Apenas alguns pensamentos sobre as coisas que acho que sei ou sobre as quais não tenho a mínima idéia
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Explicação plausível
Baseia a resposta em um sistema escolar que premia desproporcionalmente, em relação à sociedade mais ampla, os alunos que virão a tornar-se intelectuais, fazendo-os sentir-se desconfortáveis com o sistema de mérito posteriormente aplicado no mundo real.
Em suas palavras: "O intelectual quer que a totalidade da sociedade seja uma extensão da escola, para que seja como o entorno que lhe foi tão bom e onde ele foi tão apreciado. Ao incorporar critérios de recompensa que são diferentes dos próprios da sociedade global, as escolas garantem que alguns venham a experimentar posteriormente uma queda na escala social. Os que estão na ponta mais alta da hierarquia escolar se considerarão com direito a uma posição de primeira, não só naquela microssociedade, mas na mais ampla, uma sociedade cujo sistema os incomodará quando não os tratar de acordo com suas necessidades e direitos auto-adjudicados. O sistema escolar cria, portanto, um sentimento anticapitalista entre os intelectuais. Mais precisamente, cria um sentimento anticapitalista entre os intelectuais da palavra."
Parece-me uma boa tese. Consonante, inclusive, com minha experiência empírica.
Sendo um dos que ele considera um intelectual, sou,entretanto, fã do capitalismo. Não fui, porém, "vítima" da premiação desproporcional, pois aluno medíocre durante os anos de formação escolar.
Cabe observar melhor como a tese envelhecerá.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Não é por falta de merecimento
Mas não tenho dúvida, a grande parte dos brasileiros continuará pedindo por mais intervenção governamental, a tal de vontade política.
Merecem isso tudo que está aí.
La garantia soy yo
Não importa no que, sempre há algo errado com os atos deste governo.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Uso compartilhado
Na era da procura do aumento do PIB e da obsolescência programada, dividir é quase um pecado. Mas mais e mais pessoas estão pecando. Há campanhas de carona solidária, o famoso Velib de Paris (vídeo abaixo) e muitas outros exemplos pipocando aqui e ali.
Entre um aumento do produto e do bem estar, e eles não são sinônimos, apesar alguns insistirem que sim, a população sempre preferirá o segundo.
Muito pouco de racional há na compra de certos produtos. O carro é um exemplo. Por um paga-se, normalmente, de um a dois anos de salário e utiliza-se por uma ou duas horas diárias. Ou seja, se você mantiver o carro por oito anos, para cada hora de uso, sem contar a manutenção e o combustível - e o stress -, você paga no mínimo um dia de trabalho.
Desta forma é muito mais negócio, se for fazer o cálculo racional, fazer o compartilhamento, de modo a um produto tomar menos do patrimônio individual. Por esse motivo países desenvolvidos têm muito melhores sistemas compartilhados, como lavanderias coletivas e transporte público do que os não-desenvolvidos.
Mas nosso governo quer massificar os produtos de consumo, símbolos de status, como carros e lavadoras, reduzindo o IPI, enquanto sufoca as empresas com tributação escorchante de investimentos e salários. Calcula que terá maior retorno eleitoral dessa maneira.
E, se tiver razão, merecemos o subdesenvolvimento. Quem gosta de jogar dinheiro fora deve ver qualidades naquele que o toma e desperdiça.
Ainda em relação às mudanças na legislação eleitoral
Vocês levam em conta que a votação para o Senado é feita em um distrito, o estado?
Se sim, acham que estamos mandando bons senadores para Brasília?
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Contra essa reforma eleitoral
Para eles, o projeto tenta atingir três objetivos:atribuir diretamente aos partidos a responsabilidade depa qualidade dos candidatos apresentados, permitir maior correlação entre a vontade do eleitor e a resultante Parlamentar e a ajustar a representação parlamentar às características da população. Seriam alçançadas com os seguintes meios:
- financiamento de campanha exclusivamente público;
- votação em listas partidárias fechadas;
- obrigatoriedade de cotas na representação em termos de gênero e de etnias e,
- proibição de coligações nas eleições parlamentares.
Primeiro o financiamento público. Eles alegam que haveria, pelo conjunto das medidas, uma diminuição das cifras envolvidas no convencimento do eleitor, o que é provável, e que um instrumento de ação dos lobbies econômicos, da corrupção e do tráfico de influência seria perdido. Mas sabemos que a corrupção e outras maracutaias não são exclusivas do período eleitoral, nem da vontade de se eleger. E os eleitores perderiam uma fonte de pressão sofre os eleitos, já que estes teriam seus gastos de campanha bancados pelo Estado.
Para as listas fechadas, eles apontam como vantagem o fato de o nome dos candidatos e dos possíveis suplentes estarem claros na lista. Mas a suposição de que isso ajudaria na melhora da representação baseia-se na crença de que teriamos eleitores mais conscientes. Não seriam automaticamente, caso contrário não seria necessária a mudança do sistema, pois já votamos em lista hoje, e os nomes não são secretos. E a capacidade de intervenção individual é maior, pois só recebem votos quem tem identificação com a população.
A necessidade de adoção de cotas seria mais um motivo para evitar-se as listas fechadas. Obrigar ao eleitor a engolir alguém no qual ele não quer votar mostra que o sistema é valho, uma vez que indicaria que ou as lideranças partidárias ou os votantes não seriam contemplados e deveriam ser substituidos. Mais uma vez a lei mostra-se pautada por um estado ideal diferente do nosso.
A proibição das coligações acredito ser uma medida aceitável. Mas tenho restrições por ser antiliberal ao cercear a livre associação. Se um comunista quer se juntar a um anarquista é problema deles. É claro que a junção me causaria estranheza, porém não posso julgar o que os move, nem tenho pretensão de fazê-lo. Como diz-se muito por aí, gosto não se discute, lamenta-se.
Em suma, muito mais importante do que mudar a legislação eleitoral é esclarecer os eleitores. Isso só ocorrerá com a evolução da educação no país. Conforme for ocorrendo o esclarecimento do votante, menos aberrações aparecerão no processo. E isso ocorre com regras estáveis.
Não houve na história pós-ditadura militar brasileira uma eleição na qual as regras fossem as mesmas da anterior. Só depois de várias tentativas poderemos realmente dizer quais mudanças são necessárias. Tentemos ao menos uma vez, então.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Fórmula genial
Assim o número de novos casos despenca, e poderemos voltar a preocupar-nos com doenças mais prosaicas e comuns por essas paragens, como febre amarela e dengue.
Sistema de saúde realmente quase perfeito. Na cabeça de Lula.
Será que ele o usa?
domingo, 5 de julho de 2009
Não é de hoje
Não fala o que pensa? Não faz o que diz? Não pensa, só fala?
Não sei; o que interessa que há ao menos uma coerência, a de nunca ter tido isso.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Especial para o Twitter
Provavelmente o humorista Danilo Gentile (ou @danilogentili ) tinha boas intenções ao criá-la - digo provavelmente porque nunca se sabe a real intenção de um humorista ao fazer algo - , mas um mundo sem violência/conflito é um mundo opressivo, no qual todos teriamos que obedecer às ordens do mestre da vez.
Se eu não for este mestre, estou fora, pois tenho certeza que construiria um mundo maravilhoso, para mim.
Toda utopia é muito bonita no papel, porém acaba tornando-se uma realidade ainda pior do que a que tentava subverter, vide o comunismo/socialismo real.
É bom pensarmos muito bem no que pedimos, nunca custa dizer, elas podem realmente acontecer.
E #forasarney .
quinta-feira, 2 de julho de 2009
O verdadeiro Show de Truman
Privacidade é um valor bastante depreciado nas sociedades modernas. Há exploração da vida privada das celebridades, as onipresentes câmaras de vigilância, os celulares com gps, toda sorte de traquitanas tecnológicas e etc.
O tema foi abordado magistralmente em "O Show de Truman", apesar do careteiro Carey, contando a história de um indivíduo seguido pelas câmeras do início de sua vida até a descoberta da farsa em que fora metido. O filme é muito bom, mas traz uma série de dilemas éticos. E cabe discuti-los agora, pois os cientistas estão copiando a arte e criando seus showzinhos.
