro de definição

Se Augusto Nunes quer classificar a morte de Celso Daniel como um crime político, é uma grave falha de lógica. Políticos são os crimes exercidos por motivações de ganho de poder. Esse, por qualquer ângulo olhado, foi cometido para ganhar, ou permitir que se continuasse ganhando, dinheiro.
Acreditando-se na versão inicial, tentativa de sequestro seguida de assassinato, os criminosos estariam em busca de resgate. Pela nova proposição, que levou ao indiciamento de uma série de integrantes da alta elite empresarial de Santo André e um alto funcionário do Palácio do Planalto, queriam impedir que a fonte de corrupção secasse.
Não é apenas por ser, possivelmente, praticado por políticos que um crime deve levar essa adjetivação. O termo já é judiado demais pelos que o ostentam no Brasil. Não vamos esculhambá-lo ainda mais.
Seja quem tenha puxado o gatilho e a mando de quem for, trata-se de uma cadeia formado apenas por bandidinhos comuns, não importa o montante de recursos, financeiros ou de poder, que consigam manipular. Como para qualquer dos seus companheiros ladrões de galinha, cadeia neles.
O PT estaria, então, corretamente chamando de crime comum. Demonstraria, portanto, que a linha é tênue entre os tipos de criminosos, caso a última versão conhecida prove-se verdade.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No Brasil, a mentira tem pernas longas

Mentiras viajam ao infinito e além, o que realmente foi dito, nem é citado.
a The Economist acredita que Serra seria:

Não vi ninguém mandando correntes com a opinião verdadeira da revista.
Por que será?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Momento enxaqueca

Bem, nos meus muitos momentos de ranzinzice devo lembrar o garoto no vídeo abaixo.
Esse é um deles. Fico muito incomodado com o uso que o jornalismo anda fazendo do termo suposto. Coisas suposto agressor, suposto meliante e suposto criminoso estão pipocando no noticiário policial, quiça no político. Entendo o medo que os redatores têm de ser processados e conseguirem muita dor de cabeça por esse motivo.
Algo que não entendo é a utilização em orações como essa: Suposto surto de cólera deixa 140 mortos no Haiti. Qual seria o alvo da suposição o surto ou a cólera?
Lendo a matéria, fica claro que há um surto, mas apenas a suspeita de que seja cólera a causa. Por que o maldito suposto aparece ligado ao surto então, raios?
O grande Abelardo Barbosa iria adorar essa manchete. Como diria ele, "eu vim para confundir, não para explicar".


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sobre mentiras e mentiras

Uma vez fiz uma pergunta a um ex-postulante ao governo de São Paulo (via Twitter, claro), mas parece que não é apenas ele que tem problemas com o significado das palavras.
O presidente de honra do PT, que calha de ser o presidente de fato e de direito do Brasil, embora parece que ele não liga tanto para esse cargo, já havia provado que não sabe o que é decoro, mas demonstrou hoje não ter muita noção do que é honra também.
Deve ter visto este vídeo:



E soltou a língua, como de hábito.
Pensemos um pouco, porém. Sendo presidente de honra do partido, Lula deveria ao menos desculpar-se por pessoas ligadas ao PT procurarem fazer barricada contra uma passeata de outra agremiação. Impedir a campanha alheia é uma grande mostra de truculência e intolerância. Causar situação de confronto físico é apenas um agravante.
Jogar objetos em outros é uma violência seja qual for a "arma". Fosse apenas uma bolinha de papel não seria mais bonito por isso. Entretanto não foi.




Será que o presidente de honra ligou para o seu adversário para desculpar-se pelo o que seus correligionários fizeram e, principalmente, pelo que acusou o seu adversário?

Sinceramente não sei se a honra é tanta.

Roupa suja lava-se em casa?

Não para este apresentador de telejornal:




Não é mesmo, Cléber?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vivendo e aprendendo com o Chile

A novela da libertação dos mineiros encarcerados em uma mina no Chile trouxe-nos uma série de ensinamentos, para mim um deles foi linguístico.
A ampla utilização do termo herói para designar os trabalhadores incomodou-me durante um bom tempo. Para mim, só poderia ser considerado um heróis aquele que colocasse sua vida em risco pelo dever ou beneficiando outros, como, digamos, os paramédicos que desceram ao fundo da mina para verificar a saúde dos homens que começaram a ser libertados ontem.
Ocorre que, segundo o Houaiss, é herói também quem suporta exemplarmente uma sorte incomum, e é nesta segunda categoria o emprego que está sendo feito pela imprensa internacional.
Há sempre quem poderia dizer que todos aqueles mineiros poderiam ser categorizados como o primeiro grupo também, afinal trabalhar a 700 metros de profundidade sempre envolve riscos, mas, sejamos francos, a maioria das pessoas que exercem essas profissões de alto risco são mais sem juízo do que com coragem.
Dada minha leve claustrofobia, não enfrentaria a situação nem por falta de juízo, tenho maneiras mais seguras de mostrá-la, nem por excesso de coragem. Seguramente nunca serei chamado de herói por viver situação semelhante.

Demora, mas a verdade aparece

Dêem uma olhada nisso:



Agora leiam o que vem à baila no Blog do Noblat.

Perceberam? Mais uma finta do nosso grande orador.

Será que mentia à época ou mentem agora?

De qualquer forma, só há algo irrefutável. O Bolsa Familia é uma junção de vários programs do governo anterior, mesmo que a petistada envolvida na campanha finja esquecer e queira negar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O "crime" compensou

Meu desejo era que estratégias como a inclusão de celebridades como Tiririca não fossem efetivas, mas, ao menos para os que usaram o simbólico palhaço, parece que essas continuam sendo um sucesso.
Considerando um coeficiente eleitoral de 300 mil votos, os pouco mais de 5oo mil votos alcançados pelos políticos do PR seriam suficientes para uma cadeira na Câmara Federal ou, no máximo, duas, a depender das complicadas equações dos restos eleitorais. Somando-se os 1,4 milhão de Tiririca e outras celebridades conseguiu-se elevar a marca para quatro. Contando-se que o palhaço levou uma, dois ou três "republicanos" foram no bolo, além de mais um ou dois da coligação.
O "crime" compensou.
Como único fator a ser comemorado é que o buraco negro político Tiririca sugou a maioria dos votos que são destinados às celebridades toda eleição e nos livrou de uma série de artistas decadentes como legisladores. Comemorado, mas não celebrado. Longe do Congresso, estrelas do porte de Agnaldo Timóteo e Frank Aguiar voltarão a atentar contra nossos tímpanos.
Não se pode ter tudo na vida, porém algumas escolhas são piores que a de Sofia.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Lógica é com ele mesmo

Lamentável, é o máximo que posso falar do texto de Luís Nassif que anda circulando pela blogosfera.
Mas, tenho cá algumas perguntas:
É possível que alguém tente blindar outrem vitimizando-o e, com isso expondo-o?
A velha mídia resume-se a um canal de televisão e dois jornais?
O jornalismo consegue expor esgoto a céu aberto onde apenas passa um córrego de águas limpas?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Se um relógio quebrado acerta de vez em quando...

... por que não o Fidel Castro?
E ele acertou desta vez: o modelo comunista não funciona.
Basta agora que a alguns iludidos mundo afora baixe um pouco de razoabilidade na cachola. Talvez seja pedir demais, eu sei, mas alguns milagres, como um dirigente político falar a verdade, acontecem.