Deb Roy, do MIT, por exemplo, utilizou a própria família, em especial o filho, em um experimento de acompanhamento de como a fala humana desenvolve-se.
O primeiro dilema é quanto a utilização de desavisados para experimentos. Quem tem o direito de decidir pela participação de outro em algo como o acompanhamento proposto por Roy? É lícito observar atentamente crianças para fins científicos? O bem da humanidade ou da ciência está acima da privacidade dos incapazes (no sentido jurídico, de quem não podem decidir por si)?
O segundo é quanto a possibilidade de ocorrer prejuízo à interação social. Não agimos da mesma forma ao sabermos ser filmados e ao imaginarmos que não. Os envolvidos em tais experimentos serão moldados em um ambiente artificial, com consequencias desconhecidas.
Por último, a segurança dos dados. Ter a existência toda documentada é um perigo para quem ama a liberdade. Não é por acaso que os regimes totalitários esmiuçam as vidas de sua população. Informação é poder, e acesso a todas as informações de um indivíduo significa poder total sobre ele.
Será que teremos que seremos obrigados a sermos atores da nossa vida, no mal sentido?
Que acham?
Excelente ponto do Not Tupy
Por tudo, mas principalmente sua cor de pele, o novo presidente dos Estados Unidos da América tem imunidade legal na prática, como os déspotas do passado.
Espero que esteja errado, mas isso não tende a acabar bem.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Visionários, sobretudo
Virgílio mostrou que é da categoria, disse que pagará por verba utilizada por seu assessor enquanto não trabalhava. Sempre o futuro.
O passado não importa muito. Enquanto fustigava Sarney e Agaciel não comentava de seus erros também. Para ele e a grande maioria de seus pares, o melhor seria que o pretérito não existisse.
Mas ele está aí, assombrando a todos.
Quando será que teremos o presente como foco?
Observação: há uma grande exceção à regra. Lula "nunca antes neste país" tem olhos voltados para trás. Tudo é comparação com seu antecessor. Como vemos, o equilíbrio é algo que realmente não existe aqui.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Financial Times prova: MJ vale mais morto que vivo
Vendeu, em 24 horas, mas do que na década anterior, fazendo a combalida indústria dos cds imprimir a todo vapor.
Neverland poderá ser, possivelmente, a próxima Graceland, que sustenta os Presley confortavelmente desde a morte de Elvis - aliás primeiro lugar, há anos, da lista de artistas falecidos que melhor proveem seus herdeiros.
Deve ser triste, e perigoso, valer mais morto que vivo, mas ao menos as famílias dos artistas pop não precisam se preocupar com dinheiro, dando um alento aos que formaram o patrimônio.
Literalmente, é questão de paz de espírito.
Ps: como andam dizendo por aí, keep moonwalking
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Golpe paradoxal
Caso clássico de golpe de Estado, a destituição do governo hondurenho mostrou-se também uma ação em defesa das instituições, ao contrário do que ocorre normalmente.José Manuel Zelaya (na foto, curiosamente retirada do site Liberal Internacional, do quel seu partido é membro) estava propondo mudanças de legislação em seus país inspirados no processo "revolucionário" bolivariano, de seu amigo, e defensor incondicional, Hugo Chávez.
Honduras nunca teve muito sorte com seus governantes. Com esse não estava sendo diferente. Elegeu-se pela direita e logo de cara bandeou-se para o campo "chavista", traindo aqueles que haviam votado nele (como o nosso aqui, que fez o caminho contrário). Estava seguindo a nova cartilha do golpe "democrático", com plebiscitos para ir destituindo as instituições. Mas, ao contrário de seus colegas de ALBA, não teve sucesso no intento. Quem foi deposto foi ele, após enfrentar todas as instituições do país, não conseguindo transformá-lo em, como diria Lula, "democrático até demais".
Cria-se, agora, uma situação em que todos estão errados; são golpistas. Temos um mártir em degredo que, caso pudesse, estaria agora degredando o seus algozes.
A vida, como dizia o artista, anda mesmo tão complicada.
sábado, 27 de junho de 2009
Cá está a prova, ahh, morta
Muitas vezes é dito que alta renda não é sinal de saúde financeira. Que mais vale gastar equilibradamente do que ganhar rios de dinheiro.
Pois havia uma caso - ou case, como gostam de dizer os administradores -para provar a veracidade da assertiva, Michael Jackson.
Foi o artista mais bem pago da história, mas seu patrimônio era negativo.
No vídeo que vai acima, retirado de Brewster´s Millions (creio que foi chamado aqui de Chuva de Milhões), de 1985, o personagem de Richard Pryor é instado a gastar 1 milhão de dólares por dia, em um mês, sem conseguir nenhum patrimônio, para levar o grande prêmio, 300 milhões. Teve que ser muito criativo para consegui-lo.
Jackson deve ter assistido ao filme, e se imposto desafio similar. Calculo que gastou uma média de 200 mil dólares diários desde que estourou em carreira solo, em 1979, com o disco Off the Wall, cinco vezes menos que Pryor, mas por um período 360 vezes maior. Venceu o desafio, aparentemente muito infeliz no processo.
Pense nisso quando for fazer sua próxima hora extra. Ganhar dinheiro é bom, gastar melhor ainda.
Mas o equilíbrio parece ser a fonte da tranquilidade e, consequentemente, da felicidade.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Caso exemplar
Um indivíduo é flagrado em malfeitoria em São Paulo e o diretor da Polícia Federal liga para o Ministro da Justiça porque o indivíduo seria, supostamente, ligado ao governo de plantão. Até o Presidente é acionado.
Seria ridículo, não fosse trágico.
Esse povo todo não trabalha não?
Celso de Mello está errado
Nesse país há a "coisa privada" paga por dinheiro privado e a "coisa privada" paga por dinheiro estatal.
Essa última é a de preferência de políticos bastante conhecidos, em especial alguns na cabeça dos poderes.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
E uma era que se recusa a morrer
Qualquer parlamentar de um país sério já teria deixado a vida pública, para preservar a biografia. Não aqui, finca o pé e permanece, a despeito de tudo.
Que fique então, é melhor que mais sujeira vá aparecendo, é uma família que perde poder político.
Esperneando.
Morre uma era
O cara era doente, no pior acepção da palavra, mas também era muito bom.
Mesmo sendo, provavelmente, culpado de "comportamento impróprio" com adolescentes, representava uma era do pop em existia a inocência, mesmo com letras de mensagens picantes, como o golpe da barriga do qual quer se livrar o personagens da canção do vídeo acima, evitava o estilo um tanto vulgar e explícito dominante na cena pós-Madonna, mesmo possuindo um quadril quase tão nervoso quanto o de Elvis.
Animou muitos bailinhos na minha adolescência.
Utilizando a terminologia boleira, não o quereria para casar com a minha filha, ou para ser babá dela, mas o escalaria no time, certamente.
Dos maiores artistas do século passado, com ele o pop autêntico despede-se.
Michael Jackson, descance em paz.
Vou fazer
Não seria o caso de alguém fazer antes e anunciar depois?
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Diga-me com quem andas
É só isso que posso falar se, depois do papelão de Max Mosley, as escuderias ainda permitirem que este sujeito dê as cartas na F1.
E, parece, deixarão.
Tem gente que não se dá ao respeito, mesmo.
Pode até não parecer
Hoje, por exemplo, a deputada carioca suspeitíssima Carminha Jerominho perdeu o mandato.
Logo, logo, poderemos dizer que há justiça neste país, se as coisas não desandarem, como sói acontecer.
Bons ventos nos levem
O Brasil deveria estar se dedicando menos ao sonho do pré-sal e procurando desenvolver a indústria de energia eólica no país.
Devido ao processo histórico da construção de usinas hidrelétricas por aqui, estamos muito bem posicionados para tornarmo-nos uma das regiões livres de termoelétricas fósseis no mundo. Podemos aproveitar o amplo potencial eólico de nossas costas e plataforma continental para ser a principal fonte e utilizar as hidrelétricas para prover os momentos de pico e de falta de vento. Energia para tanto os ventos possuem (e aqui).
Sujar a nossa matriz, como o planejamento atual está tentando fazer é um risco que não deveríamos correr. Fatores ecológicos, estratégicos e de prestígio do país assim o indicam. Como de hábito, entretanto, os lobbies errados estão prosperando, e a nação irá sair perdendo.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Responsáveis pela Crise

Chega a ser disparatada a campanha para responsabilizar o capitalismo pela crise que hora enfrentamos no mundo.
Capitalismo, aliás, é classificado em meu velho dicionário de economia como o sistema em que há "separação entre os trabalhadores juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho e a vendem em troca de salários, e capitalistas, que são proprietários dos meios de produção, e contratam os trabalhadores para produzir mercadorias (bem dirigidos para o mercado) visando a obtenção de lucros".
A crise não é, assim, de responsabilidade do capitalismo - mesmo porque não é possível que um sistema seja culpado por nada, as decisões são tomadas por pessoas em cargos chaves, cujos resultados influenciam-se mutuamente - embora muitos considerem que ele seja inerentemente propenso a episódios do tipo, mas foi amplificada por suas qualidades, tanto as negativas quanto as positivas.
Existindo indivíduos por trás das decisões, somos levados a conclusão que as consequências, portanto, têm seus culpados, sim. Mas, certamente, eles não são "o sistema"; são figuras de carne e osso instaladas em posições chaves.
Há múltiplas personalidades, entidades ou grupos com parcelas menores ou maiores de responsabilidade, mas, é claro, estes querem se livrar da peja. Transferem-na a outros ou, quando isso não é possível, coletivizam-na. Como escrevi recentemente, não há melhor estratagema para eximir-se das responsabilidades do que as diluir em um grande contingente de pessoas.
A comunidade especializada já repercutiu uma série de idéias sobre as razões que formaram as bolhas sucessivas que estouraram nas duas últimas décadas, chamadas respectivamente de crises da Ásia, das ponto.coms, das commodities (incluindo aumento muito grande dos preços da energia, que alguns disseram ter uma dinâmica própria e apelidaram de 3ª crise do petróleo), do subprime e, finalmente, grande financeira, a atual. O que todas tiveram em comum foi um incremento no nível de liquidez dos mercados de capital e a facilidade de transferência de recursos de uma aplicação para outra.
A procura pelos culpados deveria se concentrar, então, nestes dois fatores. O segundo, facilidade de mobilização dos recursos, é, na verdade, apontado com grande vilão mundial por uma grande quantidade de economistas, principalmente os ligados a governos despóticos. O controle de fluxos financeiros dá, a quem os possui, um poder discricionário bastante acentuado. Não por outra razão que os neoditadores, como Hugo Chávez, controlam o câmbio assim que assumem as rédeas de um governo. Esse controle, entretanto, não impede que as consequências das crises cheguem a esses países, o que o inocenta automaticamente.
O excesso de liquidez é o culpado então. Mas de onde surge esse facínora? Qual recurso excedente no mundo que está liberando dinheiro antes utilizado? A resposta é trabalho barato chinês. Expropriado pelos governantes e transformado em títulos do Tesouro dos Estados Unidos da América e daí redistribuído para as diversas modalidades financeiros através dos gastos dos cidadãos e governos desse país.
A raiz da crise não está, então, nem no capitalismo e nem nos capitalistas; está na manipulação de uma massa de trabalhadores por um governo despótico autodenominado comunista. É preciso desenhar para que os defensores do Estado forte percebam a barca furada na qual estão embarcando?
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Rodrigo Constantino explica porque a Petrobrás é deles
Já disse as mesmas coisas com outras palavras, mas é sempre bom reforçar uma idéia que está sendo negligenciada por uma grande parcela da população brasileira.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Ou sem juízou ou sem razão

Esse povo todo aí ao lado, provavelmente, não estará no pódio da Fórmula 1, no ano que vem.
Há brigas no comando, que desceram ao vil nível de barraco pré-judicial.
As ameaças da FIA à FOTA e à Ferrari, em especial, são coisa de mafiosos.
Se havia todos esses delitos e eram de conhecimento da FIA, era obrigação desta denunciar antes.
Agora que romperam relações, ameaçar levantar o tapete é apenas mostra de era conivente com o ilícito. E, atualmente, chantagista.
Se está apenas tentando impedir a cisão por meio de discurso, é leviana, como uma Federação internacional não deveria ser.
Não importa qual seja o desfecho, sairá mal na fita.
Melancólico este final de carreira, senhor Mosley.
Atualização: E a coisa só piora. Agora não disse o que havia dito antes.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Teerã avisa
Deixem que nós mesmos fazemos o serviço.
Com a ressalva de que acredito que com ou sem fraude a chance de Ahmadinejad vencer seriam muito grandes. Populistas geralmente ganham as eleições, apesar de tudo.
Mais sobre diplomas
O jornalismo já foi; radialismo e muitos outros estão na fila, mas o bicho vai pegar quando o direito for enquadrado.
O país dos bacharéis vai tremer.
Já têm muito "doutor" perdendo o sono.
Trocam-se os indivíduos; o padrão de conduta permanece o mesmo
A novidade?
É completo, Já vem com os opcionais, como processo pendente.
Aqueçam as turbinas do Conselho de Ética.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Estamos na boa e velha Passárgada
Para este homem, sempre coerente, tortura não é crime político, e quem o comete deve ser punido. Concordo com a tese. Só que roubo é? E sequestro? E homicídio?O entendimento de crime político do senhor Genro é no mínimo míope, para não dizer dirigido.
Parece-me que tentar imputar apenas aos torturadores revendo a jurisprudência sobre a Lei de Anistia é apenas revanchismo dos agora no poder.
Devem eles lembrar que os dois lados foram beneficiados pela lei. Ou se revoga para todos ou a deixe como está. Qualquer outra solução é autoritarismo dos amigos do rei.
Excelente notícia
Somado ao fim da lei de imprensa, acaba-se com o arsenal que o governo militar utilizou para tentar conter a imprensa livre nos anos de chumbo.
Para o mundo ficar perfeito, basta acabar com a obrigatoriedade de todos os outros diplomas para o exercício profissional,
Talvez em um século ou dois cheguemos lá.
Com inimigos como estes, quem precisa de amigos

Como eu já escrevi aqui, não interessa ao governo protelar o início dos trabalhos da CPI da Petrobrás. A ficha já caiu.
Previ também que a oposição iria acabar cedendo a relatoria da CPI das ONGs. E ela cederá, em troca de nada.
Pagarão para fazer um favor ao governo.
Com opositores como esses, não me admira que a popularidade de Lula ainda esteja nas alturas. Estranho seria o contrário.
Os dois lados
Uma é a governista, sempre a favor do mandatário, não importa o que aconteça. Outra é a estrangeira, que mostra o possível, pois tem que conviver com todo tipo de restrição ao seu trabalho.
Depois da eleição iraniana, a estrangeira perdeu seu "direito" de atuar naquele país.
O que vocês pensam a respeito deste indício?
Já na vizinha Venezuela, mais um canal de TV oposicionista corre o risco de ser fechado. Alguma opinião sobre o assunto?
Para nosso presidente o que ocorre no Irã é briga de torcida e os venezuelanos vivem em um país em que há democracia "até demais".
E depois reclamam quando eu digo que ele só abre a boca para falar m...
Estamos preparados para a arrecadação à Obama?

Os milhões que os marketeiros de Obama conseguiram arrancar do estadunidenses fez os tesoureiros do Brasil abrirem os olhos para a internet como veículo de suas campanhas.
Segundo Raymundo Costa, em Valor Econômico, a minirreforma política que nossos políticos querem aprovar até setembro incluirá a nova forma de comunicação aberta pela web. Liberdade para a utilização de sites e, vejam vocês, arrecadação pela rede.
Diz ele: "Mas os deputados discutem seriamente permitir a captação de recursos via doação pela internet. Atualmente é permitido o DOC, ou seja, a tranferência eletrônica. Mas os deputados querem é que o internauta possa fazer doações partir de sua casa como se estivesse fazendo uma compra em loja virtual como a Submarino (www.submarino.com.br) ou na Amazon (www.amazon.com).