Uma pergunta extremamente pertinente

Será que vamos errar novamente?
Como digo desde a última eleição presidencial, minha fé no Brasil acabou. O que vier daqui para frente é prejuízo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Uma pista

Lendo as notícias sobre as peripécias do Banco Santos e alguns políticos, como essa aqui, fica impossível não concordar com as lições do texto do economista de nome impronunciável sobre o musical "Os Produtores" e os bancos.
Como cita, as características dos bancos fraudulentos são:
  • They grow very rapidly;
  • They make really bad loans at high yields (because only borrowers who have no intention of paying back will borrow at exorbitant interest);
  • They pile up huge debts; and
  • They set aside pitifully small loss reserves.

Resumindo, são muito parecidos ao Banco Santos em seu comportamento.
Pode ser que seja mais um caso de Denorex, parece mais não é. O resultado final, porém, indica que era mesmo.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Não acredito!!!

José Dirceu concordando comigo?
Devo estar louco, só pode ser.
Ainda bem que as minhas idéias são velhas (aqui e aqui). Pode ser que eu já tenha melhorado.

domingo, 18 de julho de 2010

Happy-hour prolongado

O texto que segue abaixo é uma experiência de poesia para demonstrar que a forma é muito mais fácil de executar do que o conteúdo. Acho que isso está muito bem demonstrado pelo que vocês poderão observar. Nessa minha primeira e, espero, última tentativa de fazer um texto com métrica, apesar de nem saber se está prevista nas boas casas do gênero a estrofe com 11 sílabas (ouvi dizer que última não é contada, não me perguntem o porquê), há uma certa padronização das estrofes, apesar de quebrada aqui e ali, mas nenhuma poética.

A temática é a dos assuntos tratados no happy-hour de sexta-feira. Então, se não fizer sentido, é normal, conversa de bêbado é assim mesmo.


Happy-hour prolongado

O arqueiro, pro escrete cogitado,
Teve sua carreira abreviada
Pela morte da modelo apontada
Como mãe de um filho enjeitado.

Machismo, machismo, insistem em dizer,
É a causa da fatídica história,
Mas e as outras, que trago na memória,
Resultam, então, do não ter o que fazer.

Madrasta foi a sorte com a senhora.
Com bandidos acabou por acidente.
Gente a quem não importa, em frequente,
Vilipêndio do que vivo foi outrora.

A locais para o mal utilizados,
Por carro foi o grupo transladado.
Depois de um sequestro prolongado,
Aos cães teve os restos atirados.

Pergunto aos machistas aqui presentes,
Que, por certo, alguns hão de existir:
Rebentando indesejado, no porvir,
Um herdeiro, contratarão delinquentes?

Há machismo no Brasil, seguro é. Há
Em toda sociedade patriarcal,
Porém isso não implica que é normal
O assassínio da jovem acolá.

Um traficante, seria da Camorra?,
Não, é nacional, agora espalho,
Disse: Dadinho, Dadinho o caralho.
O meu nome é Zé Pequeno, porra.

De maneira similar, é o meu plano
Peço que entendam de, por todas, uma vez,
Se sou machista, neutro digo talvez,
Mas, com certeza, eu sou goiano.

domingo, 11 de julho de 2010

Sinal de machismo?

A morte confirmada da advogada Mércia e a provável da modelo Eliza reacenderam a o chororó feminista de que o Brasil é extremamente machista. Apontados como provas são os milhares de mortes de mulheres que ocorrem anualmente no país.
Mas se essa é a prova, o que dizer dos muito mais milhares de homens assassinados todos os anos?
O número de homicídios é um claro indicativo de que a sociedade brasileira é muito violenta. Qualquer outra conclusão é uma tentativa de utilizar um dado aterrador para sua própria agenda.
Se, por um milagre, amanhã o número de homicídios resolvidos abandonar o vergonhoso dígito que ostenta hoje, chegando próximo aos 100%, deixará de ser tão vantajoso resolver os problemas na bala (foice, martelo ou gravata), fazendo o número de assassinatos despencar vertiginosamente. O Brasil, entretanto, não deixará de ser, por isso, machista.
Estamos diante de casos de polícia, não de sujeitos de estudo sociológico. Tentar tratá-los desta maneira é conferir aos casos, e seus protagonistas, uma nobreza que não merecem.

sábado, 10 de julho de 2010

Muito poético, mas ...



Se vamos nos liberar da capacidade de sermos divinos, também temos que nos liberar da de sermos satânicos.
Se dizemos "Olé" para as coisas boas, também temos que fazê-lo para as ruins.
Ou acreditamos que transcendemos sozinhos e pecamos sós também ou que fazemos tudo acompanhados.



Pode não ser o mais poético, mas prefiro acreditar que os gênios estão mesmo dentro de nós, não nas paredes e nos prados.
Para salvarmos as nossas mentes criativas, não é preciso tirar-lhes a responsabilidade pelas suas obras, que são apenas delas, mas deixar de endeusá-las, criando o constrangimento sobre o qual Gilbert começa o discurso.
É a cultura de celebridade que mata, não o peso da criatividade.

domingo, 4 de julho de 2010

Balanço da Copa

Não vou dizer que já sabia, porque não é verdade. Coloquei Brasil e Argentina na final do meu bolão.
O final melancólico das duas seleções, porém, poderia ter sido previsto por qualquer um que olhasse seus treinadores com atenção. Para quem diz que técnico não ganha jogo, pode não ser uma prova, mas Dunga e Maradona conseguiram assegurar a todo o mundo que uma seleção não pode prescindir de um comandante capaz. Usando as palavras de um camarada que sabe bem tratar a bola, Zinedine Zidade, são, no máximo, selecionadores, não treinadores. Como eram os três patetas da Alemanha (e eu, na minha ingenuidade, pensando que aquela era havia acabado).
É verdade que o ambiente das seleções não permite que grandes grupos sejam formados. Um amontoado de craques nunca será tão coordenado como a Internazionale de Mourinho, por mais que sejam superiores na dotação de talento, simplesmente pela falta de tempo para obter entrosamento. É verdade também, entretanto, que um bando de Dungas nunca fará jogadas de Pelé, de Rivellino ou mesmo de Djalminha. Quando a convocação é feita, um teto para a atuação das equipes é construído. Dali, só para baixo, com jogadores machucados, expulsões e as más atuações de praxe.
Voltando ao começo, porém, não foi de todo surpreendente que o Brasil tenha perdido para a pragmática Holanda e a Argentina tenha sido goleada pela bem treinada Alemanha. Durante toda a temporada Dunga, nossa seleção complicou-se ao enfrentar boas defesas. Em todas as conquistas, e não foram poucas, ficávamos com a sensação de dever cumprido após suar para derrotar "gigantes" do porte de EUA e Bolívia. Enquanto isso, a Argentina batia nos fracos e era batida por qualquer time que soubesse atacar um pouquinho que fosse, normalmente o Brasil. Na África não foi diferente para nenhum dos dois times, o script repetiu-se. Os brasileiros, para piorar, tiveram seu teto rebaixado por contusões e expulsões, ao contrário do que vinha ocorrendo.
A aposta parecia ser de que ganhariam apenas com os nomes, que os adversários tremeriam apenas por suas presenças, mas não. Mais do que um padrão, repetiram as psiques de seus selecionadores. Uns foram carrancudos sem ataque, outros fanfarrões sem defesa. Nada diferente poderia ser alcançado, portanto, e esperá-lo é um sinal de insanidade.
Fui acometido por ela e esperava o Brasil campeão. Tudo bem, talvez seja melhor ser insano neste mundo. Nele há quem pense que sociólogos serão excelentes em funções reservadas a contadores, que não falam o que querem e acreditam-se entendidos, que creem que o Brasil estará pronto para a Copa de 2014 ou que o Rio de Janeiro estará perfeito em 2016. Todos esses sinais de insanidade os fazem felizes. Ótimo, a todos eles dedico a música a seguir:



Para o Dunga não, ele definitivamente não é feliz. Não merece Mutantes.

domingo, 27 de junho de 2010

Não faça o que digo

Poucas entidades são mais incoerentes do que a tal de Fifa.
Após testar uma novidade tecnológica e descartá-la porque não houve jogada polêmica durante o campeonato escolhido, agora vem o seu Blatter, em entrevista à CNN, dizer que há apenas duas exigências para que qualquer tecnologia seja aplicada ao futebol:
  1. Ela precisa ser acurada e,
  2. Ela precisa ser simples.
Não seriam esses dois requisitos a antitese da tecnologia aplicada hoje, chamada juiz, ou, como preferem os especialistas em Esporte, árbitro?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

Já que os está incomodando...