Pelo projeto, o internauta entra no sítio determinado(partido, Justiça Eleitoral ou do próprio candidato), passa o cartão de crédito e faz a doação on-line."
Nas, ainda raras, vezes em que faço operações deste tipo pela internet, fico muito, mais muito mesmo, com o pé atrás. Não consigo me tranqüilizar mesmo ao relacionar-me com empresas idôneas, acima de qualquer suspeita. Devido a isso, não imagino ninguém passando seu número para os partidos políticos ou candidatos, os mesmo que fazem de nosso Congresso a vergonha que tem sido.
Os milhões de Obama vieram pela credibilidade, merecida ou não, do candidato. Se os tupiniquins querem mimetizar o que fez o fenômeno eleitoral ianque, devem primeiro adquirir a confiança e respeitabilidade.
Do meu ponto de vista, demorará muito, inclusive pelas ações atuais, completamente divergentes do que seria a meta.
As contribuições, no atual quadro, não pagariam o esforço arrecadatório.
Indignei-me mas não comentei
Haveriam figuras acima da lei neste país?
Atualização: para quem não sabe de qual asneira estava falando, afinal são muitas, aqui está.
terça-feira, 16 de junho de 2009
É melhor ler isso do que ser cego
Prestem atenção ao trecho retirado da reportagem de Leandro Colon e Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo, e reflitam sobre o assunto:
"Em outro caso, de 2 de dezembro passado, o Senado publicou a exoneração de Antônio José Costa Guimarães, acusado pelo Ministério Público Federal no escândalo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que envolveu também o hoje deputado Jader Barbalho (PMDB-PA).
Guimarães estava lotado na liderança do PMDB como secretário parlamentar, com um salário de R$ 7,6 mil. Mas um ato secreto, de 15 de janeiro passado, anulou a demissão. Até hoje uma nova exoneração não apareceu no levantamento dos atos secretos feito pela comissão de sindicância do Senado. Na verdade, Guimarães trabalha na Câmara. É uma espécie de secretário particular de Jader, ex-presidente do Senado."
À minha mente não vem nada que não vergonha de nosso Congresso. É claro que o tal Guimarães pode ser inocente, que tudo pode não ter passado de um grande mal entendido, mas exonerar e depois, secretamente, anular o ato anterior é baixo até para os padrões de nossos políticos.
Quer bancar um aliado, faça, arque, porém, com as conseqüências.
E tais figuras tratam-se como nobres nos palanques da vida. É mole?
Aumentará minha desconfiança
Acredito que os riscos de voar aumentam muito quando novas tecnologias são implantadas, ao menos durante a fase de adaptação. E essas fases são particularmente longas no Brasil.
O detalhe é que, segundo o El País, nosso controle aéreo mudará brevemente. Digam-me, se o controle de vôo no Brasil tem dificuldades para usar o rádio, como vai se virar com o GPS?
Não quero ser catastrófista, porém não me convidem para voar durante pelo menos uns dois anos depois que este GBAS for implantado.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Falta de romantismo?
Não tenho nenhuma simpatia por estas datas comerciais. Dias dos namorados, pais, mães, secretárias e assemelhados são apenas uma forma de fazer o desavisado gastar mais do que deveria, mas não deixa de ser triste quando este pobre desavisado não consegue tornar o seu desejo realidade.
Foi o que ocorreu na última data "festiva".
Daí a pergunta que dá título à postagem, será que o cupido está de férias ou foi demitido devido à marolinha?
Eu tenho minha aposta, e vocês?
domingo, 14 de junho de 2009
Ditadura teocrático-populista
Até acredito que o atual presidente tenha vencido a eleição, afinal é um populista e, em um comparecimento às urnas de cerca de 90%, os demagogos tendem a levar vantagem, porém nada justifica a prisão dos adversários, ainda mais por negar-se a acreditar em pessoas que não são confiáveis.
Nada inesperado, amigos de ditadores têm, normalmente, a coerência de usarem os mesmos métodos sempre que possível.
Chávez, Morales e Lula querem ser amigos de infância de Ahmadinejad. Será que isso diz algo a respeito deles?
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Cavalo de Tróia

Proposta de Simon visa tirar do senador individual o ônus das maracutáias descobertas.
À primeira vista parece algo sensato, à segunda me lembra a psicologia das massas. Onde há multidões, são feitas as piores atrocidades sem que haja culpados.
Se o Senado já é propenso aos disparates com os senadores podendo ser responsabilizados individualmente, o que ocorrerá quando eles não puderem?
Para não variar, visão deturpada de Dirceu
José Dirceu faz a sua defesa do blog Fatos e Dados, mas, como não podia deixar de ser, a coisa toma a forma de um ataque à grande imprensa.Já começa com uma mentira deslavada: "A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) elaborou uma nota de repúdio a iniciativa da PETROBRAS de divulgar no seu blog todas as informações pedidas pelos jornalistas e jornais a respeito da empresa."
A dita associação repudiou o fato da empresa utilizar as perguntas enviadas por seus jornalistas. Caso quisesse se mostrar totalmente aberta, melhor faria a Petrobrás abrindo todas as informações, antes que fossem pedidas por qualquer órgão de imprensa. Não utilizaria, então, as idéias alheias, nem tentaria "furar" os repórteres.
No decorrer do texto, faz uma longa dissertação sobre os meios ilegítimos pelo qual a "mídia" procuraria boicotar os blogs, esquecendo-se, talvez, que grande parte dos blogs, incluindo aquele em que está cometendo este homicídio da lógica, são patrocinados pelas mesmas empresas que denuncia.
E termina com outra mentira, bem ao gosto petista: "Aliás, é o que já vêm fazendo, a pretexto de defender a cultura nacional e o controle da mídia por brasileiros natos. O que não fizeram antes, nunca. Lembrem-se, não defenderam esse controle para nenhum setor de nossa economia. A começar pela Petrobras que todos pretendiam privatizada - PSDB, DEM, era FHC, e mídia à frente."
Como já escrevi aqui, infelizmente nenhum dos citados defende a privatização da Petrobrás. Mas se Dirceu defende que a "mídia" seja apenas mais uma indústria, e que estrangeiros - cidadãos, empresas e instituições - possam controlá-la ao bel prazer, apoiá-lo-ei.
Todos têm seu momento de lucidez, até mesmo os petistas, acho.
Amanhã os Estados Unidos acordarão um pouco melhor
Milhões acordarão sem acesso à TV aberta. Estática, como a figura ao lado, telas azuis ou negras virarão uma epidemia naquele país.Pelo menos durante um curto espaço de tempo haverá incentivo para a leitura, a conversa e as atividades ao ar livre. Ou outras mais íntimas.
Que os demógrafos preparem suas pranchetas. Vejamos se haverá um surto de nascimentos dentro de nove meses.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Podem chamar-me antiquado
Se somos todos iguais perante a lei, porque há de existir ambulatórios para determinadas orientações sexuais, delegacias especializadas para determinado gênero e varas, no sistema judiciário, especiais para crianças e idosos?
Alguém pode me explicar?
Cafeteira explicou, mas
Disse isso ontem,deixando de lado o fato de ter contratado a mãe do garoto para a vaga do mesmo.
A gratidão não é uma virtude bonita?
Gol de placa, contra
Se essa é a grande sacada do PT paulista, ganhamos todos.O Ceará, que perderá um representante desbocado, São Paulo, que verá o petismo ainda mais reduzido, e a Pillar, com o marido mais presente em casa.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Tudo bem explicadinho, nos seus míiiiinims detalhes
Se eu dissesse a Sarney que ia contratar o seu neto, talvez ele ficasse contra, já que esse neto nem frequenta a casa dele. Resolvi contratá-lo porque estava devendo favores ao Fernando (filho de Sarney) que havia me ajudado na reconciliação com Sarney. Quis retribuir e ofereci o cargo - justificou Cafeteira
A justificativa acima está no Blog do Noblat para explicar porque um parente do senador Sarney, o bigodudo mais mal informado do mundo, foi contratado secretamente.
Notem que não foi pelas qualidades do garoto, e sim por dívidas com o Fernando.
E o senador Cafeteira, o assustado da foto, acha que está bem explicado.
Definitivamente, virou Brasil aquela casa.
Felicidade e os tempos atuais
Só são felizes (pensei) aqueles que fixam a sua mente num objecto que não a sua própria felicidade, como a felicidade dos outros, o aperfeiçoamento da humanidade ou mesmo alguma arte ou actividade, procurando-o não como meio, mas como fim ideal em si. Tendo outra coisa em vista, encontram a felicidade pelo caminho. […] Pergunte a si próprio se é feliz e deixará de o ser. A única hipótese é tratar, não a felicidade, mas outro fim que lhe seja exterior, como propósito da vida.
Refletindo sobre o tema, sou levado a concordar com o filósofo. Será possível ser feliz tendo a obrigação de sê-lo? Creio que não, pois tudo que é feito por obrigação não é prazeroso.
E o pior é que nossa sociedade deu para colocar como meta ser feliz. Não temos mais que ser bons pais, funcionários, empreendedores ou qualquer função. Temos apenas que ser felizes, a todo custo.
Não me admira que as vendas de prozac estejam tão altas, querem que façamos o impossível. O que deveria ser um trabalho para um Super-Homem, que no filmes, lembrem-se, era bastante deprimido, ou, mais na moda no momento, um Obama, virou a tarefa do homem comum.
E agora, quem poderá me defender? Chapolim Colorado está disponível?
terça-feira, 9 de junho de 2009
O 28º estado
O título deste posto tomei emprestado de um livro que não recomendo, O Estado dos Imigrantes - o 28º estado brasileiro um mercado de US$ 60 bilhões, mas traz uma idéia interessante e pouco explorada pela nossa literatura, a grandeza dos números que envolvem a diáspora brasileira.
Existem mais brasileiros vivendo nos Estados Unidos do que em Acre, Roraima e, talvez, Rondônia.
Há, também, um número crescente de brasileiros deslocando-se ao exterior para trabalhar, estudar ou, mesmo, livrar-se do país. É a consequência que se paga ao assumir o peso internacional que uma nação com economia, território e população entre as dez maiores deveria ter; deslocamento maior de nacionais, expatriados pelos mais diferentes motivos.
Neste sentido é útil abrir negociações para que estes cidadãos brasileiros tenham maior representação política, compatível com os benefícios culturais e econômicos que nos trazem.
O vídeo trata da conferência que reuniu expoentes de diversas comunidades brazucas ao redor do mundo e de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
É bom que tenhamos começado a discutir o tema, nosso país só tem a ganhar.
Esquerda com discurso ultrapassado
É na Europa.
Mas, ao contrário daqui, eles sabem o que fazer com os anacrônicos. Mandam para casa, não para os palácios.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Modo republicano de governar
Vai ver é por isso que os próceres do governo petista tanto afirmavam que estavam fazendo uma gestão republicana.
Faz sentido.
Parasitas
Onde mais supostas economias de mercado pretendem ser monopolistas, ou impostos são tão altos devolvendo tão pouco aos pagadores.
Se forem escrutinar meu blog à procura de um pedido para a redução da carga tributária, nada encontrarão. Não porque não a ache necessária, mas por não acreditar que seja possível. Nenhum governo abre mão de tributos ao menos em situação de emergência, como considerou a administração Lula ser o caso durante as primeiras ondas da "marolinha".
Tampouco bradei contra o engessamento fiscal, com os impostos direcionados, pois não confio que o governo fará opções corretas. O direcionamento ao menos dificulta que áreas essenciais, como saúde e educação, sejam preteridas no confronto com obras públicas de maior visibilidade, ao modo do que seria o PAC, caso existisse.
Já contra as estatais, estrilei diversas vezes. Sobre a mentira de serem patrimônio público, estas instituições não passam de hospedeiros de parasitas nos mais diversos níveis. O quadro é realmente vergonhoso. Precisamos, nas palavras de Reinaldo Azevedo, desprivatizar a empresa, ou melhor, a presa dos diversos grupos de pressão formada pelos que dela se locupletam, a começar por grande parte dos funcionários.
Haveria razão para uma empresa estratora de petróleo ter um dos maiores quadros de profissionais de comunicação do mundo e uma das maiores bancas de advogados do país? E motivos para, mesmo com tantos funcionários específicos fora de seu escopo operacional, ainda recorrer a assessorias externas nas duas áreas? Ou é indicação de incompetência dos que estão lá ou de que há gente recebendo sem trabalhar.
Se ela é parte do meu patrimônio, quero vender já, enquanto ainda sobra alguma coisa, pois desta forma como vem sendo administrada, não sobrará muito . Mas são justamente os funcionários da empresa os mais combativos contra a idéia. Será que é porque não querem perder mamatas?
De certo temos apenas a utilização política da empresa. Hoje, véspera do anúncio oficial da recessão de nossa economia, diminuem o preço do diesel.
Alguns dormirão felizes, independente do que vem acontecendo. Bom para eles.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Torcida única. Solução?
Não acredito, mas apoio a idéia.
Em geral, os frustrados que se apresentam como torcedores e provocam as confusões nos dias de clássico não precisam de motivos para brigar, apenas de oportunidades. Quando não brigam, ou tentam , contra a torcida de outro clube, fazem-lo entre si ou contra qualquer aglomerado que encontrem pelo caminho, como no vídeo abaixo:
Assim, não haverá uma melhora da segurança pública enquanto não se criar uma punição para os agressores, pois todo o resto é um sintoma do problema, que é deixar marginais agirem inpunimente.
Não devemos, entretanto, deixar que os sintomas sejam negligenciados. Minimizar as possibilidades de confronto é uma atitude inteligente, enquanto o principal não é resolvido, e os baderneiros pressionem mais ainda a superlotação carcerária.
A norma de disponibilizar uma quantidade pré-determinada de ingressos para o visitante é, ao meu ver, anacrônica em todos os sentidos. Por que, raios, a outra equipe tem que, necessariamente, ser acolhida por uma parcela de seus torcedores. Parece-me um resquício do passado.
Que cada agremiação utilize os jogos nos quais é mandante para fazer seus seguidores felizes. E, de preferência, com bons programas para fidelizá-los, tratando-os como consumidores, não como empecilhos.
Com o passar dos tempos, e a limpeza dos bárbaros do ambiente, as arenas esportivas serão novamente palco das famílias, e os torcedores adversários poderão freqüentar juntos, como em todos os locais civilizados.
Neste dia, defesas de torcida única, como a do promotor, não serão mais necessárias.
Tal e qual o mestre
Jobim brincando de G.I. Joe, retirado do site do Josias de SouzaNão apenas o presidente tem um, aparentemente, incontrolável desejo para falar impropriedades. Seus subordinados também o têm.
O Jobim das Selvas o faz como ninguém.
Anunciou que não havia dúvidas quanto ao avião, que a mancha de óleo demonstrava não ter havido explosão, que os destroços já haviam sido localizados e que corpos bóiam conforme a integridade de seus abdômens, mas estes poderiam não ser achados pela equipe de resgate, afinal há muitos tubarões ao largo da costa pernambucana. Já devia até estar pensando em escrever um roteiro para o CSI Fernando de Noronha.
Antes do início das filmagens, porém, o que vem à tona não é o que se esperava, mas a verdade.
Não se encontrou nada do avião ainda. O ministro estava falando sobro o que não entende, só pelo prazer de falar.
Era de esperar-se esse comportamento do blogueiro que lhes fala, talvez do Zé das Couve, mas de um ex-presidente do Supremo? Será que a situação não é suficientemente séria para ele?
Nunca na história deste país, sem dúvida, vivemos em tal ambiente degradado de compostura.
Populismo é ...
Presidente e Ministro do Meio Ambiente de um país aderindo ao abaixo-assinado de um movimento social ambientalista.
Não fariam melhor tomando medidas concretas para evitar que as assinaturas fossem necessárias?
quinta-feira, 4 de junho de 2009
A bomba norte-coreana deixou o mundo nervoso
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Impasse nas CPIs, quem perde?
Mesmo porque é de interesse da oposição mandar a CPI da Petrobrás cada vez mais próxima da eleição de 2010, quando as possíveis, melhor dizer prováveis, irregularidades encontradas terão maior potencial para prejudicar o governo. Não custa lembrar que Dilma Rousseff é a presidente do Conselho da empresa e Gabrielli pretende concorrer a um cargo eletivo na Bahia.