Deve ter algum valor.
O "Gente que mente" acaba de ser incorporado à minha lista de feeds.
Vejamos o que os incomoda tanto.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Juros

Muito já falei dos juros, e acho que nada de novo posso acrescentar. Apenas sublinho um trecho encontrado na The Economist de 2 semanas atrás, sobre as empresas de mercados emergentes: "Profit margins of 10% are common, double the average in in the West". Ou seja, o lucro médio das empresas em mercados desenvolvidos é por volta de 5%, algo como a taxa de juros reais paga pelo governo em nossa economia.
Então, reforço a proposição feita há quase 4 anos: manicômio para os que investem em produção no Brasil.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Presente de grego

Não só a Europa recebeu um presente destes. Para comemorar meu aniversário, desconfio que seremos todos agraciados, pelo Copom, com um aumento de juros hoje.
Eu podia passar sem essa, e espero que passe.

domingo, 25 de abril de 2010

Caminho certo II

Parece que alguém teve idéia similar à minha para o uso do papel sintético.
Desejo sinceramente que prospere a iniciativa da Fundação Paula Souza. Tanto para poder dizer mais um eu já sabia quanto para ver meus impostos sendo bem empregados.

sábado, 10 de abril de 2010

O juiz deveria falar nos autos...

e o assessor especial para assuntos internacionais deveria falar sobre as instituições internas ou o comportamento dos representantes delas?
Mister Garcia, como sempre, errado. Veja mais um pouquinho deste grande mestre da retórica defendendo a desprivatização quando deveria estar arguindo o professor Bob Fields.



Concordo com ele, é um jurássico que se recusa a morrer. E observem que ele estava pregando o oposto do que seu governo fez.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quanto ao futuro da vida na Terra

Ok, somos elementais, mas isso não significa que somos imbatíveis. A vida adapta-se a tudo, mesmo ao que pensávamos impossível, a falta de oxigênio.
Então cabe o reforço da mensagem, se o fim está próximo, não é o do planeta ou da vida, é apenas o do mundo como o conhecemos.
No futura, alguém virá explorar suas coisas, só não sei se os escafandristas ou alguma nova espécie inteligente que se desenvolverá para suprir o nicho ecológico deixado vago por nós.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Devo estar errado...

... pois, quando este trio começa a concordar comigo, algo não cheira bem nos discursos que se ouvem por aí.
O importante é que algumas partes, uma minoria, do Rio de Janeiro continuam lindas e ele continua sendo o rio de janeiro, fevereiro e março, mas seus representantes políticos deixam muito a desejar.
Como diz a velha piada, "vocês não viram os políticos que Eu porei lá"

quarta-feira, 31 de março de 2010

Administração modelo

Eu, como vocês sabem, caso me fosse dado oportunidade, parafraseando Cecil Rhodes, privatizaria até as estrelas.
A maioria dos brasileiros as estatizaria. É que eles gostam de administrações como essa.
Não sei não, mas suspeito que em pouco tempo os poetas teriam que se contentar com banhos de lua, se ao menos aquela sobrevivesse ao apagão ao qual seriamos submetidos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Aos campistas do fórum de Santana

Para aqueles que adoram ver sangue rolar em consequência de decisões judiciais, a Anistia Internacional lançou um aplicativo que pode ser muito útil quando da preparação para as próximas férias: um mapinha interativo com todos os países nos quais se aplica a pena de morte.
É só clicar no continente e uma nova janela aparecerá com os destinos turísticos ressaltados em um adorável vermelho.
Destaque para a Ásia. Lá você provavelmente não precisará esperar mais de uma semana para presenciar um enforcamento ou tiro na nuca.
Ligue já para o seu agente de viagens.

sábado, 27 de março de 2010

E quanto aos Nardoni

O caso encerrou-se, mas fiquei com a impressão que a Justiça não foi feita.
Como já escrevi aqui, o que chegou ao grande público nunca me pareceu suficiente para condenar ninguém. São uma série de provas circunstanciais e foi totalmente invertido o ônus da prova. Desde o princípio, o casal era culpado até que se provasse inocente.
Não estou aqui afirmando que sejam inocentes, não teria convicção, porém, para condená-los com base do que conheço do caso. O que, na atual circunstância, coloca-me na condição de inimigo público número 4, atrás somente da dupla condenada e do advogado deles. Passível de linchamento por não se enquadrar no pensamento dominante.
É por essas e por outras que desconfio do senso de justiça nacional e ficaria muito intranquilo caso projetos para endurecimento do código penal, inclusive com a implantação da pena capital, prosperassem.

É isso que eles ensinam?

É impressão minha ou estão utilizando um caminhão do estado para o enfrentamento dos policiais nesta foto?
Complacência tem limites. Está na hora desses arruaceiros virarem ex-professores.

domingo, 14 de março de 2010

Teria Tuma torturado Lula?

Lula, em uma notória entrevista à Piauí, alegou ter problemas hepáticos ao ler jornais.
Agora veja a entrevista abaixo, principalmente após os 3 minutos de gravação:



Expor um indivíduo deliberadamente a algo que lhe prejudica a saúde não é contra os direitos humanos?
Fico esperando a resposta dos que elaboraram o PNDH.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Se toda a unanimidade é burra ...

Podemos dizer que Toffoli salvou a honra da Casa.
Mas pode ser, também, que ele não tenha entendido direito o que os outros viram.
Você decide.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Outro que se vai

Como disse a respeito de Alfaiate, o homem vai, a obra, ou bossa, fica.


Agora?

Instalar um inquérito dez dias antes da realização do evento? Só pode ser coisa de quem quer aparecer.
Há tempos sabe-se qual seria o local, e traçado, da prova. Pode-se reclamar de tudo, mas não que houve surpresa; eu, particularmente, tenho dúvidas quanto ao bom senso de fechar-se um pedaço da marginal Tietê, o trânsito já tão caótico deve ficar insuportável nos dias que antecederão a corrida.
Essa reação intempestiva tem, porém, um nome, senhor vereador e digníssimo Ministério Público, populismo eleitoral.

segunda-feira, 1 de março de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

30 anos de desserviços

Hoje é aniversário do Partido dos Trabalhadores, data a não ser comemorada.
Três décadas atrás, um bando de intelectuais simpatizantes do marxismo e outro de sindicalistas juntou-se para formar esse que foi uma força regressiva em toda sua história, apesar de chamar-se, ainda no presente, de progressista. Foi contra a Constituição de 1988, a estabilização econômica de 1994 e defende medidas econômicas inspiradas nas tomadas pelos militares da década de 70 do século passado.
É muita ingenuidade pedir que isso ocorra, mas farei mesmo assim: que esse partido regressivo morra de fato, seguindo assim as bandeiras por ele defendidas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Roupa suja lava-se em casa?

Parece que não.
Ao menos não é assim no mundo internético da política. Bastou José Serra ser citado pela veneranda The Economist e a patrulha ficou agitada. As mentiras que se contam aqui, foram também colocadas lá.
Como bem diz o artigo inglês, Serra é um desenvolvimentista, o que, consequentemente, não o faz meu candidato ideal, mas, como as alternativas são ou lulistas ou utopistas, tornou-se o meu único candidato possível, o mal menor. Não venho aqui, entretanto, para defendê-lo, mesmo porque ele não precisa da minha defesa, é macaco velho, muito mais do que eu.
Apenas escrevo para mostrar meu assombro quanto ao aparato do que o Reinaldo Azevedo chama de lavanderia de reputações (que, quando necessário, suja mais sujo também). A The Economist não influenciará em nada as eleições nacionais, tampouco os comentários feitos em uma matéria escondida no seu site, porém os mistificadores de Lula querem fazê-lo maior do que é a qualquer custo, amorimicamente. Se puder rebaixar outros no caminho, melhor.
É triste, e teremos que conviver com isso durante muito tempo ainda, qualquer que seja o presidente em 2011.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cá, como lá

Populismo barato, como vemos, não é exclusividade dos EUA. Aqui também se quer controlar os salários e, principalmente, gratificações dos banqueiros.
O que é bom no "Gigante do Norte" ninguém quer copiar, basta aparecer uma idéia de jerico e espalha-se nas criativas mentes sem pecado do lado de baixo do Equador como fogo na palha.
E assim caminha a humanidade.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Não são só o Obama e o Sarkozi


Lula dá suas olhadinhas ( ou once overs, como eles dizem lá) também.
Como vemos, os chfes de governo costumam ser feitos da mesma substância, independentes da sua popularidade.
Eu também dou estas quebradas de pescoço eventualmente. Será que tenho chances de ser presidente do Brasil um dia?

Observação: caso a incorporação de vídeos não esteja funcionando, você pode vê-lo diretamente no Youtube.

Não é pura mitologia

Realmente existem os carros do Google Maps Street View. Vi um estacionado ontem, ao andar pela região do Jabaquara.
O único galho é que o próprio Google não mostra o Brasil como uma das localidades percorridas por seus veículos?
Será que ando a ter visões ou que alguém resolveu antecipar o carnaval de seu possante, fantasiando-o?
A conferir, brevemente.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Fuma, desgraçado

O Hômi não foi parar no UPA, mas no hospital chique de Recife, caso clássico de hipocrisia, mal muito mais crônico, no caso, do que hipertensão.
Dados os motivos normalmente alegados para uma crise de pressão alta, como excesso de trabalho (impossível) e muito stress, só posso acreditar que a causa só pode ser o vício do presidente.
Então o meu conselho é o seguinte: fuma mais, desgraçado, fuma.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Um antes e outro depois

Vídeo bacaninha que antevê a dor de cabeça que sentiremos devido a nossa política "anticíclica".
Preparem a medicação contra ressaca.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dirigindo por São Paulo ...

Durante a chuva de domingo, perguntei-me:
Que fazem os britânicos que ainda não lançaram esse carro por aqui ainda?
Ganhariam fortunas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Resultado de inúmeras revoluções

Nessa semana, ouviu-se muitas elegias ao povo haitiano devido a suas muitas qualidades - criatividade, amabilidade, etc - e, sobretudo, por ter sido o primeiro país onde se concretizou uma revolução social nas Américas, tendo os escravos sobrepujado seus senhores na Revolução Haitiana, que, durante décadas, atemorizou donos de escravos por todo o mundo.
Parasse por aí, tudo bem, haveria nobreza de propósitos e grande número de beneficiados, mas a coisa virou uma revolução permanente, com resultados muito distintos, para não variar, dos esperados pelos teóricos socialistas.
Uma revolução é, tirando prováveis exceções que não me recordo agora, o pior que pode acontecer para um povo. Sempre leva a matanças e anarquia - também chamada de Estado de Natureza ou lei do mais forte -, mesmo que momentâneas.
Tomando emprestadas as palavras de Maílson da Nóbrega:
"No mundo, três transformações radicais sobressaem: (1) a Revolução Gloriosa (1688), que extinguiu o absolutismo inglês e levaria a Inglaterra à Revolução Industrial; (2) a Revolução Americana (1776), da qual surgiria a maior potência no século XIX; e (3) a Revolução Francesa (1789), a profunda mudança que substituiria os privilégios da nobreza, do clero e dos senhores feudais pelos direitos inalienáveis dos cidadãos.
Nada desse porte aconteceu no Brasil, nem agora nem antes. A independência foi declarada por dom Pedro, representante da metrópole. A República nasceu de um golpe de estado dado por Deodoro da Fonseca. A Revolução de 1930, a única que talvez possa ter esse título, promoveu mudanças, mas não daquela magnitude. Aqui não se viram rupturas nem violências. O regime militar findou sob negociação.
"
Essa aversão nacional à revolução, apontada por muitos como conservadorismo excessivo, especialmente pelas correntes esquerdistas, podem ter ajudado a manter os padrões de dominação centenários, porém permitiu uma melhora continuada do padrão de vida desde que aqui nos instalamos. Se a velocidade e a justa distribuição dessa evolução não são como queremos, ao menos não houve recuos, o pior dos mundos.
Ansiar uma revolução para o Brasil é mais um mal que acomete os utopistas, que esperam sempre o melhor mesmo das piores coisas. Qualquer realista teria aprendido com o Haiti as mesmas lições que Roberto Pompeu de Toledo tirou.
É sempre bom pensar bem no que desejamos. Vai que se realiza. O Haiti poderia ser aqui, e poderá.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Duas dentro?

Tem toda a pinta de ser mentira, mas está lá escrito, em uma coluna de celebridades, antigamente chamada de fofocas, do Diário Catarinense, Lula teria um caso com Luiza Brunet. Está correndo a internet.
Sendo verdade, o presidente do nunca antes na história desse país destroça a concorrência de figuras ilustres como Clinton e emparelha com o Sarkozi. Seria a primeira bola dentro da semana, pois, se for para fazer errado, faça com estilo.
A segunda foi o de finalmente passar a tratar os militares mortos no Haiti com o respeito que merecem.
Caracteriza-se um recorde, então, nunca na ... eu elogie nosso primeiro mandatário por dois motivos diferentes na mesma semana.
É claro que o primeiro elogio está sub júdice, esperando confirmação factual, mas já é uma novidade e tanto.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Se até o pescoço não está bom

Tampa o nariz e mergulha.
Isso me faz lembrar outro texto velho, mas agora mais atual do que nunca.

Será que ele realmente acredita nisso...

... ou é apenas populismo barato?
Bem, o Obama quer aumentar impostos sobre os bancos. Seria uma forma de recuperar "cada centavo que o povo americano tem direito".
Tudo certo, justo, mas não o programa de resgate não se deu através de empréstimos?
É só cobrar as dívidas e as coisas estariam resolvidas, dentro da mais absoluta normalidade.
Da forma como apresenta-se essa nova taxação, parece ser um caso de revanche contra os banqueiros malvados. Nos sabemos, entretanto, quem sempre paga a conta dos tributos impostos aos empresários, não?
Sim, o cliente e, no caso de uma indústria tão ampla como a bancária, toda a sociedade dos Estados Unidos.
Começo a me perguntar se é só no lado de baixo do Equador em que não existe pecado.

Atualização de 16/01/10 - Mankiw observa algum sentido na taxação.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Rendimento negativo

Aproveitando a notícia de que o dinheiro emprestado compulsoriamente ao governo teve, novamente, rendimento negativo, deixo aqui a dica para que leiam este texto antigo sobre o tema.
O tempo passa, o tempo voa, mas a exploração do assalariado continua numa boa, e não é pelo patrão.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A resposta de Reinaldo Azevedo...