Todos sabemos que uma vez lida, a CPI será instalada, postergar o início dos trabalhos enquanto as ONGs são esquadrinhadas pela oposição apenas torna um martírio agudo em crônico. O PT sabe disso, o PSDB sabe disso, o DEM sabe e, principalmente, o PMDB está carecade saber.
Estando com a faca e o queijo na mão, e o relógio pressionando, é natural que os vencedores de todas as brigas dentro da base aliada, os verdadeiros profissionais, queiram fazer de tudo para aumentar seu cacife. É isso que Jucá deseja.
Resta saber se a oposição vai saber jogar ou cederá. Pelas últimas decisões do grupo, a segunda alternativa parece mais próxima.
Esperemos as próximas rodadas.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Extremo mal gosto
É assim que se está comportando a imprensa na cobertura da tragédia humana representada pela possível queda da aeronave da Air France.
Listar nomes das vítimas, sem a confirmação ao menos de que são realmente vítimas, só serve para inflar a desolação de parentes e amigos.
Ademais, para que serve a informação de que um, hipoteticamente, engenheiro neozelandes ou um cozinheiro árabe estavam no vôo. Pode-se afirmar que são informações de interesse público?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Se havia alguma dúvida sobre as prioridades
Enquanto o batuque na cozinha segue firma, nossa ministra da Casa Civil, da qual eu defendo o afastamento para tratar-se, vai diminuir o ritmo, mas apenas do trabalho mais importante, o interno, típico de sua função governamental.
Alencar debilitado, Lula em El Salvador.
E o Brasil, sem comando, indo para o buraco.
sábado, 30 de maio de 2009
Dúvidas
Chamam assassinos confessos de supostos, mas nunca deixam de referir-se a projetos de lei do Executivo como favas contadas.
Fundo Soberano, mudança na poupança, etc, etc etc, dependem do Legislativo para serem efetivados. Mas não para a mídia.
Será que sou só eu que me incomodo com isso?
sexta-feira, 29 de maio de 2009
CQC e o esfoliante
Acha-o "um grupo que faz jornalismo barato, com perguntas ofensivas e debochadas, tentando desmoralizar os deputados e a Casa". A casa, no caso, é o Congresso, não aquele inferninho que era de propriedade de Moraes, que lhe valeu um processo por lenocínio.
O deputado até ensina como deveria ser o bom jornalismo: "O bom jornalismo não se faz dessa maneira, mas com perguntas inteligentes e respeitosas". Deve estar pensando na criação da Unimoraes, recheada de cursos de comunicação social.
Eu tenho outra visão a respeito do CQC. Gosto, no geral, das perguntas que o programa faz aos políticos. São muito inteligentes, pois destacam fatos verídicos de maneira bem-humorada. Já as respostas...
O deputado poderia gastar um pouco menos do seu tempo praticando a auto-esfoliação e mais com a opinião pública. Afinal, retirar programas de grande audiência de circulação e limitar a liberdade de expressão é coisa de gente autoritária, como o Chávez. Um deputado de um país democrático não deve ser, ou é?
Pior a emenda
Não há mais esperança para o Congresso.
E não fecharam a porta
Se quatro pessoas foram contaminadas porque o faxineiro, ou qualquer outro cujo cargo inclui limpar a tal sala, não fechou a porta, é evidente que mudanças precisam ser feitas. Até o Big Brother Brasil tem um sistema de segurança que impede que uma porta seja aberta sem que a outra seja fechada, por que não Angra.
Não sou, em tese, contrário a construção de usinas nucleares. O país possui imensas reservas de urânio e, relativa, experiência no manuseio de material radiativo. Depois de Goiânia, não havia registro de outros problemas graves neste campo.
Há, entretanto, outras soluções para o Brasil. Contaminante por contaminante, podemos utilizar carvão e petróleo como todas as nações desenvolvidas do mundo, ao invés de nuclear, como poucas. e ainda temos todas as alternativas ditas verdes.
E existe, também, a desconfiança quanto a competência da Eletronuclear. Não é porque ela diz que lida com uma energia segura e barata que devemos acreditar. Só aqui as usinas nucleares funcionariam assim eficientemente. Posso estar enganado pela minha péssima memória, mas estatal era um feudo de Roberto Jefferson antes dos eventos conhecidos como "Escândalo do Mensalão". O que é de assustar, políticos lidando com material perigoso.
Resumo da ópera, talvez seja a hora de fechar as portas de vez, não só da sala de resíduos, mas de todas as usinas por aqui. Pelo menos até que tenhamos políticos, e, consequentemente, técnicos nomeados por eles, acima de qualquer suspeita.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Jogada de mestre
Os especialistas, quando do fechamento do negócio, discordaram. As bolsas mostravam que o grande beneficiados da fusão era o grupo jornalístico, cujas as ações subiram forte imediatamente após a divulgação da notícia. O provedor de acesso, ao contrário, viu as suas cairem, como se a lucratividade futura de seu empreendimento estivesse ameaçado.
A notícia de que o grupo dividirá as empresas novamente é mais um indicativo de que estava certo à época.
Se a AOL ainda existe para ser dividida, a culpa é dos acionistas da Time Warner, que deixaram sua empresa ser adquirida por mercadores de ar. O modelo de negócio da provedora de acesso já se mostrava perdedor no início do século, quando a banda larga estava se consolidando. Sua sobreviência deveu-se à empresa de mídia.
Não só na política, mas também na economia, o novo é um fato muito raro. Quem acreditou que a nova economia ditaria mudanças fantásticas, como a abolição de balanços equilibrados, quebrou a cara. Quem apostou nas boas práticas do passado ganhou. A novidade do caso foi o fato de que os sinais foram trocados. Os geeks apostaram no concreto e os vetustos donos de jornais e TV, no ar.
Ao vigário, um "pai nosso" foi ensinado.
Palavras ao vento
Provará, definitivamente, que a gestão política deve ser afastada da empresa.
Ou qual seria a razão para um crime que teria acontecido 8 anos atrás não ter nem ao menos sofrido investigação.
Se houve indícios de crime na gestão da Petrobrás durante o governo passado, a ministra Dilma, como presidente do Conselho da empresa, é responsável, no mínimo, por ter acobertado isso nos últimos anos.
Quero como a situação vai explicar isso ao povo.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Belluzzo
Começo a pensar que a distorção talvez seja mais séria do que pensava. Não só contratou o Obina, aquele melhor do que o Eto’o, como está declarando que este será um sucesso.
Preocupante.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Novo vídeo-game na praça

Mas desta vez pensado para os mercados emergentes.
Tudo que é pensado para mercados muito restritos, hoje em dia, tendem a não dar certo.
Espero que a empresa tenha sucesso, mais por saudosismo, afinal o único vídeo-game que tive na vida era da Tec Toy, do que por qualquer outro motivo.
Utilizar a rede 3G parece-me uma boa sacada. Ao mesmo tempo que diminui a pirataria, reduz o custo de distribuição.
A esperar os resultados.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Petrobrás: para que a queremos?
Os dois vídeos acima são o programa Globo News Painel de sábado. Discutem a Petrobrás e a justiça, ou não, de haver uma CPI sobre ela.
Com base no que vi no programa e nos noticiários passados, fiz o questionamento que está no título do artigo.
A pergunta não é apenas retórica, a semi-estatal é vista como uma importante fonte de recursos para investimentos e um orgulho nacional, mas ela nos traz o retorno que deveria; o esforço de gerações para construí-la está sendo recompensado? Queremos a Petrobrás para pagar as contas ou para ser um bonito cartão de visitas.
Está claro para a maioria dos analistas que os preços do petróleo serão mais altos no futuro do que são hoje. O FMI, por exemplo, soltou um novo relatório sobre o assunto. Ter reservas, mesmo que pela incapacidade de ter utilizado o petróleo que temos até o momento, é um bom presságio para os anos vindouros, então.
E agora, porém, a Petrobrás dá lucro financeiro para o país? E estratégico?