... para a pergunta do dia 5:
Porque somos uma república de bananas.
E, como todas as demais republiquetas do tipo, sofreremos durante gerações as agruras provocadas pelas escolhas pessoais de um mandatário.
Mas, ao menos nesse caso, não poderemos reclamar. Foi a maioria que escolheu a cabeça coroada.
O pior com exceção de todos os outros, como dizia Churcill, o sistema democrático nos prega dessas peças.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fracasso? Infelizmente ainda não

A primeira semana já o indicava, o fracasso de bilheteria mostrava sua cara feia. O Lauro Jardim até apontou, hoje, possíveis razões para ele. Mas o problema é que o que é ruim para os bolsos dos produtores pode não ser para o financiador.
A louvação está feita, como vista no vídeo abaixo, e a falta de dinheiro tende até a acelerar a chegada da obra à TV.
Não ficaria admirado caso a Globo, que aparentemente já comprou os direitos de exibição, venha a exibi-lo uma ou duas semanas antes da eleição deste ano.
Já está provado que não temos um filme "oscarizável". Não temos um blockbuster. Será que teremos uma grande peça de propaganda?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Diversão à Italiana

Assisti, na sexta-feira, um remake da minha comédia preferida, O feitiço do tempo.
Intitulado Hoje é ontem, é algo totalmente inesperado, não é sempre que se refilma um grande sucesso hollywoodano em outro país, ou ao menos não é comum se encontrar essas obras na nossa TV, mesmo que por assinatura.
O enredo é o mesmo, mas as climatizações o fazem, na minha opinião, mais bonito. Sai Punxsutawney e entra Tenerife, o inverno é trocado belo verão e, consequentemente, as latinas mostram mais seus corpos do que as americanas. O homem do tempo vira um apresentador de filmes sobre animais.
A principal diferença é, no entanto, é a forma como Phill (ou Felippo) é apresentado. O italiano é muito mais sacana e seu "aprimoramento" é hedonístico.
Assistir aos dois filmes é educativo sobre como culturas distintas contam a mesma história. Principalmente porque a dita cuja é boa.

Refilmagem


Original

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ele ainda chega lá

A corrida para o passado segue muito bem, mas em ritmos diferentes nas diversas áreas.
Se politicamente o governo Chávez espelha Vargas I, o ditatorial, economicamente ele apenas chegou ao de Dutra, com suas bandas cambiais e inflação acelerando.
Com a moeda valendo cada vez menos, é capaz de nosso caudilho conseguir fazer o país de Bolívar chegar ao período de escambo pré-colombiano. seria a concretização do sonho da irmandade bolivariana.
A ver, basta dar tempo ao tempo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Até quando?



Você confiaria em um sujeito que não sabe bem o que está fazendo para cuidar dos freios do seu carro?
E em outro que sabe mais ou menos tratar de moléstias como seu médico?
Se em coisas pequenas como essa você não confia em quem não sabe bem como atuar, por que o fazer quando se trata de seu governante?
Ser ignorantes e mal-formados não é vergonha até o ponto em que não se teve oportunidade. Continuar sendo ignorante e utilizar desse fato para tirar atributos políticos após anos de vida boa e liderança popular é uma vergonha.
É um dos princípios do direito, aliás, que não se pode alegar ignorância para o descumprimento de uma lei.
Alegar não ter lido decreto que assinou, por qualquer razão que seja, é, simplesmente ridículo, mas segue sendo utilizado pelos próceres da República. Assino sem ler, arque com as consequências.
A questão do tal decreto polêmico é ainda mais grave. A rubrica, caso vivêssemos em um país sério, é motivo de impedimento ( ou impeachment ). Diz a Constituição que pode ser processado por crime de responsabilidade o presidente que comete ato que a atente contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais ou contra o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Mas não vivemos em um país sério, como já dizia o General francês.
Até quando aguentaremos a apologia da e pela ignorância?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Quanto à postagem de ontem

Perguntando-me sobre como um texto tão marcado de incoerências como o do assessor parlamentar pode causar tanta celeuma, só posso chegar a conclusão de que Alberto Mansuelti está certo: "... pero hay una no pequeña diferencia entre las ideas malas y las buenas: no corren la misma suerte ni obtienen el mismo reconocimiento, como el propio Mises experimentó en sus duros exilios y su azarosa vida profesional y universitaria (y Hayek hasta 1974, cuando obtuvo su medio Nobel). Las ideas malas van a favor de las naturales inclinaciones del hombre hacia el mal. En particular de la tendencia a abusar del poder, a incrementarlo, a robar y a hacer negocios a su amparo sin servicio a los mercados, y a imponer doctrinas desde las magistraturas públicas en lugar de predicarlas desde el llano. Por eso, para las ideas malas la acogida es buena, y porque se disfrazan de buenas. Y la mayor parte de las gentes las adopta con presta credulidad cuando se les ofrece “almuerzo gratis”, y cuando la demagogia halaga su orgullo y vanidad hablando de “las virtudes del pueblo” y nunca de sus defectos y vicios.
Las ideas buenas siempre hallan innumerables obstáculos y muy serias dificultades; y por ello requieren mayores esfuerzos, redoblados en todos los frentes: intelectual, académico, cultural, periodístico, eclesiástico, etc.; y sobre todo político, por el efecto demostración negativo que tiene su ausencia en el ruedo político."
Idéias ruins se propagam a uma velocidade estonteante, fazem sucesso estrondoso nas correntes de e-mail e viram bandeiras de esquerda.
As boas ficam relegadas aos desterro e exílio.

Mais dinheiro no bolso, melhor tratamento dos direito humanos?

A depender do que vemos em Uganda, parece que não.
O que será que os "progressistas" têm a dizer sobre o assunto?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O país não tem mais jeito mesmo

Um jornalista recebe um e-mail com dados supostamente de uma respeitada revista internacional e os publica como a prova "provada" de que o governo Lula é melhor do que o governo FHC, é desmascarado e sai-se com essa pérola, publicada no Blog do Noblat:
"Recebi os dados por e-mail e davam conta que eram da Economist. Realmente não me dei ao trabalho de ir na Economist e checar tudo. Mas, por outro lado, chequei os dados, fui em sites de pesquisa, blogs, no blog da Dilma, e vi que os dados eram verossímeis.
Por isso resolvi publicar o texto, pelo qual assumo toda a responsabilidade. O DIAP não tem nada com o artigo assinado por mim. Sou editor da Agência DIAP, institucionalmente, mas no caso do artigo a opinião é minha, não do DIAP.
Vou esclarecer o assunto, talvez num outro artigo. Vou falar que o mais importante para mim são os dados, que não são questionados. Todos estão questionando só a fonte, que para mim não é o mais importante.
Vou esperar um pouco para isso para não entrar no calor do debate. Vou esperar esfriar. Agora é hora de quem quiser dar sua opinião, concordando ou divergindo."
Um país no qual um sujeito como esse tal Marcos Verlaine, jornalista que publica coisas de ouvir falar sem checar se é verdade, pode declarar-se assessor parlamentar está mesmo perdido. Imaginem o que ele passa aos nossos representantes, coisas tipo - olha deputado, o Zé da Esquina prova por A mais B que a vida da nação piorou porque o pingado da padaria estava frio.
Mas o pior não é isso, é ir ao tal texto, já modificado, aparentemente, e ver as tais 20 comparações que apavorariam os tucanos, os "dados inquestionáveis". Cheguei à conclusão de que se estes dados não foram questionados é simplesmente porque ninguém da hoste inimiga achou-o digno de resposta, por totalmente irrelevante.
Sendo eu, também, um jornalista e analista político irrelevante procurarei demonstrar aqui os erros do artigo utilizando método igual ao de Verlaine, qual seja, de orelhada, tirando dados da minha cabeça.
Vamos lá, no meu primeiro vermelho-e-azul - em homenagem explicita a Reinaldo Azevedo:

Nos tempos de FHC, o Risco Brasil estava em 2.700 pontos. Nos tempos de Lula, 200 pontos.