Financeiro eu posso garantir que não. A confiar nos dados fornecidos pelo engenheiro Ildo Sauer, ela forneceu dividendos aos acionistas na ordem de 30 bilhões de dólares no biênio 2006-2007. Como o Estado é dono de cerca de 40% do capital, embolsou por volta de 12 bilhões , ou 6 bi anuais.
Nada mal, não? Mas quanto deixaria de par em juros se vendesse as ações e pagasse um pouco de suas dívidas? O valor em bolsa varia muito, foi de 270 a 100 bilhões de dólares apenas no ano passado, então vamos utilizar uma cifra intermediária, 150 bi.
Convertendo a parte do Estado, por volta de 60 bi, em dinheiro e abatendo da dívida pública, teríamos deixado de pagar mais do que os 6 bi anuais que recebemos como dividendo, ou seja, o povo está subsidiando a posse das ações por parte do governo com impostos. É isso que queremos, pagar para ter o controle acionário da empresa?
Do modo como está estruturado o controle da Petrobrás atualmente, e creio que foi sempre assim, ela é mais um ônus do que um bônus para o cidadão comum. Se a queremos como uma fonte de lucratividade, tem que pagar mais dividendos para os acionistas. Se para difundir tecnologias e prosperidade, deveria ser mais aberta ao escrutínio público e não se cercar de patentes e segredos. Se para extrair petróleo, unicamente, deveríamos vendê-la e deixar que haja competição com todas as demais petrolíferas.
A função de um governo é produzir bem-estar, não petróleo, aviões ou salsichas. Enquanto está exercendo funções acessórias, não se preocupa com o principal, e perdemos todos.
Que o circo dos próximos meses sirva para a reflexão. Qual das funções está o governo exercendo?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Bravatas oleosas e negras
Este bigodudo que aí em cima está é o senador Mercadante.
Esta patética argumentação que promoveu para dizer que é contra a investigação da Petrobrás pela CPI- ou era, ou seria, ou sei lá -, incluindo ilações sobre as "reais intenções da oposição", é só mais uma prova do meu maior erro em todos os sufrágios dos quais participei.
Sim, um dos votos que elegeram Mercadante ao Senado foi meu. O único voto que o PT logrou entre os que eu dei na vida resultou nisso. E ainda há quem pegunte porque não gosto do partido.
Nem vou tentar explicar o que se passava na minha cabeça quando cometi a improbidade eletiva. O dano foi causado e não há desculpas.
O chefe do Bigode relatou, certa vez, que na oposição "dizemos bravatas". Completo, na situação eles também dizem. Primeiro o senador tentou imputar ao PSDB a intenção oculta de privatizar a Petrobrás - o que, infelizmente, não é verdade; ninguém quer assumir este ônus perante a opinião pública, embora seja uma idéia muito boa a venda - e, diante da falta de provas para sustentar o que falava, mudou o discurso, dizendo ser contra para deter um desejo oposicionista de impedir mudanças na lei.
Fora isso, seria louvável da oposição. Com pouco mais de uma década, a legislação petrolífera brasileira conseguiu fazer a indústria sair da quase paralisia para a que mais investe no país. E trouxe capital e tecnologia do mundo inteiro. Agora se vem com essa idiotia de mudar o regime, pois os grandes produtores do planeta utilizam outro. Querem que nos espelhemos em Venezuela, Arábia Saudita e Irã? Fala sério.
Pelo jeito, haverá CPI e ela será um circo. O mestre bigodudo da argumentação pretende estar lá. Espero que apareça muito. Quanto mais mostra a cara, menores as chances de retornar na eleição de 2010.
Se só para isso, a investigação já terá valido. Se, como efeito colateral, não mudarem a legislação e venderem a imprensa, mudo minha orientação religiosa. Gritarei todos os dias: Deus seja louvado.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A minha pode ser bem purinha
Então um brinde a todos, pelo dia da cachaça, e desce mais uma.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Nada mais natural
Típico do autoritário a dica.
Quanto mais controlada e de mão única é mídia, melhor para os políticos, principalmente aqueles que se lixam para a opinião pública.
Não sou político, e prezo a internet porque não é unidirecional, mas indicarei um programa de tv, como o ministro. Mas sugiro que o assistam aqui.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Sem comando
Fica a pergunta, aquela que não é candidata, segundo o TSE, e não pretende fazer uso político da doença, apesar de ter marcado uma entrevista com apresentadora da rede Globo, não deveria pedir licença de suas funções?
Temos um presidente que não gosta de governar, um vice adoentado e uma ministra da Casa Civil, a capitã do time, idem.
Quem está botando ordem na bodega?
Será que está havendo batuque na cozinha?
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Família feliz
Mas fica a dúvida, por que os Gomes gostam tanto de levar familiares em viagens oficiais?
Ou será que o senhor Ciro foi a Nova Iorque a passeio com passagens pagas pela Câmara?
Um natal sem fim
Nada disso era o motivo de espanto de Medina. O que o intrigava era o fato de um ás do mercado financeiro ter afirmado que era hora de investir na economia real. Armínio Fraga, o ás em questão, teve um bocado de contratempos de lá para cá, mas o fato de causar tal comoção investir nas empresas brasileiras é sintomático. E nada de muito substancial mudou desde lá.
Os impostos continuam escorchantes, leis trabalhistas malucas e risco maior do que o do mercado de capitais. Por que investir na economia real então?
É, os deuses poderiam não estar locucos, mas talvez Armínio estivesse.
Observação: Na seqüencia do áudio há uma entrevista do diretor de Tropa de Elite, José Padilha, antes da finalização do filme.
domingo, 17 de maio de 2009
La verdad está lá fuera
A explicação, como quase sempre, está na política.
Como mostra uma pesquisa à qual o Estadão faz referência hoje, os argentinos admiram os políticos brasileiros. Se isso não bastasse para dar o tom da tragédia, perguntados a dizer quais políticos estrangeiros votariam para presidente argentino, acham que as melhores opções entre as disponíveis são Lula, com 25% das preferências, e Chávez, com 23%.
Ainda há alguma dúvida de porquê eles estão indo de mão a pior, Balu.
sábado, 16 de maio de 2009
Agora temos uma CPI
Muita mídia e pouco trabalho vem sendo a máxima dos trabalhos que vieram a público neste ano.
Ouvi falar das CPIs das escutas telefônicas, da pedofilia, etc, etc, etc.
Resultados práticos? Nenhum.
Resta-nos, aqueles que pagam a conta da investigação, torcer que esta seja diferente.
A esperança é a última que morre.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Petrobrás e a responsabilidade
Farei um curto comentário sobre a, possível, CPI da Petrobrás.
O governo está tratando a tentativa de instaurar essa comissão como um crime de lesa-pátria - ou lesa-majestade, o que preferirem -, mas não vejo momento mais adequado para que se faça uma investigação sobre a empresa.
A despeito das denúncias de improbidade administrativa, das mudanças fiscais suspeitas e qualquer outra mazela que possa ser encontrada, devemos lembrar que o governo pretende mudar o marco legal da exploração petrolífera no país.
Algo grandioso como isso não pode ser levado a cabo com suspeitas de o principal ator, que seria beneficiado pelas alterações no roteiro, ser um canastrão incompetente.
Se a Petrobrás é uma empresa que não resiste ao escrutínio de suas práticas administrativas, como diz Gabrielli, a CPI não é apenas um desejo da oposição; é uma necessidade de seus acionistas, e, como a grande parte das ações pertence à União, do país, conseqüentemente.
Irresponsabilidade é, ao contrário do que diz Lula, não fazer as averiguações cabíveis.
Amostra do que vem por aí
O vídeo acima demonstra o crime que as "autoridades" racistas estão promovendo no país.
Querem obrigar parcelas da população a viver conforme seu fenótipo, patrulhando-as ideologicamente, obrigando que grupos raciais - já, devidamente, negados pela ciência- formem-se.
Se há a legitimidade dos grupos de pressão em uma democracia, há também o reverso da moeda, o rent seeking, exemplificado pelas medidas que Carlos Santana defende. Grupos conseguirão vantagens injustificadas.