Ou autor não sabe o que é Risco Brasil ou finge não saber. O tal índice é dinâmico, mostrando a propensão da dívida externa ser paga, demonstrada pelos detentores dos títulos, variando no tempo conforme os cenários políticos e macroeconômicos vão se apresentando. Tanto não existe um valor para os "tempos" FHC ou Lula quanto os pontos apontados erroneamente como síntese dos períodos não retratam uma média. Os 2700 pontos ocorreram quando ficou claro para os mercados que Lula seria eleito e os 200 quando esses se certificaram de que o bicho era feio, porém propagava uma política mais realista, ou "neoliberal", do que a do rei.

O salário mínimo quando Lula assumiu a Presidência da República, em 2003, estava em 64 dólares. Agora, está entre 290 e 300 dólares.


O homem é ruim de conta, o salário mínimo é, hoje, quase 269 dólares ou utilizando-se o câmbio apontado por Verlaine no "dado" seguinte, pouco mais de 261. Isso não é, no entanto, o pior, ele é ruim de lógica, ao querer comparar preços de dados que não são intercambiáveis com outros que são. Salários reais podem ser comparados apenas pelo custo de vida em dados momentos em dada localidade, do contrário trata-se apenas de curiosidade ao estilo Jack Palance.

O dólar que valia R$ 3, agora vale R$ 1,78.


Outra vez o desafortunado autor usa dados dinâmicos como se estáticos fossem. Durante o governo FHC o dólar variou de menos de R$ 1 a quase R$ 4, escolham o momento que mais lhe agradar para comparar.


FHC não pagou a dívida com o FMI. Lula pagou-a em dólar.


Dois fatos incontestáveis apresentados acima. FHC não viu necessidade de saldar uma dívida mais barata do que a interna, enquanto Lula resolveu trocar papéis externos mais baratos por internos mais caros, saldando uma dívida em dólar, a única forma de fazê-lo, diga-se de passagem, já que era essa a moeda em que ela estava escrita.


A indústria naval, tão importante para o desenvolvimento do País, FHC não mexeu. Lula reconstruiu.


Caso conseguisse mexer a indústria naval, FHC deveria candidatar-se a Deus, não a presidente. Caso opta-se em mexer na, escolhendo vencedores, pratica bem ao gosto dos "desenvolvimentistas", desperdiçaria milhões de reais e atrasaria o desenvolvimento da indústria petrolífera, como de fato ocorreu no governo Lula, no qual a curva do aumento da produção de petróleo inflexionou para baixo.


FHC não construiu nenhuma nova universidade. Lula construiu dez novas universidades federais. Quanto às extensões universitárias, no governo do tucanato não houve nenhuma. No governo Lula foram 45.

As escolas técnicas foram esquecidas na era FHC. Ele não construiu uma sequer. Lula construiu 214.


As duas comparações acima demonstram o quão desvinculado do meio educacional o autor é. Apesar de não dispor de dados sobre o número de escolas técnicas e universidades criados por cada um dos governos, sei que nem umas nem outras são construídas como a uma estrada, mas consolidadas com o trabalho de gerações. No caso das universidades esse é ainda mais visível, pois estas possuem autonomia formal e, uma vez criadas, caminham por suas próprias pernas.


No campo da economia, as reservas cambiais no governo FHC foram 185 bilhões de dólares negativos. No governo Lula, 239 bilhões de dólares positivos.


Definitivamente ele não sabe o que é um dado dinâmico e, pior, acredita haver reservas cambiais negativas. Tentando entender o incompreensível, e tomando por fluxos cambiais a ideia do que pretendia expressar Verlaine, ainda assim apresentam-se errados os números.


O crédito para o povo/PIB no governo tucano foi de apenas 14%. No governo Lula, com as políticas anticíclicas, alcançou 34%.


Não sei o que o autor chama de crédito para o povo, mas as políticas anticíclicas, aliás inexistentes, do governo federal não poderia ser responsável por algo que é da alçada privada, pois não há nenhuma ação governamental de emprestimo direto ao cidadão.


Em relação à infraestrutura, FHC não construiu nenhuma estrada de ferro. Pelo contrário, as privatizou. No governo Lula, três estão em andamento.


Até que se prove o contrário, o antônimo de construir não é privatizar ou mesmo vender. Apenas durante o período FHC as ferrovias voltaram, após um longo processo de abandono, a ter alguma importância no transporte de cargas brasileiro. Para isso, contribuiu, e muito, a privatização da Rede Ferroviária Federal.


Quando Lula assumiu o governo, 90% das estradas rodoviárias estavam danificadas. Agora, 70% estão recuperadas.



Dados simplesmente mentirosos, nem um nem outro dos percentuais apresentados conferem com a realidade.


No campo da indústria automobilística, na era FHC, 20% em baixa. Na era Lula, 30% em alta.



Sentença simplesmente ininteligível, alta e baixa em relação a que?


Nos oito anos em que FHC presidiu o País, houve quatro crises internacionais, que arrasaram o Brasil. Na era Lula, foi enfrentada uma grande crise, que o Brasil superou em razão das reservas acumuladas e das políticas anticíclicas empreendidas pelo governo.


O pobre jornalista deveria estar vivendo em outro país durante o governo FHC para imaginar o arrasado. Houve crescimento econômico em todos os anos daquele governo, ao contrário do ocorrido neste.


O cambio no governo FH era fixo, e estourou o Tesouro Nacional. No governo Lula é flutuante, com ligeiras intervenções do Banco Central.



Em nenhum dos dois governos houve câmbio fixo. Em ambos ocorreram tentativas melhor ou pior sucedidas de administrá-lo de intervenções do Banco Central.



A taxa de juros Selic atingiu na era FHC incríveis 27%. No governo Lula chegou ao seu menor percentual desde quando foi criada, em 1983, 8,5%.


Finalmente o autor dá sinais de que sabe que alguns dados são dinâmicos. É inegável que a taxa Selic atingiu patamares mais elevados durante o governo FHC, mas é também inegável, apesar de alguns tentarem, que foi justamente uma maior responsabilidade na condução da economia iniciada naquele governo, sem as famosas invencionices heterodoxas que prmitiram chegarmos aos níveis atuais de juros básicos.



A mobilidade social no governo tucano foi de apenas 2 milhões de pessoas. No governo Lula, 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza.


Essa tal linha deve ser muito extensa para comportar mais de 23 milhões de pessoas. Ajudaria muito à clareza do texto se o autor informasse para qual lado foi essa mobilidade e de onde retirou tais dados.



FHC criou apenas 780 mil empregos em oito anos. Lula criou 12 milhões.


Mais mentiras puras e simples. Com milhões de jovens chegando ao mercado de trabalho atualmente, qualquer governo que criasse apenas 100 mil empregos por ano causaria descontentamento social incontrolável, que, como sabemos, não ocorreu.



O governo tucano nada investiu em infraestrutura. Com o PAC Lula pretende investir R$ 504 bilhões até 2010.



O Congresso em Foco já demonstrou que essa mentira é mentira.


Por fim, no mercado internacional, o Brasil, no governo FHC não teve crédito. No governo Lula, o País foi reconhecido como investment grade pelas três maiores agências de classificação de risco internacionais. Ou seja, deixamos de ser um país em que o capital externo só entrava para especular para ser um país de investimentos.



Será que ele esqueceu que durante o governo FHC ocorreram, para dizer o mínimo, as compras, por parte de empresas estrangeiras, de milhares de empresas brasileiras. Esse foi um fato que causou comoção entre os esquerdistas saudosos de Vargas, mas que demonstra o quanto o autor está errado.


Confesso que contei várias vezes, mas não encontrei a vigésima comparação. Deve ter ficado com vergonha de sair da mente do autor. Algo ali dentro ainda tem um pouco de bom senso.

Ruínas

Trezentos metros de ponte, chuvas torrenciais e pouca, se alguma, fiscalização quanto o estado das fundações, esses são os ingredientes de mais uma tragédia recorrente no Brasil.
Em 2005, algo muito semelhante ao ocorrido no Rio Grande do Sul fez com que houvesse uma mobilização midiática pela melhora no sistema de manutenção desses importantes eixos de mobilidade. O Ministério Público até propôs ações contra os figurões da época.
Meia década depois, as pontes continuam sendo arrastadas pela enxurrada. As ruínas prevalecem no cenário das estradas.
O Balu está certo, aqui Darwin não pegou. Já Murphy, reina absoluto: tudo que poderia dar errado mostra logo sua arte.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Será que a moratória de pesca ao atum irá funcionar?

A resposta é não, claro.
3 mil reais o quilo é muito incentivo para um pobre mortal.

Por que escolher o melhor e mais barato...

... se há o pior e mais caro a disposição?
Eu não sei a resposta, mas quem estiver interessado em descobrir pode enviar pedido de explicações para o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.

Observação: quem está surpreso com a escolha do Gripen pela Aeronáutica não deve estar ciente da longa tradição de aviões suecos, como os abaixo.



*Obs- Tive que substituir o vídeo, pois o antigo já não abria mais.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lula lá? Nem na foto

Enquanto alguns aparecem mal na foto em tragédias como esta, outros não chegam nem perto delas, como bem lembrou Villa Bôas-Côrrea, têm que preservar sua imagem, associada a coisas boas, mesmo que absurdas. Mas, enquanto se escondem, fica a dúvida: de quem é a responsabilidade dos óbitos?
Parece-me que os menos responsáveis são justamente os que colocaram a cara nos noticiários, os governadores. Como disse aqui certo tempo atrás, as enchentes são da alçada federal. A ocupação do solo, porém, é de responsabilidade municipal, tanto nas leis que a autoriza, respeitadas as proibições de esferas superiores - por vezes lenientes -, quando da fiscalização, e o fato de haver milhões de brasileiros vivendo em terrenos irregulares diz muito sobre como essa é feita.
Ocupações irregulares são um cancro antigo nas cidades brasileiras que gera centenas, por vezes milhares, de mortes anualmente. Fechar os olhos para essa realidade faz dos dirigentes políticos que deveriam zelar pelas leis corresponsáveis por todas elas.
"Na lei ou na marra" foi a forma encontrada para solucionar muitas questões difíceis no país, bem ao estilo jeitinho, mas em uma democracia isso não pode ocorrer. Soluções devem ser apenas nas leis, como demonstram as sequelas deixadas pelo modo antigo de lidar com os problemas.
Sempre que o governantes escondem-se e deixam o povo resolver as coisas ao arrepio das regras vigentes, uma ou mais mortes são encomendadas. As chuvas de dezembro foram apenas um lembrete disso.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Isso sim é rixa de torcida

Para quem ficou surpreso com as brigas entre os flamenguistas do Leblon após o título, olha o que os do Irã pedem para os vascaínos: simplesmente a morte.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Será?

Los chilenos no quieren un gobierno de caudillos, sino de instituciones guiadas por la meritocracia, y rechazan las aventuras radicales y los enfrentamientos clasistas, dado que la porosidad social y las oportunidades económicas permiten escalar posiciones mediante el trabajo honrado, dentro de los códigos del sistema. En suma, los chilenos no están enfermos de ``tercermundismo'', esa crónica enfermedad de la mente y el corazón que aniquila las neuronas e impide interpretar la realidad con un mínimo de sentido común. Lejos de odiar al primer mundo, desean formar parte de él.

Carlos Alberto Montaner, um dos autores do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, acredita que o Brasil está, com grandes dificuldades, afastando a possibilidade de degringolar para um bolivarianismo ao estilo, digamos, venezuelano.
Não sei não, devemos lembrar que o partido da situação está, declaradamente, querendo transformar a próxima eleição em uma batalha de personalidades entre Lula e FHC, ou, em outras palavras, quer transformar uma eleição em um confronto entre representações caudilhescas.
Um outro país da região, o Chile, aparentemente escapou desse mau augúrio, sorte deles, acho que demorará muito tempo até chegarmos ao mesmo nível do estreito país andino.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Se há algo mais perigoso que um doido

É um doido rico.
Apesar deste ter sido incompetente, alguns sauditas bem nascidos derrubaram as torres gêmeas de Nova Iorque.
Talvez seja o caso dos departamentos de imigração pararem de procurar sinais exteriores de pobreza e tentar fazer o seu serviço bem feito.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Vai entender

Nossa esquerda apoiava a volta do menino Elián para Cuba, mas era contra o retorno de Sean aos Estados Unidos.
Será que mudaram os valores nesta década?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Raiva injustificada

A respeito de todo o alvoroço causado pela COP-15, parece-me que, mais do que tudo, trata-se de perda de tempo.
Se considerarmos os combustíveis fósseis como os vilões planetários, podemos respirar aliviados. A era deles, embora não pareça na nossa sociedade cheia de carros, já passou. São uma tecnologia ultrapassada cujas maiores vantagens, quase ubiquidade e preços módicos, estão desaparecendo. Como a própria Agência Internacional de Energia previu, nesse ritmo o pico de produção de petróleo será por volta de 2020. A história já mostrou seguidas vezes, matéria-prima com estoques declinantes e, consequentemente, preços crescentes levam à substituição tecnológica ou ao colapso (by Jared Diamond), como as alternativas já existem, creio que a primeira se imporá.
Se somos céticos quanto à origem antropogênica do aquecimento global ou nem acreditamos nele, podemos apenas esperar o futuro. Nada precisa, e provavelmente nada poderá, ser feito. A natureza seguirá seu curso e nós a acompanharemos, como sempre fizemos.
Deste modo, o que se apresenta em Copenhagem é uma disputa quase tão velha quanto os países. Um jogo de empurra entre os ricos e os pobres sobre as "culpas" de eles serem o que são. Um debate, portanto, ocorrendo fora de lugar. A OMC ou a Unctad seriam os foros adequados.
Embaralhar as questões demonstra, algumas vezes, a complexidade do problema, mas na maioria dos casos é apenas um estratagema para tentar conquistar o que não se consegue por outros meios. É certamente o que ocorre no reino da Dinamarca, onde há, novamente, algo de podre.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

É muito fino

E desta vez ele falou, literalmente, merda.
Como procurávamos demonstrar, aqui e em outros ocasiões, apenas seguiu a tendência apresentada nos muitos anos de vida pública.
E aquela entrevista à Playboy, que voltou à moda recentemente pelas mãos de Reinaldo Azevedo, mostra que não é de hoje que as palavras fluem fácil e as ideias não. Poucos anos atrás li a tal entrevista, estava em uma edição especial da revista chamada Grandes Entrevistas, ou algo assim. Envergonhei-me de tê-lo como presidente.
E o sentimento só piora.
Se o melhor do Brasil é o brasileiro, o pior também é, certamente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

E esse é nosso ministro

Parece ser compulsório ao cargo de ministro de estado desse governo falar asneiras por aí.
Tarso Genro vem agora distorcer a verdade, depois de distorcer a lei, para mostrar que estava certo ao conceder asilo político ao assassino condenado Battisti.
Primeiro porque o processo de extradição foi interrompido e retomado após a decisão trapalhona do ministro ter cito cassada e segundo porque não é um juízo político do Executivo cumprir um acordo sancionado pelo Legislativo, e, portanto, dentro de nosso corpo legal, mas um imperativo legal.
Se discorda de um tratado, que o presidente Lula o denuncie. Não cumprir enquanto é vigente é malcaratismo.