Ao afirmarmos que, hoje, os afrodescendentes (e como já afirmei neste blog, a categoria é ampla, pois nossa espécie gerou-se na África) devem ser compensados pela escravidão em época anterior a de nossos bisavôs, devemos considerar todas as realizações do Estado, desde aquela época, ilegítimas, revogando-as, portanto.
Racializando problemas que não são raciais, mas sociais, consiguiremos apenas dar a luz a distorções. A justiça não será feita, a injustiça, porém, encontrará campo fértil para prosperar.
Obrigar um indivíduo a agir conforme um modelo é a cartilha dos movimentos totalitários. Estamos os vendo prosperar e nos calamos. Chegará a hora em que não haverá mais a possibilidade de gritar contra a injustiça, e os injustiçados seremos nós.
Trabalho animal
Parece que os daquela espécie estão sendo melhor tratados do que os da nossa.
Há, entretanto, algo de pobre na Dinamarca, de tanto ver Monkey Business na NatGeo, não sou favorável à utilização destes animais para filmagens.
Por que colocar animais irracionais se podemos ter o mesmo efeito com os racionais?
Basta achar os adequados, capazes de agir como chimpanzés. É só fazer o teste:


Caso tenha passado, procure o recursos humanos da Globo.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Pena de morte
Algumas notícias, entretanto, fortalecem ainda mais minha convicção. Esta é uma.
Mesmo não acreditando na existência de Deus, tenho certeza que os humanos não podem assumir a função.
A injustiça será quase uma certeza.
Não temos, mais, marechais

Diz o Estadão: Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 108 anos, o marechal Waldemar Levy Cardoso, o último marechal vivo no País.
O que podemos extrair da notícia? Duas coisas: a ruim, o último marechal vivo não o está mais, ou seja, para morrer basta vivo estar. A boa, não nos envolvemos em guerras a tanto tempo que ninguém mais foi alçado ao macheralato.
Espero que as coisas fiquem assim mesmo. Feliz do país que não possui marechais.
Mais feliz ainda aquele que possui bons políticos, mas aí é outra fase.
Ps: Outra coisa que se apura do texto é que o homem era meio chegado ao golpismo, mas como dizem que todo morto é santo, não nos aprofundaremos nisso.
Economia do Kindle DX
Pensemos um pouco; como é possível, em uma sociedade cada vez mais letrada e na qual a informação é essencial, os jornais estarem passando por uma crise financeira nunca vista?
A resposta está na inadequação da mídia à proposta do veículo, ser um meio de informação.
Há muito, os jornais deixaram de ser fonte primária de informação. Eles são utilizados, atualmente, como passatempo dos anciãos e como suporte de colunistas opinativos. Ao grande público, todas as notícias "frescas" chegam por meios eletrônicos.
Neste cenário, não é de admirar-se que as receitas estejam declinando e o número de assinantes, cadentes. A maioria dos jovens não conseguem encontrar valor nos jornais.
É aí que entra o Kindle DX, anunciado para o terceiro trimestre, que une as vantagens da velocidade de transmissão de informações da mídia eletrônica com a comodidade de leitura do papel eletrônico (explicação de como funciona, em inglês), em uma tela de 9,7 polegadas. Podendo agradar aos jovens e aos anciãos, no lado do consumidor.
Para os produtores de conteúdo, abrem-se uma enorme oportunidade. Jornais têm um monopólio natural, daí a pouco quantidade de empresas que cada localidade pode conter, devido ao gigantesco custo de entrada. O maquinário é investimentos pesadíssimo, e os lucros, quando vêm, demoram anos para chegar. E os custos de manutenção do parque fabril e da distribuição do produto final também são muito altos.
É visando se livrar desse último que três dos principais jornais dos Estados Unidos oferecerão, segundo Kenneth Li, do Financial Times (em reportagem reproduzida pelo Valor Econômico), com desconto, os leitores eletrônicos como parte da estratégia para ampliar as receitas digitais.
The New York Times, Boston Globe e The Washington Post utilizarão, em escala experimental, o Kindle DX em regiões onde a entrega em domicílio está indisponível. Podendo ampliar a base de clientes, sem ampliar os custos de distribuição na mesma proporção, pois ela é feita através das redes operadas pelas empresas de telecomunicações que já suprem de serviços a Amazon, distribuidora do aparelho.
Este pode ser o último sopro de esperança para os grandes grupos de mídia, hoje, baseados na impressão de tinta em papel. Se funcionar, beneficiará a muitos, se não, muitos outros blogs estarão concorrendo com o meu em um futuro não tão distante.
Veremos o que ocorrerá.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Para os pombos tudo ou, ao menos, milho
Enquanto isso, nós, ou nossos representantes, a fazer loas aos programas de transferência de renda e ao emPACado, aqui e lá fora. Ou, como diz Zé Geraldo, dando milho aos pombos.
Amorim no Hard Talk
Como sempre, é muito mais difícil convencer os estrangeiros do que os nacionais dos "milagres" que a administração Lula está fazendo no país.
Amorim tentou; Jonathan Dimbleby não parece ter saído convencido. Ainda bem, pois, como de hábito, as "realizações" apontadas estão no campo das promessas. O ministro teve a coragem de apontar as obras de infraestrutura financiadas pelo governo como um fator de crescimento (faltou usar o termo PAC). Disse mais, que aqui não temos o preconceito ideológico que impede os países da Europa e América do Norte de interferir na economia.
Em que mundo vive o topetudinho? Será que ele está falando dos mesmos países que estão intervindo loucamente há muitos meses? Ou será que ele também Life on Mars?
Destaque para a saia justa ao tentar explicar se a afirmação de Lula - de que a crise tinha sido criada por gente branca de olhos azuis - era apenas boba ou racista. Resposta do entrevistado, nem uma nem outra, era uma metáfora.
Pergunto eu, então, a metáfora foi apenas boba ou foi racista?
terça-feira, 12 de maio de 2009
Apesar de tudo e todos, a globalização segue
A Islândia, apontada como vítima da vez, principalmente seu governo passado, resolveu que há uma forma de proteger-se de problemas futuros, aprofundá-la.
Até mesmo os que a detestam, como fazia Milton Santos, admitem que há muito que ela poderia fazer para melhorar o mundo. Só que pensam em um "outro mundo possível", traduzindo, menos capitalista e livre.
Sou entusiasta da globalização. Cedo ou tarde ela acabará destruindo essa besteira que é a pátria. O problema é que esse avanço mede-se em gerações, e não em anos, tornando-me um mero resquício de pó, quando ela chegar ao ápice.
Mas, se houver vidas pós-essa, estarei me regozijando.
Relativismo cultural: pense bem antes de apoiá-lo
Em certas ocasiões, penso: Não seria o caso de condenar os relativistas a viver nestas sociedades tão avançadas?
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Cidade limpa,segura e bonita
Como vemos, São Paulo era, 3 anos atrás, mais suja e violenta que hoje, e ao menos tão detestável quanto, mesmo com algumas mudanças como a ponte estaiada e a praça Victor Civita. Como vemos, as melhorias incrementais acontecem, mas não na velocidade que gostaríamos. Um problema é que talvez sejamos muito exigentes conosco.
Em 2000, inaugurou-se a Millenium Bridge com cobertura internacional e louros à genialidade dos autores. Em julho de 2005, ocorreram ataques terroristas que foram, por qualquer ângulo abordado, piores dos que nos assolaram. Em outubro de 2005, estive por lá. Fui furtado ao chegar, visitei a ponte (uma pinguela chique) e andei pela cidade, que exibe cacofonia na arquitetura também e poluição visual, cheia de placas para todo lado, com anúncios mil, e até comércio de rua; ofereceram-me uma coxinha em bom português brasileiro.
Como vemos, não é só no Natal frio que estamos nos aproximando do primeiro mundo, mas em muitos itens. São Paulo é tão detestável quanto qualquer metrópole de bom tamanho. Não chegamos ainda ao título do artigo, mas chegaremos lá. Isso, como diz Tutty Vasquez, o povo não vê.
Ainda me candidato ao cargo
Agora um especialista diz o mesmo.
Ser especialista está cada vez mais fácil, não é preciso dizer nada além do óbvio.
Outras dessas e candidatar-me-ei à função, parece haver uma carência.