sábado, 14 de novembro de 2009

Esses frouxos merecem

Não quiseram agir quando deviam, agora são acusados de manipuladores.
Eles merecem.
Ser escrupuloso com quem não é equivale a candidatar-se a uma punhalada nas costas.
Levaram.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Aproveitando a deixa

Dada pelo InfoMoney, comentando a tese de descolamento das economias mundiais, vou fazer propaganda de textos meus, um tanto quanto velhinhos.
Meu entendimento de globalização consegue ser mais simplista do que o de Thomas Friedman e, portanto, para mim o mundo não é plano. Entretanto há uma aceleração do que entendo como seus efeitos (primeiro aqui e depois aqui), que, de tão evidentes, até os Chairmen dos Bancos Centrais mundo afora começam a perceber.
Então é capaz de eu ter dado uma dentro. Sendo fato raro, convém anunciar. Quem sabe quando terei outra oportunidade de fazê-lo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Para quem tinha dúvidas

Sobre a existência ou não de um apagão no governo anterior, agora pode comparar.
Não dá para dizer nunca na história desse país, mas a mostra diz tudo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ex-presidente bom...

...é, para a grande parte dos governistas do turno, igual cerveja e sogra: gelado e em cima da mesa.
Só isso poderia justificar a reação ao artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão. Idiotices como as de Emir Sader são apenas as mais vistosas de uma ampla gama de pessoas que querem cassar a legitimidade da liberdade de expressão daqueles com mais capacidade, ao menos em teoria, para se pronunciar a respeito dos assuntos que concernem à nação. Vai do atual presidente ao jornalista do tempo do onça.
Quando comentarista esportivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva era anunciado como aquele que conhece porque esteve lá. Já para os ex-mandatários a coisa parece, aos olhos desses que os querem calados, funcionar à maneira inversa, não conhecem porque estiveram lá.
Por minha parte, quero mais é que eles falem. Nosso país seria muito melhor caso esse policiamento não ocorresse. Apesar de não respeitar muitos dos aptos a falar, sou defensor incondicional da liberdade de expressão.
Democracias são fundadas nas discordâncias pacíficas. Enquanto todos estiverem apenas falando, nosso regime não corre perigo e a sociedade pode se depurar, muitas vezes apesar dos políticos.
Se os que estiverem se expressando conseguirem concatenar ideias, melhor.

domingo, 8 de novembro de 2009

O absurdo apenas aumenta

A loira da Uniban foi expulsa. Alguns de seus algozes suspensos.
E a universidade? Nada tem a ver com a história?
Se o comportamento era inadequado e recorrente, por que não foi coibido anteriormente? Se a roupa era claramente inadequada, por que foi permitida a entrada no recinto de quem a portava?
Fora nos Estados Unidos, essa moça poderia se considerar uma nova milionária, pois o processo que moveria contra a empresa de ensino seria favas contadas. Aqui vai ser apenas mais uma presa na lentidão judicial, com indenizações retidas pelas manobras dos advogados da Uniban.
Assim caminha a humanidade. Diz-se que a escola foi a única instituição criada na idade média que continua com suas características básicas imutáveis. Parece que na unidade São Bernardo da prestigiosa instituição de ensino superior nem os alunos evoluíram. A caça as bruxas segue modelo corrente.
Salém não faria melhor.

sábado, 7 de novembro de 2009

Vale dar uma olhada

Se você ainda não sabe o que incoerência significa, aprenda aqui, tentando entender o discurso de nosso presidente.
Quando alguém acostumado a discursar sem parar diz, em tom acusatório, que quem fala o que quer ouve o que não quer, está apenas justificando a quem quer denegrir.
Quem diz, orgulhosamente, ter feito uma vez e meia o que os demais não fizeram ou está querendo enganar o povo com a retórica (fiz muito mais nada que eles) ou se orgulhando de nada fazer. No primeiro caso é apenas mais um político safado, no segundo apenas mais um vagabundo. Sendo o segundo caso, merece minha admiração, pois poucos assumem a condição, mas em qualquer das hipóteses mostra sua inadequação ao cargo que gostaria de ocupar para sempre.
Como diria o Metallica: Sad but true.

domingo, 1 de novembro de 2009

Vergonha nacional

Voltando para casa na quinta-feira, ouvi relatos de colegas que estudaram no interior sobre os trotes extremamente pesados a que eram submetidos os estudantes naquelas paragens. Coisa de gente completamente sem noção.
Não vou aqui bancar o hipócrita e dizer que sou contra os trotes, sejam quais forem. Já participei de muitos, nos dois lados da moeda, e sei que há sempre um componente de humilhação embutido. Tenta-se provar uma suposta superioridade dos mais experientes de curso sobre os novatos. Mas, e talvez mais importante, há o componente de manada, meus amigos estão fazendo, e de tradição burra. Fazem porque sempre foi feito, e esperam que continuem fazendo os que aqui permanecerem quando não estiverem mais presentes.
Na sexta, ouvi por cima comentários sobre a loira da Uniban, sem saber muito bem do que se tratava. Só sabia de uma confusão em uma faculdade. E no sábado vim me interar, aqui na internet, dos fatos. Não consegui. Eles ainda não fazem sentido para mim.
Já trabalhei naquela unidade da Uniban, na academia, de ginástica, que existia no primeiro andar, quando não havia nem biblioteca no prédio. Passada quase uma década, não sei o quanto as coisas mudaram, mais isso informa um pouco sobre as prioridades da instituição naquele tempo. E também algo sobre a suposta motivação dos alunos para o ataque. Estar vestindo algo inadequado não é, nem de longe, razão, pois, mesmo que fosse válida - o que não é -, os alunos estão acostumadas a ver naquele mesmo recinto pessoas muito mais despidas do que aquele vestidinho vermelho permite antever, como em toda a academia ou faculdade paulistana, diga-se de passagem.
Há, portanto, algo muito mal contado nessa história. Os responsáveis pela incitação contra a garota devem ter outras motivações, ainda mais sórdidas do que a defesa de uma moral e bons costumes de meados do século passado, provavelmente uma vingança ou recalque mal dissimulado, e utilizaram uma turba de mentecaptos como massa de manobra. Deram-se mal, transformaram a vítima em uma mártir, com todas as benesses que a mídia traz para esse tipo de celebridade momentânea. Caso estivéssemos nos EUA, certamente a garota seria eleita a rainha do baile e, se for esperta, pode até realmente acabar fazendo programas, de TV. Derrota completa dos acusadores, que, apesar de tudo, não dão o braço a torcer.
O importante de tudo, porém, é que os episódios de trote exacerbado, recorrentes pelo Brasil, e do vestidinho da moça da Uniban demonstram que é muito fácil angariar mentecaptos na nossa juventude universitária. No ambiente no qual deveria prevalecer a racionalidade, a barbárie impera. Se já havia perdido a fé no Brasil, agora se acabaram as esperanças de recuperá-la. Se, acidentalmente, o país der certo, será apesar do povo, não por causa dele. O melhor do Brasil não é, definitivamente, o brasileiro.
Quanto à estudante da Uniban que foi constrangida, está certa em querer retomar sua vida, porém está errada em achar-se culpada pelo incidente. Mostrar as pernas não é razão para ser ameaçada de estupro. Aos que acham o contrário, há várias maneiras de alcançar o paraíso na Terra. O Oriente Médio está sempre precisando de trabalhadores qualificados e empreendedores. E, ao contrário de Cuba e Coréia do Norte, é facultado a todo brasileiro sair do país, a hora em que bem entender.
A vergonha nacional não é o vestido curto, é quem se incomoda com ele.